Momentos-chave
- Melo vê perigo em autocracias e "parte do planeta que não se revê nos nosso valores". "Por isso investimos" em Defesa
- "No dia da independência, não vejo coisa mais importante para Montenegro fazer"
- Cotrim: "Nenhum Presidente da República irá levianamente enviar tropas"
- Cotrim não vê "enorme sentido" no serviço militar obrigatório
- António Filipe diz que Cotrim "está do lado do 1% dos mais ricos"
- Cotrim: "Não há ninguém que emigre para países comunistas"
- António Filipe diz que reforma laboral "está a transformar serviços mínimos em máximos" na greve
- Cotrim diz que "surpreendentemente" até estão de acordo em algumas questões
- António Filipe acusa "neoliberais de venderem ideias bafientas do século XIX", Cotrim diz que é "ofensivo" vindo do adversário do PCP
- Batalha ideológica na saúde: "Como faz o milagre da multiplicação dos pães"
- Saúde. Cotrim diz que este é o "período da história em que mais cresceram os privados"
- António Filipe: "Cotrim Figueiredo apoiou mais governos do que eu"
- Cotrim: "Não vou para o Palácio de Belém defender que as políticas devem ser liberais"
- António Filipe diz que portugueses querem "Presidente que aumente magistratura de influência" e com menos "tácticas políticas"
- Pureza vê "brechas de luz" para o Bloco e cita Miguel Portas: "Isto vai"
- Pureza defende "junção de forças" à esquerda e "novo programa" para o Bloco
- Pureza quer uma "esquerda de pontes" que concentre "todas as lutas na mesma luta"
- Bloco estará com quem "pensa diferente" desde que "esteja sintonizado no combate ao governo mais à direita desde o 25 de Abril"
- Pureza pede desculpa porque "a esquerda não conseguiu ainda vencer a extrema-direita que estrangula o país"
- Pureza diz que ida de Mortágua a Gaza multiplicou mobilizações que obrigaram o Governo a reconhecer a Palestina
- Pureza: "Extrema-direita nem sonha com a grandeza de um partido feito de gente real"
- Moção A revalida maioria na direção do Bloco com 81% dos votos. Pureza é oficialmente o novo coordenador
- Bloco deve continuar a vender "esperança" como alternativa à "vida infernal"
- Partidos de esquerda presentes no encerramento da convenção
- Catarina Martins sobre Pureza: "Sorte a nossa de termos alguém que sabe falar de marxismo com o Papa Francisco"
- "Europa, guerra e militarização são três palavras que hoje andam de braço dado"
- "A construção de qualquer movimento depende de ouvir quem o integra"
Histórico de atualizações
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Melo vê perigo em autocracias e "parte do planeta que não se revê nos nosso valores". "Por isso investimos" em Defesa
Ainda nas cerimónias da restauração da independência, Melo defendeu a importância do pacote de investimento na Defesa no contexto atual.
“As autocracias desafiam as democracias. Há povos que lutam e morrem porque querem escolher livremente o seu destino, como nós fazemos. E outra parte do planeta não se revê nos mesmos valores e modo de vida. Por isso investimos também por nós próprios, a pensar na Defesa e nas oportunidades para o país avançar”.
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"No dia da independência, não vejo coisa mais importante para Montenegro fazer"
Ainda na cerimónia do 1.º de dezembro, Ribeiro e Castro conta uma interação que teve com uma mulher que queria que levasse um presente ao primeiro-ministro e que pergunta porque é que este não está, e se não foi convidado.
“Claro que convidámos, salvo erro até duas vezes. Além de que sabe que está sempre convidado. Mandou dizer que se faz representar pelo ministro da Defesa”.
“E o que tem uma coisa a ver com a outra? António Costa esteve aqui muitas vezes, nem sei se em todas”, diz, citando a mulher com quem faltou e que terá deixado um recado a Montenegro: “Não deve faltar onde faz falta. No dia que representa a independência, não vejo coisa mais importante para o primeiro-ministro fazer.
No final, Melo recusou incómodo com Ribeiro e Castro: “Deus me livre. No 1.º de dezembro não há melindres”.
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Cotrim: "Nenhum Presidente da República irá levianamente enviar tropas"
João Cotrim Figueiredo concorda que, não sendo possível a paz, há “obrigações internacionais para respeitar”. “Nenhum Presidente da República irá levianamente enviar tropas, embora as pessoas não saibam que há mais de 1100 militares portugueses por esse mundo fora. São é tropas profissionalizadas, não é propriamente ir buscar pessoas à rua para efeitos de guerra”, explica, apontando que seria “decidido caso a caso, mas sempre dentro do princípio de que se estamos disponíveis para ser ajudados pelos nossos aliados temos de estar disponíveis para ajudar os nossos aliados”.
