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  • Bom dia. Este liveblog fica arquivado, mas o Observador já abriu um novo para continuar a acompanhar, ao longo desta quinta-feira, a situação geopolítica mundial. Pode segui-lo aqui.

    Líderes europeus reunidos em Bruxelas para dar sinal de unidade após anúncio de Trump sobre Gronelândia

  • O que se passou até agora

    • O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um “princípio de um futuro acordo” sobre a Gronelândia que, se concretizado, evitará a imposição de tarifas pela administração americana a países europeus. Este entendimento potencial visa reforçar a segurança na região do Ártico, destacando o interesse dos Estados Unidos em proteger os seus interesses estratégicos na área, sem recorrer ao uso de força militar.
    • O encontro entre Donald Trump e o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, trouxe à tona discussões sobre a defesa da Gronelândia e do Ártico, com ênfase na proteção contra influências russas e chinesas. Rutte afirmou que a conversa com Trump não abordou a soberania da Gronelândia diretamente, mas focou-se em como garantir a segurança coletiva no Ártico.
    • Reações na Europa foram mistas, com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, prometendo um aumento substancial do investimento europeu na segurança do Ártico, e com diversas personalidades políticas a exigir uma declaração de independência em relação à influência variável dos Estados Unidos. Políticos europeus ressaltaram a necessidade de uma Europa mais autónoma e competitiva, face às recentes tensões.
    • A tensão diplomática aumentou com as declarações de Trump sobre a Gronelândia, com líderes europeus, como a ministra dos Negócios Estrangeiros da Suécia, a expressar preocupação quanto às ameaças tarifárias norte-americanas. Contudo, Trump reafirmou o compromisso de manter boas relações com países europeus e assegurá-los da forte ligação transatlântica.

  • Mark Rutte diz que soberania da Gronelândia não foi tema em reunião com Trump

    Em declarações à Fox News, Mark Rutte destacou que a conversa com Donald Trump centrou-se na defesa dos países do Ártico, e que a soberania da Gronelândia não foi abordada. “Discutimos como podemos implementar a visão do Presidente para proteger, sim, a Gronelândia, mas é claro que não só a Gronelândia, mas também o Ártico”, disse o secretário geral da NATO. “Precisamos garantir que podemos defender coletivamente o Ártico”, afirmou Rutte. “Sabemos que os territórios estão a se abrir mais e mais para os russos e os chineses”, disse ainda, destacando que estas são “ameaças potenciais”.

    Depois, Rutte passa a explicar os “princípios de um acordo” citados por Trump, falando apenas sobre defesa. “Há duas coisas que temos de resolver: a primeira delas é garantir que o Ártico esteja protegido”, disse, citando os sete aliados da região, incluindo os EUA. Questionado sobre se a Gronelândia continua a ser um território dinamarquês, Rutte disse que o tema não esteve na mesa de discussão.”Na nossa conversa focámos no que é preciso ser feito para garantir que a região do Ártico, onde há mudanças a acontecer neste momento, onde os chineses e os russos estão cada vez mais ativos, em como a podemos proteger.”

  • Deputada da Gronelândia rebate "acordo" anunciado por Trump: "A NATO não pode negociar nada em nome da Gronelândia"

    Numa partilha no Facebook Aaja Chemnitz, deputada da Gronelândia no Parlamento dinamarquês, rebateu o anúncio de Trump sobre um possível acordo com a NATO. “O que estamos a testemunhar hoje, com as declarações de Trump, é absolutamente insano. A NATO não tem, de forma alguma, mandato exclusivo para negociar qualquer coisa sem nós, da Gronelândia. Nada sobre nós, sem nós.”

    Chemnitz continua, comentando alguns dos detalhes revelados por Trump acerca do potencial acordo. “E que a NATO tenha algo a dizer sobre o nosso país e os nossos minerais está completamente fora de questão. Nada pode ser negociado, pois estamos simplesmente muito distantes. Nada mesmo.”

