Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a intervenção norte-americana na Venezuela ao longo do dia de ontem, quarta-feira.

    Delcy Rodriguez. Captura de Maduro por EUA foi “uma mancha” sem precedentes nos laços com Washington

    Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!

  • "Uma grande honra". Trump falou ao telefone com Gustavo Petro, Presidente da Colômbia, e acabou a elogiar o seu "tom"

    O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contou na rede Truth Social que falou ao telefone com o Presidente da Colômbia, Gustavo Petro.

    O líder norte-americano contou que o homólogo colombiano lhe tinha contactado para “explicar a situação das drogas e outras discordâncias” que já tiveram.

    O tom do relato de Trump marca um contraste com as interações entre ambos os líderes no passado. O Presidente dos EUA disse ter sido “uma grande honra” conversar com ele e que tinha “apreciado a chamada e o tom” de Gustavo Petro, e que esperava encontrá-lo “no futuro próximo”.

    “Estão a ser feitos preparativos entre o secretário de Estado, Marco Rubio, e o ministro das Relações Exteriores da Colômbia. A reunião terá lugar na Casa Branca, em Washington, D.C.”, revelou ainda.

  • Estados Unidos atacam Venezuela, apreendem navio russo e não abdicam da Ucrânia. Rússia "tem de aceitar a realidade"

    Depois da Venezuela, EUA apreendem barco russo no Atlântico e parecem dispostos a agir por todo o mundo. Rússia, pressionada pela guerra na Ucrânia, não tem capacidade para resposta simétrica.

    Estados Unidos atacam Venezuela, apreendem navio russo e não abdicam da Ucrânia. Rússia “tem de aceitar a realidade”

  • Trump foi informado de que Venezuela só pode comprar produtos dos EUA com dinheiro que receber do acordo do petróleo

    Donald Trump avançou numa publicação na Truth Social que foi informado que a Venezuela só vai poder comprar produtos norte-americanos com o dinheiro que Caracas vai receber com o acordo de petróleo dos dois países.

    Entre os produtos estão medicamentos, produtos agrícola, dispositivos médicos e equipamento para melhorar a rede elétrica e instalações energéticas da Venezuela.

    “Noutras palavras, a Venezuela está a comprometer-se a fazer negócios com os EUA como o seu principal parceiro”, afirmou, acrescentando: “Uma escolha sábia e algo muito bom para o povo da Venezuela e dos EUA”.

  • "Não devemos nada aos Estados Unidos". Membro do conselho da PDVSA avisa que EUA tem de pagar "o preço internacional"

    Willis Rangel, membro do conselho da PDVSA e líder sindical, avisou à Reuters que os Estados Unidos terão de pagar o preço normal caso o queiram obter.

    “Se quiserem comprá-lo, eles te-lo-ão no devido tempo, vendido a preço internacional. Não da maneira que [Trump] pretende, como se esse petróleo lhes pertencesse porque supostamente lhes devemos. Não devemos nada aos Estados Unidos”, acrescentou.

  • Petrolífera estatal venezuelana confirma negociações para venda de petróleo aos EUA

    A empresa petrolífera estatal Petroleos de Venezuela (PDVSA) confirmou, em comunicado, que está “em negociações com os Estados Unidos” para a venda de “volumes de petróleo, no âmbito das relações comerciais existentes entre os dois países”.

    “Este processo está a ser desenvolvido sob esquemas semelhantes aos vigentes com empresas internacionais, como a Chevron, e baseia-se numa transação estritamente comercial, com critérios de legalidade, transparência e benefício para ambas as partes”, lê-se.

    “A PDVSA reafirma o seu compromisso de continuar a construir alianças que impulsionem o desenvolvimento nacional em favor do povo venezuelano e que contribuam para a estabilidade energética global”, sublinhou ainda a empresa.

  • Não haverá "botas no terreno" na Venezuela, diz Presidente da Câmara dos Representantes dos EUA

    O presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, saiu “convencido” de uma reunião com o secretário de Estado, Marco Rubio e outros representantes da Administração Trump de que não haveria “botas no terreno” na Venezuela.

    “Não prevemos que isso seja necessário”, acrescentou Johnson, membro do Partido Republicano. “Fomos prender um criminoso. Fizemo-lo com precisão. Foi justificado e o trabalho está feito. Agora esperamos que o povo da Venezuela possa governar-se a si próprio”, acrescentou.

  • Ucrânia acolhe "com satisfação" a apreensão do petroleiro de bandeira russa pelos EUA

    O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, congratulou a apreensão do petroleiro de bandeira russa pelos EUA, considerando ser um bom exemplo de como agir contra a Rússia.

