“Presumivelmente, alguma coisa vai acontecer – o difícil é tentar perceber o que será”, confessam os economistas do UBS em antecipação a este dia 2 de abril, que Donald Trump enigmaticamente chamou “Dia da Libertação“. Desde que tomou posse, o Presidente dos EUA alimentou as expectativas – e a ansiedade nos mercados financeiros – sobre o que pode ser anunciado nesta quarta-feira: sabe-se apenas que podem ser lançadas novas taxas alfandegárias que Trump classifica como “recíprocas“.
Essas tarifas podem dar um golpe de 1,3 biliões de euros na economia mundial, segundo os economistas de uma universidade britânica que foram dos poucos que arriscaram fazer prognósticos sobre o possível alcance das novas taxas e sobre a forma como vão interagir com as várias outras que já anunciadas nos últimos meses (algumas das quais entram em vigor no mesmo dia, adensando ainda mais a confusão que se instalou).
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Aos olhos de Donald Trump, que diz arrepender-se de não ter lançado taxas mais pesadas no primeiro mandato (2016-2020), “nós [os norte-americanos] temos sido roubados por todos os países do mundo, amigos e inimigos“. Daí que, logo nos primeiros dias após o regresso à Casa Branca, o Presidente dos EUA tenha assinado uma ordem executiva onde encarregou o Departamento do Comércio, liderado por Howard Lutnick, de lhe entregar um relatório detalhado sobre que tarifas a administração Trump deve aplicar aos produtos provenientes de países que, na interpretação da Casa Branca, têm em relação aos EUA práticas comerciais e aduaneiras injustas.
Este relatório transversal encomendado por Donald Trump teve de ser entregue à Casa Branca até esta terça-feira, 1 de abril, mas o Presidente dos EUA preferiu reservar as medidas que irá tomar com base nele para o dia seguinte, 2 de abril, para não coincidir com o Dia das Mentiras.
“Não quis que fosse no Dia das Mentiras porque aí ninguém iria acreditar no que eu dissesse“, afirmou o Presidente dos EUA, que garantiu que irá ser brando mas, também, já avisou que as tarifas que vão ser anunciadas serão “as grandes“, ou seja, mais gravosas do que as lançadas nas últimas semanas.
Novas taxas anunciadas no mesmo dia em que outras entram em vigor
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O tema surgiu logo na campanha eleitoral e Donald Trump também falou sobejamente sobre isso enquanto era Presidente-eleito: “tarifas” são a palavra mais bonita do dicionário, para o Presidente dos EUA, que se arrepende de, por sinal, se ter deixado influenciar por assessores e conselheiros económicos, no primeiro mandato, que o dissuadiram de aplicar tarifas mais elevadas.
Desde que tomou posse, esta foi uma ferramenta usada quase diariamente, incluindo para forçar outros países a tomar medidas que nada têm a ver com comércio internacional (como a Colômbia, que inicialmente rejeitou receber aviões de imigrantes ilegais deportados). Além da China, que sofreu com mais uma tarifa de 10% (entretanto duplicada para 20%), os principais alvos de Trump foram o Canadá e o México, os países-vizinhos com quem os EUA têm estreitas relações comerciais.
As taxas de 25% aplicadas aos produtos vindos desses países foram suspensas um mês mas acabaram por entrar em vigor no início de março. Em simultâneo, a mira de Trump virou-se para a Europa, que acusa de estar há muito a “roubar” os EUA – o que justifica com o desequilíbrio da balança comercial de bens (mas não de serviços, onde é a Europa que compra mais).
De um modo geral, destaca-se ainda as tarifas de 25% aplicadas na importação de aço e alumínio, que entraram em vigor em meados de março. Às 00h01 desta quarta-feira entram, também, em vigor as tarifas de 25% aplicadas a todos os carros importados. Trump ameaçou, também, que quaisquer países que comprem petróleo à Venezuela também serão alvo de tarifas que irão acrescer às outras.
