Momentos-chave
- Catarina Martins: “Seguro colaborou sempre com a estratégia de degradação de SNS”
- António Filipe critica "campeonato da moderação" e volta a visar Seguro. "Esquerda fica com a fama e direita fica com o proveito"
- Seguro sobe a fasquia: "Não chega passar à segunda volta, temos de passar à segunda volta em primeiro lugar"
- Cotrim sobre ataques: “Não vale tudo. Se estão desesperados trabalhem mais e melhor”
- Cotrim: “Marques Mendes já está fora da corrida”
- Tracking poll. Seguro mantém liderança e afasta-se de Cotrim
- Mendes contra Cotrim: "Imagine-se ter na Presidência alguém que não sabe onde é que tem a cabeça"
- Sondagem. Ventura e Seguro lideram intenções de voto
- Miranda Sarmento pede a eleitores da AD que não caiam em "cantos de sereia"
- Luís Campos Ferreira desvaloriza sondagens e pede atenção às últimas 72 horas de campanha. "Estamos todos a precisar de um abanão"
- "O problema são os outros submarinos", diz Seguro a apontar aos "extremismos", agora em Setúbal
- Ventura apela ao voto e diz que se sondagens falam em vitória é porque vai ser "tareia monumental"
- Ventura atira a Cotrim: "João, este país não é para quem não está bem da cabeça"
- Desinformação associada às Presidenciais atinge mais de 7,7 milhões de visualizações. Ventura concentra 85,7% dos casos
- Líder da CGTP: "Não vamos permitir que o Governo passe pelos pingos da chuva"
- "Mostrei ao que venho". António Filipe reitera que está do lado dos trabalhadores e que dia 18 será um "momento de luta"
- "Estás bom, António?", Catarina Martins e António Filipe encontram-se na manifestação da CGTP
- Diretor de campanha de Cotrim sugere "campanha negativa" de Mendes
- Mendes critica "falso arrependimento" de Cotrim: "Na Presidência não pode haver imaturidade e precipitação"
- Mulher de Mendes discursa: "Todos os dias me consegues surpreender"
- Miguel Albuquerque classifica campanha eleitoral como “demasiado medíocre”
- Cotrim vira-se para Montenegro sobre as percepções na saúde: “Temos de ser mais exigentes, não tentar enganar as pessoas”
- Pureza junta-se à manifestação da CGTP: "Só movimento muito forte pode opor-se à aprovação de conjunto de leis que eternizam a precariedade"
- Pedro Reis: Mendes tem "cromossoma" da estabilidade e é melhor para a economia
- Mendes pede "maior sensibilidade" à ministra da Saúde. "Quando morrem pessoas é obrigatório ter uma palavra"
- Mendes diz que Cotrim "se associou ao Chega" e pede voto dos seus "desiludidos"
- Ventura divulga lista de donativos e diz que só recebeu 675 euros
- Seguro contraria Montenegro: "Situação na saúde é mesmo real" e precisa de "contacto direto"
- Ventura avisa Cotrim que esta eleição não é para o "condomínio da casa dele". E recusa fazer da acusação de assédio assunto de campanha
- Jorge Pinto recusa comentar acusação de assédio, mas alerta: "Não façamos de uma potencial vítima uma culpada"
- Ventura acusa Montenegro de ser "o maior sem noção do país" por dizer que "não há caos na Saúde"
- Líder do PAN anuncia apoio a Seguro? "Não preciso de Sousa Real", responde Jorge Pinto
- Mariana Leitão ligou a Cotrim e disse que não assinava a carta por ser a presidente da IL
- Cotrim e as declarações sobre Ventura: ”Não consigo explicar o que é que me passou pela cabeça”
- João Ferreira junta-se a António Filipe em arruada por Queluz. "É o candidato que conhece melhor a Constituição"
- Cotrim pede ao advogado para avançar antes do fim da campanha com a queixa por difamação contra a ex-assessora que o acusa de assédio
- Inês de Sousa Real declara apoio a António José Seguro
- Emigrantes podem ter de votar na segunda volta com boletins da primeira
- Candidatos a Belém aproximam-se de Lisboa no 10.º dia de campanha
Histórico de atualizações
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Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a atualidade política nacional ao longo do dia de ontem, terça-feira.
Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!
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Gouveia e Melo diz que acredita na "social-democracia antiga do Norte da Europa"
Henrique Gouveia e Melo disse esta terça-feira à noite, num jantar com apoiantes na Terrugem, em Sintra, que “naturalmente” acredita na “social-democracia antiga que foi praticada no Norte da Europa e que desenvolveu no Norte da Europa uma economia competitiva, altamente ecológica, mas também um povo com elevada coesão social em que ninguém fica para trás.”
Voltando a falar da sua vertente militar, Gouveia e Melo explica que “como ex-comandante do submarino e do navio de superfície, era incapaz de conceber partir para um destino próprio, deixando um quarto, ou dez por cento, da minha tripulação, para trás. É isso que alguns arautos do desenvolvimento vêm dizer.”
Gouveia e Melo repete que não é “neoliberal”, mas “liberal de uma economia que ajuda a população.” Isto, explica, “porque no fim, no fim, no fim, a economia somos todos nós, somos as pessoas, e são as pessoas que fazem a economia.”
Gouveia e Melo diz que está na eleição “para fazer diferente.dos últimos 20 anos.” O almirante diz que “o sistema político não está a acolher os melhores. Não está a captar os melhores. E isso é mau para a própria democracia. Porquê? Porque depois resultam soluções populistas que prometem também facilidades e os portugueses já não sabem distinguir entre as promessas do que são facilidades irrealizáveis e verdadeiramente um caminho para saírem da situação em que estão.“
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Seara defende Gouveia e Melo por oposição aos que concorrem pelo "ego" e elogia "liderança" demonstrada no NRP Mondego
O antigo presidente da câmara de Sintra, Fernando Seara, participou esta terça-feira à noite num jantar com apoiantes na Terrugem, para defender que Gouveia e Melo “é o candidato do sentido da responsabilidade”, por oposição “a outros, que não identificarei, porque não importa identificar, que têm ou a defesa do ego” e dos “interesses pessoais”.
Fernando Seara diz ainda que Gouveia e Melo “é um exemplo de verdade e a verdade conquista-se”. O antigo autarca destaca que Gouveia e Melo “sabe quais são os poderes presidenciais. Tantos outros ignoram os poderes presidenciais. Uns acham os poderes presidenciais suficientemente mínimos e outros suficientemente máximos.”
Seara lembrou ainda como um bom exemplo de “liderança” — admitindo que o almirante podia “não gostar” a posição que Gouveia e Melo teve no NRP Mondego “porque a liderança é a autoridade democrática e a autoridade democrática tem de ser controlada.
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Catarina Martins: “Seguro colaborou sempre com a estratégia de degradação de SNS”
Catarina Martins começou o seu discurso por lembrar que tiveram de passar 30 anos desde a candidatura de Maria de Lourdes Pintassilgo à Presidência para haver uma segunda mulher a fazê-lo. “Obrigado Marisa”, diz para a primeira fila do Teatro Cerca de São Bernardo, em Coimbra.
Lembrou também que há 51 anos que o movimento de libertação das mulheres fez uma manifestação do Parque Eduardo VII em que foram assediadas por homens de vários partidos. A candidata disse que a igualdade na democracia é uma luta que ainda está por vencer e também se apresenta às presidenciais porque “não pode aceitar um único recuo” a esse nível.
Catarina Martins continuou dizendo que a campanha presidencial “é sobre as questões de regime” e acusou o Governo de ter empurrado o debate com a CGTP para “ver se dava um jeitinho” aos candidatos da direita e do centro. “Não deixamos que a campanha presidencial seja sobre o vazio, tem de ser sobre o concreto”, defendeu.
Portanto, focou o seu discurso na saúde e chamou à atenção para o recente estudo da Universidade de Lisboa que diz que a população pobre tem menos probabilidade de ter um médico de família apesar prevalência de doenças . “Quem não tem médico de família não sabe para onde se virar.”
