No Palácio da Ajuda o Japão é enfim revisitado /premium

30 Janeiro 20191.083

A exposição "Uma História de Assombro" é um marco importante no trabalho feito sobre o património que ilustra as relações luso-nipónicas. Para ver até 27 de março.

Etimologicamente, assombro não é sinónimo de descobrimento mas a palavra que as curadoras Alexandra Curvelo e Ana Fernandes Pinto escolheram para título desta exposição no Palácio Nacional da Ajuda — “Uma História de Assombro”, na Galeria de Pintura do Rei D. Luís até 27 de Março — sobre as relações luso-nipónicas de c. 1543 a 1952 é, sem dúvida, ela própria, um perfeito achado, pois concentra todas as diferentes e contraditórias expressões que vimos estampadas nos rostos dos nossos viajantes a bordo da grande Nau do Trato, nos magníficos biombos nanban.

O pequeno país de intrépidos marinheiros, mercadores e missionários que rodou o globo por mar e alcançou o arquipélago do Japão antes de quaisquer outros europeus não teve como manter, ao longo dos séculos, presença, diálogo e influência económica e política junto daquele país, mas as marcas culturais (religiosas incluídas) que lá deixou perpetuaram-se até hoje e são ali estimadas com típico e inigualável zelo, ainda que a nossa representação diplomática contemporânea — por erro estratégico, mas “é o que há” — não consinta comissões longas e por isso consistentes e empáticas ou esteja a cargo de alguém com a curiosidade e o entendimento cultural, senão o talento literário e o impulso fazedor, de Wenceslau de Moraes (1854-1929) e de Armando Martins Janeira (1914-88), dois portugueses profundamente marcados pelas suas vivências japonesas, como, de outra forma, muito mais discreta, é certo, o foi o cineasta e adido cultural Paulo Rocha (1935-2012). José de Mello Gouveia, embaixador em Tóquio de 1988 a 1993, apoiou uma exposição na Torre do Tombo em 1998, promovida pela Associação de Amizade Portugal-Japão, e José de Freitas Ferraz, nosso embaixador naquele país de 2011 a 2014, foi o primeiríssimo instigador da actual exposição, mas — com o devido respeito —  global e comparativamente tudo isso me parece pouco, diante do muito do que podia e pode ou deve ser feito.

Num pequeníssimo livro, Quinze Dias no Japão (que tive a alegria e a sorte de propor e editar em 2001, resgatando cinco crónicas de 1979 e depois disso nunca impresso), João Bénard da Costa (1935-2009), admirador de Yasujro Ozu, reconhecia a sua perplexidade sobre a ausência de bibliografia portuguesa que o guiasse no país do sol nascente, socorrendo-se por isso de um livro de Roland Barthes dedicado a Tóquio — admitindo que, à época, aquela era a «grande viagem» a fazer. E provavelmente ainda é.

Como entender que a mais surpreendente peça desta exposição — o conjunto de sela, arreios e armadura de Samurai, oferecido ao jovem rei D. Luís em 1862 — tenha saído das reservas do Palácio Nacional da Ajuda para cuidados de conservação e restauro pelo Laboratório José de Figueiredo e seja agora exibida pela primeiríssima vez, e provavelmente apenas por alguns meses?

Alguns anos depois disso, o panorama mudou com as comemorações dos Descobrimentos Portugueses, que empurraram uma nova atenção historiográfica à arte nanban e à literatura jesuítica, com edição e comentário de fontes de época. A Fundação Oriente e o Instituto Português do Oriente (ainda que mais focados na China) também fizeram coisas de relevo, como a há muito esgotada, e sem reimpressão Fotobiografia de Wenceslau de Moraes e o álbum dos seus postais ilustrados (Daniel Pires, 1993 e 2004), a cuidada edição por Rui Manuel Loureiro do Tratado das Contradições e Diferenças de Costumes entre a Europa e o Japão de Luís Fróis em 2001 e o prolongado laboratório científico, internacional e multidisciplinar, de que em 2010 resultou a poderosa edição crítica em quatro volumes da Peregrinaçam de Fernão Mendes Pinto (pesem embora a reduzida tiragem desta (apenas 300 exemplares!) — e, por isso, o seu preço exorbitante, nada menos do que 150 € — e o facto de dela ainda não ter sido destilada uma edição de tipo popular, sua consequência óbvia e desejável).

