Momentos-chave
- Trump "confiante" que a Jordânia e o Egipto vão aceitar refugiados de Gaza
- Israel deverá libertar 183 prisioneiros palestinianos no sábado
- "Chegou a um ponto em que quase não tínhamos comida", contam reféns
- Irão garante que ataque dos EUA a instalações nucleares levaria a "guerra total na região"
- Primo de Assad, e um dos responsáveis pela revolução de 2011, foi detido na Síria
- Negociações para segunda fase do acordo devem começar após reunião entre Netanyahu e Trump
- Refém libertada: "A nossa luta não acabou, e não vou parar de lutar até toda a gente estar em casa"
- Netanyahu ouve candidatos para renovar liderança do exército israelita
- UE começa operação na passagem fronteiriça de Rafah
- Reino Unido, Alemanha e França têm "grande preocupação" sobre proibição israelita da UNRWA
- Israel vai libertar mais 90 prisioneiros no sábado
- Refém israelita que obteve cidadania portuguesa vai ser libertado no sábado
- Hamas entrega nome de mais três reféns (homens) que serão libertados no sábado
- Israel mata dois palestinianos que terão disparado sobre soldados na Cisjordânia
- Guterres exige retirada imediata de 2.500 crianças palestinianas de Gaza, por estarem em risco de vida
- Caças israelitas atacam vários alvos do Hezbollah
Histórico de atualizações
-
Encerramos aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade sobre o conflito no Médio Oriente ao longo de sexta-feira.
Continue a acompanhar-nos nesta nova ligação, por favor.
Muito obrigado!
-
Trump "confiante" que a Jordânia e o Egipto vão aceitar refugiados de Gaza
Donald Trump mantém-se confiante que a Jordânia e o Egipto vão aceitar refugiados palestinianos vindos de Gaza, um apelo que tem lançado desde que voltou a assumir a pasta presidencial dos Estados Unidos da América.
“Ouvi dizer que não o iam fazer, mas eu acho que vão. Sinto-me confiante de que o farão”, afirmou o Presidente norte-americano, citado pelo jornal Haaretz.
-
Israel deverá libertar 183 prisioneiros palestinianos no sábado
O número de prisioneiros palestinianos que vão sair das prisões israelitas passou de 90 para 183, na última atualização avançada pelo gabinete de comunicação dos prisioneiros palestinianos, citado pela Al Jazeera.
Segundo o comunicado, 18 estão a cumprir penas de prisão perpétua, 54 penas “longas” e 111 que foram detidos depois dos ataques do Hamas no dia 7 de outubro de 2023.
-
"Chegou a um ponto em que quase não tínhamos comida", contam reféns
Nas primeiras declarações públicas desde o regresso a Israel, as antigas reféns recordam as condições em cativeiro, dizendo que “chegou a um ponto em que quase não tinham comida”.
“Sentámo-nos todos à volta de um prato de arroz e tentámos dividi-lo igualmente entre nós, até ao último grão. Demos por nós a contar. Uma fome assim não se explica”, contam ao Canal 12.
As reféns acrescentam que o Hamas lhes terá dito que “ninguém estava a lutar por elas”, e que “Benjamin Netanyahu só estava interessado em guerra”. Contam que a esperança apareceu quando conseguiram ouvir uma entrevista a um familiar de outro refém, e aperceberam-se que não tinham sido esquecidas.
Gadi Mozes, um dos reféns libertados esta quinta-feira, conta que esteve detido sozinho durante todo o período em que esteve em Gaza, numa cela de 2 metros quadrados. Terá perdido cerca de 15 kg em cativeiro.
Mozes, porém, afirma ter feito uma promessa aos seus captores: quando a guerra acabar e houver paz, regressa a Gaza para os ensinar a cultivar.
-
Refém admite ter proposto gravação de vídeo para "aumentar pressão sob governo"
Liri Albag, uma das reféns que regressou a Israel no passado fim-de-semana, admite ter proposto ao Hamas a gravação de um vídeo, dando a entender o seu estado de saúde, de modo a “aumentar a pressão pública sob o governo israelita”.
