Os músicos Eszter Haffner, Edgar Moreau, Stephan Picard, Anna Samuil, Alexandra Scott, Matthias Samuil e Filipe Pinto-Ribeiro protagonizam esta quarta-feira o concerto de abertura do 12.º Festival Verão Clássico, em Lisboa, que prossegue até 1 de agosto.

O concerto desta quarta-feira, às 21h, no Teatro Thalia, inclui peças de Verdi, Rossini, Puccini, Mendelssohn, Shchedrin e Haydn. 

“Ao Festival regressam músicos de referência internacional, cuja presença continuada tem contribuído para afirmar a identidade artística do certame, como o clarinetista Pascal Moraguès, os violinistas Stephan Picard, Eszter Haffner e Lena Neudauer, o violetista Lars Anders Tomter, o violoncelista Giovanni Gnocchi, a contrabaixista Alexandra Scott, a soprano Anna Samuil e o pianista Eldar Nebolsin”, disse à agência Lusa o diretor artístico do Verão Clássico, o pianista Filipe Pinto-Ribeiro.

O Teatro Thalia recebe ainda outros concertos, no dia 25, às 21h. O programa é preenchido por peças de Mozart e Schostakovich, com os músicos Stephan Picard, Eszter Haffner, Filipe Pinto-Ribeiro, Matteo Fabi, Anna Samuil, Matthias Samuil, Alexandra Scott e Gustavo Rebelo.

No dia 29, um concerto dedicado a Liszt e a Brahms, “dois dos grandes compositores do romantismo musical, que aqui estarão em diálogo com as obras para piano solo virtuosísticas de Liszt e o célebre quinteto com clarinete de Johannes Brahms”.

Este concerto é protagonizado por Filipe Pinto-Ribeiro, Pascal Moraguès (clarinete), Lena Neudauer e Esther Hoppe (violino), Lars Anders Tomter (viola d’arco) e Giovanni Gnocchi (violoncelo).

O Thalia, às Laranjeiras, recebe o concerto de encerramento, no dia 1 de agosto, que apresenta “também, um diálogo entre outros dois dos maiores compositores do romantismo musical, Frédéric Chopin, com uma seleção dos seus prelúdios e noturnos, e Robert Schumann, com as peças de fantasia para clarinete e piano, aqui na interpretação de Pascal Moraguès, e o quinteto de Schumann com piano, uma das obras-primas da música de câmara”.

Referindo-se aos programas dos concertos, Filipe Pinto-Ribeiro afirmou que “percorrem diferentes épocas, estéticas e geografias da criação musical, revelando afinidades inesperadas, diálogos fecundos e perspetivas renovadas sobre obras centrais do repertório”.

“Teremos vários concertos de jovens, que intitulamos ‘Talent Fest’, com dezenas de jovens talentos, vindos de mais de 30 países, com um programa muito variado, desde o século XVIII até ao século XXI, portanto com várias obras de referência da literatura musical, da música de câmara, mas também de vários instrumentos solistas”, disse.

As masterclasses, que contam com a participação de mais de 170 músicos de cerca de 30 países, realizam-se na Escola Secundária Marquês de Pombal e na Escola Artística de Música do Conservatório Nacional e são abertas ao público.

“Alguns deles já premiados em concursos internacionais, como o concurso Chopin, e portanto temos de facto grandes talentos desde idades muito jovens”, disse Pinto-Ribeiro. “Estou a lembrar-me do violinista americano Jaden King, que se tem destacado em vários concursos internacionais, e estamos a falar de um violonista de apenas 11 anos. [Há] alguns músicos que já têm carreiras internacionais de destaque, que estão já numa fase inicial de carreira, mas numa rampa de lançamento de carreiras promissoras”.

O orçamento desta edição é de cerca de 200 mil euros, disse Pinto-Ribeiro, que assinalou que “o Festival continua a aprofundar a sua dupla identidade enquanto academia de verão de excelência e ciclo de concertos de grande relevância artística”.