“O Governo sabota o SNS e é preciso dizê-lo com todas as letras porque é bom saber o combate que temos pela frente.” A candidata assinalou que foi na sala de teatro deste comício que António Arnaut e José Semedo apresentaram uma proposta para uma nova lei de bases da saúde “quando já estavam ambos doentes”. Esse é um real exemplo de “cruzar as fronteiras partidárias”, ao contrário de o “pacto para a saúde sem nada, que não significa nada” proposto pelo candidato do PS.
“Seguro colaborou sempre com a estratégia de degradação de SNS”, continuou. Assim, Catarina Martins assumiu representar o voto que cuida do SNS contra os seus destruidores. Por fim, critica os restantes candidatos presidenciais, havendo uns “que um dia dizem uma coisa e no outro o seu contrário”, outros que “não sabem o que lhes passa pela cabeça” e ainda os que “ficam calados”.
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Marisa Matias lembra currículo de Catarina durante a geringonça: “Quando a Catarina ganhou, ganharam as pessoas”
Marisa Matias discursou esta noite num comício de Catarina Martins, em Coimbra, onde elegeu a mais importante característica da candidata apoiada pelo BE: “É profundamente livre”.
“Não tem interesses escondidos, não tem dívidas para empresas, para partidos, quando muito pode haver partidos com dívidas para a Catarina”, disse Maria Matias, que, por sua vez, concorreu duas a duas presidenciais. Continuou o rol de elogios: Catarina “é uma mulher assumidamente de esquerda”, “recusa ser cúmplice dos poderosos”, “não faz vista grossa aos mais pobres” e “está nesta eleição para unir o país e não para discutir diferenças imaginárias”.
Além disso, Marisa Matias acredita que a ex-líder do BE é também a única candidata presidencial que dá as “garantias” necessárias para ocupar o cargo e lembrou os tempos da geringonça: “Quando a Catarina ganhou, ganharam as pessoas”. Por fim, deixou um agradecimento à eurodeputada: “Por nos deixares a única oportunidade útil nesta campanha que é o voto por convicção.”
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António Filipe critica "campeonato da moderação" e volta a visar Seguro. "Esquerda fica com a fama e direita fica com o proveito"
De passagem pela Amora, esta terça-feira, António Filipe abordou pela primeira vez as declarações de João Cotrim Figueiredo, que assumiu no dia anterior que tem visto um André Ventura diferente ultimamente. O comunista ironizou com as palavras do liberal, aproveitando para atingir outros adversários na corrida a Belém que têm declarado a própria moderação política.
“Nós temos visto agora que há uma espécie de campeonato da moderação. Vemos os candidatos, todos querem ser moderados. Há até uns candidatos a dizer que os candidatos de extrema direita até parecem moderados. (…) Mas eu quero dizer que isso da moderação é uma outra forma de dizer que querem deixar tudo na mesma, ou para pior”.
“Não precisamos disso”, declarou António Filipe, voltando a sublinhar que o que é necessário é resolver os problemas do país. Foi mais longe, e rejeitou os “cantos de sereia” dos adversários. “Isto não vai lá com apelos à moderação. Vai lá com políticas de esquerda. E para enfrentar o peso que a direita tem hoje na vida política nacional, é preciso uma perspectiva de esquerda”.
Nesse sentido, e voltando a visar António José Seguro — o candidato “que nem de esquerda se assume” — Filipe alertou para o risco de eleger um candidato que alinha com as políticas da direita. “Fazer de conta que se é de esquerda e pactuar com políticas de direita só beneficia a direita e a extrema-direita. Porque se alguém, afirmando-se de esquerda ou em nome da esquerda, faz políticas de direita, a esquerda fica com a fama e a direita fica com o proveito”.
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Seguro sobe a fasquia: "Não chega passar à segunda volta, temos de passar à segunda volta em primeiro lugar"
Num comício no Barreiro, esta noite, o candidato António José Seguro disse estar “animado pelas sondagens” e fez destas eleições uma batalha dele contra André Ventura, subindo a fasquia: “Não chega passar à segunda volta, temos de passar à segunda volta em primeiro lugar”.
VASCO COELHO/OBSERVADOR
E Seguro explicou as suas razões para este pedido: “Não podemos permitir que o candidato do extremismo e do radicalismo possa passar em primeiro lugar.”
