Os acionistas da SAD do Benfica aprovaram esta quinta-feira, por unanimidade, o relatório e contas da época 2025/26, que apresenta um resultado líquido positivo de 19,1 milhões de euros, em assembleia geral.

No auditório do Museu Benfica – Cosme Damião, no Estádio da Luz, em Lisboa, segundo comunicado do clube, todos os participantes na reunião magna votaram favoravelmente ao documento e à proposta de aplicação de resultados da SAD, cujo principal acionista é o clube “encarnado”, detentor de 66,98% do capital social.

Comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) em 8 de setembro, o relatório de contas apresenta um resultado operacional positivo pela segunda época consecutiva, de 32,4 milhões de euros, incluindo os valores das transações de atletas.

As “águias” registaram ainda o maior valor de sempre nas receitas de dia de jogo, com 45,2 milhões de euros, após a subida de 36,3% nas receitas de bilheteira na Liga dos Campeões, na qual os lisboetas caíram no play-off de acesso aos oitavos de final.

O passivo do Benfica aumentou 8,2% para 513,9 milhões de euros, mas essa variação foi compensada pela subida do ativo para 649,4 milhões de euros, sustentada no aumento do valor do plantel de futebol.

A dívida líquida é de 184,9 milhões de euros, quantia que representa uma descida de 6,1% relativamente à época 2024/25, enquanto o capital próprio é de 135,5 milhões de euros positivos, após crescer 16,5%.

Os acionistas aprovaram os restantes pontos da ordem de trabalhos, com 99,99% dos votos emitidos a aprovarem o voto de confiança no Conselho de Administração, Conselho Fiscal e Revisor Oficial de Contas, pelo exercício das funções no período de 1 de julho de 2025 a 30 de junho de 2026.

Aprovada por unanimidade, a alteração do objeto social da SAD, inscrito no artigo terceiro dos estatutos, passa a incluir o “desenvolvimento de programas de educação e formação contínua, a prestação de serviços de consultoria técnica na área do futebol, a gestão de projetos de conhecimento e inovação no futebol, o desenvolvimento de parcerias nos domínios do futebol de formação e a capacitação de agentes desportivos e produção de talento”.

Até agora, esse artigo previa apenas “a participação nas competições profissionais de futebol, a promoção e organização de espetáculos desportivos e o fomento ou desenvolvimento de atividades relacionadas com a prática desportiva profissionalizada da modalidade de futebol”.

Os acionistas também aprovaram a renovação, por cinco anos, da autorização para aumento do capital social, por entradas em dinheiro, até ao limite de 50 milhões de euros, com 99,43% dos votos emitidos a revelarem-se favoráveis.

Neste momento, o capital social da SAD “encarnada” é de 115 milhões de euros.

[Annie está de volta a Havana. Apesar das relações privilegiadas com altas figuras do regime, quer viver como os cubanos, divertir-se como os cubanos e… sofrer como os cubanos. Mas continua a ser filha do diretor da PIDE. E Fernando Silva Pais e Armanda Palhota não estão dispostos a deixá-la passar tão facilmente para o lado do inimigo. Já pode ouvir o terceiro episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]