Resultados finais de Freguesia de Monte e Queimadela
Resultados das eleições de Monte e Queimadela em 2025
O Partido Socialista conquistou uma vitória esmagadora na União de Freguesias de Monte e Queimadela nas eleições autárquicas de 12 de outubro de 2025, obtendo 85,94% dos votos válidos e elegendo todos os nove membros da assembleia de freguesia. Segundo os resultados oficiais para a Freguesia de Monte e Queimadela Interativo de Resultados do Observador, esta foi uma das vitórias mais expressivas do PS no distrito.
Composição da assembleia de freguesia:
- PS: 9 mandatos (85,94% dos votos)
- Outros partidos: 0 mandatos
A taxa de participação eleitoral situou-se nos 42,99%, registando uma ligeira descida face aos 45,96% de 2021. Dos 1.042 eleitores inscritos, 448 exerceram o direito de voto, com 42 votos em branco (9,38%) e 21 votos nulos (4,69%).
Diferenças face à situação anterior: O PS reforçou significativamente a sua posição, passando de 67,47% dos votos em 2021 para 85,94% em 2025, conquistando agora a totalidade dos mandatos da assembleia. O PSD, que em 2021 obteve 28,69% dos votos e dois mandatos, não conseguiu eleger qualquer representante nestas eleições.
Para consultar todos os resultados, aceda à cobertura completa das Eleições Autárquicas 2025 do Observador.
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Liderança atual da União de Freguesias de Monte e Queimadela
Paulo Monteiro é o atual presidente da Junta de Freguesia da União de Freguesias de Monte e Queimadela, eleito nas últimas autárquicas. O autarca, que é agricultor, tem demonstrado uma abordagem pragmática na gestão local, focando-se nas necessidades básicas da população rural.
Durante o mandato atual, Paulo Monteiro destacou a construção de um acesso ao cemitério como uma das principais realizações. O presidente tem identificado como prioridades futuras a melhoria dos acessos, nomeadamente o alargamento de caminhos para permitir a passagem de ambulâncias do INEM, e a resolução de problemas de infraestruturas básicas.
Evolução eleitoral na freguesia de Monte e Queimadela desde 2013
A análise dos resultados eleitorais das últimas três eleições autárquicas revela uma evolução significativa no panorama político local. Em 2013, registaram-se 1.326 eleitores inscritos, com uma participação de 46,98% (623 votantes). Os resultados mostraram uma distribuição equilibrada entre três forças políticas, com a lista vencedora a obter 44,62% dos votos (278 votos).
Em 2017, verificou-se uma diminuição do eleitorado para 1.239 inscritos e uma redução da participação para 42,13% (522 votantes). Notavelmente, apenas uma lista se apresentou, obtendo 81,61% dos votos válidos (426 votos), demonstrando uma concentração do apoio político local.
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Nas eleições de 2021, o número de eleitores inscritos desceu para 1.077, mantendo-se a participação em 45,96% (495 votantes). O PS conquistou a presidência com 67,47% dos votos (334 votos), seguido pelo PSD com 28,69% (142 votos), segundo dados oficiais da CNE.
Candidatos à presidência da junta de freguesia 2025 em Monte e Queimadela
À data de publicação deste artigo, as candidaturas para as eleições autárquicas de 2025 ainda estão em processo de formalização. As eleições autárquicas portuguesas de 2025 realizar-se-ão a 12 de outubro, conforme estabelecido pela Comissão Nacional de Eleições.
Historicamente, a freguesia tem registado diferentes configurações de candidaturas. Em eleições anteriores, os partidos e movimentos independentes de Fafe procuraram atrair candidatos locais, mas nem sempre com sucesso. A dinâmica eleitoral local tem sido caracterizada por uma forte componente de proximidade e conhecimento pessoal dos candidatos.
As listas definitivas de candidatos serão divulgadas oficialmente pela CNE após o período de apresentação de candidaturas, que decorre até algumas semanas antes do ato eleitoral.
Demografia e território da União de Freguesias de Monte e Queimadela
A União de Freguesias de Monte e Queimadela tem uma área de 20,37 km² e 659 habitantes segundo o censo de 2021, resultando numa densidade populacional de 32,4 hab./km², dados oficiais do Instituto Nacional de Estatística.
