Um cenário impensável há um ano, um cenário provável em janeiro, um cenário mais do que certo neste verão: aos 19 anos e enquanto maior promessa da formação do FC Porto na última década, Rodrigo Mora vai mesmo deixar os dragões e rumar à Roma. O acordo está fechado, os detalhes estão confirmados e o jovem jogador deve viajar para Itália já esta terça-feira para realizar os habituais exames médicos e assinar contrato.
De forma imediata, o FC Porto vai receber 25 milhões de euros por metade do passe de Rodrigo Mora, com a transferência a incluir ainda dois milhões em cláusulas por objetivos. Depois, começa a matemática e começam as suposições: os dragões ficam com 50% de uma eventual futura venda do jogador, sendo que a Roma também pode assegurar essa percentagem por 25 milhões de euros, com o clube português a manter também uma opção de venda pelo mesmo valor.
???????????? AS Roma reach verbal agreement to sign Rodrigo Mora, here we go!
Deal in place with FC Porto for 19 year old Portuguese talent. €25m fixed fee, 50% sell on clause and specific buy clause to buy 100% of the player.
Documents now signed by Porto president Villas Boas. pic.twitter.com/oGyUtvHiWi
— Fabrizio Romano (@FabrizioRomano) August 17, 2026
Ou seja, contas feitas, o FC Porto garante desde já que vai receber, no mínimo e ao longo do tempo, 50 milhões de euros por Rodrigo Mora. Contudo, caso a cláusula de compra ou venda dos restantes 50% do passe não seja acionada por nenhuma das partes, o jogador pode render ainda mais rumo a um outro destino. A confirmar-se o encaixe fixo de 50 milhões nos próximos anos, porém, Mora iguala Galeno (2025, Al Ahli) e Éder Militão (2019, Real Madrid) como as segundas maiores vendas da história dos dragões, ficando atrás dos 60 milhões de Otávio (2025, Al Nassr) e Nico González (2025, Manchester City). Em termos de mais-valia, por ser um jogador da formação e não ter tido qualquer custo de investimento inicial, é mesmo a maior de sempre no clube.
Certo é que Rodrigo Mora vai assinar por cinco temporadas com a Roma, ficando com um salário de cerca de dois milhões de euros por época e uma cláusula de rescisão de 120 milhões de euros. O jogador português será o sexto reforço dos italianos, que vão disputar a Liga dos Campeões, juntando-se a Daniele Ghilardi (Hellas Verona), Nahuel Molina (Atl. Madrid), Konstantinos Koulierakis (Wolfsburgo), Donyell Malen (Aston Villa) e Santiago Castro (Bolonha) às ordens de Gian Piero Gasperini.
Rodrigo Mora renova com FC Porto até 2030. Cláusula de rescisão é de 70 milhões de euros
Com apenas 19 anos, o criativo despede-se do FC Porto onde realizou toda a formação e depois de um curto percurso algo atípico na equipa principal. Mora evidenciou-se principalmente na segunda metade de 2024/25, com Martín Anselmi e numa temporada dos dragões para esquecer, somando 11 golos e quatro assistências. Perdeu espaço com Francesco Farioli e foi essencialmente utilizado como suplente de Gabri Veiga na última época, entrando quase sempre na segunda parte dos jogos para substituir o espanhol. Já este ano, o cenário tornou-se ainda mais complexo com a contratação de Hwang In-beom — e Mora não foi utilizado na Supertaça contra o Torreense ou no último sábado contra o Rio Ave, cumprindo apenas 15 minutos contra o Alverca na primeira jornada do Campeonato.
Com o encaixe da transferência de Rodrigo Mora, o FC Porto desbloqueia verbas para ainda atacar as últimas semanas do mercado de verão. Com o substituto direto aparentemente acautelado, precisamente com a chegada de Hwang In-beom, os dragões devem atirar-se para a contratação de uma referência ofensiva que sirva de alternativa ao ainda lesionado Samu e também a André Silva e Deniz Gül, sendo que a permanência deste último ainda não é certa. E aí, Santiago Giménez, mexicano de 25 anos que está no AC Milan de Ruben Amorim, parece ser o alvo preferencial.