Músicas do mundo, dança, literatura e teatro integram a programação até dezembro do Ponto C — Cultura e Criatividade, em Penafiel, cruzando nomes como Maria do Céu Guerra, Efterklang, Marco da Silva Ferreira, Nuno Cardoso e o festival Escritaria.
Até dezembro, o equipamento dá palco a uma componente de criação contemporânea, residências artísticas e tradições reinventadas — do folclore ao tango, passando pela ópera rock de raiz comunitária, refere esta quarta-feira, em comunicado, a direção do Ponto C.
A abertura do trimestre faz-se a 3 de outubro com a representação de uma “Mareada” pelo Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia, num momento em que se encontra patente nos dois átrios do Ponto C a exposição de pintura de Carla Anjos que retrata a tradicional apanha do sargaço.
No dia 10 de outubro, ganha destaque o tango argentino com o quarteto Bandonegro, acompanhado pela dupla de bailarinos Fernando Zalazar e Carolina Branco.
Ainda nas músicas do mundo, o rock alternativo toma conta da Casa da Caturra a 16 de outubro com os concertos de Silentide e de Baleia, Baleia, Baleia.
O mesmo espaço acolhe a 06 de novembro “o regresso das ‘OHME Sessions’ sob o mote Poesia em Construção, para uma noite de ritmos e batidas: o anfitrião e MC Puro L convida Fuse, Riça e Kali para o microfone, ao mesmo tempo que Alexandre Centeio cuida da paisagem sonora e a Associação 140 desenvolve uma instalação multidisciplinar”.
Segue-se a 22 de novembro “uma nova viagem musical com o destacado encontro intercultural do mestre da kora Ablaye Cissoko e do acordeonista Cyrille Brotto, em concerto único no Norte do país”, salienta o Ponto C.
As artes de palco continuam também presentes no programa cultural através de projetos como o festival de performance Ruptura, comissariado por Susana Chiocca e que ao longo do dia 31 de outubro vai ocupar os vários espaços do Ponto C com atuações de artistas de diferentes gerações, como Ana Deus, Aura, Jo Castro, Mário Afonso ou Rebecca Moradalizadeh.
A complexidade das relações entre homens e mulheres é abordada em novembro através do teatro contemporâneo: dia 07 apresenta-se “Homens Hediondos”, obra de David Foster Wallace, encenada por Patrícia Portela e interpretada por Nuno Cardoso, e a 29 o auditório recebe “Viemos Roubar os Vossos Maridos”, de Maria Giulia Pinheiro, que revisita o caso das “mães de Bragança” a partir do cruzamento entre arquivo histórico, autobiografia e ficção.
A 28 de novembro o público terá oportunidade de participar numa experiência imersiva de realidade virtual em rede através da peça “Bertie”, de Rita Barbosa, em jeito de videojogo imersivo para vários jogadores/performers que são convidados a navegar por um ambiente virtual apocalíptico.
A comunidade penafidelense tem o seu espaço no programa do Ponto C através dos espetáculos integrados no ciclo Penafiel Em Cena, que traz em dezembro duas produções inéditas: dia 01 “Eu Voo p’América”, a nova “comédia rural” do grupo de Teatro de Valpedre e, dia 05, a ópera-rock “Vicente Fogo e Fé”, pelo TeatroSVicente, com a participação do Grupo Coral da Paróquia, do grupo InspiraSon e da escola Urban Beat.
A dança contemporânea “tem um lugar muito especial” no programa com o dueto “Fantasie Minor”, do coreógrafo Marco da Silva Ferreira, um diálogo entre a dança urbana e a música clássica de Schubert, remisturada por Rui Lima e Sérgio Martins, a 04 de dezembro.
A 19 e 20 de dezembro, a Casa da Caturra do Ponto C acolhe o festival XMASROCKFEST, com curadoria da Cosmonaut e atuações de Black Bombaim, Mães Solteiras, Sereias e Them Flying Monkeys, além de diversos DJ ‘sets’.
O encerramento do ano fica a cargo de “Happy New Lear”, a 18 e 19 de dezembro, adaptação do clássico de Shakespeare com produção da companhia A Barraca e interpretação de Maria do Céu Guerra e Maria Rueff.
O trimestre no Ponto C completa-se com uma homenagem ao escritor timorense Luís Cardoso na 19.ª edição do Escritaria — Festival Literário de Penafiel, a decorrer entre 20 e 25 de outubro.