Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O nosso liveblog fica por aqui. Durante os três últimos dias acompanhámos tudo o que se passou no XXII Congresso do PCP, em Almada. Obrigada por ter estado connosco, pode ler e ouvir tudo no Observador.

  • Viva, camaradas, a luta (ainda) continua. Os ‘bloopers’ do Congresso do PCP

    Dos trabalhadores das Carnes Nobre aos dos transportes, passando pelos mineiros e até mesmo os empresários. A gramática é clara: todos são camaradas. Os momento inusitados do 22.º Congresso do PCP.

  • O discurso de Paulo Raimundo nas entrelinhas. O partido que não cede, a preparação das autárquicas e as medidas internas

    Discurso final de Raimundo no congresso do PCP foi curto e deixou pistas para futuro: o PCP quer ocupar espaço à esquerda, não se “confunde com outros” nas autárquicas e promete “resistir”.

    O discurso de Paulo Raimundo nas entrelinhas. O partido que não cede, a preparação das autárquicas e as medidas internas

  • Onde é que está a criatividade? A análise ao discurso de Paulo Raimundo

    Miguel Pinheiro e Miguel Santos Carrapatoso criticam a falta de iniciativas políticas no discurso de encerramento do congresso do PCP e questionam a “criatividade” da ação do PCP.

    [Ouça aqui a análise ao discurso de Paulo Raimundo]

    Onde é que está a criatividade? A análise ao discurso de Paulo Raimundo

  • PCP culpou "ofensiva anticomunista" durante todo o congresso, mas também se deitou no divã

    Comunistas garantem que estão a ser alvo de “campanha negra” cada vez mais forte e rejeitaram visões “fatalistas” nos documentos do congresso. Mas querem tomar medidas e ignorar “bolha mediática”.

    PCP culpou “ofensiva anticomunista” durante todo o congresso, mas também se deitou no divã

  • Foices de Ouro. Os sete prémios do Congresso do PCP

    Um prémio para o alvo de todos os ataques, a homenagem à desculpa mais antiga da humanidade, e o reconhecimento do profissionalismo (e alguma paranóia) do partido. Eis os prémios do Congresso do PCP.

    Foices de Ouro. Os sete prémios do Congresso do PCP

  • Os vencedores, os vencidos e o líder morno

    João Oliveira entusiasmou, João Ferreira mobilizou e Jerónimo de Sousa tranquilizou. Pedro Nuno ficou sem máscara e Mariana Mortágua e Rui Tavares ficaram sem par. Paulo Raimundo não aqueceu.

    Os vencedores, os vencidos e o líder morno

  • Depois do discurso final de Paulo Raimundo, terminaram os trabalhos do terceiro dia do XXII Congresso do PCP, que se realizou no Complexo Municipal dos Desportos da Cidade de Almada.

  • Bloco tem "espaços comuns de luta" com PCP e é preciso "criar alternativas"

    Luís Fazenda, do Bloco de Esquerda, realçou, à saída do Congresso do PCP, os “espaços comuns de luta” como o trabalho, habitação e serviços públicos. “É essa unidade na ação que importa quando temos um Governo que promove a desigualdade social e a privatização de várias esferas da vida nacional”, defendeu, frisando que é importante “criar alternativas que empurrem o país para outro desígnio”.

  • Carlos Coelho considera "normal" que um partido da oposição seja "crítico"

    Carlos Coelho, do PSD, considera “normal” que o PCP esteja num “registo” de críticas ao Governo, frisando que é isso que se espera “de um partido da oposição que seja crítico.” “Agora, quando fazem críticas correm o risco de serem mais ouvidos com a perspetiva de que estão a cumprir um papel do que a serem focados e objetivos”, alertou à saída do Congresso do PCP.

  • PS acusa PCP de estar a "perder energia" com alvo errado: "É muito importante que esquerda esteja unida no combate a este Governo"

    João Torres, secretário-geral adjunto do PS, reagiu às críticas que o PCP fez aos socialistas durante o XXII Congresso e pediu que não se confundam os alvos.

    “O PS e o PCP não têm a mesma opinião sobre todos os assuntos, foi possível convergir em matérias fundamentalmente do foro social, num momento importante para o país, mas deixámos sempre muito claras as nossas divergências e os aspetos que nos afastavam”, explicou, referindo-se ao tempo da Geringonça.

    Torres sublinhou ainda que “é muito importante que esquerda esteja unida no combate a este Governo” que acusou de ser “incompetente, sem credibilidade e que não responde às necessidades dos portugueses”.

