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Nada melhor do que começar em Guimarães os últimos dias para a grande vitória eleitoral do próximo domingo. Vamos vencer a primeira volta das eleições presidenciais.
Confiante na vitória, André Ventura diz que vai vencer, mas avisa que ainda não ganhou.
Este país não se fez com sondagens e por isso eu tenho que vos apelar a todos. Tal como vos dizia no passado, não se deixem condicionar por más sondagens, agora não se deixem condicionar pelas boas. Nada está ganho até ganharmos.
Perante cerca de uma centena de apoiantes que agitaram bandeiras entre chuva miudinha, Ventura falou de vários problemas, o SNS à cabeça.
É sempre uma perceção, nunca é a realidade. Não, doutor Luís Montenegro, a saúde em Portugal está lamentável, está de cacos.
Os que saíram também estão na lista.
O meu mandato não vai estar completo enquanto eu não for buscar todos, todos os que tiveram que sair deste país, porque este país lhes virou as costas.
E ainda há espaço para símbolos.
Ninguém manda abaixo estas muralhas, elas são a nossa nacionalidade, elas são a força de um país inteiro. Ninguém mandará abaixo estas muralhas.
Perante os problemas, sem apresentar soluções concretas, Ventura pergunta:
Onde é que estamos a ser radicais? Não estamos. O país é que precisa que alguém com firmeza e com radicalismo de convicções venha a estar à frente dele.
O candidato apoiado pelo Chega quer os problemas na campanha e por isso repete que não quer atacar os adversários, mas ataca.
Ao ponto que o país tem que estar para ter um candidato presidencial que diz: "Eu não estou bom da cabeça, não me lembro o que é que disse." João, se não estás bom da cabeça, este país não é para quem não está bom da cabeça. Este país é para quem o ama, para quem o quer liderar, para quem o quer modernizar, para quem o quer fazer avançar.
Entre risos na plateia, também ataca os discursos da campanha de Seguro.
Os nossos adversários acusam-nos de querer romper com a Constituição. Nós não queremos. Não se trata de romper com a Constituição, embora em muita parte merecesse. Isto é romper com a corrupção, que é uma coisa diferente.
Ataque moderado de André Ventura num discurso de quinze minutos, que culminou, mais uma vez, na vontade de abanar o país.
Que seja o maior tremor de terra político que alguma vez Portugal teve, mas que não seja por más razões desta vez. Nós já tivemos vários tremores de terra em Portugal, políticos, mas foram quase sempre maus. Não vão ter um presidente para despiques. Vão ter um presidente para abanar este país definitivamente e para abanar este país profundamente, porque este país precisa de uma mudança e de um abanão, o maior desde o 25 de abril de 74.