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Rádio Observador. É o Jornal das Três, com edição de Miguel Vider. E Miguel, não correm perigo de vida os dois feridos graves que seguiam a bordo do autocarro de passageiros que se despistou esta manhã em Baleizão, no concelho de Beja.

É isso que revela ao Observador fonte do Hospital de Beja, para onde foram transportados os sete feridos deste acidente. De acordo com a mesma fonte, os dois feridos graves foram submetidos a uma cirurgia que correu bem. Um foi encaminhado para os cuidados pós-cirúrgicos, o outro está nos cuidados intensivos, ainda que não corra risco de vida. Quanto aos feridos leves, dois já tiveram alta, os restantes três permanecem sob observação.

E seguimos com as notícias. O acidente ocorre por volta das 08h30 da manhã, na Estrada Nacional 260. A presidente da Junta de Freguesia de Baleizão admite a possibilidade do motorista do autocarro ter sofrido uma doença súbita antes do despiste.

Uma hipótese, de resto, também sugerida pela Rodoviária do Alentejo, a proprietária do autocarro que estava ao serviço da Rede de Expressos. Maria João Briços, em declarações à CNN Portugal, diz que alguns passageiros relataram que o motorista se sentiu mal. A presidenta da Junta de Freguesia de Baleizão acrescenta que o motorista sinalizou a intenção de encostar o autocarro, acabou por não conseguir fazê-lo.

De facto, houve aqui talvez uma doença súbita por parte do motorista. Conseguimos aperceber que algumas vítimas que estariam fora do autocarro na altura da chegada dos bombeiros, partilhavam algumas informações de que o motorista viria a sentir-se mal, estaria a transpirar e que carros que vinham atrás do autocarro revelam até que foi dado o pisca para a direita, ou seja, o motorista teria a intenção de encostar e possivelmente nessa altura terá tido alguma doença súbita que não permitiu fazer essa paragem em segurança.

É uma possibilidade que terá ainda de ser confirmada. Declarações da presidente da Junta de Freguesia de Baleizão. Desta manhã, um autocarro de passageiros se despistou, provocando um morto, sete feridos, dois em estado grave.

E seguimos agora com a reação do ministro da Educação ao ranking das escolas hoje divulgado. Fernando Alexandre pede que se evitem leituras simplistas.

O ranking do ensino secundário, por exemplo, que tem em conta os resultados obtidos pelos alunos nos exames nacionais, revela que entre os primeiros 50 lugares só constam três escolas públicas. A primeira na posição 44, as demais são todas instituições privadas. Ora, o ministro Fernando Alexandre pede cautela na forma como são interpretados estes dados.

A leitura não pode ser feita de uma forma simplista e crua. Nós temos que ter em conta os contextos. As escolas trabalham em situações muito diferentes. De facto, nós temos muitas desigualdades em termos territoriais. Não é na qualidade dos projetos pedagógicos que há uma distinção entre o privado e o público. É, de facto, o contexto socioeconômico dos alunos que é muito diferente. Continuamos a ter, felizmente, uma escola pública de qualidade. Temos que lutar para que o contexto socioeconômico não tenha efeito no percurso escolar do aluno, mas nós sabemos que tem. Ele tem. E, por isso, o que a escola pública faz é esse trabalho muito difícil de integração de alunos com necessidades educativas especiais, de integração de alunos que não falam português, que hoje têm uma expressão cada vez maior, que essas escolas privadas muitas vezes não têm.

Declaração do ministro da Educação, captada pela RTP. Pede Fernando Alexandre que se evitem leituras simplistas do ranking das escolas hoje divulgado.

Menos trica partidária, mais foco na resolução dos problemas, é o que pede o presidente da República.

Que hoje vem responsabilizar a classe política. António Gê Seguro visitou esta manhã as duas escolas requalificadas depois dos estragos provocados pela passagem da depressão Cris, no início do ano. Num discurso dirigido aos mais jovens, assumiu Vasco Maldonado Correia que está preocupado com a falta de coesão social do país.

