O secretário-geral da CGTP defendeu esta sexta-feira que esta central sindical é que “tem assumido” ao longo dos últimos meses “a condução da luta” contra o pacote laboral e avisa que não condiciona a sua intervenção “a ninguém”.
Questionado sobre se a CGTP fez algum contacto prévio com a UGT para que se junte à concentração prevista para quinta-feira em frente à Assembleia da República, Tiago Oliveira indicou que esta foi alvo “de discussão com outras estruturas”, à luz de outras iniciativas já realizadas, como a greve geral de 11 de dezembro, que contou com a convergência da central liderada por Mário Mourão, ou a greve do passado dia 3.
Não obstante, e não mencionando diretamente o nome da UGT, Tiago Oliveira considerou que foi a “CGTP que, ao longo de todos estes meses de discussão do pacote laboral, tem assumido a condução da luta”, lembrando nomeadamente as várias manifestações realizadas, as “duas greves gerais” e o abaixo-assinado entregue ao primeiro-ministro que contou com “190 mil assinaturas”.
“Quer isto dizer o quê? Quer dizer que a CGTP não condiciona a sua intervenção a mais ninguém, a não ser aos trabalhadores”, vincou o líder desta central sindical, em conferência de imprensa, após reunião do Conselho Nacional, e sublinhando que é a estrutura que “define a sua linha orientadora e aquilo que tem de fazer para derrotar o pacote laboral”.
O secretário-geral desta central sindical adiantou ainda que a concentração convocada para quinta-feira frente à Assembleia da República é, por isso, mais um momento “para que a voz dos trabalhadores seja ouvida” e disse acreditar “profundamente” que o chumbo desta proposta de lei é “do interesse de todos”.
Na conferência de imprensa, Tiago Oliveira considerou ainda que há “todas as condições” para o pacote laboral “ser derrotado” na próxima semana no parlamento, reiterando que os partidos serão responsabilizados pelo seu posicionamento, e acusou o Governo de “encurtar prazos”.
A proposta de lei de revisão da legislação laboral será debatida em plenário na próxima quinta-feira, dia 18 de junho, e, em princípio, votada na generalidade no dia seguinte, 19 de junho.