O vídeo foi publicado pelo grupo palestiniano no início de janeiro, pouco tempo antes do acordo ter sido assinado, escreve o The Times of Israel. “Eu disse-lhes que o meu pai era forte e que estava a ser ouvido [em Israel]”, explicou Albag.
No período em que esperava por notícias do acordo, a refém conta que a certa altura, “os terroristas” queriam levá-la para os túneis e disse que se “recusava”. “Não conseguia suportar o silêncio e a solidão”.
-
Irão garante que ataque dos EUA a instalações nucleares levaria a "guerra total na região"
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, garante aos Estados Unidos da América que um ataque às instalações nucleares iranianas resultaria “imediatamente” numa “guerra total na região”.
Em declarações citadas pela Reuters, o chefe da diplomacia diz, também, que seria “um dos maiores erros históricos que os EUA poderiam cometer”.
-
França, Espanha e Itália integram missão na passagem de Rafah
10 agentes espanhóis, sete militares italianos e três polícias franceses foram destacados para a missão da União Europeia focada na monitorização da passagem de Rafah, a zona de fronteira entre Gaza e o Egipto, noticia a Al Jazeera.
-
Primo de Assad, e um dos responsáveis pela revolução de 2011, foi detido na Síria
O primo de Bashar al-Assad e um dos principais responsáveis pela revolução de 2011 que marcou o início da guerra civil na Síria, foi hoje detido pelas autoridades sírias, avança a agência estatal SANA, citada pela Reuters.
Atef Najib foi detido na cidade de Daara, no sul do país, e é uma das figuras mais importantes do antigo conjunto político e de segurança do ex-Presidente.
“Esta medida insere-se no quadro de esforços das autoridades para responsabilizar os autores de violações contra o povo sírio e reforçar a segurança e a estabilidade na região”, afirmou o diretor da segurança de Latakia, citado pela agência.
A organização de monitorização dos direitos humanos na Síria diz que Najib é a figura de mais alto nível a ser detida desde a queda do regime no início de dezembro.
-
Negociações para segunda fase do acordo devem começar após reunião entre Netanyahu e Trump
As negociações para a segunda fase do acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas devem começar depois da reunião entre Donald Trump e Benjamin Netanyahu na próxima semana, avança o jornal Haaretz.
De acordo com o documento assinado, as negociações estão previstas para o 16º dia após a implementação do acordo, ou seja, na próxima segunda-feira. Este diálogo deverá concluir-se na última semana de fevereiro, seguindo os prazos inicialmente estipulados.
Tendo uma reunião agendada na próxima terça-feira com o Presidente dos EUA, o primeiro-ministro israelita deverá estabelecer a agenda a seguir neste novo capítulo de cooperação entre os dois países, com o objetivo de garantir a libertação dos restantes reféns e a cessação do combate na Faixa de Gaza, escreve o jornal israelita.
O que se sabe e o que falta saber sobre o acordo de cessar-fogo em Gaza
-
Menos de 8.000 camiões com ajuda humanitária entraram em Gaza desde cessar-fogo
Menos de 8.000 camiões com ajuda humanitária entraram em Gaza desde o cessar-fogo, noticia a Al Jazeera citando fontes que estão no terreno.
Nos primeiros 11 dias de cessar-fogo, entraram no enclave 7.926 camiões, de acordo com os registos partilhados com o grupo noticioso árabe. Cerca de dois terços dos camiões traziam alimentos, com a quantidade de tendas e produtos médicos a ficar muito aquém daquilo que é necessário, acrescentam as mesmas fontes.
O que também falta é maquinaria pesada e equipamentos que permitam remover destroços de edifícios destruídos pelos bombardeamentos, um trabalho que é importante fazer rapidamente por questões de saúde pública – já que se acredita que haverá cadáveres presos debaixo dos destroços.
-
Refém libertada: "A nossa luta não acabou, e não vou parar de lutar até toda a gente estar em casa"
A antiga refém do Hamas Liri Albag, que foi libertada no sábado passado, voltou às redes sociais para deixar uma mensagem: é preciso continuar a lutar para libertar o resto dos reféns.
