A 12.ª edição da Bienal de Coruche vai decorrer entre 03 e 25 de outubro, subordinada ao tema “Conexões”, com um programa que cruza artes visuais, fotografia, cinema e ações participativas em vários espaços da vila ribatejana.
Organizada pelo Município de Coruche, a iniciativa tem curadoria do artista plástico João Maria Ferreira e apresenta como núcleo central os dez projetos selecionados no Concurso Percursos com Arte, que serão instalados em diferentes espaços da vila, procurando estabelecer ligações “entre arte, território, comunidade e património natural”.
Em comunicado, a organização refere que a edição deste ano pretende explorar as relações “entre gerações, culturas, memória, natureza e inovação artística”, através da ocupação “do espaço público e da participação da comunidade”.
A inauguração está marcada para as 16h30 de 03 de outubro com a atribuição do Prémio “Distinção”, acompanhada por performances multidisciplinares e música ao vivo, terminando com um espetáculo de circo contemporâneo criado especificamente para a bienal.
Um dos projetos de maior dimensão é o Jardim Montado, instalado no Jardim 25 de Abril, que reúne esculturas inspiradas na fauna e flora do montado, produzidas com a participação de escolas, associações e outros elementos da comunidade local, recorrendo maioritariamente a materiais reciclados.
O rio Sorraia assume também um papel central na programação através do projeto “Rio da Memória”, do artista plástico Diogo MM Nunes, que combina escultura participativa e reutilização de plásticos recolhidos no território.
Está ainda prevista uma ação de recolha de resíduos no Sorraia, a 10 de outubro, e uma atividade de fotografia participativa promovida pela associação 4Change, no dia 17.
A programação integra ainda uma pintura mural de Jorge Charrua, numa parede exterior do Mercado Municipal, sessões de poesia, teatro, concertos, exibições cinematográficas e debates dedicados a temas como a saúde mental e a inteligência artificial na criação artística.
Entre os destaques figuram ainda o documentário “¿De qué casa eres? / Where do you call home?”, realizado pela artista plástica Ana Pérez-Quiroga, e a mesa-redonda “O Pixel e o Pincel: o Futuro da Criação Artística”.
Ao longo das três semanas da Bienal estão também previstas visitas orientadas e oficinas de desenho dirigidas a diferentes públicos.
O encerramento, em 25 de outubro, incluirá uma visita ao percurso expositivo, o lançamento do catálogo da bienal e um espetáculo de dança com associações locais.