Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Este liveblog fica arquivado, mas o Observador continua esta quinta-feira a acompanhar os desenvolvimentos do conflito no Médio Oriente. Pode segui-los aqui.

    Navio de ativistas muda de rota para ajudar barco de migrantes em dificuldades no Mediterrâneo. Distribuição de ajuda humanitária em Gaza continua suspensa esta manhã

  • O que aconteceu até agora

    • Os Estados Unidos voltaram a vetar uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que exigia um cessar-fogo imediato e permanente na Faixa de Gaza, assim como o levantamento das restrições à entrada de ajuda humanitária no território palestiniano. Esta resolução contou com o apoio de 14 dos 15 membros do conselho, mas o veto dos EUA, que são membros permanentes, impediu a sua aprovação.
    • Apesar do veto dos EUA, Israel permitiu a entrada de 88 camiões de ajuda humanitária na Faixa de Gaza. Esta assistência incluiu essencialmente farinha e outros alimentos, numa tentativa de mitigar a crise humanitária no enclave palestiniano. Esta ação ocorre simultaneamente à interrupção temporária da distribuição de ajuda humanitária anunciada pela Fundação Humanitária para Gaza, apoiada por Israel e pelos EUA.
    • A presidente do Comité Internacional da Cruz Vermelha, Mirjana Spoljaric, denunciou que os palestinianos estão a ser “despojados da sua dignidade humana” e destacou que as condições humanitárias em Gaza deterioraram-se significativamente desde abril. A Cruz Vermelha tem alertado para o impacto devastador que o bloqueio e os confrontos têm nos civis e apela a uma resposta internacional urgente.
    • Greta Thunberg, a ativista ambientalista, expressou solidariedade com o povo palestiniano enquanto viajava a bordo do navio Madleen rumo à Faixa de Gaza para entregar ajuda humanitária. Thunberg lamentou a falta de ação do mundo ocidental e comprometeu-se, junto com os seus companheiros de viagem, a fazer o máximo para apoiar a causa humanitária na região.

    [A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 3.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui e o segundo aqui.]

  • Fundação Humanitária para Gaza vai retomar fornecimento de ajuda amanhã ao final do dia

    A Fundação Humanitária para Gaza afirmou que não vai abrir os locais de distribuição de ajuda para o enclave amanhã de manhã, como estava previsto. De acordo com o Times of Israel, estes serão abertos ao final dia, no entanto, não há indicações de horas nem quais os locais a que se refere.

    A fundação anunciou esta terça-feira ao final do dia que ia interromper o fornecimento de ajuda humanitária esta quarta-feira, retomando-o no dia seguinte.

    Esta interrupção decorreu depois da ajuda humanitária ter regressado à Faixa de Gaza ao fim de dois meses de bloqueio por parte de Israel e após 27 pessoas terem sido mortas esta terça-feira por forças israelitas enquanto enquanto se reuniam para receber alimentos num dos centros de distribuição de alimentos.

  • Cruz Vermelha lamenta que palestinianos estejam a ser "despojados da sua dignidade humana"

    A presidente do Comité Internacional da Cruz Vermelha, Mirjana Spoljaric, afirmou que os palestinianos estão a ser “despojadas da sua dignidade humana” e reconheceu que as condições humanitárias em Gaza pioraram desde abril, quando o enclave era “o inferno na Terra”.

    “O facto de estarmos a assistir a pessoas a serem totalmente despojadas da sua dignidade humana deveria chocar a nossa consciência coletiva”, afirmou, acrescentando que o mundo está a assistir a um tipo de guerra na Faixa Gaza que “demonstra o maior desrespeito pelos civis”.

  • "Estamos solidários convosco. Estamos a ver-vos": Greta Thunberg deixa mensagem aos palestinianos

    No navio Madleen a caminho da Faixa de Gaza, a ativista ambientalista Greta Thunberg deixou uma mensagem ao povo palestiniano, assegurando o seu apoio e dos colegas de viagem. “Estamos solidários convosco. Estamos a ver-vos”, afirmou Thunberg, citada na Al Jazeera.

    “As minhas mais sinceras desculpas em nome do mundo exterior, especialmente do mundo ocidental, por continuarmos a trair-vos e por não haver mais pessoas a dar o passo em frente”.

    “Mas prometo que, pelo menos, nós aqui tentaremos fazer o nosso melhor.”