No Instagram, Albag agradeceu aos israelitas, dizendo que juntos são fortes, e aos militares e forças de segurança que “sacrificaram as suas vidas e lutaram por nós e pelo país”.
“O meu pesadelo acabou. Consegui finalmente juntar-me à minha família! Mas a nossa luta não acabou, e não vou parar de lutar até toda a gente estar em casa”.
Liri Albag pediu ainda que os israelitas se mantenham “unidos”: “Juntos, nada pode quebrar-nos. A união e esperança que temos assusta os nossos inimigos, impressiona os nossos apoiantes e conforta as nossas pessoas”.
“Uma frase que me acompanhava era: “No fim de cada noite a escuridão desaparece”. E espero que toda a gente possa ver a luz”.
-
Netanyahu ouve candidatos para renovar liderança do exército israelita
Benjamin Netanyahu tem estado, durante esta quinta e sexta-feira, a ouvir os majores-generais Eval Zamir, Amir Baram e Tamir Yadai, candidatos a substituir o atual chefe do exército israelita, Herzl Halevi, escreve o Haaretz.
Halevi decidiu retirar-se no dia 6 de março, interrompendo um mandato que começou no dia 1 de janeiro de 2023 e que deveria durar três anos. O responsável considerou que não poderia manter-se no cargo após as falhas de segurança que permitiram o ataque do Hamas em outubro desse ano, e anunciou que cessaria funções a 6 de março, quando terminasse as investigações sobre. ataque.
Na carta de demissão, Halevi afirmou que as forças armadas, sob o seu comando, “falharam na missão de defender o Estado de Israel”.
-
UE começa operação na passagem fronteiriça de Rafah
A União Europeia começou a sua missão civil para monitorizar a passagem fronteiriça de Rafah, entre o sul da Faixa de Gaza e o Egipto, anunciou a chefe da diplomacia europeia Kaja Kallas.
Europe is here to help: the EU’s civilian border mission deploys today to the Rafah Crossing at the request of the Palestinians and the Israelis.
It will support Palestinian border personnel and allow the transfer of individuals out of Gaza, including those who need medical care pic.twitter.com/vDXVG0T43B
— Kaja Kallas (@kajakallas) January 31, 2025
Segundo Kallas, as autoridades da UE vão “apoiar” elementos da Autoridade Palestiniana na passagem e “permitir a retirada de indivíduos de Gaza, incluindo aqueles que necessitam de assistência médica”. A comissária natural da estónia disse que esta missão pode ter um “papel decisivo” no acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas.
Está acordado entre as partes que, em Rafah, atravessarão diariamente a fronteira 100 pessoas feridas, 50 militantes do Hamas e 50 civis, e outras 100 pessoas por outras questões humanitárias, a maioria dos quais serão estudantes.
-
Reino Unido, Alemanha e França têm "grande preocupação" sobre proibição israelita da UNRWA
Os ministros dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, França e Alemanha afirmam ter uma “grande preocupação” em relação à lei israelita que proíbe instituições do país de interagirem com a UNRWA, a agência para os refugiados palestinianos das Nações Unidas.
“Mais nenhuma entidade ou agência da ONU tem de momento a capacidade ou infraestrutura para substituir o mandato e experiência da UNRWA”, lê-se no comunicado conjunto dos três ministros, citado pelo Haaretz.
“Pedimos ao governo de Israel para cumprir as suas obrigações internacionais e assumir a sua responsabilidade de garantir assistência humanitária e fornecimento de serviços básicos à população civil de forma completa, rápida, segura e sem obstáculos”, concluem.
-
Israel vai libertar mais 90 prisioneiros no sábado
Israel vai libertar mais 90 prisioneiros no próximo sábado, segundo fonte oficial do lado palestiniano que está a ser citada pela agência Reuters.
A libertação coincide com a libertação de mais três reféns israelitas, incluindo um que entretanto obteve cidadania portuguesa.
Entre os 90 palestinianos a ser libertados amanhã, estão nove condenados a penas de prisão perpétua. Os restantes estão a cumprir penas de longa duração.
