A francesa Cyréna Samba-Mayela, vice-campeã olímpica nos 100 metros barreiras em Paris2024, foi suspensa provisoriamente por três falhas no sistema de localização antidopagem nos últimos 12 meses, anunciou, esta sexta-feira, a Unidade de Integridade do Atletismo (AIU).

A atleta francesa, de 25 anos, está suspensa desde 18 de setembro e incorre numa suspensão que pode chegar aos dois anos por não ter cumprido por três vezes as obrigações de localização exigidas pelas autoridades antidopagem.

A suspensão provisória não constitui, por si só, uma conclusão de que a atleta tenha recorrido a substâncias ou métodos proibidos.

Samba-Mayela integrava o grupo-alvo da AIU e estava, por isso, obrigada a indicar diariamente um período de 15 minutos, entre as 05h00 e as 23h00, durante o qual deveria estar disponível para um eventual controlo antidopagem.

Os atletas abrangidos por este sistema têm ainda de comunicar os locais de treino, estágios e competições.

A ausência no local indicado ou o preenchimento incorreto das informações podem constituir uma violação das regras antidopagem.

A eventual suspensão de dois anos poderá colocar em causa a participação da francesa nos Jogos Olímpicos de Los Angeles2028.

Samba-Mayela foi a única atleta gaulesa a conquistar uma medalha no atletismo nos Jogos Olímpicos de Paris, ao terminar os 100 metros barreiras na segunda posição, atrás da norte-americana Masai Russell. Em 2024, sagrou-se também campeã europeia da especialidade, em Roma.

A atleta falhou este verão os Europeus de atletismo, em Birmingham, devido a problemas físicos.

Depois dos Jogos Olímpicos de Paris2024, Samba-Mayela terminou a colaboração com o treinador irlandês John Coghlan, que tinha acompanhado a atleta desde a mudança para Orlando, na Florida, no final de 2023.

A francesa passou então a trabalhar com Tonja Buford-Bailey, no Texas, onde treina, entre outras atletas, com a velocista norte-americana Gabby Thomas, campeã olímpica dos 200 metros em Paris.