  • Israel diz que 88 camiões de ajuda humanitária entraram na Faixa de Gaza

    O Coordenador de Atividades Governamentais nos Territórios (COGAT) — unidade do Ministério da Defesa de Israel — afirmou que 88 camiões de ajuda humanitária com farinha e alimentos entraram esta quarta-feira na Faixa de Gaza, avança o Times of Israel.

  • EUA voltam a vetar resolução que exigia cessar-fogo em Gaza e entrada de ajuda

    Os Estados Unidos (EUA) voltaram hoje a vetar uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que exigia um cessar-fogo imediato e permanente em Gaza e o levantamento de todas as restrições à entrada de ajuda humanitária no enclave.

    A resolução, da autoria dos 10 membros não-permanentes do Conselho de Segurança, recebeu 14 votos a favor e apenas o veto dos EUA, que, como membro permanente, tem o poder de impedir este órgão da ONU de atuar.

    O projeto agora rejeitado exigia um cessar-fogo imediato, incondicional e permanente em Gaza, a libertação imediata, digna e incondicional de todos os reféns retidos pelo grupo islamita palestiniano Hamas e o levantamento imediato e incondicional de todas as restrições à entrada de ajuda humanitária no território.

  • Centenas de pessoas manifestam-se em Lisboa pelo fim da guerra em Gaza

    Várias centenas de pessoas juntaram-se hoje no Largo do Chiado, em Lisboa, para pedir paz no Médio Oriente e o fim do genocídio em Gaza, exigindo também ao Governo o reconhecimento da Palestina enquanto Estado.

    A manifestação, com o mote “Solidariedade com a Palestina — Fim ao Genocídio”, teve início às 18h00 e foi coorganizada pelo Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM), Organização conjunta do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), Projecto Ruído — Associação Juvenil e pela CGTP.

    No protesto estiveram presentes o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, e a coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, entre as centenas de manifestantes que empunhavam bandeiras da Palestina e cartazes com mensagens de apelo ao fim da guerra.

  • Mortágua lamenta continuação de Rangel nos Negócios Estrangeiros e destaca a falta de reconhecimento do Estado da Palestina

    Sobre a continuação de Paulo Rangel enquanto ministro dos Negócios Estrangeiros, Mariana Mortágua destaca a falta de reconhecimento do Estado da Palestina por Portugal, num momento em que se encontra numa manifestação pró-palestina: “Quantas mais pessoas terão de morrer? Será que é preciso matar todos os palestinianos para o Governo português resolva reconhecer o estado da Palestina? É inaceitável o que está a acontecer”, afirma.

    “Estamos hoje numa manifestação pela Palestina e a continuação do ministro dos Negócios Estrangeiros que é responsável por esta política internacional que nega o direito internacional, os direitos humanos, que nega a autodeterminação de um povo, o povo da Palestina que está a ser alvo de genocídio.”

    Quanto ao novo nome para ministra da Administração Interna (Maria Lúcia Amaral), Mortágua deixa apenas uma nota: “Foi a juíza do Tribunal Constitucional que apoiou as medidas de autoridade e que se opôs à declaração de inconstitucionalidade dos cortes que o último governo da direita quis fazer a Portugal”.

  • Depois de chamada entre líderes, Putin e Trump "de acordo" sobre Irão sem armas nucleares

    Os Presidentes dos EUA e da Rússia, Donald Trump e Vladimir Putin, falaram ao telefone esta quarta-feira, tendo discutido as negociações sobre o programa nuclear do Irão.

    Segundo disse Trump na rede social Truth Social, o “tempo” para o Irão pode responder às exigências está a “esgotar-se” e ambos os líderes estavam “de acordo” que “o Irão não pode ter uma arma nuclear”.

    “O Presidente Putin sugeriu que participará nas discussões com o Irão e que poderá, talvez, ser útil para que esta questão seja rapidamente concluída”, sublinhou ainda.

    Donald Trump/Truth Social

  • Human Rights Watch diz que ataque dos EUA a porto petrolífero no Iémen pode ser crime de guerra

    A organização Human Rights Watch (HRW) considera que os ataques dos EUA a um porto petrolífero no oeste do Iémen, que resultaram em 80 mortos, a 17 de abril, devem ser investigados como crimes de guerra.

    “A decisão do governo dos EUA de atacar o porto de Ras Issa, um ponto de entrada crítico para a ajuda no Iémen, enquanto centenas de trabalhadores estavam presentes, demonstra um desprezo insensível pela vida dos civis”, disse Niku Jafarnia, investigador da Human Rights Watch no Iémen e no Bahrein, citado na Al Jazeera.