    “Entendemos que é fundamental que os partidos da esquerda nunca se enganem nos alvos e quando o PCP fez do PS um dos primeiros alvos está a perder a energia e tempo num contexto que não tem sido ascendente para o PCP”, alertou João Torres.

    Aproveitou ainda para deixar uma farpa aos comunistas, dizendo que o PS “desde a primeira hora condenou com veemência a invasão da Ucrânia pela Rússia, algo que o PCP não fez”.

  • Américo Aguiar: "Temos de respeitar e conhecer a atividade de todos os partidos"

    Américo Aguiar, Bispo de Setúbal, justificou presença no Congresso do PCP com um convite que aceitou devido às palavras do o Papa Francisco quando diz que é preciso “cheirar as ovelhas onde elas estão” e “ir ao encontro de todos os que nos convidam”.

    “No quadro democrático temos de respeitar e conhecer a atividade de todos os partidos que exercem a sua função e estão aprovados, da esquerda à direita”, disse à saída do XXII Congresso do PCP.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

  • Paulo Raimundo recusa "carpir mágoas". "Quem esperava pessimismo, encontrou a alegria. O PCP cá está"

    Quase a terminar, Paulo Raimundo responde a todos os adversários do partido, dizendo que as notícias da morte do PCP eram manifestamente exageradas.

    “Quem achava que vínhamos ao XXII Congresso para carpir mágoas, mais uma vez se enganou. Quem esperava que confundíssemos resistência com desistência, encontrou aqui um partido consciente do terreno que pisa, das dificuldades e do exigente quadro que o nosso povo enfrenta, mas que aqui está, a resistir”, insiste Raimundo.

    [Ouça aqui na íntegra a intervenção de Paulo Raimundo]

    https://observador.pt/programas/emissao-especial/paulo-raimundo-afinamos-a-tatica-e-sublinhamos-a-estrategia/

    “Sim, a resistir, mas uma resistência que não fica à espera, que se lança na luta para acumular forças e avançar. Quem esperava fraqueza, encontrou força, unidade, determinação, encontrou confiança e coragem. Quem esperava isolamento, encontrou um partido ligado à vida e à realidade, disponível e empenhado em juntar forças com todos aqueles que justamente estão preocupados com o rumo atual do país.”

    “Quem esperava pessimismo, encontrou a alegria, essa alegria própria de quem sabe que é justa a causa por que luta. Lamentamos desiludir os que tomam os seus desejos por realidade. O PCP cá está.”

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

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  • PCP "só tem razões para ter confiança" para as eleições autárquicas e quer "mais candidaturas"

    Dedica-se agora às autárquicas para garantir que “quem tem um projeto autárquico sem paralelo” como o PCP, “provas dadas”, quem tem “eleitos ligados às populações e uma marca de trabalho”, enumerou Paulo Raimundo, “só tem razões para ter confiança para a batalha das eleições autárquicas” — anunciando “mais candidaturas”.

    O secretário-geral comunista considera que é preciso aproveitar a “experiência” para “tomar a iniciativa e intensificar” a preparação desse ato eleitoral.

    “Façamos das eleições autárquicas uma grande jornada de contacto e mobilização popular”, apelou, pedindo uma “ampla ação de apoio popular à CDU” .

    “Mobilizemos comunistas, ecologistas, mobilizemos independentes, mobilizemos todos independentemente das suas opções partidárias, para dar ainda mais força a um projeto que não se confunde com nenhum outro e que queremos que se alargue, cresça e vá mais longe, desde logo com mais candidaturas”, pediu.

    Paulo Raimundo diz agora que é preciso o PCP tomar também iniciativa, “sem nenhuma hesitação, pela paz e contra a guerra”, prometendo presença em manifestação do dia 18 de janeiro sob o lema “É urgente pôr fim à guerra! Todos juntos pela Paz!”

    “Não desistimos da Paz e estaremos, como sempre estivemos, na primeira linha de exigência”, afirmou, frisando que serão “muitos” porque “são muitos e cada vez mais os que não aceitam o caminho da guerra e do desastre para onde querem arrastar o povo”.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

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    Prosseguiu também para dizer que o é preciso tomar a iniciativa pelo “reforço do partido, concretizando o movimento geral de reforço” que foi decidido no Congresso do PCP. Um movimento que, realçou, exige a “tomada de medidas concretas tendo como elemento central a responsabilização de quadros, alargando a nossa capacidade de intervenção para chegar mais longe, para intervir em mais frentes, para mobilizar mais gente”.