“15 batoteiros”? Trump diz que tarifas vão incidir sobre “todos os países”
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, tinha indicado que o enfoque estaria nos chamados “15 batoteiros” (tradução livre de Dirty 15), os 15 países que aplicam tarifas nas importações vindas dos EUA e que, em simultâneo, representam a maior parte do défice da balança comercial que os EUA têm com o exterior – um défice que se aproxima de “um bilião de dólares”, disse Scott Bessent (918,4 mil milhões de dólares, cerca de 850 mil milhões de euros, em 2024).
Bessent não especificou exatamente quais são esses 15 países mas, a julgar pelos dados oficiais, o grupo incluiria países como a Alemanha (e, por inerência, a União Europeia), a África do Sul, a Arábia Saudita, a Argentina, o Brasil, o Canadá, a China, a Índia, o Japão, a Coreia do Sul, o México, o Reino Unido, a Rússia, Taiwan e o Vietname.
Porém, Donald Trump pareceu atirar todos esses cálculos borda fora quando, nesta segunda-feira, disse aos jornalistas que com ele partilharam um voo no Air Force One que as tarifas vão incidir sobre “todos os países“.
“A ideia é começar com todos os países, veremos o que acontece. Temos estado a falar de todos os países, não há uma fasquia” a partir da qual as tarifas já não se irão aplicar, afirmou o Presidente dos EUA, criando ainda mais indefinição sobre o que será anunciado. Ainda assim, Trump acrescentou que “as tarifas vão ser bem mais generosas para esses países do que eles têm sido connosco, o que significa que vamos ser mais meigos do que eles foram connosco ao longo de décadas”.
Essa é “a parte racional” da política que Trump vem seguindo, sustenta João Borges de Assunção, professor de Economia da Católica-Lisbon. “De facto, Trump tem conseguido chamar a atenção para uma assimetria que existe nas tarifas entre os EUA e os outros países ou blocos, uma assimetria para a qual a generalidade das pessoas – até os economistas – não estavam muito sensibilizadas”. Um exemplo? “Pouca gente, além dos empresários deste setor”, sabia que a Europa cobra uma tarifa de 10% nas importações de carros dos EUA, ao passo que os EUA cobram 2,5% – um valor que, a partir das 00h01 desta quarta-feira, subirá para 25%.
Se o objetivo de Trump de colocar estas “assimetrias” em evidência poderá estar a ser conseguido, globalmente falando a atuação do Presidente dos EUA nesta matéria irá certamente provocar danos. “A forma como a política tem sido implementada, aparentemente à bruta, com anúncios e contra-anúncios, gera uma confusão enorme e torna impossível para as empresas tomarem decisões, numa área já de si muito complexa que é a dos direitos aduaneiros”, sublinha João Borges de Assunção, em declarações ao Observador.
Por outro lado, o economista acrescenta que aplicar tarifas de acordo com o que diz a balança comercial “é um retrocesso de vários séculos“. “A ideia de medir o desempenho económico do país pela balança comercial parece uma coisa mercantilista, extraordinariamente desatualizada, não se pode pensar no sucesso ou insucesso de uma economia conforme os saldos da balança comercial”, sublinha.
“O que aqui está a assustar muita gente é que esta forma de pensar, veiculada por Trump, é distinta da forma de pensar que há décadas existe dentro das reuniões do G7, da OMC [Organização Mundial do Comércio], dos bancos centrais”, acrescenta o professor de Economia, comentando que, “até agora, os EUA vinham-se comportando como um império que tolerava certas assimetrias que lhe eram desfavoráveis mas que traziam ganhos a outros níveis, isto é, contribuíam para um bem-estar e uma estabilidade que também serviam os interesses dos EUA”. “Esse pensamento parece ter desaparecido, pelo menos do discurso público desapareceu certamente”, defende João Borges de Assunção.
