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Jornal das 7 na Rádio Observador com Miguel Cordeiro. No Porto, o Movimento pela Habitação quer voltar a montar tendas na Praça Dom João I já amanhã.

Informação avançada ao Observador por um dos porta-vozes do movimento, foi divulgado um comunicado onde se pode ler: "Voltaremos, permaneceremos sábado, Praça Dom João I, meio-dia, apoio à manifestação da CGTP, às 19h, acampada". Para hoje, a organização do protesto explica que está prevista apenas uma vigília, com início marcado para esta hora na Praça Dom João I, um ponto onde contaremos estar em reportagem durante este noticiário e, se isso assim não acontecer, ao longo desta noite informativa.

E Luís Montenegro nega que tenha dito que havia egoísmo nos manifestantes pela habitação no Porto.

O primeiro-ministro assegura que não se mostrou contra os protestos, nem faltou ao respeito aos manifestantes. Em Bruxelas, assegura que respeita o direito de todos os portugueses, de qualquer tipo de manifestação. Luís Montenegro releu o que tinha dito sobre o tema e insiste que o alvo das palavras não foram os manifestantes.

Em algum momento eu disse que havia egoísmo dos manifestantes. E eu disse isto: em primeiro lugar, eu já tive a ocasião de dizer, na semana passada, na Assembleia da República, que espero que os partidos políticos, movimentos associativos, organizações portuguesas, não caiam na tentação de, por razões meramente egoísticas da sua própria ação, importarem para Portugal climas de instabilidade, de contestação, que não têm, de fato, respaldo na sociedade portuguesa. Portanto, eu dirigi-me a partidos políticos, a movimentos associativos e a organizações.

O primeiro-ministro diz também que está solidário com os manifestantes.

Nós temos toda a compreensão para que as pessoas queiram respostas, queiram que essas respostas estejam à sua disposição e possam expressar a sua indignação sobre aquilo que, no entender delas, possam ser omissões das políticas ou um alinhamento menos condizente com as suas ideias.

Luís Montenegro no final da reunião do Conselho Europeu.

José Luís Carneiro diz que a prioridade do PS é resolver a crise da habitação e defender a passagem para um novo ciclo de medidas.

O secretário-geral do partido está em Fafe a participar de uma conferência moderada por Marques Mendes sobre a ambição de Portugal. À margem deste evento, em declarações aos jornalistas, aponta a habitação como prioridade do PS, defende uma nova ronda de medidas para travar a subida dos preços, com base em algumas linhas principais.

Por um lado, uma política de solos, em segundo lugar, uma política fiscal, em terceiro lugar, uma política de construção de habitação acessível em todo o país, que mobilize o Estado, as autarquias, as cooperativas, as associações de moradores, para respondermos às 380 mil casas que são necessárias hoje para que as famílias portuguesas, os jovens portugueses, possam emancipar-se o mais cedo possível.

A subida dos preços das casas e do valor das rendas tem gerado grandes protestos pelo país. José Luís Carneiro acompanha as críticas à gestão que o governo tem feito no setor da habitação e, por isso, diz que compreende as manifestações que têm acontecido, principalmente no Porto, como aqui já fizemos referência. Mas ainda assim, José Luís Carneiro deixa esta nota.

Compreendo a indignação das pessoas na rua, mas também faço um apelo: é que manifestem a sua indignação, mas que procurem respeitar as regras democráticas e que procurem respeitar o direito de manifestação, porque o direito de manifestação implica também respeitar a ordem e a segurança públicas e, portanto, é preciso compatibilizar o direito e a ordem pública com o direito de manifestação.

Declarações de José Luís Carneiro, registo captado pela RTP Notícias.

E a PSP envia uma participação para o Ministério Público, devido à intervenção policial na manifestação pela habitação na madrugada de quinta-feira no Porto.

Foi enviada essa participação com imagens de vídeo. É dito que a polícia descreve o que aconteceu antes, durante e após a carga policial. Este registo vídeo é um registo recolhido pelas câmaras de videovigilância públicas colocadas junto à Praça Dom João I, na cidade do Porto, onde aconteceu essa carga policial, onde estavam as tendas dos ativistas. A PSP diz que as imagens permitem identificar várias pessoas por suspeitas de resistência e coação, também agressão e injúrias. Como já fizemos referência neste jornal, começa agora mais uma vigília na Praça Dom João I, no Porto. Lá está a repórter do Observador, Laura Figueiredo. Laura, qual é a dimensão deste protesto nesta sexta-feira? Ontem, muita gente se juntou a essa manifestação e a essa vigília. Qual é a dimensão nesta altura?

