Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Encerramos aqui o liveblog desta sexta-feira. Pode continuar a acompanhar todos os desenvolvimentos sobre as tensões no Médio Oriente e a ofensiva israelita em Gaza neste novo artigo em direto.

    Cidadãos israelitas recebem telefonemas com gravações de voz dos reféns a pedir ajuda

  • O que se passou até agora

    • No decorrer das operações militares na Faixa de Gaza, ataques israelitas causaram a morte de mais de 60 pessoas em apenas 24 horas, de acordo com relatos do Ministério da Saúde do enclave. As incursões continuaram a provocar um elevado número de vítimas, incluindo civis, num cenário de destruição de infraestruturas que tem suscitado preocupações ao nível do direito internacional e dos direitos humanos.
    • A ONU, através do secretário-geral, António Guterres, criticou fortemente a atuação de Israel, sublinhando as suas obrigações ao abrigo do direito internacional humanitário. Guterres frisou que a ONU não participará em estratégias que não respeitam os princípios de humanidade, apelando a uma atuação mais efetiva de modo a evitar que toda a população de Gaza enfrente o risco de fome devido ao bloqueio imposto há quase 80 dias.
    • Apesar de Israel ter anunciado a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, incluindo mais de 100 camiões com alimentos e medicamentos, a medida foi considerada insuficiente por fontes internacionais, que referem um ritmo demasiado lento de entrega. A Alemanha, entre outros países, insistiu na necessidade de aumentar significativamente a ajuda para aliviar o sofrimento da população local e evitar uma catástrofe humanitária.
    • A tensão diplomática tem-se intensificado, com acusações de antissemitismo por parte do governo israelita contra líderes europeus que criticam as ações militares em Gaza. O governo britânico, juntamente com outros países, repudiou estas acusações, reafirmando o compromisso com a busca de soluções pacíficas e justas, que incluam o desarmamento de grupos como o Hamas e um futuro político mais estável para a região.

    [A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 1.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]

  • Ataques israelitas em Deir al-Balah fizeram seis mortos entre elementos de proteção da ajuda humanitária

    Seis membros das equipas que protegem a ajuda humanitária em Gaza foram mortos na quinta-feira à noite após vários ataques israelitas em Deir al-Balah, de acordo com as autoridades do enclave palestiniano controlado pelo Hamas.

    “Condenamos nos termos mais fortes o crime horrendo cometido pelo exército de ocupação israelita contra o pessoal de segurança e assistência e comités populares voluntários na área de Deir al-Balah, que resultou no martírio de seis membros das equipas de segurança e proteção humanitária”, sublinhou o Governo de Gaza, num comunicado.

    Fontes locais informaram que a equipa, composta por polícias e voluntários do Hamas, estava a proteger os camiões de uma tentativa de ataque por parte de um grupo não identificado, quando as forças armadas israelitas lançaram uma série de ataques contra eles.

    O Exército israelita garantiu à agência Efe que um dos seus drones identificou na quinta-feira à noite “vários homens armados, incluindo terroristas do Hamas, perto de camiões de ajuda humanitária no centro de Gaza”.

    “A aeronave atacou os atiradores depois de os identificar. É importante salientar que a ajuda humanitária não foi danificada em consequência do ataque”, apontou um porta-voz militar. A mesma fonte disse que a alegação do Governo de Gaza de que os mortos faziam parte de uma equipa de escolta é “falsa e infundada”.

  • Exército de Israel anuncia entrada de 83 camiões de ajuda humanitária em Gaza

    O exército israelita anunciou esta sexta-feira a entrada de 83 camiões de ajuda humanitária em Gaza através do cruzamento de Kerem Shalom.

    Segundo as informações do exército, citadas pelo jornal Haaretz, as viaturas tiveram autorização para entrar após a realização de inspeções de segurança. Entre os produtos que vão ser entregues à população palestiniana estão alimentos, equipamento médico e medicamentos.

  • 70% do fornecimento de água e saneamento estão danificados, segundo UNICEF

    70% das infraestruturas de fornecimento de água ou de saneamento estão danificadas ou mesmo destruídas, de acordo com o diretor adjunto da UNICEF, Ted Chaiban, que falou no Conselho de Segurança esta sexta-feira.

    “E pelo menos 75% das famílias afirmam não ter água suficiente para beber”, acrescentou.

