Uma época especial de exames nacionais. Foi esta a solução anunciada pelo ministro da Educação, se bem que sem muitos detalhes, para responder às desigualdades criadas por alguns alunos estarem a par das suas notas, e outros ainda não as saberem ou poderem ver as suas classificações alteradas devido a “desconformidades na digitalização”. Contudo, os detalhes ainda são parcos, e são esperadas “esta tarde” mais explicações do Júri Nacional de Exames (JNE).

Fernando Alexandre indicou ainda que a possibilidade não tinha sido discutida com os diretores, mas que a nova época especial servirá para a candidatura à segunda fase do concurso de acesso ao Ensino Superior, cujas datas também vão sofrer alterações.

Esta terceira época de exames está marcada para setembro — com um calendário ainda por finalizar — e contará como “segunda fase” para os alunos que “não disponham de toda a informação necessária para decidir se devem ir à segunda fase” que arranca já esta terça-feira, uma vez que o prazo para a inscrição termina esta segunda-feira e ainda existem resultados a ser atualizados. Estão incluídos “os alunos cuja classificação venha a ser alterada em resultado das desconformidades da digitalização”, continuou o ministro.

O calendário do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES), cuja primeira fase começa esta segunda-feira e termina a 6 de agosto, não vai sofrer qualquer alteração uma vez que, de acordo com Fernando Alexandre, “não há necessidade”. Já o final da segunda fase do concurso de acesso ao Ensino Superior está previsto ser alterado do “início de setembro” para “meados” do mesmo mês. Estava previsto ocorrer de 24 de agosto a dia 2 de setembro.

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Os prazos da época especial ainda não são conhecidos e, como fez questão de explicar o ministro, alguns aspetos do seu funcionamento também não. Fernando Alexandre reitera que esta época especial se destina aos alunos que “queriam ir à segunda fase e não puderam”, e que foi desenhada esta possibilidade para “garantir que os alunos vão ter as condições de todos os outros”. Quando questionado sobre se um aluno podia ir à segunda fase que arranca esta terça-feira, e à época especial em setembro, o governante admite não estar informado sobre o tema, e que o Júri Nacional de Exames tem que decidir sobre isso “esta tarde” apesar de as inscrições para a segunda fase terminarem esta segunda-feira. “Os termos da época especial são do JNE e EduQA”, concluiu.

De qualquer forma, Fernando Alexandre acredita que o número de alunos a inscrever-se nesta terceira prova será “bastante reduzido” — já que a própria amostra que concorre em segunda fase representa “apenas 10%” de todos os alunos. Contudo, nos anos anteriores não se verificaram os problemas identificados este ano.

Já com uma salvaguarda assegurada, o ministro da Educação está “confiante” que a segunda fase dos exames nacionais em que a classificação será feita da mesma maneira do que a da primeira fase pode ser “muito tranquila”, referindo que aquilo que gerou “a perturbação” foram “processos que podiam ter sido tecnicamente evitados”, de acordo com uma análise feita “a posteriori”. Contudo, a introdução desta época especial, segundo os detalhes já anunciados pelo responsável, deverá coincidir com o início do próximo ano letivo. Questionado pelo Observador, Fernando Alexandre diz que se traduzirá num “esforço adicional” dos professores.

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“Não tendo corrido tudo bem, há consequências negativas”, afirma o governante, mencionando os problemas associados ao processo de digitalização das provas, mas confessa que considera esta “consequência” como “aceitável” e está “certo de que os professores compreenderão”.