Momentos-chave
- Mário Mourão: "É o primeiro-ministro que tem de dizer se o Governo sai, se acaba ou se fica na mesa para negociar"
- Secretário-geral da UGT diz que foi ministra do Trabalho a "estragar" reunião que teve com Montenegro em novembro
- "Eu estou sentado à mesa das negociações, porque ainda não foi feita rutura", garante Mário Mourão
- Seguro diz que o seu roteiro de hoje é "expressão política de que nenhum território é dispensável" em Portugal
- Hugo Soares diz que PS não pode ficar fora da Lei da Nacionalidade. E desafia Carneiro a pedir à UGT que volte às negociações laborais
- Hugo Soares: Governo está "despido de ideologia" e coloca-se "no meio dos blocos de esquerda e de direita"
- Hugo Soares: Governo está a fazer "mudança tranquila" e "conta com a adesão das pessoas"
- Aguiar-Branco quer consenso na revisão das leis laborais mas também decisões e reformas
- IGAI: Processos disciplinares contra polícias suspeitos de tortura são prioritários
- Carneiro diz que Montenegro deve explicações “se não é capaz de promover entendimentos fundamentais”
- Ministro Luís Neves lembra polícias “mais céticos” que é um dos seus e pede confiança
- Governo português pede a Bruxelas que apoios devido ao conflito contem como despesa pontual
- Governo afasta, para já, possibilidade de avançar com revisão orçamental
- Seguro apela a "acordo equilibrado" na reforma laboral e diz que ainda tem "esperança"
- Seguro avisa para apoios pós-incêndios que ainda não chegaram e pede ao Governo "menos palavras e mais actos"
- Seguro visita Mourísia para assinalar "bravura" dos que lutaram contra os fogos
- Bruxelas avisa que vai monitorizar de perto impacto de desconto no ISP
- Ministro da Economia diz que Governo quer “intensamente acordo” laboral
- UGT não fecha a porta a retomar negociações e acusa CIP de estar "como sempre quis" se o projeto da reforma laboral chegar ao Parlamento
- "Na semana passada havia um princípio de entendimento", defende CIP. UGT nega e diz que Governo não recuou nas traves mestras
- "A UGT está assente em tendências sindicais e tem tanto socialistas como sociais-democratas", defende Mário Mourão
- CIP: "Pareceu-nos que havia uma vontade reduzida de chegar a um consenso da parte da UGT"
Histórico de atualizações
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Continue a acompanhar toda a atualidade de política nacional neste novo liveblog que agora abrimos.
Até já.
Ministro Leitão Amaro não quer mexer na estrutura regulatória dos media
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PS preocupado com falta de execução do Orçamento do Estado deste ano
O secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, manifestou esta noite “grande preocupação” com a execução do Orçamento do Estado deste ano por parte do Governo, tendo em conta que há hospitais sem contratos de financiamento assinados.
“A minha grande preocupação é com a execução deste Orçamento que foi aprovado e para o qual nós contribuímos. O PS absteve-se em relação ao orçamento para 2026. Estamos em março, sei que há hospitais, neste momento, que não têm os contratos de financiamento assinados com o Ministério da Saúde”, assumiu José Luís Carneiro.
O secretário-geral do PS reforço que, “neste momento, os administradores dos hospitais não têm os contratos de financiamento para garantir o funcionamento do SNS”.
“A minha preocupação está em garantir que o Governo execute o orçamento que foi aprovado em Assembleia da República em final do ano que passou”, reagiu José Luís Carneiro, quando questionado se o PS iria ser mais exigente este ano na discussão do Orçamento do Estado, uma vez que o Presidente da República, António José Seguro, assumiu que não haveria eleições, mesmo que o documento não fosse aprovado.
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UGT atira responsabilidade da continuidade das negociações do pacote laboral a Montenegro. "Tem de dizer se o Governo sai ou fica na mesa"
Mourão recordou encontro com o primeiro-ministro em novembro, acusando a ministra do Trabalho de “estragar toda a reunião”. Central só deixa a mesa quando Governo der processo como concluído.