    “Paralelamente, os repetidos bloqueios proibiram a entrada na Faixa de Gaza de combustível e de componentes essenciais para o funcionamento das instalações de abastecimento de água”, disse ainda Chaiban.

    “Atualmente, a central de dessalinização no sul da Faixa de Gaza está a funcionar com uma capacidade reduzida com geradores de reserva”, apontou ainda o representante, que apelou, de forma urgente, “que o fornecimento de energia eléctrica à central de dessalinização seja restabelecido para que pelo menos 600 000 pessoas deslocadas internamente no sul da Faixa de Gaza tenham acesso a água potável”.

  • Hospital de Gaza em chamas pelo segundo dia após ataque de Israel

    O hospital Al-Awda, em Jabalia, no norte da Faixa de Gaza, tenta pelo segundo dia extinguir um incêndio que deflagrou após um bombardeamento israelita, relatou nesta sexta-feira o diretor interino da unidade hospitalar, Mohammed Salha.

    O ataque atingiu o terceiro andar do hospital, cujo depósito de combustível se situa imediatamente acima da zona de incêndio e ocorreu numa fase em que a ajuda humanitária tarda a chegar ao norte do enclave palestiniano, após mais de dois meses de bloqueio total, perante uma situação que as Nações Unidas referem estar a atingir “níveis catastróficos” de insegurança alimentar.

    “Ontem [quinta-feira], voltaram a bombardear o terceiro andar. Atacaram o nosso armazém central”, disse Salha à agência noticiosa espanhola EFE, numa mensagem áudio, dando conta que os geradores também se encontram acima da linha de fogo.

    Se o fogo atingir o depósito de combustível, “será um desastre”, alertou, ao som de um rugido constante de fundo.

    No hospital, segundo Salha, permanecem 16 doentes, 11 acompanhantes e 131 funcionários, três dos quais ficaram feridos em ataques de drones israelitas contra as instalações.

  • Novo chefe do Shin Bet terá dito que se opõe a acordos pelos reféns

    O novo chefe da agência de espionagem militar Shin Bet, David Zini, terá dito a colegas próximos que não concorda com acordos com o Hamas para a libertação de reféns, informa o Times of Israel, citando a televisão israelita Channel 12.

    “Sou contra os acordos de reféns. Esta é uma guerra eterna”, terá dito Zini, segundo o jornal.

  • Vance diz que soldados dos EUA só serão enviados em missão com objetivos claros

    O vice-Presidente dos Estados Unidos, JD Vance, disse nesta sexta-feira aos formandos da academia militar que o Presidente Donald Trump tudo fará para que as Forças Armadas apenas sejam enviadas para situações de perigo com objetivos claros.

    Durante o discurso de formatura na Academia Naval dos EUA, Vance disse que a abordagem de Trump não significa que o Governo ignore as ameaças, mas antes “significa que essas ameaças serão abordadas com disciplina”, pelo que se os soldados norte-americanos forem enviados em missão de guerra será com “um conjunto muito específico de objetivos em mente”.

    Vance explicou que as opções sob o comando de Trump serão ações militares mais rápidas, dando como exemplo o bombardeamento que Trump ordenou recentemente contra os rebeldes Houthis no Iémen.

    Vance criticou ainda a tentativa do Governo de Biden de construir um cais em Gaza para receber ajuda na guerra de Israel contra o Hamas, o que, na sua opinião, nunca resultou.

    “O Governo Trump mudou de rumo. Chega de missões indefinidas. Chega de conflitos intermináveis”, comentou o vice-Presidente.

  • Representante dos EUA abandonou negociações de Roma com o Irão mas conversas continuam

    O enviado especial dos Estados Unidos (EUA) para o Médio Oriente, Steve Witkoff, abandonou hoje a quinta ronda de negociações nucleares com o Irão, em Roma, mas as conversações prosseguem entre os dois países, segundo Teerão.

    “Witkoff, chefe da delegação norte-americana, abandonou as negociações há alguns minutos porque tinha um voo para apanhar”, declarou o porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaïl Baghaï, à televisão estatal, após uma reunião de três horas e meia.

    Apesar da partida do negociador dos EUA, as conversações prosseguem entre representantes das duas partes “numa atmosfera profissional e calma”, segundo o mesmo porta-voz.

    A reunião está a decorrer na residência do embaixador de Omã em Roma e é mediada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros do sultanato, Badr bin Hamad al-Busaidi, que atua como intermediário entre os dois países, que não mantêm relações diplomáticas desde 1980.

