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Acho que um dos problemas deste discurso, precisamente, é que é virado exclusivamente para os militantes. Costuma dizer-se que nos congressos partidários o discurso inicial é para os militantes e ao domingo, à hora dos noticiários de almoço, o discurso é para o país. Mas nós ouvimos este discurso e que medidas concretas é que há para os eleitores? Ouvimos aqui uma proclamação genérica de princípios, mas há alguma medida concreta que o PCP fixe, como: "Nós queremos até à data tal aprovar uma determinada proposta que vai melhorar as vidas das pessoas nisto, aquilo e isto"? Não, foi tudo muito vago. De facto, o primeiro discurso de Paulo Raimundo, no sentido de que era pessimista. E este, eu diria que foi de um falso otimismo. Foi claro a tentar dar força às pessoas, mas depois há aqui alguns pontos em que o PCP não consegue sair do mais do mesmo. Por exemplo, Paulo Raimundo diz-nos: "Quem esperava estagnação encontrou aqui a criatividade." Qual criatividade? Os dois anúncios que foram feitos aqui da ação política foram: no dia 14 de janeiro, em todo o país, o PCP vai realizar 100 ações para recolher 100 mil assinaturas para uma coisa qualquer. Aliás, ao longo deste congresso, nós ouvimos várias vezes oradores a virem dizer que tinham conseguido não sei quantas assinaturas para um determinado abaixo-assinado. Quer dizer, estas assinaturas levam a quê? Eu não sei se já te aconteceu, a mim já me aconteceu, eu uma vez estava a comprar um livro numa iniciativa que estava ligada, não era do PCP, mas era uma iniciativa de esquerda.

Foste desafiado a subscrever um abaixo-assinado.

Sim. Eu, por acaso, não assinei, porque tenho alergia.

Não sentiste a materialização desse abaixo-assinado em nada.

Não, eu tenho alergia a abaixo-assinados. Mas vamos imaginar que eu tinha assinado aquilo. Podia ter acontecido. Podia ter sentido: "Enfim, não vou ser antipático, estão aqui a ser tão simpáticos comigo e até têm uns livros interessantes, vou assinar." Essa assinatura levava a quê? O PCP acha que esta multiplicação de assinaturas leva a quê? E a segunda ação é, no dia 18 de janeiro, em Lisboa, uma manifestação sob o lema "É urgente pôr fim à guerra, todos juntos pela paz"! Quer dizer, essa manifestação será composta por pessoas do PCP, que dirão as coisas de sempre. Onde é que está a criatividade? Onde é que está esta nova forma de fazer as coisas? Não se vê. Mas acima de tudo, o que se sai daqui é que este congresso só serviu para falar para os eleitores lá de fora. As pessoas que estão lá fora, ainda por cima está muito frio, não levam nada daqui. Isto foi feito para falar das pessoas que estão aqui dentro. Eu percebo o ponto, é preciso aguentar as tropas.

A mensagem já é conhecer.

Sim, mas realmente não houve nenhum esforço para falar para fora. Não vale a pena inventar, não houve nenhum esforço, mas vão assumir. Não, este congresso foi feito para falar para os militantes, não foi feito para falar para mais ninguém. Ok, se é assim, tudo de maravilha.

Miguel, há aqui uma necessidade de combater o adormecimento dos militantes do partido neste ano pré-autárquico?