    A deputada diz ainda lamentar pelo povo da Gronelândia, da Dinamarca e da Europa. “Está a ser criada uma confusão total, e isso faz parte do modo de vida deles. Politicamente, estamos a fazer tudo o que podemos e temos um diálogo próximo e grande apoio.” Chemnitz considera ainda que os EUA estão “a desconsiderar tudo de bom que conhecemos: Democracia, diálogo e respeito. Mas o bem existe entre os nossos amigos e aliados. Precisamos saber disso.”

  • Acordo pode envolver concessão de partes do território para construção de bases militares americanas

    De acordo com três oficiais da NATO ouvidos pelo New York Times, na reunião de Donald Trump com Mark Rutte foram discutidas estratégias que incluiriam a concessão da soberania de pequenas partes do território da Gronelândia para a construção de bases militares norte-americanas.

    A ideia seria algo que o secretário geral da NATO já defende há um tempo. De acordo com dois funcionários da aliança que participaram na reunião, a proposta seria parecida com o que já acontece em bases do Reino Unido no Chipre, em que a área onde estão construídas são consideradas território britânico.

  • Em novas declarações, MNE da Dinamarca diz que Trump descartou "tomada da Gronelândia pela força"

    Em declarações no X, o ministro dos Negócios Estrangeiros dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, voltou a celebrar a conversa entre Donald Trump e Mark Rutte, que resultou no recuo das tarifas que o Presidente norte-americano havia anunciado dias atrás. Rasmussen, entretanto, comemorou também a decisão de Trump de “descartar a tomada da Gronelândia pela força” e diz que as negociações que se seguem vão respeitar “as linhas vermelhas do Reino da Dinamarca”.

    “O dia está a terminar melhor do que começou. Acolhemos com satisfação a decisão do Presidente dos EUA de descartar a tomada da Gronelândia pela força e de suspender a guerra comercial. Agora, vamos nos reunir e descobrir como podemos abordar as preocupações de segurança americanas no Ártico, respeitando as linhas vermelhas do Reino da Dinamarca”, escreveu.

    Mais cedo o ministro já havia reagido em declarações à imprensa, mas não deu detalhes do “acordo” que Donald Trump diz estar a ser costurado. “O que é crucial é terminar isto com respeito pela integridade e soberania do Reino da Dinamarca e o direito do povo da Gronelândia à autodeterminação”, disse, ao canal estatal DR.

  • Centro de conferências em Davos é evacuado devido a pequeno incêndio

    O centro de conferências onde se realiza o Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça, foi evacuado há cerca de duas horas depois de relatos de “um odor estranho”, causado por um pequeno incêndio.

    Nas redes sociais, jornalistas a cobrir o evento relataram que o cheiro fez algumas pessoas tossirem. Equipas de emergência e bombeiros entraram no recinto e encontraram a origem do fogo, numa pequena cabina, avança a LBC. As delegações já foram autorizadas a regressar ao pavilhão.

  • Comunicado de porta-voz da NATO fala em segurança do Ártico mas não menciona acordo sobre a Gronelândia

    Na sequência do encontro entre Donald Trump e Mark Rutte em Davos, a porta-voz da NATO, Allison Hart, disse que o Presidente norte-americano e o secretário geral da NATO tiveram “uma reunião produtiva”, destacando a necessidade de “garantir a segurança do Ártico”, mas sem mencionar um acordo efetivo nem uma possível aquisição da Gronelândia pelos EUA.

    “Os princípios mencionados pelo Presidente concentram-se em garantir a segurança do Ártico por meio dos esforços coletivos dos aliados, especialmente os sete Aliados do Ártico”, destacou, em declarações reproduzidas pela NBC News.

    “As negociações entre a Dinamarca, a Groenlândia e os Estados Unidos prosseguirão com o objetivo de garantir que a Rússia e a China jamais consigam estabelecer uma presença — económica ou militar — na Gronelândia”, acrescentou.

  • Primeiro-ministro dos Países Baixos pede união da NATO para "combater as ameaças da Rússia e da China"

    O primeiro-ministro dos Países Baixos, Dick Schoof, também saudou através do X o anúncio de Donald Trump. “É positivo que o caminho para a desescalada tenha sido iniciado e que as tarifas de importação de 10% tenham sido descartadas. Agora, é importante que os EUA, o Canadá e a Europa continuem a agir em conjunto no âmbito da NATO para fortalecer a segurança da região do Ártico e combater as ameaças da Rússia e da China”, destacou.