  • Guterres rejeita “esquema” que desrespeite direito internacional em Gaza

    O secretário-geral da ONU rejeitou nesta sexta-feira participar em “esquemas” que não respeitem o direito internacional e os princípios de humanidade em Gaza, frisando que as Nações Unidas têm o seu próprio plano para levar ajuda ao enclave.

    Numa declaração aos jornalistas em Nova Iorque, na sede da ONU, Antóno Guterres afirmou que os palestinianos em Gaza estão a enfrentar “aquela que poderá ser a fase mais cruel deste conflito cruel”, onde durante quase 80 dias Israel bloqueou a entrada de ajuda internacional essencial, o que levou toda a população de Gaza a enfrentar o risco de fome.

    “As famílias estão a passar fome e a serem privadas do mais básico. Tudo isto com o mundo a assistir em tempo real. Israel tem obrigações claras ao abrigo do direito internacional humanitário”, disse o líder da ONU, reforçando as obrigações de Telavive enquanto potência ocupante.

    Porém, apesar dos “níveis atrozes de morte e destruição” face à ofensiva israelita, Guterres garantiu que a ONU não participará “em nenhum esquema que não respeite o direito internacional e os princípios humanitários de humanidade, imparcialidade, independência e neutralidade”.

    A ONU já havia rejeitado o plano privado, apoiado por Washington e Israel, para distribuir ajuda humanitária em Gaza e exigido que o Governo israelita permita a atuação imediata da organização na Faixa de Gaza.

  • França considera "absurda" acusação de Israel de que país promove antissemitismo

    O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noel Barrot, respondeu, esta sexta-feira, à acusação de Israel de que os países europeus estão a incitar ao ódio e a promover o antissemitismo.

    “Acusar de encorajar o antissemitismo ou [apoiar] o Hamas quem defende a solução dos dois Estados é absurdo e calunioso”, afirmou Barrot na rede social X.

    O ministro sublinhou, ainda, que França apoia que o Hamas seja “desarmado e permanentemente excluído do futuro político de Gaza”.

  • ONU denuncia saque de 15 camiões com ajuda para padarias em Gaza

    O Programa Alimentar Mundial (PAM) anunciou esta sexta-feira que 15 camiões que deveriam ter distribuído mantimentos na quinta-feira à noite a padarias geridas pela agência da ONU no sul da Faixa de Gaza foram saqueados.

    Os camiões do PAM transportavam “mantimentos alimentares essenciais para as populações famintas, que aguardavam ansiosamente por ajuda”, afirmou a agência da ONU, em comunicado, acrescentando que “a fome, o desespero e a ansiedade sobre a chegada de ajuda estão a aumentar a insegurança” na Faixa de Gaza.

    O Governo israelita anunciou esta sexta-feira que permitiu que 107 camiões da ONU e da comunidade internacional entrassem na quinta-feira na Faixa de Gaza, cenário de uma guerra entre Israel e o grupo extremista palestiniano Hamas desde outubro de 2023.

  • 60 mortos e mais de 180 feridos nas últimas 24 horas em Gaza

    Pelo menos 60 pessoas foram mortas na sequência de ataques israelitas na Faixa de Gaza nas últimas 24 horas, escreve o Haaretz, que cita o Ministério da Saúde do enclave.

    De acordo com o Ministério, há ainda registo de 185 feridos.

    Desde 18 de março, altura em que Israel retomou os ataques, pelo menos 3673 pessoas foram mortas e 10341 ficaram feridas.

  • Hamas saúda declaração internacional que exige ajuda total a Gaza

    O Hamas saudou, esta sexta-feira, a declaração conjunta emitida por vários países (incluindo Portugal, França, Alemanha e Reino Unido) que exige a ajuda humanitária total à Faixa de Gaza — região que enfrenta “a pior crise humanitária” desde o início do conflito, em outubro de 2023.

    “Esta posição afirma a crescente rejeição internacional do crime contínuo de genocídio e limpeza étnica perpetrado por Israel”, pode ler-se num comunicado do Hamas, citado pela Al Jazeera.

    O grupo sublinhou, ainda, que a posição tomada exige que os países exerçam uma pressão efetiva para ajudar os palestinianos e acabar com a fome e o bloqueio que lhes é imposto.

  • ONU alerta para o elevado número de ataques em Gaza que fizeram mais 600 mortos na última semana

    Pelo menos 629 palestinianos foram mortos na última semana na Faixa de Gaza, escreve a Al Jazeera, que cita o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk.