Necessidade há. Se foi bem executado neste discurso, não me parece. Eu tinha algumas expectativas de que esta intervenção de Paulo Raimundo servisse não só para isto que está a acontecer e que aconteceu, ou seja, a mobilização das tropas, mas também para provar a quem não votou no PCP nas últimas eleições, que encontrasse renovados argumentos para voltar a confiar no Partido Comunista Português. Este discurso não serviu para isso. O Miguel dizia que foi muito pensado para dentro e de facto foi, porque mesmo no caderno de encargos ou nas prioridades assumidas pelo partido, ninguém estranhará que o PCP defenda o aumento de salários, valorização das carreiras, proteção da escola pública, valorização do Serviço Nacional de Saúde. Não me parece que seja absolutamente surpreendente, nem tem de ser, mas convém que seja, que quando se enuncia ou quando se fala para fora, que haja medidas concretas e que haja iniciativas concretas. E nesse aspeto, Paulo Raimundo falhou. Depois, o outro caminho que ainda ontem falávamos, que me parecia interessante para o PCP seguir, que era a crítica ao Partido Socialista. Enfim, há aqui uma referência muito vaga à redução do IRC e sabemos que o Partido Socialista contribuiu para a viabilização dessa redução do IRC. Esse caminho de crítica ao Partido Socialista e afirmação do PCP também não foi exatamente espelhado neste discurso de Paulo Raimundo. Até aí foi mais ou menos um ato falhado. Depois, eu percebo e acho que é interessante o PCP distinguir-se, por exemplo, do Bloco de Esquerda e do PS também, na ideia ou na forma de combater o Chega. Há uma referência muito indireta ao Chega, mas, ao contrário do que acontece com o Bloco de Esquerda, por exemplo, o Chega é um adversário real e material do PCP, sobretudo nas autárquicas. E, portanto, percebendo a ideia de que, e Paulo Raimundo disse isso ontem na entrevista ao Observador Não é suposto dar palanque ao partido do André Ventura. Convém que o combate se faça de forma mais direta, nem que seja para dizer aos eleitores que antes votavam no PCP e que agora estão a fugir para o Chega, que estão a votar de forma errada, que estão a enganar, que estão a ser iludidos. Esse discurso tem de existir. O PCP não quer ter esse discurso. Eu percebo que seja uma forma de se distinguir do Bloco, distinguir do PS, não dar palanque, não fazer publicidade gratuita ao Chega, mas é preciso um pouquinho mais, porque se há eleitores a saírem de um partido para o outro, convém que o partido que está a perder eleitores explique porque é que não devem fazer isso. Também achei um discurso mal conseguido por parte de Paulo Raimundo.

Ou seja, quando Paulo Raimundo diz aqui no início: "Afinamos a tática", não afinou propriamente.

Não me parece que deste discurso se possa retirar que haja uma tática nova, que demonstre um caminho evidente. Confesso que esperava mais do discurso, até pelas entrevistas que fomos fazendo aqui no platô, de gente esclarecida e influente no partido. Esses militantes e dirigentes do PCP foram dizendo, foram mostrando que o caminho é não ser diluído e não ser confundido com o Partido Socialista. Paulo Raimundo tinha aqui uma oportunidade de provar isso mesmo, de explicar, por A mais B, porque é que o PCP é diferente do Partido Socialista, é diferente do Bloco de Esquerda, é diferente do LIVRE, e porque é que o PCP deveria ter mais força. E não conseguiu, não foi bem conseguido.

Miguel, faltou aqui uma mensagem para fora sobre o posicionamento face ao Partido Socialista, que se ouviu até no arranque dos trabalhos e nas entrevistas que fomos aqui fazendo. Isso agora passou muito ao lado?

Sim, aqui neste discurso, praticamente não existiu, tanto olhando para a política nacional como a autárquica. De facto, houve aqui também uma leve referência às autárquicas.

Foi das assinaturas serem um primeiro ponto. A recolha de assinaturas ser um primeiro ponto para mobilizar.

E dizer que as autárquicas vão ser esta tal grande jornada de contacto e de mobilização popular. Como é evidente, em cada eleição, os motivos de mobilização das pessoas são diferentes, como é óbvio, não é possível fazer uma única campanha autárquica. É evidente que isso não é possível, mas era possível dar aqui algumas pistas de como é que o PCP vai tentar travar essa luta eleitoral. E isso também não saiu daqui. Também foi uma coisa muito genérica, muito vaga e não houve, como dizia o Miguel Santos Campatoso, que eles vão sentir uma necessidade de abordar os temas que estão a levar à migração de eleitores do PCP para o Chega. Parece que há aqui um fazer de conta que não se está a passar nada. E não vejo como é que isso possa dar bons resultados, honestamente.

