Um espetáculo sobre liberdade e resistência, que cruza dança e teatro de marionetas, é estreado no sábado, em Coimbra, no Museu Nacional de Machado de Castro, pelo artista multidisciplinar Magnum Soares.
Pensado para famílias, Nico e sonhos de papel é uma nova proposta do artista brasileiro, criada em coprodução com o Museu da Marioneta, em Lisboa, e a cooperativa Lavrar o Mar, com sede em Aljezur.
“Como marionetista e bailarino, sou movido pelo desejo de criar experiências sensoriais que levem o espetador a atravessar fronteiras visíveis e alcançar mundos ainda sem nome”, explica Magnum Soares em comunicado.
No novo espetáculo, a travessia acontece sem palavras: “É o silêncio que conduz, é o espaço que fala”, antecipa.
A história de Nico e sonhos de papel é a de uma criança que vive no meio de uma cidade em guerra e encontra nos sonhos um lugar onde ainda é possível viajar e brincar.
[Pela primeira vez em doze anos, Annie regressa finalmente a Lisboa. A revolução está nas ruas e Fernando Silva Pais está preso em Caxias. A filha vai fazer tudo para o tentar libertar, mas também vai aproveitar para festejar — e não só. Já pode ouvir “Uma ‘deusa’ no 25 de Abril”, o quarto episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]
Quando tudo à sua volta desaba, a criança fecha os olhos e viaja. O espetáculo acompanha essa viagem pela imaginação, transformada num espaço de refúgio perante a realidade de uma cidade em guerra.
“Através da poesia e da leveza, ‘Nico e sonhos de papel’ procura falar de liberdade e resistência”, recorrendo à dança e à manipulação de marionetas. Sem palavras, ganha força uma “cenografia que combina tecnologia e matéria”.
De acordo com a produção, esta proposta “inova ao articular diferentes formas de expressão numa dramaturgia sensorial e não verbal, que valoriza o silêncio, o gesto, a escuta e o espaço vazio”.
Além da direção artística, Magnum Soares é responsável pela construção das marionetas, cenografia e interpretação, função que reparte com Francisca Poças.
O espetáculo tem estreia agendada para as 19h30 de sábado, no auditório do Museu Nacional de Machado de Castro, em Coimbra, numa apresentação do Teatro Académico Gil Vicente.
Depois, Nico e sonhos de papel vai até Lisboa, onde fica em cena no Museu da Marioneta, entre os dias 22 e 25 de outubro, com sessões para público escolar nos dias 22 e 23 e para público em geral a 24 e 25.
A digressão prossegue depois até Aljezur, no distrito de Faro, para sessões na EscolaNova – Centro de Artes da Bordeira, nos dias 07 e 08 de novembro. A 15 de novembro estará em cena na Casa Novo Bowing, em Odemira, distrito de Beja.