As habitações transacionadas em 2025 totalizaram 41,2 mil milhões de euros, correspondendo ao valor mais elevado da série iniciada em 2009 e a um crescimento de 21,7% face a 2024, avançou esta sexta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

No ano passado, transacionaram-se 169.812 alojamentos de habitação, um aumento de 8,6% relativamente a 2024, com mais cerca de 13.500 unidades, concluiu o INE, nas Estatísticas da Construção e Habitação 2025.

Segundo os dados da autoridade estatística, em 2025 registaram-se crescimentos no licenciamento de edifícios e fogos, no número de transações, avaliações, preços e rendas, tendo havido uma diminuição no número de edifícios concluídos e um aumento na conclusão de fogos.

No ano em análise foram realizadas cerca de 146.000 avaliações bancárias no âmbito da concessão de crédito à habitação — cerca de mais 6.000 face a 2024 –, o valor mais alto desde 2009.

Segundo o INE, o aumento das avaliações bancárias (4,3%) “ficou aquém do crescimento registado no número de transações (8,6%) no mesmo período”.

Em 2025, foram licenciados 26.227 edifícios em todo o país, numa subida de 1,4% (7,8% em 2024), dos quais 76,1% eram construção nova (75,0% em 2024), enquanto as obras de demolição representaram 4,9% (5,6% no ano anterior).

Dentro da habitação nova, os edifícios licenciados destinados a habitação familiar somavam 16.279, num aumento de 3,8%, enquanto entre o total de edifícios licenciados, 62,1% “corresponderam a construções novas para habitação familiar”.

O INE estima ainda que tenham sido concluídos 16.964 edifícios, uma descida de 3,0% face a 2024, tendo a construções novas representado 82,0% do total. Entre os edifícios concluídos, mais de três quartos (78,3%) são destinados a habitação familiar.

Apesar da diminuição na conclusão de edifícios, o número de fogos concluídos cresceu 8,7% face a 2024, para 30.425.

Nas construções novas para habitação familiar, o número de fogos totalizou 27.301, o correspondente a um crescimento anual de 10,7%.

No ano passado foram licenciados 48.844 fogos em Portugal, mais 14,6% que em 2024, no valor mais elevado desde 2011, dos quais 42.066 eram destinados a construções novas para habitação familiar.

Preço da habitação

O preço mediano de alojamentos familiares foi de 2.076 euros por metro quadrado (euro/m2) em 2025, representando um aumento de 16,8% face ao ano anterior, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados esta sexta-feira.

No ano passado, o preço mediano da habitação manteve-se acima do valor nacional nas sub-regiões da Grande Lisboa (3.439 euros/m2), Algarve (3.139 euro/m2), Península de Setúbal (2.596 euro/m2), Região Autónoma da Madeira (2.500 euro/m2) e Área Metropolitana do Porto (2.305 euro/m2), de acordo com as Estatísticas da Construção e Habitação relativas a 2025.

Dos 308 municípios do país, 56 apresentaram um preço mediano superior ao valor nacional, localizados maioritariamente nas sub-regiões Grande Lisboa (todos os nove municípios), Península de Setúbal (todos os nove municípios), Algarve (14 dos 16 municípios) e Área Metropolitana do Porto (nove dos 17 municípios).

O município de Lisboa registou o preço mais elevado do país (4.875 euro/m2) e verificaram-se também valores superiores a 3.500 euro/m2 em Cascais (4.550 euro/m2), Oeiras (4.187 euro/m2), Loulé (3.993 euro/m2) e Lagos (3.801 euro/m2).

O INE avançou ainda que os preços da habitação aceleraram em 11 dos 24 municípios com mais de 100.000 habitantes no primeiro trimestre do ano, destacando-se Funchal e Guimarães com os maiores acréscimos.

Segundo as estatísticas de Preços da Habitação ao Nível Local publicadas pelo INE, no primeiro trimestre de 2026, todos os municípios com mais de 100 mil habitantes da Grande Lisboa, Península de Setúbal e Área Metropolitana do Porto, com exceção de Gondomar e Santa Maria da Feira, registaram preços medianos de habitação superiores ao valor nacional (2.337 euros/m2).

Os preços medianos de habitação mais elevados, superiores a 4.500 euros por metro quadrado, registaram-se nos municípios de Lisboa (5.292 euros/m2), Cascais (5.000 euros/m2) e Oeiras (4.511 euros/m2). Os preços da habitação aceleraram em quase metade dos municípios mais populosos, com o INE a destacar o Funchal (+25,2 p.p.) e Guimarães (+24,1 p.p.).

Por outro lado, o município de Matosinhos (-11,9 p.p.) registou a maior desaceleração no arranque do ano.

Já os municípios de Porto e Lisboa registaram acréscimos de 2,4 p.p. e 0,3 p.p. nas taxas de variação homóloga do 4.º trimestre de 2025 para o 1.º trimestre de 2026, respetivamente.

No 1.º trimestre de 2026, o preço mediano dos 35.953 alojamentos familiares transacionados em Portugal foi 2.337 euros/m2.

O INE adianta ainda que o número de transações foi menor do que o registado no mesmo trimestre de 2025 (40.163 transações), representando um decréscimo de 10,5% (-5,3% no trimestre anterior).