    “A apreensão de um navio com bandeira russa no Atlântico Norte sublinha a liderança resoluta dos Estados Unidos e do presidente Trump. Acolhemos com satisfação essa abordagem para lidar com a Rússia: agir, não temer. Isso também é relevante para o processo de paz e para aproximar uma paz duradoura”, escreveu numa publicação na rede social X.

  • O relatório da CIA e a desconfiança. Como Trump afastou Corina Machado e optou por uma chavista para liderar a Venezuela

    Corina Machado não impressionou o enviado especial dos EUA e relatório da CIA foi fatal para as aspirações da oposição chegar ao poder. Delcy Rodríguez assume transição, mas ameaçada por Trump.

    O relatório da CIA e a desconfiança. Como Trump afastou Corina Machado e optou por uma chavista para liderar a Venezuela

  • António Costa diz que a "Gronelândia pertence ao seu povo" e promete "apoio total e solidariedade da União Europeia"

    O presidente do Conselho Europeu, António Costa, prometeu que a União Europeia não pode aceitar “violações do direito internacional” e iria continuar a apoiar totalmente a Gronelândia e a Dinamarca, falando esta quarta-feira no âmbito do início da presidência cipriota do Conselho Europeu em Nicósia.

    “Sobre a Gronelândia, permitam-me ser claro: a Gronelândia pertence ao seu povo. Nada pode ser decidido sobre a Dinamarca e sobre a Gronelândia sem a Dinamarca ou sem a Gronelândia”, sublinhou, citado pela Reuters.

    “A União Europeia não pode aceitar violações do direito internacional — seja em Chipre, na América Latina, na Gronelândia, na Ucrânia ou em Gaza”, acrescentou ainda.

  • Leavitt diz que dinheiro do petróleo sancionado vai para "contas controladas pelos EUA" antes de ser distribuído

    Em conferência de imprensa, a porta-voz da Casa Branca revelou mais detalhes sobre um acordo para o petróleo venezuelano, dizendo que os Estados Unidos já começaram a pô-lo “no mercado global” e elaborando sobre como os lucros serão geridos.

    “Todas as receitas provenientes da venda de petróleo bruto e produtos da Venezuela serão primeiro depositadas em contas controladas pelos EUA em bancos reconhecidos mundialmente, a fim de garantir a legitimidade e a integridade da distribuição final das receitas”, revelou Karoline Leavitt, citada pela NBC News.

    Depois, como já tinha avançado Rubio, “esses fundos serão distribuídos em benefício do povo americano e do povo venezuelano”. Porém, esta distribuição será feita “a critério do governo dos Estados Unidos”.

  • Porta-voz da Casa Branca diz que tripulação do petroleiro Marinera está "sujeita a processo judicial" e pode ser levada para os EUA

    Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, discutiu a apreensão do petroleiro Marinera, apontando que a tripulação, cuja situação preocupou mais as autoridades russas, pode ser alvo da justiça norte-americana.

    “A tripulação está agora sujeita a processo judicial por qualquer violação aplicável da lei federal e será levada aos Estados Unidos para tal processo, se necessário”, disse Leavitt, citada pela Reuters.

  • Secretário de Estado dos EUA afirma que tentaram "repetidamente" para que não fosse preciso capturar Maduro

    Marco Rubio afirmou ainda à imprensa que os Estados Unidos tentaram “repetidamente” que se chegasse a um “resultado que não envolvesse ter de entrar, agarrar e acusar um traficante de droga [referindo-se ao Presidente Nicolás Maduro]”.

    “Essas [tentativas] não tiveram sucesso, infelizmente”, acrescentou.

  • Rubio diz que se vai encontrar com Dinamarca "na próxima semana"

    Ainda a falar aos jornalistas, Marco Rubio referiu que se vai encontrar com representantes da Dinamarca “na próxima semana” para discutir a situação na Gronelândia.

    Sobre a intenção dos EUA de comprarem a Gronelândia, o secretário de Estado dos EUA sublinhou que “essa sempre foi a intenção” de Donald Trump e que não é nada de novo.

  • Estabilização, recuperação, transição. Rubio diz que EUA têm "processo a três etapas" na Venezuela e que este já começou

    Falando aos jornalistas, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, descreveu o processo levado a cabo pelos Estados Unidos como estando dividido em “três etapas”.

    O primeiro passo descrito por Rubio é dedicado à “estabilização” da Venezuela, país que não querem que se “transforme no caos”.