Seis biliões de dólares em 10 anos? “EUA precisa desesperadamente do dinheiro”
Embora Trump garanta que os EUA serão “meigos” – ou, em rigor, “mais meigos” do que são os outros países – “estamos a falar, mesmo assim, de uma quantia significativa de dinheiro” que as novas taxas podem angariar, afirmou o Presidente dos EUA.
A receita fiscal obtida com as tarifas, que a oposição a Trump tem frisado que será paga pelos consumidores norte-americanos e irá gerar inflação, é um dos objetivos declarados pela administração Trump nesta “guerra comercial”. O outro é levar as empresas, norte-americanas ou não, a relocalizar a produção nos EUA de modo a evitar o pagamento das tarifas aduaneiras.
Peter Navarro, economista que é um dos principais conselheiros de Trump na área da política comercial, afirmou numa entrevista à Fox News no domingo que as tarifas cobradas nas importações de automóveis podem valer 100 mil milhões por ano e, “além dessas, as outras tarifas vão angariar cerca de 600 mil milhões por ano, o que significa seis biliões num período de 10 anos“.
Trata-se de uma previsão, mas os economistas do banco holandês ING sublinham que “é dinheiro do qual esta administração precisa desesperadamente“. “Só prolongar os cortes de impostos lançados em 2017 irá custar mais de cinco biliões de dólares nos próximos 10 anos”, diz o ING, que estima que uma possível tarifa uniforme de 25% sobre todas as importações de todos os principais parceiros comerciais poderia render aos EUA cerca de 825 mil milhões de dólares por ano – o que ajudaria a baixar o atual défice orçamental dos EUA, que supera os 6%.
Se houver taxa uniforme de 25%, economia mundial perde 1,3 biliões de euros
Esse cenário de uma taxa aduaneira uniforme de 25% sobre todas as importações dos EUA é uma possibilidade que tem conquistado tração nos últimos dias, levando economistas a estimar não só quanto é que isso poderia render aos cofres federais dos EUA mas, também, o impacto que poderia ter para a economia mundial. O modelo utilizado pelos economistas da britânica Aston University, num estudo citado pelo Financial Times, aponta que tal sobrecusto nas importações daria um golpe de 1,4 biliões de dólares – ou 1,3 biliões de euros – na economia mundial.
Esta análise, que procura calcular quanto produto económico é que poderia estar em risco com a redução do comércio internacional, tenta incluir o impacto de uma retaliação (de dimensão comparável) por parte dos blocos económicos visados por Trump. Um dos economistas envolvidos nesse estudo avisou que, no modelo criado pela Aston University, caso os EUA apliquem uma tarifa de 25% e os parceiros comerciais respondam na mesma moeda, o golpe seria comparável àquele que teve a “guerra comercial” que surgiu durante a Grande Depressão (e a agravou), nos anos 30 do século passado.
E se, de um momento para o outro, os EUA desaparecessem do comércio mundial?
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Os EUA têm, hoje, um peso menor no comércio mundial do que tinham. Há 20 anos, quase 20% dos bens transacionados no comércio mundial dizia respeito a importações norte-americanas – hoje o número não vai além dos 13%.
Mas, com Trump a aplicar uma política mais isolacionista, Simon Evenett, professor da IMD Business School, na Suíça, decidiu simular o que aconteceria se os EUA, de um momento para o outro, interrompessem todas as suas importações.
A conclusão deste académico revela-se menos pessimista do que se poderia imaginar: mesmo que as compras pelos EUA no comércio internacional baixassem para zero, 70 dos seus principais parceiros comerciais conseguiriam no espaço de um ano compensar essas perdas de vendas no comércio com outros países. E 115 países recuperariam do golpe passado cinco anos, no máximo.
