O ex-Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa foi distinguido com o prémio anual do Fórum La Toja, que lhe deverá ser entregue em 1 de outubro pelo Rei de Espanha, foi anunciado esta quinta-feira em Madrid.
Marcelo Rebelo de Sousa vai receber um prémio que visa “reconhecer figuras com meritórias trajetórias em prol do reforço e desenvolvimento das democracias representativas e do vínculo atlântico”, disse o Fórum La Toja, num comunicado.
O Fórum La Toja – Vínculo Atlântico — um grupo de reflexão criado na ilha de La Toja, na Galiza, norte de Espanha, em 2019, pelo economista e ex-ministro Jose Pique (que morreu em 2023) — promove encontros entre dirigentes políticos, empresários e pensadores.
A próxima edição, com o nome “Um mundo em desordem”, decorre em La Toja de 1 a 3 de outubro, segundo o programa do encontro, apresentado esta quinta-feira em Madrid pelos organizadores.
Está prevista a presença do Rei de Espanha, Felipe VI, na abertura do encontro, como habitualmente, e deverá, assim, ser o monarca a entregar o Prémio Josep Piqué — Fórum La Toja a Marcelo Rebelo de Sousa, disseram os organizadores, que também admitiram a possibilidade da presença do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez.
O Rei Felipe VI concedeu a Marcelo Rebelo de Sousa em julho a mais alta condecoração atribuída pela Casa Real e o Estado espanhol, o Tosão de Ouro (“Toisón de Oro”, no original).
A distinção consta de um decreto de Felipe VI, que teve também o aval do Conselho de Ministros e está assinado tanto pelo Rei de Espanha como pelo primeiro-ministro, Pedro Sánchez.
Até agora, não houve qualquer cerimónia para a entrega desta distinção.
O ex-Presidente da República de Portugal é a sexta pessoa e a primeira personalidade estrangeira a quem Felipe VI concedeu a Insigne Ordem do Tosão de Ouro, criada em 1429.
Na oitava edição do Fórum La Toja, apresentada esta quinta-feira em Madrid, estão já confirmadas as presenças dos ex-chefes do Governo de Espanha Felipe González e Mariano Rajoy, assim como de atuais e antigos ministros espanhóis e de vários presidentes dos governos regionais do país, incluindo o líder do executivo da cidade autónoma de Ceuta, Juan Jesús Vivas.
A situação em Ceuta e o ocorrido na cidade no final de julho, quando mais de 70.000 pessoas entraram ilegalmente neste enclave espanhol no norte de África em 24 horas, deverão estar no centro de vários debates e intervenções no Fórum La Toja deste ano, afirmaram esta quinta-feira os organizadores do encontro.