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António Filipe diz que país deve pensar "no que quer para Forças Armadas" e não ir "pelo que lhe impõem de fora"
Sobre a mesma questão do serviço militar obrigatório,António Filipe diz que o que falta é “atratividade das Forças Armadas para os mais jovens porque as carreiras é um contrato que os condena ao desemprego quando acabar”
“Devíamos olhar para que Forças Armadas queremos e precisamos e não pelo que nos querem impor de fora”, disse.
Já sobre a eventualidade de a NATO evocar o artigo 5º, da defesa colectiva dos aliados, e o que deve fazer se for Presidente da República, António Filipe remete o assunto para o Governo. “A política externa é competência governamental”, diz defendendo que a questão seja “analisada em concreto”.
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Cotrim não vê "enorme sentido" no serviço militar obrigatório
João Cotrim Figueiredo considera que “não faz enorme sentido” apostar no serviço militar obrigatório e estruturas de reservas. “Está a mudar muito depressa e a componente tecnológica e cibernética tem evoluído loucamente e não se compadece com serviços militares voluntários e pessoas com pouca experiência e pouca competência”, justifica, crente de que “não é essencial” o que está a ser feito em França, por exemplo.
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António Filipe diz que Cotrim "está do lado do 1% dos mais ricos"
António Filipe acusa Cotrim de estar “do lado do 1% mais ricos, dos acionistas das empresas” e ele do lado “dos outros 99%, das pessoas que se sentem injustiçadas porque as suas carreiras são ignoradas” e que “pensam emigrar”.
“Não basta que haja crescimento económico para que haja desenvolvimento”, diz criticando os baixos salário no país.
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Cotrim: "Não há ninguém que emigre para países comunistas"
Questionado sobre a possibilidade de a greve estar a ser instrumentalizada, Cotrim explica que “tem sido prática da CGTP alinhar-se com PCP”. “Isso não retira legitimidade da greve”, sublinha.
Cotrim Figueiredo considera que as questões do código laboral que vão contra “o que devia ser uma política de natalidade” é “excessivo”. “Há coisas nestas leis com que não estou de acordo”, garante, justificando que “quandos portugueses emigram vão para sítios com legislação laboral mais flexível”.
Assegura ainda estar preocupado com os portugueses que saem do país para ir trabalhar e com Cotrim dizer que “não há ninguém que emigre para países comunistas”.
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António Filipe diz que reforma laboral "está a transformar serviços mínimos em máximos" na greve
António Filipe diz que “não são as greves que prejudicam o país, há serviços mínimos que, em muitos casos, já são serviços máximos”: “Nenhum trabalhador faz greve por desporto”, é, diz o comunista “uma legítima defesa dos trabalhadores”.
Cotrim interrompe para desafiar o comunista a dizer se defende serviços mínimos, mas António Filipe diz que o que a reforma laboral pretende “transformar esses serviços mínimos em máximos”. É uma forma de anular o direito das greve. Põe diretamente em causa o direito à greve”, garante.
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Cotrim diz que "surpreendentemente" até estão de acordo em algumas questões
Cotrim diz que “surpreendentemente” estão de acordo em algumas partes. António Filipe entende que “é uma evolução”. “[Quero] mais emprego e melhores salários e acho lindamente que haja mais contratação coletiva”, explica, lembrando que só na Função Pública se aumenta “por decreto”.
“Os salários aumentam-se havendo alternativas de emprego porque poder negocial aumenta”, afirma, sublinhando que “qualquer empresa que se preze faz dos trabalhadores o seu principal ativo”.
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António Filipe acusa "neoliberais de venderem ideias bafientas do século XIX", Cotrim diz que é "ofensivo" vindo do adversário do PCP
António Filipe entende que “empresas não têm razões para se assustar”, frisando que aumentar salários na Função Pública é através OE e no privado “por via da contratação coletiva”. “É por via da representação sindical que os trabalhadores conseguem valer os seus direitos”, realça.
O candidato apoiado pelo PCP considera que o que o Governo propõe para a lei laboral servirá para “tornar precarização eterna”. E diz que faz “ataque às mães trabalhadoras”, com Cotrim a dizer que concordam nisso.
“Os neoliberais estão a querer vender ideias bafientas do século XIX como se fossem modernidades”, acusa. Cotrim diz que “ideias bafientas vindo de António Filipe é ofensivo”.
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Batalha ideológica na saúde: "Como faz o milagre da multiplicação dos pães"
Agora novamente António Filipe que também fala do SNS, para atacar p “resultado de políticas neoliberais” na área da saúde dos últimos anos. “Ora essa!, atira Cotrim do outro lado da mesa. E começa um longe debate dentro do debate sobre o papel do Estado na saúde.
O comunista defende que enquanto o SNS “se vai degradando”, “já temos mais hospitais privados do que públicos”. “É preciso que haja investimento claro no dever de fortalecer o SNS e dar condições aos profissionais de saúde para que trabalhem no SNS”.