O Banco de Portugal também analisou a possibilidade de ser lançada uma tarifa de 25% contra a União Europeia (UE). Se isso acontecer (e, depois, provocar uma retaliação), a economia portuguesa pode crescer menos 0,9%, quase um ponto percentual a menos do que as atuais previsões. À escala europeia, o BCE estimou a 20 de março que a mesma tarifa uniforme de 25% tiraria 0,3 pontos percentuais ao produto interno bruto (PIB) da zona euro no primeiro ano – mas o impacto, incluindo das retaliações, poderia penalizar o crescimento em 0,5 pontos percentuais.
Mas, havendo pouca informação sobre as possíveis novas tarifas – e a pouca que existe sendo contraditória –, João Borges de Assunção diz ser “impossível calcular com rigor o impacto que isto poderá ter“. Os economistas do UBS arriscam, ainda assim, um outro prognóstico: as tarifas (mais leves) lançadas por Donald Trump no primeiro mandato terão elevado a taxa alfandegária média nas importações dos EUA de 1,5% em 2016 para 3% em 2020. Mas “as tarifas que agora estão a ser anunciadas são muito maiores: a tarifa média já terá subido para perto de 9% [devido às mudanças já anunciadas] e com as tarifas a anunciar esta quarta-feira pode subir mais quatro pontos percentuais“.
Por outras palavras, quem quiser exportar algum produto para os EUA a partir desta quarta-feira, se se confirmarem os cálculos do UBS, poderá ter de pagar uma tarifa média de 13% – que será mais elevada em alguns produtos, como os automóveis (25%), e menos elevada noutros. Antes de 2016, ano em que Trump se tornou Presidente dos EUA pela primeira, essa taxa alfandegária média correspondia a cerca de uma décima parte daquilo que, nos cálculos do UBS, irá agora passar a ser.
Tarifas “recíprocas”. Para Trump, está mais em causa do que taxas alfandegárias
A dois dias do prometido grande anúncio, a Casa Branca tornou público um (outro) relatório onde estão elencadas de forma exaustiva as matérias que, aos olhos da administração Trump, constituem barreiras ao comércio justo entre os EUA e os principais parceiros comerciais. Essa lista, partilhada pelo representante para o comércio, Jamieson Greer, inclui não apenas tarifas mas, também, muitas outras variáveis como disposições regulatórias e fiscais – incluindo o IVA, que tem sido o grande “elefante na sala” neste debate, afirmam os economistas do ING.
Aos olhos da administração Trump, o IVA aplicado na União Europeia – que, sendo um imposto europeu, varia de país para país – é como uma tarifa aplicada aos produtos norte-americanos que entram no mercado europeu. Os EUA são dos poucos grandes países que não têm um sistema de IVA: usam, no seu lugar, um sistema de imposto sobre vendas que vai de 0% a 11,5%, conforme os estados. Em contraste, a taxa média de IVA nos países da UE era de 21,5% (2023), com uma grande heterogeneidade: o Luxemburgo cobra 16% e a Hungria 27%.
“Equiparar todas tarifas, produto a produto, país a país, já é algo terrivelmente complicado de fazer na prática, já que cada país cobra milhares de taxas diferentes”, afirma o ING, acrescentando que a tarefa torna-se “ainda mais complicada quando se atira para cima da mesa barreiras regulatórias e a questão ainda mais controversa do IVA”.
Para Trump, que escreveu sobre o assunto na sua rede social Truth Social, o IVA pode ser “muito mais punitivo do que uma tarifa“, pelo que “seja aquilo que for que um país cobra aos Estados Unidos da América, nós também vamos cobrar-lhes” – sendo claro que os países da UE, quando aplicam uma taxa de IVA esse imposto é cobrado aos cidadãos europeus que compram determinado produto, não existe qualquer mecanismo de cobrança de IVA a um estado terceiro.
