O Lisbon Art Weekend vai reunir 60 espaços e promover 95 eventos, entre 5 e 8 de novembro, em Lisboa, na maior edição de sempre do encontro dedicado à divulgação da arte contemporânea, segundo a organização.
Nesta oitava edição, o evento mantém a entrada gratuita nos espaços participantes e propõe um programa que inclui exposições, visitas guiadas, conversas com artistas, performances, visitas a museus, galerias de arte, coleções privadas, estúdios de artistas e oficinas para crianças e famílias.
Criado em 2019, o Lisbon Art Weekend pretende dar a conhecer a diversidade da criação contemporânea na cidade e aproximar o público de espaços dedicados à arte contemporânea e outros projetos culturais, promovendo o contacto com diferentes práticas artísticas e o diálogo entre os agentes do setor, indica a informação divulgada pela organização.
Entre as instituições participantes estarão o Centro de Arte Moderna Gulbenkian (CAM), a Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), o Museu de Arte Contemporânea e Centro de Arquitetura do Centro Cultural de Belém (MAC/CCB), o Museu de Arte Contemporânea Armando Martins (MACAM), o Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado (MNAC) e o Pavilhão Julião Sarmento.
A programação inclui uma performance do artista português António Poppe no MNAC, que cruza artes visuais, poesia e performance, refletindo a natureza interdisciplinar do seu trabalho, que tem apresentado desde 1996.
[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]
No MAC/CCB, uma visita guiada à exposição “Here I Stand” dá a conhecer o trabalho da artista portuguesa Ângela Ferreira, com uma leitura das suas esculturas e instalações e das relações que estabelecem entre arquitetura, história colonial e poder político.
Já no Pavilhão Julião Sarmento, a conversa “Encounters Between the Artist, the Work and the Public” propõe um encontro com a artista Iris Buchholz Chocolate, nascida na Alemanha e ligada a Angola desde 2003, com uma prática que cruza tradições ancestrais e artesanais angolanas com abordagens conceptuais europeias, abordando temas como memória, herança colonial e identidade.
No CAM, estão previstas uma visita orientada por curadores à exposição “Lugares que se Desenham“, e uma oficina para famílias, enquanto o MAAT propõe, por sua vez, a oficina “Estas Obras MAATam-me“, dirigida a crianças e adolescentes dos 8 aos 12 anos, que combina movimento, desenho e criação coletiva de narrativas a partir das obras.
Entre as galerias e espaços independentes participantes encontram-se a 3+1 Arte Contemporânea, a Appleton, a Cristina Guerra Contemporary Art, a Galeria Francisco Fino, a Galeria Filomena Soares, a Galeria Miguel Nabinho, a Pedro Cera, a Vera Cortês, a Underdogs e a Kunsthalle Lissabon, entre várias outras estruturas distribuídas por diferentes zonas da cidade.
A edição deste ano mantém também visitas guiadas gratuitas e inclui interpretação em Língua Gestual Portuguesa nas visitas públicas realizadas no Intendente, para facilitar o acesso de pessoas surdas à programação.
O programa inclui exposições e encontros com artistas como Gabriel Abrantes, na Galeria Francisco Fino, Jakub Julian Ziólkowski, na Consonni Radziszewski, Pantónio, na Underdogs, José Pedro Croft, na Galeria Miguel Nabinho, Gil Heitor Cortesão, na Pedro Cera, e Juan Araújo, na Cristina Guerra Contemporary Art, e estão também previstas iniciativas com Vica Pacheco, na Galeria Foco, e Artur Lescher, na Kubikgallery.
Estão ainda previstas performances com o objetivo, segundo a organização, de alargar as formas de contacto entre artistas, obras e públicos para além dos formatos expositivos tradicionais.
O Lisbon Art Weekend é uma organização sem fins lucrativos fundada por Merve Pakyürek e Marc Kean Paker, que se mudaram para Lisboa há uma década, e decidiram reunir espaços independentes e instituições culturais num circuito de acesso livre para reforçar a articulação entre os diferentes intervenientes da arte contemporânea e dar visibilidade à produção artística.