Pintores, bibliotecários, conservadores

Seja como for, o retrocesso dos temas asiáticos quando a torneira das benesses comemorativas se fechou, a flagrante insuficiência de meios concedidos a investigadores nacionais para um trabalho de campo a tão longa e onerosa distância, a paralisia dos radares das nossas bibliotecas à produção científica de estudos nipónicos com alguma incidência portuguesa (e respectiva aquisição) — enfim, toda a geral baixa expectativa criada num país periférico, adormecido e pouco cultivado acerca do seu próprio passado, mesmo quando especialmente ilustre, tudo isso deixou as nossas relações com o Japão num deus-dará apático, a ponto de o editor parisiense Michel Chandeigne fazer actualmente as custas, e recolher os louros, da publicação de bons livros que não acolheram simpatia por editores… portugueses (v., entre outros, Obras-primas dos Biombos Nanban de Alexandra Curvelo, 2015).

O trabalho do bibliotecário do palácio ducal de Vila Viçosa Tiago Salgueiro Do Japão para o Alentejo: a embaixada japonesa Tenshö em Vila Viçosa no ano 1584 acabou por ser publicado pela Chiado Editora (2012), com tudo o que isso significa e representa, e não é de crer que teses orientadas por João Paulo Oliveira e Costa — sobre arquitectura jesuítica no Japão, de Sofia Dinis (2007), a cultura japonesa pelas cartas do padre Luís Fróis (Helena Resende, 2013) e o estudo comparado do jesuitismo no Japão e no Brasil (Mariana Boscariol, 2017) — cheguem um dia à forma de livros. Até a própria edição das obras de Wenceslau de Moraes na Imprensa Nacional, sob discreta tutela científica de Ana Paula Laborinho, parece ter sido interrompida ou adiada, precisamente porque (além de quaisquer outros motivos) não há nem houve dinamismo suficiente para fazer reacender a curiosidade pública por tão singular e visceral nipófilo. E a negligência diante do legado bibliográfico do embaixador Armando Martins Janeira (que contrasta com a gentil disponibilidade de Ingrid Martins, inclusive para esta exposição: v. catálogo, pp. 144 e alguns empréstimos) seria sempre escandalosa, se verdadeira consciência e dignidade colectiva houvesse e prevalecesse. — Quem reeditaria, por exemplo, em facsímile o seu muito raramente referido (Tóquio, 1954), impresso à maneira japonesa e que é uma notória evocação e homenagem a O Culto do Chá de Moraes (Kobe, 1905), de idêntico figurino gráfico?

Arreio de cavalo de Samurai oferecido ao rei D. Luís em 1862. Palácio Nacional da Ajuda, inv. 45562 Fotografia © Luísa Olveira, ADF/DGPC

Em termos expositivos, o panorama é igualmente fraco, com breves lampejos muito de vez em quando, e por tanto incapazes de uma autêntica e vivificada aproximação cultural, para além da novidade da gastronomia e de alguma literatura ou cinema. “Da Cruz de Cristo ao Sol Nascente: um encontro do passado e do presente”, na Torre do Tombo em 1998, beneficiou da entrada em funções do embaixador Motohilo Nishimura e dos bons ofícios da — aliás discreta — Associação de Amizade Portugal-Japão.

Lisboa’94 mostrou “Traje Nanbam” no museu do dito. Em 2007, foi a agência cultural nipónica a transpor para o Museu Nacional de Soares dos Reis, no Porto, a mostra “Obras-primas da cerâmica japonesa”, do antigo ao contemporâneo, a jeito de contrapartida explícita pelo empréstimo de média duração dum biombo nanban para a inauguração dum museu nacional, em Kyushu, a que se seguiu em 2009 uma exposição no museu portuense, de que ficou catálogo exemplarmente desenhado por Pedro Falcão, com macrofotografias a explorarem a riqueza plástica desse biombo hoje exibido com iluminação muito deficiente… Em 2014-15, “Imagens de um mundo flutuante. Estampas, livros e álbuns da colecção Paul Ugo Thiran”, na Casa-Museu Anastácio Gonçalves, em Lisboa — um evento raríssimo entre nós, pelo acervo e pela generosidade — ficou a dever-se em larguíssima medida ao ensejo de partilha daquele coleccionador belga, por décadas residente no nosso país, que a persistência da família conseguiu enfim concretizar, meia década após a sua morte.