  • Giorgia Meloni: "É essencial continuar a fomentar o diálogo entre as nações aliadas"

    Através do X, Giorgia Meloni também reagiu ao anúncio de Donald Trump. “Saúdo o anúncio do Presidente Trump de suspender a imposição das tarifas previstas para 1º de fevereiro contra certos países europeus”, escreveu a primeira-ministra italiana. “Como a Itália sempre defendeu, é essencial continuar a fomentar o diálogo entre as nações aliadas”, conclui Meloni, que há dias havia chamado a ameaçar de Trump “um erro”.

  • “Perante o discurso de Trump, está excluído o fim da NATO”

    Rui Vilar considera que está afastado o cenário de intervenção militar. Ainda acrescenta que a Europa deve reforçar a união e a firmeza perante Trump para garantir estabilidade. Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra da Rádio Observador.

    “Perante o discurso de Trump, está excluído o fim da NATO”

  • Ministra dos Negócios Estrangeiros sueca comemora recuo de Trump nas tarifas

    A ministra dos Negócios Estrangeiros da Suécia também reagiu ao anúncio de Donald Trump sobre desistir da aplicação de tarifas a países europeus. “Que bom que Trump também recuou das tarifas contra nós, que apoiamos a Dinamarca e a Gronelândia. As exigências de realocação de fronteiras receberam duras críticas merecidas. É por isso que afirmamos repetidamente que não nos deixaremos chantagear. Parece que o nosso trabalho conjunto com os aliados surtiu efeito”, escreveu Maria Stenergard no X.

  • Nova proposta deixa "todos felizes" e dá aos Estados Unidos "tudo o que precisam", garantiu Trump

    Noutras declarações em Davos aos jornalistas citadas pela Sky News, Donald Trump garantiu que esta proposta acordada para a Gronelândia dá aos EUA “tudo o que precisam” e deixa “todos felizes”.

    “É o melhor acordo a longo prazo e acho que coloca todos numa posição muito boa, especialmente no que diz respeito à segurança, aos minerais e a tudo o resto”, acrescentou o Presidente dos EUA, sublinhando que o eventual entendimento duraria mesmo “para sempre”.

  • "Conceito de acordo" para a Gronelândia inclui direitos de minerais e envolvimento da "Cúpula Dourada", diz Presidente dos EUA

    Numa entrevista à televisão norte-americana CNBC, o Presidente dos EUA, Donald Trump deu um vislumbre sobre o “conceito de um acordo” atingido para a Gronelândia após a reunião com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte.

    Este anteprojeto, continuou, envolve o projeto da “Cúpula Dourada”, desenhado por Trump para defender o território norte-americano. Também envolve “direitos de minerais”, afirmou ainda, sem elaborar.

    Quando questionado sobre quanto tempo este acordo duraria, o Presidente dos EUA disse que seria “para sempre”.

    “É um pouco complexo, mas explicaremos mais adiante. Mas o Secretário-Geral da OTAN, eu e algumas outras pessoas estávamos a conversar”, acrescentou, sem dar mais detalhes.

  • "O dia acabou melhor do que começou." MNE da Dinamarca já falou com Rutte sobre a Gronelândia

    O ministro dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca, Lars Løkke Rasmussen, já falou com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, após a reunião com Donald Trump.

    “Foi uma boa reunião [entre Rutte e Trump] sobre um assunto que também diz respeito à Dinamarca: a situação de segurança no Ártico”, afirmou Lars Løkke Rasmussen.

    O ministro revelou também que foi Mark Rutte quem criou as principais linhas do acordo para a Gronelândia, ainda que se tenha recusado explicar quais são.

    Em entrevista ao canal estatal DR, Lars Løkke Rasmussen assumiu que o “dia acabou melhor do que começou”.