Para o socialista, este “não é o dever apenas de um campo político, mas de todos os democratas, todos os moderados e dos que querem continuar a viver em democarcia e em liberdade”.
No auditório da Escola Superior de Tecnologia, o socialista tinha começado a intervenção por agradecer o apoio dos cantores Agir e Milhanas, presentes no comício, e de todos os independentes. Mas, depois de dias a fio sem grande gáudio com o apoio socialista (que se tem mostrado no terreno), o antigo líder do partido fez questão de dizer que é “bom” receber o apoio do PS que “não contamina esta candidatura, porque ela será sempre suprapartidária.” Neste momento também referiu os apoios dos deputados únicos do JPP e do PAN.
VASCO COELHO/OBSERVADOR
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Seguro recebe apoio de Agir que canta num comício: "Os atros parece que se estão a alinhar"
O cantor Agir apareceu esta noite num comício de António José Seguro no Barreiro. No auditório da Escola Superior de Tecnologia, o artista começou por fazer uma introdução à atuação para expressar o seu apoio ao candidato.
VASCO COELHO/OBSERVADOR
“Temos campanha cinzentas, temos campanhas que não interessam a ninguém e temos campanha que, mesmo mascaradas com modernidade, são mais do mesmo disse antes de dizer que a campanha de Seguro é “de confiança”.
“Precisamos de alguém a quem olhar nos olhos e entregar o futuro dos nossos filhos”, declarou por fim num apoio a Seguro. Interpretou, com a cantora Milhanas (que também apoia o candidato), o tema “Constelações”: “Porque parece que os astros se estão a alinhar” — disse numa referência às últimas sondagens que dão Seguro bem posicionado para passar à segunda volta.
VASCO COELHO/OBSERVADOR
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António Filipe desvaloriza novas sondagens. "Não ando na vida política de calculadora"
As sondagens continuam desanimadores para a candidatura de António Filipe. No estudo da Universidade Católica publicado esta noite pela RTP, o candidato aparece com 2% das intenções de voto, e na Tracking Poll da TVI/CNN Portugal fica-se pelos 1,5%.
Numa reação aos jornalistas, antes do início duma sessão pública no Seixal, o comunista garantiu continuar de consciência tranquila. “Não ando na vida política de calculadora na mão, não faço cálculos relativamente a eventuais resultados. Isso deixo aos comentadores. E, naturalmente, em função daquilo que for o resultado, o veredito popular é sempre para aceitar e eu continuarei com a minha intervenção política tal como venho feito até aqui”.
“Creio que tenho feito uma campanha afirmativa”, afirmou também. “As iniciativas que tenho vindo a realizar têm demonstrado uma grande adesão à minha candidatura. A campanha está a correr bem, mas vamos esperar pelo resultado”, referiu, voltando a frisar que os únicos números que interessam são os que saiam da noite de dia 18 de janeiro.
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Gouveia e Melo aponta erros às sondagens e acredita que André Ventura devido "à taxa de rejeição" nunca ganhará na segunda volta
Henrique Gouveia e Melo disse à chegada a um jantar comício na Terrugem, em Sintra, que as sondagens não o”desanimam nada, até porque, destaca, tem “constatado, no contacto com a população, uma grande adesão à candidatura.”
O almirante diz que a sondagem “reflete já uma semana para trás”, além disso, regista “ainda tem uma grande dose de indecisos e se olharem para a ficha técnica da sondagem, mais de 50% das pessoas dizem que podem mudar de opinião.” Ou seja: “Há muita coisa que está em jogo neste momento.”
Gouveia e Melo pede “a todos os portugueses que votem em consciência” e que vão votar se o apoiam por se o fazem é porque “querem uma mudança dentro do que é a moderação, o equilíbrio, mas uma mudança e exigência.”
Gouveia e Melo diz que está “mesmo muito confiante” e que “a verdadeira sondagem, a única” em que vai acreditar “é a sondagem da votação”, porque senão fazíamos votações por sondagem e estava resolvido o problema da democracia.
O candidato diz que “no passado recente, as sondagens não conseguiram medir a realidade e, portanto, não vou tirar nenhuma conclusão”. Gouveia e Melo diz ainda que “há 15% de indecisos, que é muito para esta fase ainda. Os dados mudaram entre a semana passada e esta semana.”