-
Passagem de Rafah será reaberta hoje a feridos em Gaza
A passagem de Rafah, no extremo sul da Faixa de Gaza, será reaberta hoje e não no domingo, como foi estabelecido no acordo entre Israel e Hamas, para permitir a saída de feridos, segundo a comunicação social israelita.
A reabertura da passagem de Rafah foi divulgada pelo canal público israelita Kan, citando fontes oficiais palestinianas.
Uma fonte do Crescente Vermelho egípcio disse à agência de notícias EFE que a passagem de Rafah [entre Gaza, Egito e Israel] foi reaberta do lado palestiniano, ainda que não tenha havido, até ao momento, “alguma entrada ou saída” do enclave. A organização acrescentou que pelo menos 50 feridos podem sair do enclave hoje, embora não tenha adiantado mais detalhes.
-
Refém israelita que obteve cidadania portuguesa vai ser libertado no sábado
Um dos três reféns que vão ser libertados no sábado é o israelita que obteve cidadania portuguesa enquanto esteve no cativeiro.
Da lista entregue hoje a Israel consta o nome de Ofer Kalderon, de 54 anos, um cidadão israelita que em 2023 requereu a nacionalidade portuguesa ao abrigo da legislação que permite a naturalização dos descendentes de judeus sefarditas (expulsos de Portugal no século XV).
O Governo português acelerou o processo de naturalização de Ofer Calderon na esperança de o refém poder ser libertado ao abrigo de um eventual acordo para a libertação de reféns com dupla nacionalidade.
Calderon foi raptado em 7 de outubro de 2023 pelo Hamas juntamente com dois dos seus filhos menores (Sahar, de 16 anos, e Erez, de 12) no ataque do grupo terrorista ao kibutz Nir Oz, que resultou na morte de mais de 100 pessoas.
Os filhos seriam libertados em novembro desse ano no âmbito de uma primeira trégua negociada pelo Qatar e pelos EUA, mas Ofer manteve-se na Faixa de Gaza.
Além de Kalderon, também (o norte-americano) Keith Siegel e Yarden Bibas serão libertados neste próximo sábado.
-
Hamas entrega nome de mais três reféns (homens) que serão libertados no sábado
O Hamas entregou a Israel o nome de mais três reféns (homens) que serão libertados no sábado, avançou a organização palestiniana e confirmaram, entretanto, as autoridades israelitas.
As autoridades israelitas estão a pedir aos jornais locais para não noticiarem os nomes dos reféns até que a sua identidade seja confirmada e as famílias sejam notificadas.
-
Israel mata dois palestinianos que terão disparado sobre soldados na Cisjordânia
As Forças de Defesa de Israel (IDF) dizem ter matado os dois palestinianos que, horas antes, terão disparado sobre soldados israelitas em Jenin, na Cisjordânia. Esse primeiro incidente tinha resultado na morte de um soldado (e mais cinco ficaram feridos), mas os suspeitos fugiram do local.
De acordo com a informação oficial divulgada esta manhã pelas forças armadas israelitas, esses dois homens que terão iniciado o tiroteio num campo de refugiados de Jenin abandonaram o local mas acabaram por ser localizados num outro edifício que foi cercado pelos militares israelitas. Deu-se, então, um novo tiroteio que, desta vez, eliminou os dois homens palestinianos e não causou qualquer vítima entre os soldados israelitas.
-
Guterres exige retirada imediata de 2.500 crianças palestinianas de Gaza, por estarem em risco de vida
O secretário-geral da ONU, António Guterres, exigiu a retirada imediata de 2.500 crianças palestinianas de Gaza, por estarem em risco de vida.
O repto foi lançado depois de Guterres se ter encontrado com quatro médicos norte-americanos, voluntários no enclave. Esses médicos disseram a Guterres que há cerca de 2.500 crianças que estão a necessitar de tratamento médico urgente – em alguns casos para solucionar problemas simples mas que podem ameaçar-lhes a vida.
“Daqueles 2.500 miúdos, a larga maioria só precisa de intervenções simples”, afirmou uma médica californiana que esteve em Gaza, dando como exemplo uma criança de três anos que sofreu queimaduras num braço que já sararam mas a cicatriz está a impedir o fluxo sanguíneo, o que pode levar a que tenha de ser amputado.