A freguesia foi constituída em 2013, no âmbito da reforma administrativa nacional, pela agregação das antigas freguesias de Monte e Queimadela, tendo a sede na Avenida de São Pedro, 5, em Queimadela. A freguesia de Monte situa-se geograficamente no limite norte do concelho de Fafe e dista da sede concelhia aproximadamente 12 km.
A união de freguesias faz fronteira com Sobradelo da Goma (Póvoa de Lanhoso), Serafão, Agrela, Gontim, Revelhe, Estorãos, Travassós, Pedraído e Felgueiras, sendo atravessada pelo Rio Vizela. Na sua área situa-se a Barragem de Queimadela, no rio Vizela, uma infraestrutura importante para a região.
Contexto político no concelho de Fafe e impacto local
A União de Freguesias de Monte e Queimadela insere-se no contexto político mais amplo do concelho de Fafe, que tem registado dinâmicas eleitorais próprias ao longo dos anos. A freguesia rural mantém características específicas que a distinguem das zonas mais urbanizadas do concelho.
A geografia montanhosa e a dispersão populacional influenciam significativamente a vida política local, com a Avenida de S. Miguel a funcionar como a principal artéria da freguesia. Esta realidade territorial condiciona tanto as prioridades políticas como as formas de fazer campanha eleitoral.
Para uma análise mais detalhada do contexto político concelhio, consulte o nosso artigo sobre as eleições autárquicas no concelho de Fafe.
Equipamentos e serviços da União de Freguesias de Monte e Queimadela
A freguesia disponibiliza serviços essenciais como transporte escolar durante o período letivo e recolha de lixo, constituindo uma mais-valia para a proteção ambiental, conforme informação do site oficial da freguesia.
A freguesia de Queimadela possui uma barragem que produz eletricidade para o concelho de Fafe e proporciona espaços de lazer, incluindo atividades como canoagem e outros desportos radicais, dispondo ainda de um parque de campismo. Existem percursos de âmbito ambiental e paisagístico em torno da barragem e caminhos que ligam os povoados de Ribeiras, Pontido e Igreja.
A sede da junta de freguesia localiza-se na Avenida S. Pedro, N.º 5, Queimadela, com contacto telefónico 253506725 e email geraljfmontequeimadela@gmail.com, segundo o Portal Autárquico.
Participação cívica e proximidade local em Monte e Queimadela
A participação eleitoral na freguesia tem oscilado ao longo dos anos, refletindo as dinâmicas próprias das comunidades rurais. A taxa de participação variou entre 42,13% em 2017 e 46,98% em 2013, situando-se em 45,96% nas eleições de 2021.
A proximidade entre eleitores e candidatos é uma característica marcante da vida política local, com os habitantes a valorizarem o conhecimento direto do trabalho desenvolvido pelos autarcas. Esta realidade contrasta com as dinâmicas eleitorais de centros urbanos maiores.
Os desafios locais incluem a melhoria de infraestruturas básicas, como o acesso a água canalizada e o alargamento de caminhos para facilitar o acesso de serviços de emergência, questões que tendem a dominar o debate político local.
Localidades e lugares da União de Freguesias de Monte e Queimadela
A União de Freguesias é constituída pelos seguintes lugares: Casal Estime, Luílhas e Igreja (Monte); Ameixedo, Argande, Cabanas, Calcões, Cheda, Covelas, Igreja, Pondres, Pontido, Queimadela, Repulo, Ribeiras, Santa Cruz e Vila Franca (Queimadela).
Situada numa elevação montanhosa, nas abas da Serra da Cabreira, a parte correspondente ao antigo Monte é marcada pela existência das aldeias e montanhas de Luílhas, Casal d’Estime e de Igreja. É uma freguesia montanhosa, até há bem pouco tempo isolada, cujos habitantes viviam em grande parte da pastorícia.
As festividades locais incluem a Festa de S. Frutuoso (Luílhas), Festa de S. António (Casal D’Estime), Festa do Santíssimo Sacramento (Monte e Queimadela), Festa de S. Miguel (Monte), Festa de S. Pedro (Queimadela) e Festa da Senhora da Piedade (Santa Cruz), refletindo a riqueza cultural e religiosa da região.
A dispersão geográfica dos lugares e a orografia montanhosa constituem desafios específicos para a gestão autárquica, influenciando as prioridades políticas e as estratégias de desenvolvimento local que estarão em debate nas próximas eleições autárquicas de outubro de 2025.