Pormenor do biombo de duas folhas, Japão, século XVII-XVIII; colecção privada, Lisboa

O facto de documentação diplomática só ter sido estudada pela primeira vez para efeitos da presente exposição — um trabalho dedicado de Ana Fernandes Pinto — também nos diz muito do entorpecimento das nossas instituições públicas (universidades incluídas, claro está), tanto mais que esse estudo trouxe a maior evidência a excepcional acção do ministro plenipotenciário José da Costa Carneiro (1883-1946), fundador em 1925 da Sociedade Luso-Japonesa e mais tarde agente decisivo para termos no Museu Nacional de Arte Antiga aqueles tão admirados biombos, e bastante mais tarde do que se imaginaria (finais da década de 1940), ou a de Franco Nogueira, impulsionador fugaz do ensino da língua portuguesa naquele país.

E como entender que a mais surpreendente peça desta exposição — o conjunto de sela, arreios e armadura de Samurai, oferecido ao jovem rei D. Luís em 1862 e tido como “uma obra-prima da arte militar japonesa do século XVII”, da “maior relevância nas colecções nacionais” (Tavares, cat. p. 117) — tenha saído das reservas do Palácio Nacional da Ajuda para cuidados de conservação e restauro (que nunca havia recebido…) pelo Laboratório José de Figueiredo e seja agora exibida pela primeiríssima vez, e provavelmente apenas por alguns meses?… Ou que — prova final do nosso profundo descaso — a artista plástica Mily Possoz (1888-1968) não tenha tido sequer fontes nacionais para os seus desenhos para a Sala do Japão na Exposição do Mundo Português? (“Em 1939-40 não havia em nenhum museu nacional um biombo nanban em que a artista se pudesse ter inspirado para estas composições. Terá sido por via de fotografias e/ou de alguma exposição que …”, cat. p. 158.)

Nada está definitivamente conhecido

A história que esta exposição conta é genericamente conhecida: primazia dos contactos dos portugueses, em que comércio e missionação cristã se entrelaçaram, com contaminações recíprocas em língua e cultura material, da cartografia à espingardaria (“intensa e profícua troca de saberes e de transferência tecnológica”, cat. p. 26) — um agreste e cruel choque de religiões que levou a um ostracismo nipónico de séculos — mas, ainda e sempre, uma civilização fascinante que certo revivalismo tardo-oitocentista haveria de recobrir de vivificantes modas estéticas, porém nada comparáveis ao ocorrido noutros contextos europeus, em que a redescoberta da arte japonesa influenciou directamente grandes pintores, fortes correntes artísticas emergentes e o grande coleccionismo privado. Como Margarida Rebelo Correia escreveu algures, foram os holandeses que introduziram na Europa a tardia cerâmica nipónica, motivo pelo qual tão pouca chegou aos hábitos e às colecções portuguesas.

Se se optou muito bem por projectar em larga escala mapas fundamentais, permitindo-nos admirá-los muito melhor, faltou manifestamente — que restrições orçamentais explicariam — a maquinaria expositiva de nova geração que possibilitasse o folhear digital em grandes dimensões de obras notáveis.

Se algo pode ser apontado a esta “História de assombro” é precisamente a ausência duma perspectiva comparativa — que importa ter, para nosso benefício — em particular com nações de presença asiática contemporânea à nossa, como a Holanda, a Inglaterra e a França, onde de resto o retomar de relações diplomáticas (e não só, obviamente) em meados do século XIX também está a inspirar grandes exposições historicamente retrospectivas, como é o caso de “Japon-Japonismes 1867-2018”, no rico Musée des Arts Décoratifs de Paris (até 3 de Março), e de “Meiji. Splendeurs du Japon impériale 1868-1912”, no Musée Guimet (encerrou a 14 de Janeiro), da mesma capital; e também a efectiva busca de um melhor conhecimento histórico através dos livros, por exemplo com Japan Story. In search of a nation: 1850 to the present, de Christopher Harding, que a Penguin lançou em Novembro passado (e — seja dito e louvado — a Livraria Almedina teve o bom gosto de importar); ou simplesmente conservando nos Kew Gardens londrinos o admirável pavilhão Chokushimon, réplica dum karamon de Quioto que ali ficou desde então como testemunho perene da grande exposição anglo-nipónica de 1910.