O PCP refere sempre que a força é o coletivo, mas tivemos aqui nesta última hora, quando foram sendo chamados os nomes, Paulo Raimundo foi reeleito por unanimidade, e foi até bastante aplaudido, mas há aqui outros nomes que também levantaram o Congresso, João Oliveira, João Ferreira, excluindo Jerónimo de Sousa, que não fará parte de uma lista de eventuais futuros nomes para o lugar. Mas o partido está definitivamente unido à volta de Paulo Raimundo, reconhece-o como secretário-geral, esse processo está ultrapassado?

Tem de responder que remédio. É evidente que está unido quando é escolhido por unanimidade. Não há prova mais inequívoca-

Se quiseres ficar só na parte objetiva.

De que está unido em torno de Paulo Raimundo. Foi eleito, creio que sem o voto do próprio, porque é tradição do PCP os candidatos a secretários-gerais saírem da sala para haver votação. Portanto, não se pode dizer que não haja uma união em torno de Paulo Raimundo. O PCP é um partido diferente, nesse aspecto tem razão. Eu não sou dessa geração, o Miguel Pinheiro saberá explicar muito melhor isso, mas cresci a ouvir críticas à cassete do PCP, dizerem que Carlos Carvalhas era um líder já um bocadinho cansado, que não conseguia mobilizar o partido. Enfim, Carlos Carvalhas ficou na liderança do PCP durante muitos anos. Jerónimo também, mas Jerónimo veio trazer uma nova energia e continua a ser muito acarinhado dentro do partido. E Paulo Raimundo, não me parece que se tiver um mau resultado amanhã nas autárquicas ou depois nas legislativas, vá sair. O PCP nesse aspecto é realmente diferente dos outros partidos. Houve uma expressão, já não sei de quem exatamente, em que se dizia que o PCP não é um partido de carinhas larocas nem de homens providenciais. E, portanto, não mede apenas os resultados eleitorais que tem. Agora, para falar de João Oliveira e de João Ferreira, sem dúvida, as pessoas mais aplaudidas a par de Paulo Raimundo e Jerónimo de Sousa. João Ferreira tem nas próximas eleições autárquicas a tarefa muito importante de contrariar a ideia de que o PCP está, de facto, a desaparecer. E não será uma tarefa fácil. Nós falávamos disso ontem. Se é verdade que a direita não está unida, havendo uma frente de esquerda em Lisboa que inclua PS, LIVRE e Bloco de Esquerda Se o PCP não fizer uma campanha eficaz e competente na ideia de que é importante reforçar o papel do partido e não cair na ladainha, que é uma expressão que também foi usada aqui, das grandes plataformas, nas grandes alianças de esquerda, se João Ferreira não fizer essa campanha competente e eficaz, arrisca-se a ter um mau resultado em Lisboa. E sabemos que, se houver uma competição entre dois blocos muito bem definidos, haverá naturalmente uma mobilização de eleitorado para duas candidaturas muito concretas. O PCP corre à margem e João Ferreira tem aqui uma missão muito difícil e muito espinhosa. É João Ferreira quem tem nas mãos dar o primeiro sinal de que o PCP tem margem para inverter a trajetória decrescente e é, sem grandes dúvidas, o maior ativo eleitoral do partido, um tal partido que rejeita a ideia de homens providenciais e carinhas lorotas. João Oliveira, mais pelo talento natural que demonstra nas intervenções que faz e pela forma como se dá aos militantes, é muito mais popular que João Ferreira, conseguiu roubar o congresso, conseguiu fazer a intervenção mais aplaudida, de longe, do congresso. É um ativo importante na Europa, fez uma campanha que permitiu que o PCP não desaparecesse de Bruxelas e, portanto, tem cinco anos para mostrar trabalho na Europa. Sabemos que Bruxelas é uma realidade muito distante.