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Ministro da Presidência diz que é preciso “uma Lusa muito mais forte” e “desgovernamentalizada”
O ministro da Presidência defendeu hoje que é claramente preciso uma Lusa mais forte e disse que o Governo tem hoje poderes muito limitados, cumprindo “todos os requisitos” do European Media Freedom Act (EMFA).
António Leitão Amaro falava no jantar-debate sobre “Políticas Pùblicas para os Media”, organizado pela Confederação Portuguesa dos Meios de Comunicação Social (CPMCS).
“Precisamos claramente de uma Lusa muito mais forte, desgovernamentalizada”, afirmou o governante, na sua intervenção inicial.
“Eu ouço muita discussão sobre os nossos estatutos da Lusa”, mas “há seis meses, há seis anos e há dezoito anos, qualquer governo punha e dispunha segundo os estatutos da Lusa, nomeava a administração como queria e podia exonerar no momento que queria”.
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Seguro encerra programa da posse com concerto e Abrunhosa a elogiar "sabedoria" do povo português na eleição
Na Casa da Música, no Porto, decorre agora um concerto ainda no âmbito das cerimónias pela tomada de posse de António José Seguro. No palco toca agora Pedro Abrunhosa que elogiou a “sabedoria” do povo português por ter escolhido este Presidente.
Sobre Seguro ainda diz que é a “esperança” num momento “negro” no mundo. “Esta eleição como esta em que o direito internacional pode ser chamado à praça são fundamentais. E o Presidente António José Seguro é seguramente esta frincha de luz”, diz o artista.
É o último ponto do programa de dois dias, que começou ontem com a tomada de posse do novo Presidente na Assembleia da República.
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José Luís Carneiro diz que quem quer dialogar com a UGT deve pedir diretamente
O secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, disse hoje que é à União Geral dos Trabalhadores (UGT) que Hugo Soares deve pedir para dialogar e não ao PS como hoje desafiou.
“É muito simples. Se o doutor Hugo Soares quer dialogar com a UGT, deve dirigir-se à UGT e não ao secretário-geral do Partido Socialista”, reagiu José Luís Carneiro quando questionado pela agência Lusa sobre o desafio lançado por o líder parlamentar do Partido Social Democrata (PSD), Hugo Soares.
Hoje, na abertura das jornadas parlamentares do PSD, que decorrem até quarta-feira em Caminha (Viana do Castelo), Hugo Soares apelou ao secretário-geral do PS que peça à UGT para voltar à mesa das negociações sobre o pacote laboral em vez de “decretar a morte do diálogo social”.
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PTRR tem apoio ao setor da rádio para criação de uma rede resiliente crítica, afirma Leitão Amaro
O ministro da Presidência anunciou hoje que o PTRR, cujo programa definitivo será aprovado em abril, tem dentro do pilar resiliência uma parte que é apoio ao setor da rádio para criação de uma rede resiliente crítica.
António Leitão Amaro falava no jantar-debate sobre “Políticas Pùblicas para os Media”, organizado pela Confederação Portuguesa dos Meios de Comunicação Social (CPMCS)
“O PTRR (…) que é o novo programa que aprovaremos no início do mês de abril, tem dentro do pilar resiliência uma parte que é apoio ao setor da rádio para a criação de uma rede resiliente crítica”, anunciou o governante.
“É inevitável fazermos um esforço de investimento” com “cooperação entre as entidades do setor”, seja associações das rádios regionais e locais, seja grupos nacionais, referiu.
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Mário Mourão: "É o primeiro-ministro que tem de dizer se o Governo sai, se acaba ou se fica na mesa para negociar"
“É o primeiro-ministro que tem de dizer se o Governo sai, se acaba ou se fica na mesa para negociar este pacote [laboral]”, defende ainda Mário Mourão, que não exclui qualquer solução que o Governo encontre para retomar as negociações, mas pedindo certeza. “O Governo não foi claro”, afirma.
