Histórico de atualizações
  • Este liveblog, no qual acompanhámos a decisão do BCE de manter os níveis de taxas de juro, fica por aqui.

    Obrigada por nos ter acompanhado.

  • BCE, agora com Álvaro Santos Pereira, "absolutamente unânime" na ideia de que, nos 2%, as taxas de juro estão "num bom lugar"

    Lagarde, que terá intercedido junto de Luís Montenegro para que reconduzisse Centeno no Banco de Portugal, cumprimentou Álvaro Santos Pereira na estreia no Conselho do BCE, que ocorreu em Florença.

    BCE, agora com Álvaro Santos Pereira, “absolutamente unânime” na ideia de que, nos 2%, as taxas de juro estão “num bom lugar”

  • Decisão "absolutamente unânime" de manter juros na primeira reunião com Álvaro Santos Pereira

    Christine diz que a decisão de manter as taxas de juro foi “absolutamente unânime”, tendo esta sido a primeira reunião em que participou Álvaro Santos Pereira.

    “Com satisfação digo que houve um debate muito amigável e cortês, no Conselho do BCE, sobre as diferentes leituras que existem sobre a inflação”, afirmou Lagarde, reconhecendo que alguns governadores têm uma visão mais hawkish e outros mais dovish, mais ou menos temerosos face às pressões inflacionistas. “Mas nesta ocasião houve uma unanimidade absoluta para chegar a esta decisão”.

    Um risco que não vimos, ainda, materializar-se, é o risco que resultaria de potenciais dificuldades nas cadeias de abastecimento. Mas estaremos atentos. Outras duas áreas a que se está atento é a evolução do mercado de trabalho e dos salários (versus produtividade)”, afirma Christine Lagarde.

    Esta foi uma das últimas declarações da conferência de imprensa em Florença, que agora terminou.

  • Euro digital? "O dinheiro é um bem público", afirma Christine Lagarde

    No dia em que o BCE anuncia progressos na área do euro digital, Christine Lagarde responde aos críticos dizendo que “o dinheiro é um bem público”.

    “E esse bem público tem sido construído à volta do dinheiro dos bancos centrais, além do dinheiro comercial que é criado pelos bancos”, explica Lagarde, salientando que o “euro digital é apenas a forma digital de uma nota”

    Talvez daqui a 10 anos haja menos notas em circulação, mas os cidadãos vão continuar a ter necessidade de saber que um euro, é um euro, é um euro – tal como uma rosa, uma rosa, uma rosa”, diz Lagarde.

    O euro digital “será mais barato, de fácil utilização e será usado na zona euro, não apenas em alguns países”. Temos de avançar para “uma era digital, em que nem toda a gente irá querer usar notas”.

    BCE avança no “euro digital”, que pode começar a ser emitido a partir de 2029

  • Lagarde diz que o BCE continua "num bom lugar" nas taxas de juro. Mas não é um "lugar fixo"

    Christine Lagarde, repetindo o “mantra” dos últimos meses, diz que o BCE continua “num bom lugar” nas taxas de juro. Essa posição tem sido lida pelos analistas como um sinal de que não está iminente qualquer mexida nos juros.

    Porém, tentando evitar encurralar-se, Lagarde afirma que não é um “lugar fixo” – ou seja, o BCE não exclui que a evolução das perspetivas de inflação possa levar a autoridade monetária a tomar uma decisão diferente daquela que neste momento se prevê.

  • Zona euro cresceu 0,2%. "Podia ser melhor", mas Lagarde não se "queixa" com um crescimento deste nível

    Depois de o Eurostat indicar que a economia da zona euro cresceu 0,2% no terceiro trimestre. “Podia ser melhor“, mas Lagarde diz que “não se queixaria muito” com um crescimento deste nível.

    Portugal foi uma das economias que mais cresceram, com um aumento de 2,4% no terceiro trimestre, em termos homólogos, e 0,8% em cadeia, na primeira leitura anunciada esta quinta-feira pelo INE.

    Economia acelerou e cresceu 2,4% no terceiro trimestre em termos homólogos e 0,8% em cadeia com empurrão do consumo privado

  • Lagarde sinaliza que juros não devem mexer tão cedo. Mas fala numa "incerteza invulgar" na inflação

    Sinalizando que não é provável que as taxas de juro sejam alteradas nos próximos tempos, Christine Lagarde salienta que “os indicadores de inflação subjacente continuam a ser consistentes com a meta da inflação de 2%”.

    Ainda assim, a presidente do BCE diz que as perspetivas em torno da inflação estão numa situação marcada por uma “maior incerteza do que o habitual”. Isto apesar de o acordo tarifário entre os EUA e a Europa e o cessar-fogo em Gaza ter reduzido um pouco os riscos. Lagarde diz que o “ambiente inflacionista continua a ser muito volátil”.

  • Lagarde. Empresas de serviços estão a investir em IA, indústria penalizada por tarifas e euro forte

    Na conferência de imprensa, em Florença, Christine Lagarde faz um retrato da atividade económica dizendo que o setor dos serviços continua a crescer, graças ao turismo e aos serviços digitais. Aí, há indicações de que muitas empresas aceleraram os esforços de modernização tecnológica e integração de Inteligência Artificial (IA).

    Por outro lado, a “indústria tem sido penalizada pelos conflitos comerciais e o euro mais forte”, sendo que “o impacto total das tarifas irá demorar a verificar-se totalmente”.