Para já ainda é pequena. Estão aqui algumas dezenas de pessoas, mas nada que se compare com a afluência de ontem. Quem cá está, está ainda a terminar alguns cartazes, vão também afixando os que já estão feitos e estão também a cantar e a dançar, num protesto de uma dimensão ainda pequena. Alguns dos manifestantes com quem já tive a oportunidade de falar hoje dizem que para hoje também esperam uma noite mais calma ou pelo menos com menos afluência do que ontem. Isto porque para amanhã está já agendada uma nova ação, os manifestantes planeiam regressar à Praça Dom João I, mas novamente com tendas. Para amanhã está também prevista mais uma assembleia popular, mas para o dia de hoje, o movimento diz que a prioridade é o trabalho de organização e a preparação logística para amanhã, dia em que o movimento se vai também juntar à manifestação convocada pela CGTP, que começa logo de manhã, às 10h30. Para hoje está prevista apenas esta vigília. Ainda há pessoas a chegar, mas não se espera a afluência de ontem. Ontem a manifestação terminou aqui com a ordem da desmobilização imediata, depois do movimento ter denunciado uma alegada infiltração de um grupo de extrema-direita. A organização diz que alguns dos infiltrados teriam facas, mas é uma informação que a PSP não confirma. Ao longo da noite de ontem chegaram a estar aqui nesta praça cerca de 3500 pessoas, mas para hoje espera-se menos afluência. É pelo menos essa a expectativa do Movimento pela Habitação, que aguarda amanhã o regresso em força, aqui à Praça Dom João I, com tendas.

Algumas dezenas a esta hora, nesta vigília, promete-se um novo acampamento para este sábado. Foi isso que comunicou este Movimento pela Habitação. Há protestos no Porto e em Lisboa.

E Carlos Moedas acredita que vai tudo correr bem amanhã.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa diz que a causa é justa e ressalva que as pessoas têm de cumprir a lei. Sublinha que as manifestações são um direito constitucional, espera que vai correr tudo bem.

Aquilo que eu pedia era calma, serenidade para que a causa seja justa e possa ter a sua razão sem haver desrespeito pela lei. E isso é muito importante que amanhã aconteça em Lisboa, e por isso é aquilo que eu peço. Espero que vá correr bem. Para ter uma ideia, nós temos 700 manifestações por ano em Lisboa, damos autorização a todas essas, obviamente, elas são notificadas. As manifestações são um direito constitucional e é isso que nós fazemos todos os dias na nossa cidade. Amanhã será uma. Esta eu penso que é uma causa justa, que as pessoas têm razão.

Cinco da tarde, Manifestação pela Habitação em Lisboa, no Rossio, este sábado.

E uma outra notícia a marcar este final de dia de sexta-feira: o antigo ministro Manuel Pinho ficou hoje em liberdade, depois de quase cinco anos em prisão domiciliária.

Informação avançada à Agência Lusa pelo Tribunal Central Criminal de Lisboa. Em simultâneo, proibiu o ex-governante de sair do país. A decisão acontece depois de o Supremo Tribunal ter reduzido a pena de Manuel Pinho de 10 para oito anos e depois de a defesa ter exigido a libertação imediata do arguido.

E há outras notícias a marcar a tarde desta sexta-feira.

Despedida. A nova porta-voz da Casa Branca foi afastada depois de Donald Trump lhe ter pedido, também hoje, que reconsiderasse a permanência neste cargo, que durou apenas esta semana, cinco dias no cargo. Katie Zacharia foi tratada de forma injusta, é o que diz Donald Trump, depois de uma polêmica relacionada com o exercício do cargo de advogada. Considera que a nova porta-voz não precisa de se sujeitar às dificuldades do cargo que ocupa. Para fechar, Ricardo, falar brevemente sobre um jogo que vai ser lançado daqui a cerca de um mês, "Grand Theft Auto VI", passados 13 anos da versão anterior. Saiu agora um novo trailer, revela mais detalhes deste jogo. É considerado o mais aguardado do ano e eu arrisco a dizer, talvez, o mais aguardado sempre.

E o que revela esse novo trailer do GTA VI?

Volta a mostrar esse mundo surrealista e complexo, um trailer em que vemos novamente esse casal de criminosos, os protagonistas do jogo, baseados quase em Bonnie and Clyde. Os jogadores vão poder moldar essa relação entre as duas personagens, vão definir a forma como executam os assaltos. E há também uma nova canção, vamos só escutar um pouquinho. Explicar rapidamente, esta música surgiu neste trailer. É uma música que reúne vários artistas, podemos falar aqui numa dream team, Justice, Tame Impala, SZA, King Gizzard & the Lizard Wizard. Este jogo vai ter um álbum de inéditos com 34 faixas.

Um álbum inteiro?

Um álbum inteiro, 34 faixas de artistas de todo o mundo. Já foram divulgadas, creio que sete. Esta é a mais recente, saiu juntamente com o trailer.

Este, Miguel, GTA é aquele jogo em que se cometem ações criminosas, é isso?

As personagens que podemos utilizar no jogo são os bandidos.

E tem sido uma loucura, não é, toda a espera deste jogo.

Dizem, pelo que eu percebi, que as reservas estão perto de esgotar. E portanto, vamos ver como é que acontece no próximo dia 19 de novembro.

Miguel, vai regressar às 17h e às 19h30, dentro da lei.