O almirante disse ainda que se António José Seguro passasse a segunda volta significaria que “uma pessoa que não está preparada para os tempos que aí vêm, tinha ganho a confiança dos portugueses, porque seria ele necessariamente o Presidente da República e depois os portugueses viverão com essa decisão.”
Isto porque, acredita Gouveia e Melo, “não seria o doutor André Aventura, face à taxa de rejeição que tem, a ganhar as eleições.”
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
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Cotrim sobre ataques: “Não vale tudo. Se estão desesperados trabalhem mais e melhor”
João Cotrim de Figueiredo fez duas referências no discurso desta noite aos momentos complicados que a sua candidatura tem atravessado: “Estes últimos dias não foram fáceis, não escondo. Mas os que julgam que me desmoralizam com estes ataques vis enganam-se. Aqui estou para lutar, inteiro”.
Mais à frente, afirmou: “Sabemos que estamos a crescer quando somos o alvo de todos os ataques. Mas não vale tudo. Se estão desesperados trabalhem mais e melhor”.
O candidato agradeceu as “centenas de mensagens” de solidariedade que tem recebido desde que se soube que uma ex-assessora da IL o tinha acusado de a assediar. “Agora já não nos conseguem parar”.
Antes de João Cotrim de Figueiredo, discursou Nuno Freitas, ex-deputado do PSD, que manifestou o desejo de que Cotrim de Figueiredo possa disputar a segunda volta contra António José Seguro.
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Cotrim: “Marques Mendes já está fora da corrida”
João Cotrim de Figueiredo disse esta noite no seu discurso em Coimbra que “Marques Mendes já está fora da corrida”, numa alusão à sondagem da RTP, que dá o ex-comentador em 5º lugar. “A sondagem da CNN já o indicava, esta da Universidade Católica com 1700 respondentes confirma de vez”.
O candidato Liberal aproveitou a sondagem para fazer um apelo ao voto útil: “Com Marques Mendes sem hipótese, a nossa candidatura é a única para mudar Portugal. Quem não quer Ventura ou Seguro só pode votar na nossa candidatura. O voto em Marques Mendes ou Gouveia e Melo já não conta. O voto em Ventura garante que Seguro é eleito. O voto útil para o futuro de Portugal é Cotrim.”
João Cotrim de Figueiredo falava perante mais de 200 apoiantes no restaurante República da Saudade, em Coimbra.
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Tracking poll. Seguro mantém liderança e afasta-se de Cotrim
António José Seguro regista 23,9% das intenções de voto e mantém, pelo terceiro dia consecutivo, o primeiro lugar da sondagem disponibilizada esta terça-feira pela Pitagórica para a TVI, CNN Portugal, TSF e JN. Em segundo lugar, mas em descida, surge João Cotrim de Figueiredo, com 20,8%. Seguem-se André Ventura, com 20,5%, Henrique Gouveia e Melo, com 15,2%, e Luís Marques Mendes, com 13,2%.
Mais atrás seguem Catarina Martins, com 2,5% das intenções de voto inquiridas, António Filipe, com 1,4%, Jorge Pinto, com 1,3%, e Manuel João Vieira, com 1%.
Não só João Cotrim de Figueiredo desceu (de 21,1% para 20,8%) nas intenções de voto, como António José Seguro subiu (de 22,9% para 23,9%). Isto permite ao candidato a Belém apoiado pelo PS uma distância de 3,1 pontos percentuais face ao segundo lugar na intenções de voto deste inquérito e 3,4 pontos percentuais para o terceiro. Ainda assim, Seguro, Cotrim e Ventura encontram-se em empate técnico, deixando de fora desse cenário Henrique Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes, que continuam em queda.
- António José Seguro – 23,9%
- João Cotrim de Figueiredo – 20,8%
- André Ventura – 20,5%
- Henrique Gouveia e Melo – 15,2%
- Luís Marques Mendes – 13,2%
- Catarina Martins – 2,5%
- António Filipe – 1,4%
- Jorge Pinto – 1,3%
- Manuel João Vieira – 1%
Para os resultados conhecidos esta terça-feira, foi recolhida uma amostra de 608 entrevistas durante os dias 10, 11 e 12 de janeiro de 2026, com um grau de confiança de 95,5%, o que corresponde a uma margem de erro máxima de ±4,06%.