Diante de uma plateia de jovens estudantes e depois ter acusado os partidos de estarem demasiado preocupados com o passa culpas, o presidente da República aconselha: não sigam o exemplo.

Envolvam-se na política, na política do P grande, porque é a política que resolve os problemas das pessoas. Não é a política da trica, do passa culpas, do adiar constante. Assim não saímos da cepa torta.

Com a crise na habitação em mente, Seguro garante que não se vai calar.

Eu vejo alguns dizer: "Bem, mas o presidente da República faz esses apelos, mas isso está tudo condenado ao fracasso". Isso deve ser motivo para o presidente da República ficar de braços cruzados? Pelo contrário, eu olho para os problemas do país e é aí que eu sinto a urgência, sinto a responsabilidade.

E volta a pressionar uma.

Eu ontem convoquei os partidos para irem a Belém, porque considero que os partidos são essenciais em democracia. Eles têm divergências, mas faço-vos uma pergunta: a divergência deve ser uma desculpa para a inação?

E outra vez.

Então não é responsabilidade dos partidos políticos, do Parlamento, dos governos, de contribuírem com soluções em conjunto para resolver essa situação? Sobretudo numa área em que ninguém tem a solução de criar casas de um dia para o outro.

Sem balas de prata, o presidente da República continua a exigir entendimentos duradouros.

Precisamos de anos. E esses anos ultrapassam legislaturas, mudam governos. Então os partidos não têm o dever e a obrigação de se pôr de acordo em soluções que possam ajudar os portugueses, designadamente os jovens, a ter esse acesso à habitação.

Até porque avisa que a consequência é um descrédito da política em toda a linha.

E o deslaçar social começa precisamente aí, quando as pessoas sentem que não fazem parte, que não beneficiam da riqueza que é gerada, do progresso que é gerado.

Novo aviso do chefe de Estado, desta vez diante uma plateia de alunos do ensino secundário em Leiria, num discurso em que quis sair do guião para abordar o problema da coesão social.

Vasco Maldonado Correia, que acompanhou esta visita do presidente da República. Precisamente com foco na coesão social do país, está marcada para a próxima segunda-feira uma reunião do Conselho de Estado.

E o PCP quer reforçar em € 900 milhões o investimento público na habitação e avançar com medidas para travar a especulação imobiliária.

São algumas das primeiras propostas de alteração ao Orçamento Estado para o próximo ano, apresentadas hoje pela líder do grupo parlamentar comunista, Paula Santos. O PCP coloca a crise na habitação, mas também o aumento do custo de vida no centro das prioridades.

Para enfrentar os preços elevadíssimos de bens essenciais, propomos a regulação dos preços dos alimentos, limitando as margens da grande distribuição, dos combustíveis, com a reposição dos preços regulados e limitando os lucros das petrolíferas e fixando, desde já, em €20 o preço do gás de botija, regulando o preço como acontece aqui ao lado, em Espanha.

Na habitação, o partido quer aumentar o parque público, chegar a 1% de investimento na habitação pública. São algumas das medidas e propostas que o PCP quer ver discutidas em sede de especialidade durante o processo de discussão e aprovação do Orçamento do Estado para o próximo ano.

E a ministra da Saúde admite que as listas de espera para cirurgia vão continuar a aumentar.

Sendo que, de acordo com os dados do Portal da Transparência do SNS, a lista de espera atingiu o valor mais alto de sempre: 284 mil pessoas a aguardar por uma cirurgia em julho. Foi também ontem revelado que o número de cirurgias realizadas face a 2025 baixou 24 mil. Um problema que, segundo a ministra Ana Paula Martins, não vai ser invertido no imediato.

As listas vão continuar a aumentar, porque isso significa que temos mais consultas, mais diagnósticos, mais rastreios. É verdade que, apesar de tudo, estamos melhor se compararmos com o ano 2023, na maioria das áreas, mas nalgumas, em setembro já não foi assim, o que significa que está a instalar-se uma tendência de não conseguirmos responder em algumas especialidades no tempo que precisamos.