Noutro partido, era alguém que obrigava o líder a olhar por cima do ombro.

Sim, mas acho que essa questão não se coloca no PCP. João Oliveira tem espaço, palco e tempo para mostrar que é uma mais-valia para o partido. Honestamente, não sei quanto tempo durará Paulo Raimundo na liderança do PCP. Não há lideranças eternas, nem mesmo no PCP. O futuro, à partida, passaria por estes dois homens. Já se dizia isso há um congresso, já se dizia isso em 2016 também, e a verdade é que o PCP preferiu Paulo Raimundo.

Deixa-me só irmos até Inês Batista, que está no exterior com João Torres, deputado do Partido Socialista, e que está a falar aos jornalistas.

E hoje assim continua a ser, num quadro político diferente, em que governa a direita, mas em que o Partido Comunista Português tem tomado posições diferentes daquelas que são defendidas pelo Partido Socialista, designadamente no caso da Ucrânia, uma vez que o Partido Socialista, desde a primeira hora, condenou com veemência a invasão da Ucrânia pela Federação Russa, algo que o Partido Comunista Português não fez. E sobre a questão concreta que foi colocada a propósito dos ataques e das críticas do Partido Comunista Português ao Partido Socialista, aquilo que eu diria é o seguinte: é muito importante que a esquerda esteja unida no combate a este governo, que é um governo incompetente, é um governo sem credibilidade e é um governo que não responde às necessidades das portuguesas e dos portugueses. Mas para isso, aquilo que nós no Partido Socialista entendemos é que é fundamental que a esquerda, os partidos da esquerda, nunca se enganem nos alvos. E quando o Partido Comunista Português, como sucedeu em alguns momentos deste congresso, faz do Partido Socialista, ou fez do Partido Socialista, um dos primeiros alvos, a verdade é que está a perder a sua energia e o seu tempo num contexto também que não é, ou que não tem sido ascendente para o próprio Partido Comunista. Por isso deixaria esta mensagem: é muito importante que não se confundam os alvos. Nós no Partido Socialista nunca confundimos os alvos e espero que o Partido Comunista Português também, de agora em diante, não os confunda. Muito obrigado a todas e a todos.

João Torres, deputado do Partido Socialista, aqui a reagir em nome da delegação do PS que marcou presença neste congresso do PCP. A par do PS, também o Bloco de Esquerda esteve a assistir a esta sessão de encerramento, bem como o PSD e, claro, o partido parceiro natural do PCP, o Partido Ecologista Os Verdes. Aguardava também só para perceber se tínhamos reação do Bloco ou do Partido Social-Democrata. É possível que vos interrompa daqui a poucos segundos, mas há aqui esta mensagem, Miguel Pinheiro, do PS, que é: não se confundam os inimigos, a esquerda deve estar unida, porque durante estes dias o PCP tem-se posto um bocadinho à margem desta união à esquerda.

Sim, não vai sair daí. Se o PS está à espera de conseguir convencer o PCP a entrar em novas alianças tão cedo, é melhor esperar sentado, porque claramente isso não está na cabeça do Partido Comunista. O balanço que o PCP faz da participação na geringonça é negativo. Quer dizer, podem dizer o que quiserem publicamente, mas o que sai daqui, clarinho, é que para o PCP aquilo foi uma falsa saída, para citar uma expressão que foi usada aqui neste congresso, foi uma ilusão, e o PCP continua a olhar para o PS como sempre olhou, como um aliado e um cúmplice da direita. Ouvimos João Torres a insinuar que o PCP está com tantos problemas, está tão fraco, ainda quer arranjar mais problemas, ainda quer ficar mais fraco. Não

Precisamente, o ponto dos comunistas é o de que estão fracos porque se juntaram ao PS.