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Mendes contra Cotrim: "Imagine-se ter na Presidência alguém que não sabe onde é que tem a cabeça"
Marques Mendes fala agora em Ansião e diz que há três ingredientes essenciais para um bom PR: “Estabilidade, previsibilidade e ambição”. É importante que o Presidente seja alguém que as pessoas “conhecem bem” e na qual têm confiança, defende, não sendo “surpreendidos” por ele.
Volta a pegar no exemplo de Cotrim e na sua “associação ao Chega”. “Hoje veio dizer que não sabia onde é que tinha a cabeça quando fez a declaração. Eu gosto de fazer uma campanha pela positiva, mas tenho de fazer uma chamada de atenção: ele está a dizer que é um exemplo de imaturidade e precipitação”.
“Imagine-se uma crise política. Imagine-se um conflito do Governo com o Parlamento, um veto político numa lei muito delicada. E imagine-se ter na Presidência alguém que não sabe onde é que tem a cabeça”, dispara.
Outra das suas causas essenciais é a defesa da estabilidade, algo que “une os portugueses” e que ajuda ao crescimento económico. Todos os seus adversários, diz, todos têm hesitações sobre a estabilidade. Insiste que não é tempo, com um mundo perigoso, de ter em Belém alguém que não seja experiente e qualificado.
Depois, o pilar da ambição: a estabilidade serve para promover mudanças, garante. “Vamos apostar na mudança, em tirar assuntos da gaveta”. É preciso pôr o país a criar riqueza e a distribuir com mais justiça social (há “algumas candidaturas” que não pensam nesta segunda parte, avisa).
Pede que se deixem de lado os “profetas da desgraça” que acham que Portugal é um país pequeno, pedindo “serenidade na ambição”. Pede uma grande concentração de votos ao centro, que não se façam “experiências” na primeira volta. “Se houver uma grande dispersão de votos isso favorece o radicalismo e o experimentalismo”.
“Alguns respondem que sou favorito para Presidente, mas só ganho se passar à segunda volta”, avisa. Garante que está todos os dias mais motivado pela receção junto “do povo” e pede “ajuda” para explicar a mensagem nos dias finais — “ainda há muitos indecisos e que admitem trocar de voto”.
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Sondagem. Ventura e Seguro lideram intenções de voto
De acordo com a sondagem da Universidade Católica divulgada pela RTP esta terça-feira, André Ventura lidera as intenções de voto com 24%. António José Seguro surge em segundo lugar com 23%.
João Cotrim de Figueiredo regista 19% das intenções de voto. Mais distantes estão Henrique Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes, ambos com 14%.
À esquerda, Catarina Martins e António Filipe registam ambos 2%, Jorge Pinto tem 1,5%.
Esta mesma sondagem mostra ainda que há ainda 15% de eleitores indecisos.
- André Ventura – 24%
- António José Seguro – 23%
- João Cotrim de Figueiredo – 19%
- Henrique Gouveia e Melo – 14%
- Luís Marques Mendes – 14%
- Catarina Martins – 2%
- António Filipe – 2%
- Jorge Pinto – 1,5%
Este inquérito foi realizado pelo CESOP–Universidade Católica Portuguesa para a RTP, Antena 1 e Público entre os dias 6 e 9 de janeiro de 2026. Como tal, não mede o impacto das polémicas em que se viu envolvido João Cotrim Figueiredo. Apesar de tudo, esta sondagem vem confirmar a tendência já verifica da tracking poll da TVI/CNN.
Foram contactadas 4684 e obtidos 1770 inquéritos válidos. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 1770 inquiridos é de 2,2%, com um nível de confiança de 95%.
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Miranda Sarmento pede a eleitores da AD que não caiam em "cantos de sereia"
Joaquim Miranda Sarmento discursa agora no comício de Luís Marques Mendes, dizendo que é o único candidato com este nível de experiência, preparação e competência.
