Quatro estreias de teatro e o ciclo “Solos”, com três solos para outros tantos atores, fazem parte da programação da temporada 2026-2027 dos Artistas Unidos, divulgada esta terça-feira pela companhia.
A primeira estreia, “Mais longe que a coisa mais longe”, da britânica Zinnie Harris, no dia 17 de setembro, no Teatro Paulo Claro, em Lisboa, assinala a abertura da nova temporada da companhia.
“Numa das comunidades mais isoladas do mundo, a vida parece obedecer a um tempo próprio. A chegada de um estranho traz a promessa de progresso, mas também novas formas de poder, desejos inesperados e a lenta erosão de um equilíbrio construído sobre silêncios, crenças e segredos”, escreve o encenador João Meireles sobre o trabalho da dramaturga britânica.
Com tradução de Joana Frazão com a colaboração de Miguel Castro Caldas, a peça é encenada por João Meireles, com assistência de Américo Silva e Diana César. A interpretar estão Andreia Bento, António Simão, Inês Pereira, Nuno Gonçalo Rodrigues e Pedro Carraca.
O espetáculo está em cena até 17 de outubro, com récitas à terça e quarta-feira, às 19h30, à quinta e sexta-feira, às 21h00, e, ao sábado, às 16h00 e às 21h00.
Em 12 de novembro, os Artistas Unidos estreiam “Rua Gagarin”, do argumentista e dramaturgo escocês Gregory Burke. Traduzida por João Rosas, a peça é interpretada por Francisco Pereira de Almeida, João Vicente, Nuno Gonçalo Rodrigues e Rúben Gomes, e tem encenação de Andreia Bento, assistida por Joana Pajuelo.
A peça decorre num armazém de uma multinacional, com alguns trabalhadores a tentarem organizar um golpe. Aquilo que aparentava ser um roubo, acaba por se revelar “um exercício de violência com pretensão de declaração política e uma demonstração de poder”, escrevem os Artistas Unidos, acrescentando que o espetáculo “é uma mistura de anarquia, comunismo e comédia negra”.
“Rua Gagarin” está em cena até 19 de dezembro, com espetáculos à terça e quarta-feira, às 19h30, à quinta e sexta-feira, pelas 21h00, e ao sábado, às 16h00 e às 21h00.
Já no próximo ano, a companhia estreia “Dinamarca”, da dramaturga espanhola Lluïsa Cunillé, em abril, e “Mr. Burns — Uma peça pós-elétrica”, da dramaturga americana Anne Washburn, numa coprodução com Os Possessos, em junho, ambas no Teatro Paulo Claro.
Em estreia estará também o ciclo “Solos”, com três solos para outros tantos atores, a decorrer de 25 de fevereiro a 20 de março, no Teatro Paulo Claro.
“Eu que servi o rei de Inglaterra” de e com António Simão, “Em terra”, de George Brant, com Ana Valentim, e “Dois homens”, de José Maria Vieira Mendes a partir de Franz Kafka, com Tiago da Câmara Pereira, compõem o ciclo.
Destaque ainda para a apresentação de “Um interrogatório”, de Jamie Armitage, no Teatro Municipal Joaquim Benite, em Almada, de 6 a 8 de novembro, e para o regresso da peça “Final do Amor”, no Teatro Paulo Claro, de 21 de janeiro a 6 de fevereiro.
Na nova temporada os Artistas Unidos vão acolher ainda dois espetáculos: “Ruínas”, de Mariana do Ó, de 13 a 16 de janeiro de 2027, e “Crianças”, de Martin Crimp, pelo Teatro da Rainha, de 13 a 15 de maio.
Ao longo de 2027, os Artistas Unidos vão publicar mais dez livrinhos de teatro, com peças de autores como o Nobel Jon Fosse, Jean Genet ou Pascal Rambert.