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GNR e Polícia Marítima dizem que "não é possível afirmar" que migrantes tenham desembarcado em Sesimbra

Após alerta dado por cidadão de que 20 ou 30 pessoas teriam desembarcado em bote, GNR e Polícia Marítima dizem não ser possível "afirmar existência de desembarque de migrantes". Área continua vigiada.

Buscas decorrem por terra e por mar
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▲Buscas decorrem por terra e por mar

RUI MINDERICO/LUSA

▲Buscas decorrem por terra e por mar

RUI MINDERICO/LUSA

A Polícia Marítima e a GNR dizem que não é possível concluir que, na madrugada deste domingo, tenha acontecido um desembarque de migrantes em Sesimbra. As autoridades fizeram buscas na zona, por terra e por mar, após terem recebido uma denúncia que dava conta de que cerca de 20 ou 30 pessoas teriam chegado de barco à praia de Sesimbra.

Num comunicado conjunto, as autoridades referem que, “do trabalho policial de investigação, se conclui não ser possível afirmar a existência de qualquer desembarque de migrantes naquela zona, não se confirmando, assim, a informação da hipotética presença desse grupo de indivíduos, referidos anteriormente”.

Na nota, a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Polícia Marítima (PM) “esclarecem que, na madrugada de hoje, dia 6 de setembro, receberam uma denúncia de um pescador, relativa a uma embarcação de borracha que tinha dado à costa na Praia da Foz, na zona da Aldeia do Meco”. Na sequência dessa denúncia, elementos das duas forças policiais deslocaram-se ao local, “tendo sido apreendida a referida embarcação (que ficou à guarda da PM)”.

“No decorrer das diligências policiais que, de forma coordenada, foram desenvolvidas pelas duas forças, surgiu uma indicação que, nas proximidades daquele local, teriam sido vistos cerca de 20 a 30 indivíduos, situação essa que nenhum testemunho ouvido pelas autoridades confirmou”, realçam.

De acordo com as autoridades, “dos indícios recolhidos no local e das diligências policiais desenvolvidas, o cenário encontrado tem similitude com as inúmeras situações que estas Forças Policiais têm detetado: movimentações suspeitas ao longo da costa portuguesa, relacionadas com tráfico de estupefacientes por via marítima e com contrabando de circulação de combustível, tendo levado à detenção de vários cidadãos nacionais e estrangeiros e à apreensão de quantidades consideráveis de combustível e de produto estupefaciente”.

A GNR e a Polícia Marítima garantem que, ainda assim, irão continuar “de forma coordenada, as diligências policiais, com um dispositivo de investigação e de vigilância terrestre, marítima e aérea, no sentido de procurar consolidar a informação que surgiu e garantir a segurança de todos na área em causa”.

À Rádio Observador, fonte da Polícia Marítima explicou esta manhã que o alerta foi dado por volta das 7h00 deste domingo. Em causa está o relato de um homem que ouviu um grupo de pescadores dizer que tinham visto cerca de 20 ou 30 pessoas a desembarcar na Praia da Foz, no Meco, concelho de Sesimbra.

Com Maria Inês Rocha

(Notícia atualizada às 18h55 com o comunicado conjunto da Polícia Marítima e da GNR)

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