    “Numa altura em que a maioria dos iemenitas não tem acesso adequado a alimentos e água, o impacto do ataque na ajuda humanitária pode ser enorme, especialmente após os cortes na ajuda da administração Trump.”

  • Starmer considera últimas ações de Israel contra Gaza "intoleráveis"

    O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, criticou o ataque israelita contra Gaza, considerando-o “terrível” e “intolerável”, em resposta aos manifestantes pró-Palestina que se encontravam à entrada do Parlamento do Reino Unido.

    “A recente ação de Israel é terrível e, na minha opinião, contraproducente e intolerável”, afirmou Keir Starmer, acrescentando que o governo britânico se opõe “firmemente à expansão das operações militares e da violência dos colonos e ao bloqueio da ajuda humanitária”.

    “Já afirmei que nos opomos fortemente e estamos chocados com as recentes ações de Israel, e temos sido absolutamente claros na sua condenação e no seu apelo, quer se trate da expansão das operações militares, da violência dos colonos ou do terrível bloqueio da ajuda, o que é completamente inaceitável”, afirmou, citado na Al Jazeera.

    “Temos de ver um cessar-fogo, os reféns têm de ser libertados e tem de haver ajuda em Gaza”.

  • Israel destruiu 60% do equipamento dos bancos de sangue em Gaza

    O Ministério da Saúde de Gaza denunciou que a maior parte do equipamento dos laboratórios hospitalares e dos bancos de sangue foi destruída pelos ataques israelitas, sendo que o que restou está em mau estado.

    “60% do equipamento foi destruído, deliberadamente danificado” pelas forças israelitas, afirmou o ministério, citado na Al Jazeera, alertando para o facto de os laboratórios necessitarem urgentemente de material para testar e tratar os feridos.

  • Jovem de 12 anos entre os mortos em ataque perto de Khan Younis

    Um jovem de 12 anos está entre os mais de 10 mortos que um ataque israelita contra uma escola em Khan Younis provocou esta quarta-feira, avança a Al Jazeera.

  • Médio Oriente. Delegação luso-galaica participa em marcha de solidariedade pela Palestina

    Uma delegação luso-galaica de 30 cidadãos independentes vai participar numa marcha que partirá a 13 deste mês do Cairo com destino a Rafah, norte do Egito, em solidariedade com a Palestina, indicou esta quarta-feira a agência Lusa fonte da organização.

    Ana Rita Tereso, porta-voz da delegação luso-galaico na iniciativa “Global March to Gaza” (Marcha Global para Gaza), adiantou que a representação é uma das oriundas de mais de 40 países que se reunirão provavelmente em El-Arich, 47 quilómetros a oeste de Rafah, distância que percorrerão a pé, devendo aí chegar a 15 do mesmo mês, permanecendo até dia 30.

    Segundo a porta-voz, a “marcha” tem três objetivos: ajudar a abrir a fronteira com Gaza em Rafah, “para que possa entrar ajuda humanitária” para os palestinianos, a segunda é a apoiar as operações de distribuição de água, alimentos, medicamentos para “eliminar a fome” e a terceira, “mais complexa”, que passa pelo “fim da ocupação” por Israel dos territórios palestinianos.

    Segundo Ana Rita Tereso, 32 anos, natural de Lisboa e atualmente professora de Português para Estrangeiros, as diferentes comitivas que estão envolvidas na “marcha” englobam mais de 2.000 pessoas, que, à partida deveriam juntar-se no Cairo, mas, devido a eventuais problemas políticos e de segurança na capital egípcia, optaram por mudar o ponto de encontro para Alarixe, cerca de 320 quilómetros a nordeste do Cairo.

  • Ataques israelitas no centro de Gaza fazem pelo menos três mortos

    As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) realizaram dois ataques que fizeram, pelo menos, três mortos, escreve a Al Jazeera.

    De acordo com o jornal, que cita fontes do hospital Al-Shifa, um dos ataques ocorreu perto de uma filial universitária a oeste da cidade de Gaza, matando pelo menos duas pessoas.

    Um segundo ataque teve como alvo uma tenda que abrigava pessoas deslocadas em Deir el-Balah, provocando uma vítima mortal, segundo um funcionário do hospital Al-Aqsa Martyrs.

    Há, ainda, registo de vários feridos.