  • Trump fala em "princípios de um futuro acordo" com a NATO sobre a Gronelândia. Se se confirmar, não haverá quaisquer tarifas, acrescentou

    O Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na rede social Truth Social que, após a “reunião muito produtiva” com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, desta quarta-feira, se chegou a um “princípios de um futuro acordo” sobre a Gronelândia e “toda a região do Ártico”.

    Sem desenvolver, o líder norte-americano disse que “esta solução, se concretizada, será excelente para os Estados Unidos da América e para todos os países da NATO”.

    “Com base neste entendimento, não irei impor as tarifas que estavam previstas para entrar em vigor a 1 de fevereiro”, garantiu ainda, contando que “estão a decorrer discussões adicionais sobre o Golden Dome no que diz respeito à Gronelândia”.

    “O vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff e vários outros, conforme necessário, serão responsáveis pelas negociações — eles reportarão diretamente a mim”, disse ainda.

  • Reunido com o Presidente dos EUA, Rutte assegura que os "europeus viriam em socorro" dos norte-americanos em caso de ataque

    Reunidos em Davos, o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, descansou as preocupações do Presidente dos EUA, Donald Trump, mostradas na conferência de imprensa de terça-feira de que os outros aliados da NATO não iriam ajudar os EUA em caso de ataque

    “Há uma coisa que o ouvir dizer ontem: Não tinha certeza absoluta de que os europeus viriam em socorro dos EUA, se fossem atacados”, lembrou Rutte na reunião citada pela Sky News, apontando que “eles virão”.

    “Pode ter a certeza absoluta de que, se os EUA forem atacados, os seus aliados estarão ao seu lado. Há uma garantia absoluta. Dói-me que pense que não é assim e, sob a sua liderança, esta aliança está mais forte do que nunca”, acrescentou.

  • Jens Stoltenberg considera que afastamento de Trump de usar forças armadas na Gronelândia era uma "mensagem importante"

    O antigo secretário-geral da NATO e ministro das Finanças da Noruega, Jens Stoltenberg, considerou que as declarações de Trump a afastar a possibilidade de usar as forças armadas era uma “mensagem importante”.

    “Até agora, muitos estavam com medo que ele fosse mesmo ameaçar usar a força armada para adquirir a Gronelândia”, continuou, sublinhando que a “integridade territorial” da Dinamarca e do território autónomo do Ártico “deve ser respeitada por todos”.

  • Gronelândia anuncia uma nova brochura de preparação para crises em plena tensão com os EUA

    Apesar das promessas de não usar a força, a ameaça de Trump continua a pairar no Ártico. O governo da Gronelândia anunciou a publicação de uma nova brochura chamada “Preparado para Crises”, listando uma série de práticas e bens recomendados para sobreviver a cinco dias.

    O novo documento foi anunciado numa conferência de imprensa esta quarta-feira, pouco depois de Trump ter prometido que não iria usar a força para conquistar o território autónomo dinamarquês no seu discurso em Davos.

    “Trata-se de diligência prévia e não de algo que está a caminho. Considere os bons conselhos como um seguro – pode não ser necessário usá-los, mas é bom estar preparado”, afirmou o ministro regional da Agricultura e Autossuficiência, Peter Borg.

    Entre os bens recomendados, incluem-se bens essenciais como a água potável — três litros por pessoa e por dia — e a comida que deve ser, de preferência, de validade duradoura para aguentar. É também recomendado que se possua armas e bens para caça e pesca.

    Para além de vários medicamentos e bens para higiene, as fontes de calor alternativas também são importantes, para o governo regional. Para se manterem aquecidos, o governo recomenda aos habitantes que usem roupa quente e mantas, botijas de água quente, para além de aquecedores que funcionem a combustível ou gás ou mesmo velas.

    Apesar do anúncio combinar com a ameaça dos EUA, Borg garantiu que “a brochura está em desenvolvimento há bastante tempo”, tendo sido pensada após uma série de apagões que afetaram o território.

  • "Não podemos ficar descansados, muito pelo contrário"

    Orlando Samões, especialista em relações internacionais, considera que a afirmação de Trump de que não vai recorrer à força para tomar a Gronelândia não deve deixar os europeus respirar de alívio. Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra da Rádio Observador.

    “Não podemos ficar descansados, muito pelo contrário”

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