Estas eleições, frisa, encerram um ciclo político de “demasiadas eleições”. O país pode estar agora três anos e meio sem eleições, em tempo de estabilidade, quando o mundo está cada vez mais instável. “Portugal é hoje um exemplo de estabilidade” económica e orçamental, argumenta.
“Sem estabilidade não será possível fazer as mudanças, as reformas, políticas que permitam a cada português viver melhor”. É Mendes que pode assegurar essa estabilidade. Deve, diz, desenganar-se quem acha que se podem ocupar cargos políticos desta relevância sem experiência.
“Quando olhamos para os que podem passar à segunda volta, quem é que tem experiência? Quem serviu o país nesses anos todos? Só Marques Mendes”. Além disso, é preciso um Presidente com bom senso, moderação e capacidade de criar diálogo — e os candidatos sobretudo da área não socialista não têm isso. “As grandes mudanças do país sempre se fizeram com compromissos”.
“Só Mendes dará ao país moderação e bom senso”, insiste, embora haja “cantos de sereia” que atraem o eleitorado da AD, “moderado, não socialista, no centro-direita”. Mas isso tem um risco “enorme”: quem não votar em Mendes, querendo eleger um candidato de centro, arrisca-se a ter ou uma escolha entre dois candidatos populistas ou um candidato muito “simpático, trendy, bom nas redes sociais e a fazer o pino” (Cotrim) mas que irá entregar a vitória a um socialista (Seguro).
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O caso de “bromance” entre Ventura e Marques Mendes
Em altura de campanha não há como perceber se Marques Mendes e Ventura se amam ou se odeiam. Seguro fez-se de morto a campanha toda e decidiu acordar no fim da corrida?
Ouça aqui o episódio na íntegra.
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Luís Campos Ferreira desvaloriza sondagens e pede atenção às últimas 72 horas de campanha. "Estamos todos a precisar de um abanão"
O social democrata Luís Campos Ferreira discursa agora num comício de Marques Mendes em Ansião. Como não há “temas tabu”, fala em sondagens “sem medo”. “As sondagens têm falhado. É essa a história das sondagens em Portugal e em toda a Europa. Não são humanas mas também falham, e temos tido inúmeros exemplos”, avisa.
“As sondagens tentam prever, mas é a democracia que decide. E a nossa não é uma campanha para ganhar sondagens, mas para ser levada a sério”, defende. O cargo é para ser exercido com dignidade, credibilidade, bom senso e preparação, argumenta.
Diz que infelizmente a campanha tem sido muito conduzida por “coisas ridículas” como a “novela das sondagens”. “É assim que queremos eleger um Presidente? Pelo critério de quem subiu hoje e quem desceu amanhã? Se for assim vamos ter até ao dia das eleições sondagens para todos os gostos”.
Diz que o candidato se preparou, não caiu do céu, não faz uma campanha a mostrar destreza física ou dotes de beleza — “e tem razão, porque não estamos numa campanha para mister mundo ou os jogos olímpicos”, avisa. O que está em causa é a capacidade do mais alto magistrado criar equilíbrios e não criar crises. E é nessa campanha que “temos de insistir”, pede, desde em conversas com amigos e famílias ao local de trabalho.
“Acho que todos estamos a precisar de um abanão. Se perguntarmos aos portugueses quem é o mais bem preparado, a grande maioria responde Marques Mendes”, atira. Por isso, todas as sondagens dizem uma coisa: as pessoas acham que vai à segunda volta, “independentemente do estado de alma de quem responde em determinado momento”.
No café, um cidadão anónimo dizia-lhe que as sondagens diziam ser proibidas em tempo de eleições. “Se calhar na AR deviam olhar para isto mais a sério. Acho que tem razão”. Se a campanha for conduzida assim, é uma “completa irresponsabilidade” e o novo Presidente será alguém impreparado.
“As últimas 72 horas são decisivas”, argumenta. Lembra que já trabalhou com sondagens e sabe disso mesmo. “Valem tudo. Valem mais do que muito. É isso que nos tira de casa”. Agradece a Mendes os “sacrifícios” e a “paciência” com que lida com calúnias. “Quantos políticos conhecem tão bem o país como Mendes, que não é político há 18 anos? Digam-me um!”. Remata dizendo que as contas se fazem no fim do jogo — “prognósticos só no fim do jogo”.