Estão ainda a tentar livrar-se desse abraço de urso.

Esse é que é um balanço que o PCP faz e por isso não vale a pena. O PS pode discordar, com certeza. Ao PS deu muito jeito a geringonça, permitiu a António Costa chegar ao poder quando tinha ficado em segundo lugar nas eleições de 2015. A geringonça também permitiu a António Costa fazer a sua cena de divórcio que levou à maioria absoluta. Portanto, de facto, é uma aliança que deu muito jeito. A criação da aliança e a destruição da aliança que se chamou geringonça deu muito jeito ao PS, mas não deu tanto jeito ao PCP. E, portanto, o sonho de Pedro Nuno Santos, de reconstituir uma espécie de geringonça. Pedro Nuno Santos achava que chegava o PS e o PCP e o Bloco vinham de joelhos, como se tivessem a ir a Fátima adorar a nova aparição da esquerda. Mas não, o PCP não está para isso, não está com grande vontade de ir a Fátima.

Para já.

Tão cedo.

Vamos ver se o Bloco de Esquerda está com vontade ou não, porque também estão à saída do Congresso, salvo erro, junto da Inês Batista, o antigo deputado e fundador do Bloco de Esquerda, Luís Fazenda.

E vamos conseguir ouvir agora essas declarações no final do Congresso do PCP.

E proteção da vida das populações. Portanto, nesse aspeto, temos campo em comum, unidade na ação, apesar de diferenças políticas que são naturais e são notórias. Muito obrigado.

A sublinhar essas diferenças políticas, Luís Fazenda do Bloco de Esquerda. Por aqui passaram também João Torres, do Partido Socialista. João Torres que disse que o PCP está a perder energia ao tornar o Partido Socialista como um dos alvos durante este congresso. Pede que não se confundam esses alvos. Recordar que o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, disse que o Partido Socialista era cúmplice do governo e da política do governo PSD/CDS por ter viabilizado o Orçamento do Estado.

A Inês Batista com Luís Fazenda, também há pouco, à saída, uma curta declaração de Carlos Coelho, em nome do PSD, que recuperamos agora.

As palavras do secretário-geral do PCP, não só neste discurso, mas em toda a tônica do congresso, com muitas críticas, maioritariamente ao governo da AD e às políticas do PSD.

Acho que isso é relativamente normal. Espera-se de um partido da oposição que seja crítico. Numa democracia estabilizada, isso é positivo, porque os governos que sabem ouvir também ouvem as críticas e devem tirar consequências. Agora, os partidos da oposição, quando fazem críticas à esquerda e à direita, por tudo e por nada, correm o risco de serem mais ouvidos com a perspectiva de que estão a cumprir um papel do que serem relativamente focados e objetivos. Mas enfim, é normal que os partidos da oposição tenham esse registo.

Obrigado. Creio que é só. Carlos Coelho, do partido Social-Democrata.

Sem surpresa, Carlos Coelho do PSD, um partido que ficou também com as orelhas quentes nestes últimos dias de Congresso do PCP, como é natural. As reações dos três partidos com assento parlamentar que aqui marcaram presença no encerramento do Congresso do PCP, que agora termina e também, tal como é habitual, exatamente, já tudo praticamente arrumado, é também uma tradição das reuniões magnas do PCP. O Observador esteve nos últimos três dias aqui a acompanhar os trabalhos com uma vasta equipa, a Mariana Lima Cunha, a Inês André Figueiredo e o Miguel Santos Carrapatoso no texto, a Inês Batista na rádio, no som a Mariana Sousa Aguiar e a Matilde Andrade, na fotografia o Diogo Ventura e no vídeo o João Lopes e o Tiago Couto com a coordenação da Teresa Cacich. Eu sou o Miguel Viterbo Dias e comigo também, ao longo destes dias, esteve o diretor executivo do Observador. Está terminado este 22º Congresso do Partido Comunista Português.