  • "Portugueses precisam de um partido em que possam confiar"

    Continua Paulo Raimundo. “Os portugueses precisam de um partido em que possam confiar, que não ceda ao oportunismo perante as dificuldades, que seja um porto seguro de firmeza e de coragem, que seja portador da confiança, da esperança e um farol da possibilidade de vencer as dificuldades por maiores que elas sejam”, diz.

    O líder comunista elege depois as principais prioridades do partido: “o aumento significativo dos salários e das pensões”; o “fim aos benefícios fiscais, às privatizações, à corrupção e à rapina de recursos públicos”; “mais e melhores serviços públicos”, com o SNS e a Escola Pública à cabeça; “enfrentar o drama da habitação, dar combate à especulação, reduzir o valor das rendas, pôr a banca a suportar o efeito das taxas de juro”; e, por exemplo, “recuperar os instrumentos para definir de forma soberana o próprio rumo” do país; e, por exemplo, combater “o bafiento e desviante discurso do ódio, do racismo e da xenofobia”.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

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  • Paulo Raimundo: "Identificámos o chão que pisamos e afinámos a tática" para "reforçar" o caminho

    Paulo Raimundo, secretário-geral do PCP, encerra agora o XXII Congresso do PCP e considera que os objetivos foram cumpridos, depois de “identificadas as dificuldades” e tomadas decisões para “afinar a tática” para superá-las.

    “Identificámos as dificuldades e o chão que pisamos; tomámos decisões para reforçar o partido e relançá-lo na tomada da iniciativa; afinámos a tática e sublinhámos a estratégia”, explicou.

    E garantiu que “o congresso não foi montagem, foi um banho de realidade”, apontando que se tratou de uma “manifestação de força, determinação, coragem e de esperança”.

    Paulo Raimundo defendeu que “há força e forças suficientes para travar a minoria que capturou o país, ajoelhou o poder político e domina a economia ao sabor dos interesses dos grupos económicos”, considerando necessário que se ponha “fim às desculpas esfarrapadas de que nunca há dinheiro para aumentar salários e reformas, valorizar carreiras e profissões, fixar profissionais nos serviços públicos, nomeadamente no SNS” porque “nunca há condições para avançar com a rede pública de creches ou de lares”, mas sublinhando que há “sempre razões e recursos públicos disponíveis para mais descidas do IRC e mais transferências de recursos públicos para os grupos económicos”.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

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  • José Capucho, da Comissão Política e do Secretariado do Comité Central, apresenta agora as conclusões da reunião do novo Comité Central, que se realizou esta manhã, e chama ao palco os membros que o compõe.

  • A resolução política do XXII Congresso do PCP foi aprovada “por maioria com quatro abstenções”, anunciou a mesa.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

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  • PCP diz ser atingido por "golpes dos senhores que comandam o país à margem e contra a Constituição pelo silenciamento e manipulação"

    Francisco Lopes, membro da Comissão Política e do Comité Central do PCP, começa por dizer que “é impressionante o que o partido enfrentou e resistiu” nos últimos anos.

    O comunista sublinha a “coragem sem limites, a iniciativa que se afirma e o reforço que se impõe” no PCP, que diz estar “acima das cortinas de fumo da conjuntura” e que luta contra os “obstáculos e contratempos que colocam os promotores e gentes da exploração, da guerra e exploração dos recursos”.

    “Somos um partido de massas que trabalha para o recrutamento de novos militantes”, sublinha, crente de que é preciso um “partido mais forte” e antecipando que o PCP o vai conseguir.

    Francisco Lopes diz que sai do Congresso do PCP um “movimento geral de reforço do partido, de direção e estruturação, articulado com responsabilização de quadros, recrutamento, preparação política ideológica, militância, meios de propaganda, imprensa e independência financeira”.

    “Somos atingidos pelos golpes dos senhores que comandam o país à margem e contra a Constituição da República pelo silenciamento e manipulação”, acusa o comunista, assumindo as “insuficiências” e a certeza de que o partido “aprende com a experiência”.

  • PCP não convidou partidos à direita do PSD para assistirem ao congresso

    O PCP deixou de fora dos convites para assistir ao seu congresso os partidos à direita do PSD — ou seja, nem IL, nem Chega nem CDS receberam convite para virem até Almada.

    PSD, PS, Bloco de Esquerda, Livre e Verdes foram convidados.

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