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"O problema são os outros submarinos", diz Seguro a apontar aos "extremismos", agora em Setúbal
No centro de Setúbal eram poucas as pessoas na rua ao final da tarde e António José Seguro teve de entrar nas lojas para entregar panfletos e cumprimentos. Neste porta a porta leva uma mensagem contra Chega e IL e não desmobiliza nem quando encontra quem lhe fala do afundanço do “submarino”.
VASCO COELHO/OBSERVADOR
“O submarino é capaz de ir ao fundo”, diz-lhe um popular no final do contacto com a população, na Praça do Bocage, numa referência a Gouveia e Melo. “Está bem”, respondeu Seguro: “Mas o problema são os outros submarinos, imagine que só passam dois candidatos da direita à segunda volta”.
O candidato tenta colher o voto já à primeira volta, com receio de poder não chegar até à segunda. Diz que neste momento “já não há um problema de esquerda ou direita, mas da democracia e de quem a quer atacar.”
Pelas ruas, a cada declaração aos jornalistas, vai afirmando “chega de extremismos”. Recusa também “entrar na lama de um debate desprestigiante da vida pública do nosso país” e fala na necessidade de um Presidente “íntegro, que respeite a Constituição e focado em encontra soluções.”
Não esquece ainda outra linha que lhe tem ocupado o espírito nos dois últimos dias, quando avisa que “as sondagens não ganham eleições”, receoso que os estudos de opinião favoráveis à sua candidatura possam acabar por ter um efeito negativo, desmobilizando o voto.
VASCO COELHO/OBSERVADOR
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Ventura apela ao voto e diz que se sondagens falam em vitória é porque vai ser "tareia monumental"
Em frente ao Castelo de Guimarães, Ventura aposta forte no apelo ao voto e dedica-se a diferenciar imigração de emigração num “momento em que o país é tão afetado, tão destruído, tão dilacerado”.
O candidato a Belém diz que os que vieram, leia-se imigrantes, “não mandam abaixo a nacionalidade” portuguesa e jura: “Somos a única candidatura que não medo de dizer patriotas, que amamos este país, que a bandeira é o que nos move e que não aceitaremos que nenhuma outra as substitua.”
E vira-se agora para os emigrantes — depois de ter vencido no estrangeiro nas últimas legislativas — para sugerir que Portugal devia ser “um país rico, que conseguisse dar aos seus, que conseguisse fixar cá os seus jovens e não vê-los a sair todos os dias para irem para a Suíça, para o Luxemburgo, para a França”.
“Não queremos mais jovens portugueses fora do país. Eu quero ir buscar cada um desses jovens portugueses, cada um para regressarem aqui à nossa pátria. Cada um deles. O meu mandato não vai estar completo enquanto eu não for buscar todos”, garante o presidente do Chega.
No mesmo sentido, questiona: “Que sentido faz continuarmos a ser um país cheio de imigração, dos países do indostão e os nossos próprios estarem a ir para fora, [os] que cá estudaram, que aqui estiveram nas nossas universidades, e em vez de nos darem riqueza a nós, vão dar riqueza a outros países da Europa?”
Do “berço” para a “cabeça” do João. André Ventura quer um “terramoto”
Ouça aqui a reportagem da Rádio Observador em Guimarães
No pontapé de saída para os “últimos dias”, Ventura faz um forte apelo ao voto, agora que, ao contrário do que tem acontecido, as sondagens o colocam nos primeiros lugares. “Não podem ser só as sondagens a colocarem-nos em primeiro lugar, temos de ganhar. Nunca fomos de ganhar nas sondagens, se nos põem a ganhar é porque estamos a dar uma tareia monumental. Mas este país não se fez com sondagens, fez-se a acreditar que podíamos mudar”, afirma, pedindo que “ninguém se condicione por boas sondagens”. “Nada está ganho”, resume.
“Essa mudança de um país que está a acordar tem de ser incentivada. Têm de ir votar e levar os outros a votar.”