    Pelo menos 358 dessas pessoas foram mortas em ataques a casas e tendas para pessoas deslocadas — com crianças e mulheres a constituírem, pelo menos, 148 destas vítimas.

    “O elevado número de ataques a abrigos, no contexto da destruição de infraestruturas existentes em Gaza, suscita sérias preocupações de que nem todos os ataques visem objetivos militares”, afirmou Türk.

  • Ajuda que entrou em Gaza esta semana é "pouca" e chega "muito tarde", diz Berlim

    Os camiões de ajuda humanitária que Israel dexiou entrar na Faixa de Gaza esta semana são “muito poucos”, chegaram “muito tarde” e estão a entrar a um ritmo “muito lento”, disse um porta-voz do governo alemão, citado pela agência Reuters.

    Temos de “aumentar significativamente” a entrada de camiões e “garantir que estas ajudas chegam à população, para que o sofrimento na Faixa de Gaza termine”, rematou.

  • Reino Unido rejeita acusações de Netanyahu de que Starmer alimentou o antissemitismo

    O governo britânico “não reconhece” as acusações de Benjamin Netanyahu de que o primeiro-ministro Keir Starmer alimentou o antissemitismo, após dois funcionários da embaixada israelita terem sido mortos a tiro em Washington DC.

    Reino Unido, França e Canadá condenaram, na última quinta-feira, o ataque, tendo Starmer afirmado que o antissemitismo é um “mal que temos de erradicar”, escreve a Sky News.

    Netanyahu respondeu, afirmando que os três líderes estavam “do lado errado da humanidade”, depois de terem ameaçado Israel com “ações concretas” se o país continuasse as operações militares “flagrantes” em Gaza.

    O primeiro-ministro israelita acusou, ainda, Keir Starmer, Emmanuel Macron e Mark Carney de estarem do lado de “assassinos em massa, violadores, assassinos de bebés e raptores”, acrescentando que “disseram efetivamente que querem que o Hamas continue no poder”.

  • Novo diretor do Shin Bet não vai interferir no caso Qatargate, assegura Netanyahu

    O novo diretor do Serviço de Segurança Shin Bet não irá interferir nas investigações em curso sobre o Qatargate, avançou Netanyahu esta sexta-feira.

    “No meio de uma guerra, não é satisfatório nomear um diretor interino do Shin Bet”, lê-se na declaração do primeiro-ministro israelita, citada pelo Haaretz.

    “As investigações sobre o Qatar estão a ser conduzidas pelo Shin Bet e pela Polícia de Israel e são acompanhadas e supervisionadas pela Procuradora-Geral”, lê-se na nota, garantindo que o novo líder dos serviços secretos internos “não tem qualquer influência no processo [Qatargate]”.

  • Pelo menos 50 mortos em ataque israelita no norte de Gaza

    Pelo menos 50 pessoas foram mortas na sequência de um ataque aéreo israelita a um edifício residencial na zona de Jabalia al-Balad, no norte de Gaza, escreve a Al Jazeera, que cita a Defesa Civil palestiniana.

    As equipas da Defesa Civil descreveram o ataque como um “massacre horrível”, informando que recuperaram os corpos de quatro vítimas e resgataram outras seis dos escombros.

  • Após reunião com novo líder do Shin Bet, chefe do Estado-Maior avisa que diálogo entre militares e políticos deve ter a sua aprovação

    Após uma reunião com o major-general David Zini, apontado pelo primeiro-ministro israelita como novo chefe do Shin Bet (serviços secretos internos israelitas), o chefe do Estado-Maior de Israel avisou que o diálogo entre políticos e militares deve ter a sua aprovação.

    Em comunicado, as Forças de Defesa de Israel indicam que ficou decidido que David Zini vai deixar de servir o exército nos próximos dias. E que o tenente-general Eyal Zamir “manifestou o seu apreço ao major-general Zini pelo seu longo e significativo serviço de combate”.

    “O chefe do Estado-Maior esclarece que qualquer diálogo entre os militares das Forças de Defesa de Israel e o escalão político deve ser aprovado pelo chefe do Estado-Maior”, lê-se no comunicado, que é citado pelo The Times of Israel.

    O aviso foi feito porque a nomeação de David Zini como novo líder do Shin Bet terá sido anunciada pela comunicação social israelita sem que o tenente-general Eyal Zamir tivesse sido previamente avisado.

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