É esta ideia de pretensa “reciprocidade” que é usada como justificação para as tarifas que Trump anunciou que irá lançar nesta quarta-feira. Como explica o think tank Bruegel, a administração Trump aproveita um conceito que é usado há muito tempo no seio da Organização Mundial do Comércio. “Mas esse termo nunca é usado numa perspetiva de equivalência total numérica” entre quaisquer dois países – o sentido habitualmente dado a “reciprocidade” é de um enquadramento geral “difuso” (não “específico”, numa perspetiva bilateral) nas relações multilaterais de comércio. Um enquadramento que, tipicamente, é mais usado para promover a redução de tarifas, não para justificar movimentos no sentido contrário.
Simon MacAdam, economista-chefe-adjunto da consultora londrina, tem uma explicação mais coloquial para o uso da expressão “tarifas recíprocas”. “Essencialmente, as tarifas recíprocas são um eufemismo para os EUA se envolverem em políticas tarifárias discricionárias em resposta a qualquer coisa que a administração Trump desaprove”, afirma o economista britânico.
“Em termos gerais, há várias razões para considerar que as economias asiáticas parecem mais vulneráveis a tarifas recíprocas do que a Europa, independentemente daquilo que a retórica de Trump possa ter sugerido”, afirma Simon MacAdam. “Por um lado, a Europa tem taxas de IVA mais elevadas [mas] as economias da Ásia têm geralmente tarifas mais elevadas, regras mais restritivas sobre o investimento estrangeiro e moedas mais fracas“, acrescenta o economista.
Simon MacAdam refere-se, aqui, a outro importante fator cambial neste debate: Trump considera que muitos países promovem a chamada “desvalorização cambial”, artificialmente deprimindo o valor das respetivas moedas (em relação ao dólar) de forma a ganhar competitividade (e roubar competitividade às empresas norte-americanas). O risco, para Trump, é que o facto de as tarifas poderem ter um efeito inflacionista poderá levar a Reserva Federal dos EUA a reduzir menos as taxas de juro (ou, mesmo, subi-las, eventualmente), o que poderá levar a uma maior valorização do dólar, derrotando por essa via um dos pilares da estratégia de Trump.
Retaliação “criativa”. UE pode visar big techs e bancos norte-americanos
A edição europeia do jornal Politico, que tem um grande enfoque no que se passa nos corredores (e nas salas de reuniões) de Bruxelas, noticiou na segunda-feira que a União Europeia está a ponderar uma resposta “mais criativa, através dos serviços e dos direitos de propriedade intelectual“. O responsável da União Europeia citado, que falou sob anonimato, acrescentou que “todas as opções estão em cima da mesa” – e o The Washington Post corroborou, nesta quarta-feira, que a Europa poderá visar as grandes empresas tecnológicas dos EUA, se Trump anunciar tarifas que a UE considere injustas.
Carros, fármacos e produtos alimentares. Estes são os principais produtos que fazem com que a balança comercial de bens entre os dois blocos penda a favor da Europa em cerca de 157 mil milhões de euros, segundo as contas de Bruxelas relativas a 2023. Porém, na balança comercial dos serviços, o quadro é o inverso: a Europa importa mais 109 mil milhões de euros do que exporta em serviços.
Até ao momento, a União Europeia tem reagido de forma contida às tarifas aplicadas por Trump, limitando-se a espelhar, dentro do possível, as iniciativas lançadas por Trump. Isso levou a que se tenha agravado as taxas aduaneiras aplicadas na importação de produtos como as motos Harley Davidson e bebidas alcoólicas produzidas nos EUA. Mas as fontes ouvidas pelo Politico admitem que a UE possa responder às novas tarifas anunciadas por Trump atacando, também, o setor dos serviços – desde as grandes techs de Silicon Valley (como a Google, a Meta e a Amazon) até aos grandes bancos multinacionais com sede em Wall Street, como o Bank of America e o JPMorgan Chase.
“Se Trump impuser tarifas recíprocas, entramos num jogo completamente diferente“, afirmou uma outra fonte que falou com o Politico, igualmente sob anonimato.
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