O último vencedor acabou a carreira, dois dos candidatos não estão lá, sobrou um verdadeiro favorito. O Giro arrancava esta sexta-feira com a certeza de que Jonas Vingegaard partia lançado para agarrar na camisola rosa, conquistar a prova e completar a tríade das Grandes Voltas depois de já ter vencido o Tour, em 2022 e 2023, e a Vuelta, em 2025.
O dinamarquês da Visma, que esta temporada já ganhou Paris-Nice e a Volta à Catalunha, beneficiava do facto de nem Richard Carapaz nem João Almeida estarem em competição: o equatoriano foi operado a um quisto e decidiu abdicar para se preparar para o Tour, enquanto que o português não recuperou a tempo de um vírus que contraiu em fevereiro. Assim, na estreia no Giro, surgia mesmo a ideia de que Jonas Vingegaard tinha pouca ou nenhuma concorrência que o separasse do feito de integrar o lote de vencedores das três Grandes Voltas. Mais do que isso, que o separasse do feito de integrar esse lote antes de Tadej Pogacar.
“Não acho que seja o único favorito”, disse o ciclista dinamarquês na antevisão. “Acho que estão cá muitos outros ciclistas fortes, que também têm uma chance. Não acho que isso esteja correto. Estou extremamente feliz por estar aqui, é um sonho concretizado. Espero conseguir fazer uma boa corrida nas próximas três semanas e em Roma vemos que resultado tenho. Acho que tive uma boa preparação para o Giro. Sempre sonhei estar aqui, lembro-me de assistir na televisão quando era miúdo. É uma corrida especial e Itália é um país especial para mim. O Giro é muito imprevisível, temos de estar prontos para tudo todos os dias, porque as surpresas aparecem em todo o lado”, acrescentou.
A edição de 2026 conta com 3.468 quilómetros, uma média de 165,1 por etapa, e apenas um contrarrelógio, de 42 quilómetros, logo depois do segundo dia de descanso. Em termos de dificuldade, tem 48.700 metros de desnível positivo acumulado, perdendo cerca de 3.500 metros em relação à edição anterior. Ao longo das próximas três semanas, as 21 etapas dividem-se em oito etapas planas, sete de média montanha e cinco de alta montanha, sendo que existem ainda sete chegadas em alto.
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Outra das novidades é a estreia da Bulgária como palco do arranque do Giro, recebendo as três primeiras etapas, com a prova a começar fora de Itália pela 16.ª vez. Assim, esta edição conta também com três dias de descanso, mais um do que os habituais e regulamentares dois, com a medida excecional a ser autorizada pela União Ciclista Internacional para permitir que as equipas possam viajar da Bulgária para Itália sem qualquer contratempo. Assim, esta sexta-feira, o Giro começava bem junto à costa do Mar Negro, com uma ligação plana de 147 quilómetros entre Nessebar e Burgas.
Manuele Tarozzi e Diego Pablo Sevilla protagonizaram a primeira fuga da etapa e não demoraram a alcançar mais de dois minutos de vantagem. Atrás, no pelotão, Ayco Bastiaens (Soudal Quick-Step), Amanuel Ghebreigzabhier (Lidl-Trek) e Hartthijs De Vries (Unibet Rose Rockets) iam controlando as ocorrências para Paul Magnier, Jonathan Milan e Dylan Groenewegen, respetivamente, os três grandes candidatos à primeira camisola rosa do Giro.
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A fist bump and the breakaway is over!
???? 17 KM remaining, and the sprint in Burgas is getting closer and closer ????
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Os dois fugitivos foram perdendo vantagem de forma natural e principalmente a partir da marca dos 50 quilómetros para a meta, com as duas leves subidas do Cabo Agalina a servirem para colocar algum ritmo no pelotão. Tarozzi e Sevilla foram alcançados a pouco mais de 20 quilómetros do fim, mas os ataques só apareceram já mesmo na ponta final e quando as equipas começaram a mobilizar-se para encontrar a dianteira do enorme grupo.
Os últimos metros acabaram por ser dramáticos. A estrada estreitou de forma muito acentuada e foi impossível evitar uma queda generalizada que deixou o troço bloqueado com ciclistas e bicicletas, conseguindo escapar apenas os cerca de dez atletas que iam mesmo na frente. Aí e na chegada ao sprint, o francês Paul Magnier de apenas 22 anos foi o mais forte e venceu a primeira etapa do Giro, sendo também o primeiro a vestir a camisola rosa da prova. Tobias Lund Andresen e Ethan Vernon fecharam o pódio, com Jonathan Milan a cruzar a meta no quarto lugar e Dylan Groenewegen a ser um dos que ficaram presos na sequência da queda.
Nélson Oliveira foi o melhor dos três portugueses em prova, em 67.º, enquanto que António Morgado ficou em 73.º e Afonso Eulálio em 118.º. Jonas Vingegaard, o crónico favorito à conquista do Giro, cruzou a meta em 76.º. A segunda etapa, este sábado, é uma longa tirada de 221 quilómetros entre Burgas e Veliko Tarnovo que termina numa subida de 3,5 quilómetros a 7,5% de inclinação e em empedrado.
????An action-packed final kilometer: chaos, drama and an incredibly tight sprint finish!
????Ultimi 1000 m da brividi tra imprevisti e uno sprint tiratissimo!
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