    Lagarde afirmou, também, que as “famílias estão a poupar “uma proporção invulgarmente elevada” dos seus rendimentos, o que lhes dá margem para gastar no futuro. Por outro lado, o BCE nota que a procura no mercado de trabalho “está a arrefecer”.

    “É vital completar a união do mercado de capitais”, diz Lagarde, referindo-se à pasta de Maria Luís Alburquerque, e “acelerar a adoção do euro digital”.

    BCE avança no “euro digital”, que pode começar a ser emitido a partir de 2029

  • TPI. Banco central lembra que tem programa de compra de dívida soberana pronto a utilizar, caso seja necessário

    Perante a incerteza política que assola, por exemplo, França – o país-natal de Christine Lagarde – o BCE lembra que está pronto a utilizar o programa criado pela autoridade monetária e que, em caso de necessidade, pode intervir nos mercados de dívida com a compra de títulos soberanos de um dado país.

    “O Instrumento de Proteção da Transmissão [TPI, na sigla original] está disponível para contrariar dinâmicas de mercado desordenadas, injustificadas e passíveis de representar uma ameaça grave para a transmissão da política monetária em todos os países da área do euro, permitindo, assim, ao Conselho do BCE cumprir mais eficazmente o seu mandato de estabilidade de preços“, refere o banco central.

    De um modo geral, o Conselho do BCE afirma que “está preparado para ajustar todos os instrumentos ao seu dispor, no âmbito do seu mandato, com vista a assegurar que a inflação estabiliza no seu objetivo de 2% a médio prazo e a preservar o bom funcionamento da transmissão da política monetária”.

  • BCE recusa comprometer-se com mais subidas (ou descidas) da taxa de juro

    Com a taxa de juro dos depósitos em 2%, o BCE recusa comprometer-se com mais subidas (ou descidas) da taxa de juro, nos próximos tempos.

    “O Conselho do BCE está determinado a assegurar que a inflação estabiliza no seu objetivo de 2% a médio prazo” e “irá seguir uma abordagem dependente dos dados, reunião a reunião, para decidir a orientação apropriada da política monetária”.

    As “decisões do Conselho do BCE sobre as taxas de juro irão basear‑se na avaliação das perspetivas de inflação e dos riscos em torno das mesmas – à luz dos dados económicos e financeiros que forem sendo disponibilizados –, bem como da dinâmica da inflação subjacente e da força da transmissão da política monetária”.

    Como vem sendo habitual, nos últimos meses, é dito no comunicado que o “Conselho do BCE não se compromete previamente com uma trajetória de taxas específica“.

  • Economia da zona euro "continua a registar crescimento, apesar da conjuntura mundial difícil"

    O BCE refere, no comunicado que acaba de ser divulgado, que a economia da zona euro “continua a registar crescimento, apesar da conjuntura mundial difícil”.

    Por outro lado, a autoridade monetária destaca a “robustez do mercado de trabalho e “a solidez dos balanços no setor privado [empresas e famílias]”. Além disso, diz-se que “as anteriores reduções das taxas de juro decididas pelo Conselho do BCE continuam a ser importantes fontes de resiliência”

    Este encontro do BCE não inclui a divulgação de projeções económicas atualizadas, mas o banco central salienta que “as perspetivas ainda são incertas, em particular devido à continuação dos conflitos comerciais e das tensões geopolíticas a nível mundial”.

  • BCE mantém taxa de juro inalterada em 2%, nível onde está desde junho

    O BCE confirma que a taxa de juro vai continuar nos 2%, nível onde se tem mantido desde junho.

    A decisão, que vem em linha com o que era esperado pelos analistas, foi tomada na primeira reunião em que participou Álvaro Santos Pereira como representante do Banco de Portugal.

  • No mercado em Florença, Lagarde disse que é preciso garantir que a inflação nos preços dos alimentos continua a abrandar

    A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, disse na terça-feira que é preciso garantir que a inflação – sobretudo nos preços dos alimentos – continua a abrandar, num mercado em Florença, cidade onde se realiza a reunião de política monetária da entidade nesta quarta e quinta-feira.

    Lagarde admitiu que continua a haver um aumento nos preços, mas a um ritmo menor do que há dois anos. Os preços dos alimentos continuam, no entanto, a subir a um ritmo acima dos 2% (a meta estabelecida pelo BCE).

    Christine Lagarde diz que é preciso garantir que a inflação nos preços dos alimentos continua a abrandar

    Segundo as últimas previsões macroeconómicas da entidade, a taxa de inflação global será de 2,1% em 2025, 1,7% em 2026 e 1,9% em 2027, enquanto a subjacente (que exclui energia e alimentos não-processados) será de 2,4% este ano e cairá para 1,9% e 1,8% no próximo exercício e no seguinte.

  • BCE deve manter juros na mesma, na estreia de Santos Pereira

    Bom dia.

    Abrimos este artigo liveblog para lhe dar conta, ao minuto, daquilo que vai, dentro de momentos, ser anunciado pelo BCE – designadamente sobre as taxas de juro – e a conferência de imprensa de Christine Lagarde.

    A reunião do Conselho do BCE desta quinta-feira, que acontece em Florença, é a primeira em que participa Álvaro Santos Pereira como representante do Banco de Portugal. A expectativa é que a taxa de juro dos depósitos, a mais relevante para a política monetária atualmente, seja mantida nos 2% (nível onde está desde junho).

    Muito obrigado por nos acompanhar.

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