Ana Paula Martins, em declarações aos jornalistas, à margem da assinatura de um protocolo de partilha de meios da Unidade Local de Saúde de Santa Maria com o Instituto Nacional de Emergência Médica. A ministra da Saúde anunciou ainda que o sistema nacional de acesso a consultas e cirurgias vai arrancar em janeiro, depois da entrada em funcionamento estar prevista para agosto.

E no futebol, o Porto volta a jogar amanhã para a Liga. Desta vez, recebe o Estoril, último classificado do campeonato.

Segundo jogo consecutivo em casa para os Dragões. O Porto quer manter-se como a única equipa nas principais ligas europeias com registro 100% vencedor. E para isso, Francesco Farioli, o técnico dos Dragões, diz que vão jogar os melhores, mesmo que seja um jogo entre os dois extremos da tabela.

Jogo a jogo. Somos sempre o mesmo. Preparamos a melhor equipa para termos o resultado que queremos. Por isso, não há muitos cálculos a fazer. Claro que temos que gerir o grupo, gerir a energia, mas escolhemos sempre os melhores para ganhar.

O técnico dos Dragões não antecipa jogo fácil frente aos estorilistas, principalmente depois do treinador do sub-23, Sérgio Raimundo, ter assumido a equipa principal de forma interina.

Neste momento em que estão a mudar de treinador, tivemos de ver alguns jogos do sub-23 para perceber o estilo e ao que se propõem e, principalmente, para estar preparados para o desconhecido, porque com uma mudança de treinador é sempre assim. Há sempre um ganho de energia e táticas para os quais é impossível estar preparado.

Francesco Farioli, técnico do Porto, à antevisão da partida frente ao Estoril e amanhã às 19h30 da noite, há relato aqui em direto na antena do Observador.

E agora com 10 minutos para lá das 15h, vamos ao habitual espaço de informação local.

Vamos a isso e começamos por Sintra. A Câmara Municipal aprovou o investimento de € 8 milhões para requalificação de algumas artérias. Pretende-se renovar a sinalização, melhorar os acessos pedonais e ainda reforçar o sistema de drenagem de águas pluviais. Para o presidente da autarquia, Marco Almeida, estas obras são essenciais para melhorar a circulação e a segurança no Conselho. Em São João da Madeira. Amanhã é dia de rastreios gratuitos ao colesterol, à glicemia e à tensão arterial. Não é necessária marcação, basta aparecer na biblioteca da Junta de Freguesia entre as 9h e 12h. A iniciativa é promovida pela Junta de São João da Madeira, em parceria com a Escola Superior de Saúde Norte da Cruz Vermelha Portuguesa. Em Almada. Hoje há teatro, o algoritmo da solidão sobe ao palco do Auditório Municipal Fernando Lopes Graça. A peça é uma criação do Teatro da Balada e é dedicada à solidão e à influência da inteligência artificial nas relações humanas. O espetáculo é para maiores de 16 anos, começa às 21h. Na Batalha, a Biblioteca Municipal José Travassos Santos vai festejar o Halloween, com iniciativas programadas para hoje e amanhã. Destinam-se a crianças entre os 6 e os 14 anos. A participação é gratuita. Seguimos até Santarém. Arranca no início da próxima semana, segunda-feira, o Campeonato Universitário de Padel. O torneio vai durar três dias, termina na quarta-feira. Em competição, 62 duplas e 19 clubes a competir por um lugar no Campeonato Europeu Universitário, que se realiza no próximo ano. E fechamos em Matosinhos. O Quarteto de Cordas da Cidade dá um concerto amanhã no Museu da Memória. Começa às 18h. O programa reúne obras de compositores de diferentes épocas. A entrada é gratuita.

E ao ponto final no jornal das 15h com Miguel Videra, que está de regresso às 15h30. Já a seguir temos conversas no TI.