“As pessoas vêem se obrigadas a ter seguros de saúde e quando expira o plafond vão ao privado”, diz falando de falta de investimento. Mas Cotrim interrompe para discordar deste argumento, considerando que é o país onde mais se gasta em saúde. contesta. António Filipe, por seu lado, diz que esse investimento “é em grande parte canalizado por, via de convenções para o privado”.
“É o resultado da política neoliberais”, tira o comunista. “O que é que nisto é neoliberal?”, contesta o liberal. Cotrim diz que o que defende é a “escolha livre” das pessoas e diz mesmo que se a maioria escolhesse os servidores públicos ficaria “encantado”: “Para mim é igual”.
Do outro lado,o comunista pergunta-lhe como faz o “milagre” de as “pessoas poderem escolhe” mas “o Estado é que paga”. “Está a defender um Estado pagador. O Estado deve é criar condições para ele ser o prestador e não para financiar os privados”, afirma repetindo que a ideia de Cotrim é “o milagre da multiplicação dos pães” já que ao mesmo tempo o liberal “defende que os mais ricos paguem menos impostos. Onde avi o Estado buscar o dinheiro para pagar a privados os cuidados de saúde para quem não tem condições”.
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Saúde. Cotrim diz que este é o "período da história em que mais cresceram os privados"
Cotrim Figueiredo considera que “intervenção faz-se através de capacidade de dialogar matérias mais técnicas” e garante que apesar da “experiência política curta” essa é “complementada com experiência de gestão”.
Quanto à Saúde e às acusações de corrupção que já fez em tempo de campanha, Cotrim nota que este é o “período da história em que mais cresceram os privados” porque SNS funciona mal.
“Estamos a criar um sistema que alinha os interesses dos doentes com prestadores de saúde?”, questiona, notando que faria esta pergunta como Presidente e alertando que os sistemas deveriam ser “beneficiados” por tratar melhor os doentes, desde logo através de “incentivos”.
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António Filipe: "Cotrim Figueiredo apoiou mais governos do que eu"
António Filipe defende-se das afirmações sobre a NATO e um referendo para sair do euro. “O que defendi que ratificação dos tratados deviam ter sido por referendo”, diz negando um referendo para sair da UE.
Quanto a apoios do Governo diz que Cotrim “apoiou mais governos” do que ele, apontando “funções executivas próximas de governos” ao adversário no debate. Acusa-o também de apoiar a reforma laboral proposta pelo Governo.
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Cotrim: "Não vou para o Palácio de Belém defender que as políticas devem ser liberais"
João Cotrim Figueiredo respondendo a António Filipe diz que os problemas que afetam os portugueses “são de cariz sobretudo executivo e António Filipe viabilizou seis orçamentos e a imigração era um tema e passou a ser um problema, a habitação era problema passou a ser uma crise a a saúde que era uma crise passou a ser um caos”, sugerindo que esteve mais próximo das funções executivas do que estaria em Belém.
“PCP ainda há poucos anos ponderou referendo para sair do euro e UE”, acusa Cotrim, o que leva o adversário a negar, abanando a cabeça. “Presidente deve ser interventivo”, defende.
“Não vou para o Palácio de Belém defender que as políticas devem ser liberais”, assegura João Cotrim Figueiredo.
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António Filipe diz que portugueses querem "Presidente que aumente magistratura de influência" e com menos "tácticas políticas"
Começa o debate e com uma pergunta sobre os poderes presidenciais e sobre a eventual necessidade de um Presidente mais interventivo. António Filipe diz que “os portugueses querem um Presidente que faça cumprir a Constituição”
“Esperam do Presidente alguém que aumente a sua magistratura de influência e intervenha junto do Governo”, diz o comunista que diz que o que se espera é mais isso do que alguém que o que faz é “geria tactícas políticas”.
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Arranca agora mais um debate para as eleições presidenciais, desta vez entre João Cotrim Figueiredo e António Filipe. O frente a frente é transmitido pela SIC e pode acompanhar aqui ao minuto.
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A estreia de Pureza nas entrelinhas. Os apelos ao diálogo, o orgulho em Mortágua e o novo programa
No primeiro discurso como coordenador do Bloco, José Manuel Pureza desdobrou-se em apelos à unidade na esquerda (dentro e fora do Bloco), prometeu mais democracia interna e elogiou Mortágua.
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Os vencedores, os vencidos e o acrobata da convenção do BE
José Manuel Pureza falou para todos, Catarina Martins falou para Ventura, Mariana Mortágua falou para si própria, Fernando Rosas falou para o passado e Francisco Louçã assobiou para o ar
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Dos encontros com o Papa à campanha de Pintasilgo. Pureza traz percurso "raro" no Bloco para mostrar "abertura"
Bloco em mínimos escolheu Pureza para reconquistar “afeto” dos eleitores. Desafio é “juntar lutas” e tentar esquerda mais unida. Líder tem experiência em “diálogos” na eutanásia ou na troika.