De facto, “ao invés do período relativo ao primeiro contacto Ocidente-Japão, Portugal não foi o protagonista do reencontro iniciado no século XIX” (cat., p. 91) — podendo até considerar-se forçado o artigo definido que precede ‘protagonista’. Não só a nossa precária presença diplomática em toda a Ásia irradiava de Macau, como o holandês se tornou nessa altura língua franca nos contactos — e documentos — políticos entre Portugal e Japão, e foi um cidadão britânico, instituído cônsul honorário, quem representou o nosso país nas primeiras tentativas de ratificação do tratado de 1860 e dos preparativos da embaixada nipónica a Lisboa em 1862… Tentativas de acordo comercial — aliás, muito mais simbólico que potencialmente relevante — fracassaram, como testemunha o extenso mapa do Porto de Nagasáqui (cat., pp. 86-87), onde a frota do embaixador Siqueira de Sousa fundeou em vão durante dois meses e à vista de rivais holandeses confortavelmente instalados numa ilha artificial adjacente, e, dois anos depois, em 1869 o governador de Macau António Sérgio de Sousa justificou mal, com “afazeres”, a sua ausência na cerimónia de abertura do porto de Edo (Tóquio) ao comércio internacional, onde representantes de Inglaterra, França, Itália, Estados Unidos da América, Holanda e Rússia estiveram presentes — os primeiros de vários imbróglios que não prometiam grande coisa. Visitas a Portugal de altos dignatários da nova casa imperial, em 1887 e 1889, ficaram-se por intenções anunciadas (cat., p. 94), e, como se sabe, o desígnio tão valioso de Wenceslau de Moraes para o nosso conhecimento do Japão finissecular teve afinal, na sua origem, o seu protesto contra um concurso inquinado para um cargo no porto de Macau…

Tempestade da viagem de São Francisco Xavier do Japão para a China. Quadro de André Reinoso, Lisboa, c. 1619. Igreja de São Roque, Lisboa

Por tudo isso, não espanta, portanto, a reduzida riqueza objectual desta exposição, quer em qualidade quer em quantidade, mas que contrasta em absoluto com o trabalho persistente e de alto gabarito de Alexandra Curvelo em particular, que no catálogo fica registado. E se se optou muito bem por projectar em larga escala mapas fundamentais, permitindo-nos admirá-los muito melhor, faltou manifestamente — que restrições orçamentais explicariam — a maquinaria expositiva de nova geração que possibilitasse o folhear digital em grandes dimensões de obras notáveis, que são o melhor que fizemos por lá, como o Vocabulario da Lingoa de Japao com a declaração em Portugues, feito por alguns Padres, e irmãos da Companhia de IESU (1593), as Cartas aos irmãos da Índia e Europa escritas de 1549 a 1580 e impressas por Manuel de Lyra em Évora, oito anos depois, ou os manuais de Hokusai Demonstração de tiro pelos Portugueses em Tanegashima (col. Thiran, acima referida), a que se poderia ter juntado os Livros de Inatomi, dedicados ao mesmo tema. Certas limitações em empréstimos públicos — excluindo peças essenciais neste roteiro histórico — também se fazem notadas, reclamando posterior ponderação institucional, enquanto a generosidade de museus japoneses e de coleccionadores privados portugueses marca presença, como é o supremo caso do raro — e até agora inédito — Biombo de duas folhas datável de pós-1639, ano da expulsão dos jesuítas do Japão. Pinturas alusivas ao comércio marítimo de longa distância e à chegada de gentes exóticas a ele associadas não tinham, portanto, deixado de interessar a elite de comerciantes nipónicos que habitualmente adquiria objectos deste tipo. Muito recentemente transaccionado pela leiloeira Veritas Art, de Lisboa, a sua descoberta veio mostrar — muito a propósito — que nada está definitivamente sabido ou conhecido, daí a importância de estudos renovados, a todo o tempo atentos ao mercado da arte e à produção científica internacionais, o que só se alcança com apoios consistentes de longo alcance sob o impulso de uma estratégia de diplomacia cultural que transcenda cenários de papelão e anúncios espampanantes (mas vãos), e obtenha recursos para uma política aquisitiva para museus nacionais que respeite e dignifique relações históricas tão singulares como esta nossa com o Japão. Dificilmente teremos isso em breve.

“Uma História de Assombro. Relações Portugal-Japão, séculos XVI-XX”, Palácio Nacional da Ajuda, até 27 de Março de 2019. Catálogo bilingue a 25 €.

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