  • Defensora da Palestina protesta junto de Marcelo mas não fica para ouvir resposta: "Não me agarre pelo pescoço, senhor Presidente"

    Marcelo Rebelo de Sousa foi esta tarde interpelado por uma trabalhadora da Feira do Livro que trazia um cartaz em defesa da Palestina — “Há um genocídio na Palestina”, lia-se — e que acusou os políticos, incluindo o Presidente, de “inação” neste tema.

    O momento inusitado aconteceu quando a mulher começou a dizer que Marcelo é um dos políticos que “nada têm feito” e o Presidente se manteve atrás dela, acrescentando explicações (“Estamos à espera de uma posição conjunta”) e tentando pôr o braço por cima dos ombros e reter a mulher para falar sobre o tema.

    “É preciso fazer muito mais. O Presidente não fez nada, o primeiro-ministro não fez nada”, foi acusando a mulher, pedindo a todas as pessoas “que se importam com crianças” que apareçam numa manifestação marcada para esta tarde no Largo do Camões, em Lisboa. Entretanto, Marcelo continuava a agarrá-la e a tentar responder, e quanto tentava retê-la, com a mão no pescoço, a mulher acabou por protestar: “Não, não me agarre, senhor Presidente, não me agarre pelo pescoço”.

    Com Marcelo a largar a mulher mas dizendo que esta teria de o ouvir, a defensora da Palestina disse aos jornalistas que não ouviria por já “conhecer as posições do Presidente”.

    Aos jornalistas, Marcelo disse depois que “Portugal pela primeira vez mudou o sentido de voto nas Nações Unidas e votou a favor de a Palestina ser membro de pleno direito. Já disse várias vezes que está em conjunto com outros Estados europeus a estudar e a ponderar para haver uma atitude conjunta sobre essa matéria”.

  • Espanha cancela compra de mísseis anti-tanque israelitas

    Um dos países europeus que mais tem endurecido o discurso contra a ofensiva de Israel na Faixa de Gaza, Espanha cancelou um contrato para a compra de 168 sistemas de artilharia e 1680 mísseis anti-tanque à empresa de defesa israelita Rafael.

    A decisão foi tomada pelo Ministério da Defesa espanhol e o negócio tinha um valor de 287,5 milhões de euros noticia o El País, explicando que o material não seria comprado a pronto mas sim fabricado em Espanha sob licença da empresa israelita.Fontes do Ministério da Defesa espanhol disseram à AFP — citada pelo The Guardian — que o governo “iniciou um processo para revogar as licenças de origem israelita” e está a trabalhar para reorientar os seus programas de aquisição “com o objetivo de alcançar uma maior independência e autonomia tecnológica”.

    Esta decisão surge na senda de outra tomada no final de abril, quando o governo espanhol cancelou um contrato de compra de balas a outra empresa israelita, a IMI Systems, após pressão do Sumar, parceiro de coligação de extrema-esquerda do governo socialista.

  • Israel faz ataques aéreos no sul da Síria após sofrer ataques nos Montes Golã

    As Forças de Defesa de Israel afirmaram esta manhã ter efetuado ataques aéreos em instalações de armamento militar sírias em retaliação a ataques de rockets que dizem ter sido feitos a partir do interior do país vizinho.

    “O regime sírio é responsável por tudo o que acontece na Síria e continuará a sofrer as consequências enquanto as atividades hostis continuarem a partir do seu território”, afirmaram em comunicado, citado pelo The Guardian.

    Em resposta, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do governo sírio reiterou que a Síria “não está interessada em representar uma ameaça para qualquer parte na região”, continuando os esforços de normalização de relações após a queda do regime de Bashar al-Assad. No entanto, informa que os ataques causaram vítimas, não precisando se foram mortais.

    A ação israelita surgiu em retaliação a dois rockets que entraram no espaço dos Montes Golã, tomados por Israel à Síria em 1967 e ocupados desde então à revelia do direito internacional.

  • Um soldado israelita foi morto na zona norte da Faixa de Gaza e outro ficou gravemente ferido

    As Forças de Defesa de Israel anunciaram esta terça-feira que um incidente armado no bairro de Shejaiya na cidade de Gaza resultou em duas baixas — uma morte e um soldado gravemente ferido.

    Segundo o Times of Israel, o atirador abriu fogo sobre as forças armadas com uma espingarda de assalto, antes de conseguir fugir. Ao todo, o exército israelita afirma que 420 militares foram mortos em Gaza desde o deflagrar do conflito com o 7 de Outubro de 2023 e a subsequente operação terrestre.

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