O festival Marés, que se realiza pela primeira vez em Matosinhos depois de anos em Gaia, arranca na sexta-feira com um dia esgotado, um ‘slide’ e James e Da Weasel em cartaz, anunciou esta quinta-feira o presidente executivo da PEV Entertainment.

Em declarações à Lusa, Jorge Lopes, presidente executivo da PEV Entertainment, promotora do evento, disse que a praia do Aterro em Matosinhos, no distrito do Porto, é o novo recinto do festival e é um “espaço incrível”.

O recinto, junto ao mar, tem uma lotação diária de 40 mil pessoas, estando já esgotado para domingo, dia em que atuam Ozuna, Myke Towers, Calema e Soraia Ramos, revelou. O dia de sábado também já está “praticamente esgotado”, devendo mesmo esgotar até ao final do dia.

Festival Marés Vivas deixa Gaia e passa a realizar-se em Matosinhos sob o nome Marés

A PEV Entertainment organizava desde 2007 o festival Marés Vivas em Vila Nova de Gaia, onde teve várias localizações, desde a praia do Cabedelo, a antiga seca do bacalhau e, nos últimos quatro anos, o antigo parque de campismo da Madalena.

Mas, este ano, e após uma divergência com a Câmara de Vila Nova de Gaia sobre a relocalização do festival, a PEV Entertainment mudou-se para Matosinhos e retirou o ‘Vivas’ do nome.

Apesar da mudança de local, o festival Marés mantém o seu ADN, os seus quatro palcos e a sua essência, garantiu Jorge Lopes.

Além disso, o presidente executivo da PEV Entertainment destacou que estão reunidas todas as condições para dar um passo em frente e crescer, quer em termos de lotação, quer em termos de estrutura. “Neste momento, o que nos agrada efetivamente é termos a possibilidade de fazer crescer o festival”, vincou.

À semelhança de anos anteriores, o recinto vai ter uma roda gigante e, como novidade, um ‘slide’ que vai atravessar todo o recinto dando aos festivaleiros uma visão diferente do espaço, contou Jorge Lopes.

“O ano passado, o ‘slide’ só atravessava a entrada do recinto, este ano vai atravessá-lo de uma ponta à outra, o que vai ser interessante porque o público vai poder sobrevoar em frente aos palcos”, apontou.

Já sobre o cartaz, que este ano tem nomes como Da Weasel, James, Vizinhos, Ozuna, Seal ou Dealema, Jorge Lopes confessou que a mudança de local condicionou a elaboração do mesmo, mas o resultado final é “muito bom” porque tem “muito bons artistas”.

“Esta alteração foi algo que nos condicionou ali durante três ou quatro meses e não nos permitiu avançar com as propostas que tínhamos na altura, mas estamos contentes”, admitiu.

Já sobre a continuidade do festival em Matosinhos, Jorge Lopes afirmou que será para manter ali nos próximos anos.

Ainda sobre o recinto, o presidente executivo da PEV Entertainment apontou que está adaptado a pessoas com mobilidade condicionada, tendo zonas de acesso específicas, casas de banho adaptadas e uma equipa para dar apoio.

Os concertos contam ainda com interpretação em Língua Gestual Portuguesa e coletes de vibração para pessoas surdas, sustentou. A acrescentar a isto existirá, junto à entrada do recinto, a sala de pausa com um ambiente mais calmo e tranquilo, com iluminação suave e disponível para qualquer pessoa, ressalvou.