    Uma das componentes para este processo, apontou, é a “quarentena” imposta pelos EUA ao petróleo venezuelano, em que “mais dois navios foram apreendidos” e o acordo que vai ser executado para levar “30 a 50 milhões de barris de petróleo” sancionado para vender a “preços de mercado”

    “Esse dinheiro será gerido de forma a que possamos controlar como é distribuído, de modo a beneficiar o povo venezuelano, e não a corrupção nem o regime”, acrescentou.

    A segunda etapa do processo é a “recuperação”, que se divide em dois principais pontos descritos por Maduro.

    Nesta etapa, os EUA querem-se assegurar que “as empresas americanas, ocidentais e outras têm acesso ao mercado venezuelano de forma justa”. Ao mesmo tempo, continuou Rubio, iniciar-se-á a construção do “processo de reconciliação nacional dentro da Venezuela”, para que “as forças da oposição possam ser amnistiadas e libertadas das prisões ou trazidas de volta para o país, começando a construção da sociedade civil”.

    O terceiro passo, acrescentou, é o da “transição”, sobre o qual Rubio não desenvolveu os contornos, falando aos jornalistas. Porém, o responsável referiu que Washington tem “controlo e influência tremendos sobre o que as autoridades interinas” da Venezuela “fazem e conseguem fazer”.

    “No fim, caberá ao povo venezuelano transformar o seu país”, acrescentou.

  • MNE da Rússia exige que EUA "garantam um tratamento humano e digno" ao tripulantes russos a bordo do petroleiro

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia exigiram que os EUA respeitem “rigorosamente” os “direitos e interesses” dos tripulantes a bordo do petroleiro Bella 1/Marineira, arrestado esta quarta-feira.

    “Tendo em conta as informações recebidas sobre a presença de cidadãos russos entre a tripulação, exigimos que a parte americana lhes garanta um tratamento humano e digno”, afirmou o Ministério, citado pela agência TASS.

    Os representantes da diplomacia russa indicaram estar a acompanhar as notícias ligadas ao navio e apelou aos EUA para que não impeçam um “regresso rápido” dos cidadãos russos ao país natal.

  • Ministro britânico confirmou ajuda a tomada de petroleiro russo como "parte dos esforços globais para reprimir a violação das sanções"

    O ministro da Defesa, John Healy, confirmou que as Forças Armadas do Reino Unido participaram na operação dos EUA para apreender o petroleiro russo Bella 1/Marinera.

    “Hoje, as nossas Forças Armadas do Reino Unido demonstraram competência e profissionalismo ao apoiar a interceção bem-sucedida dos EUA do navio Bella 1, que se dirigia para a Rússia”, escreveu Healey, num comunicado publicado pela BBC.

    “Esta ação fez parte dos esforços globais para reprimir a violação das sanções”, continuou, sublinhando que o navio tem “um histórico nefasto” e “faz parte de um eixo russo-iraniano de evasão de sanções que está a alimentar o terrorismo, o conflito e a miséria do Médio Oriente à Ucrânia”.

  • Rússia reage à apreensão: "Nenhum Estado tem o direito de usar a força contra navios devidamente registados"

    O Ministério dos Transportes da Rússia reagiu à apreensão norte-americana do petroleiro com bandeira russa no Atlântico Norte, afirmando que “de acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 1982, nenhum Estado tem o direito de usar a força contra navios devidamente registados nas jurisdições de outros países”.

    De acordo com a agência estatal russa TASS, Andrei Nikitin sublinhou que o navio recebeu autorização temporária para navegar sob a bandeira estatal russa no dia 24 de dezembro de 2025.

    As forças norte-americanas abordaram o Marinera às 15h00 (hora de Moscovo), “tendo-se perdido pouco depois o contacto com o navio”, acrescentou.

  • Reino Unido colaborou com Estados Unidos na apreensão do petroleiro de bandeira russa

    A Força Aérea Real Britânica esteve envolvida na apreensão do petroleiro de bandeira russa, no Atlântico Norte, de acordo com o Telegraph, que cita um relatório da operação norte-americana.

    De acordo com o documento, as bases aéreas do Reino Unido também foram usadas como plataformas de lançamento para aeronaves militares norte-americanas envolvidas na operação.

  • EUA divulgam vídeo dos soldados norte-americanos a entrarem no petroleiro com bandeira russa

    A líder do departamento de Segurança Interna dos EUA [Homeland] divulgou um vídeo com imagens dos soldados norte-americanos a entrarem no petroleiro de bandeira russa, no Atlântico Norte. Kristi Noem refere também a apreensão de uma outra embarcação nas Caraíbas, que pertenceria à “dark fleet” (frota fantasma) que procura fugir às sanções impostas devido à guerra na Ucrânia.

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