Assume também que a solução pode passar pelo Parlamento, “que é onde a proposta vai parar quer haja ou não acordo na Concertação Social”.
Para que a UGT saia da mesa das negociações, segundo Mário Mourão, terá de ouvir: “As negociações acabaram, obrigada UGT, mas não queremos negociar mais convosco.”
“Aí a UGT sai das negociações”, garante.
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Secretário-geral da UGT diz que foi ministra do Trabalho a "estragar" reunião que teve com Montenegro em novembro
O secretário-geral da UGT afirma também que não sabe se vão haver novas negociações, negando ter sido convocado para uma qualquer reunião. “Desde que saí da reunião no ministério não tive mais nenhuma convocatória ou sinal de que iria haver [outra reunião]”, afirma também.
Questionado sobre a possibilidade de um encontro com Luís Montenegro, hipótese que já tinha sido avançada pelo Observador, Mário Mourão recorda a reunião com o primeiro-ministro, em novembro, como “muito construtiva”, referindo que saiu dessa reunião a observar “abertura da parte do Governo” para chegar a acordo sobre o pacote laboral.
Mas garante que foi a ministra do Trabalho a “estragar toda a reunião” numa entrevista que deu nessa mesma noite, em que referiu que o banco de horas era utilizado noutros países.
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"Eu estou sentado à mesa das negociações, porque ainda não foi feita rutura", garante Mário Mourão
“A UGT nunca deixou de estar disponível, não foi a UGT que disse que ia sair da reunião”, garante Mário Mourão, secretário-geral da UGT, numa entrevista à RTP Notícias.
“Eu estou sentado à mesa das negociações, porque ainda não foi feita rutura”, garante ainda o dirigente sindical, referindo que o fim da tentativa de consensualizar o pacote laboral só pode acontecer em sede de Concertação Social.
“Não há só uma parte responsável por não haver acordo”, defende ainda
Apesar de negar ter fugido à discussão ou à negociação, Mário Mourão diz registar que as “traves mestras que o Governo foi anunciado estão intocadas”.
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Ministra diz que investimento em energia nuclear “não faz sentido” em Portugal
A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, afirmou hoje que o investimento em energia nuclear “não faz sentido” em Portugal, sublinhando que a aposta deve continuar a ser nas renováveis.
Em declarações aos jornalistas em Guimarães, à margem da sessão de apresentação da Capital Verde Europeia, Maria da Graça Carvalho referiu que a aposta na energia nuclear será importante para países que têm “menos sol, menos vento e menos hídrica” e, portanto, menor potencial renovável.
“Para a energia nuclear, é preciso um investimento inicial bastante elevado, que, portanto, no nosso caso não faz sentido. Nós temos muito potencial renovável, já o investimos e, portanto, a nossa aposta deverá ser nas renováveis”, referiu.
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Primeiros dias de Seguro: calma no tom, pressão no Governo?
António José Seguro entra em Belém a pedir calma e negociações, enquanto sindicatos, Governo e partidos trocam culpas. No meio do barulho, a pergunta permanece: alguém quer mesmo acordo? Ouça aqui o novo episódio de E o vencedor é… da Rádio Observador.
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Ministra admite descida do preço dos combustíveis na próxima semana se Brent baixar
A ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, admitiu hoje que o preço dos combustíveis pode baixar já na próxima semana, se o valor do Brent no mercado internacional baixar até sexta-feira.
Em declarações aos jornalistas em Guimarães, onde assistiu à apresentação da Capital Europeia Verde, ao lado do Presidente da República, Maria da Graça Carvalho lembrou que o preço da gasolina e do gasóleo é fixado em função de várias parcelas, uma delas o valor do Brent.
“Se o valor do Brent descer toda esta semana, esperemos que já terá um impacto positivo de descida na próxima segunda-feira”, referiu, lembrando que os preços são calculados às sextas-feiras, de semana em semana.
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Seguro diz que o seu roteiro de hoje é "expressão política de que nenhum território é dispensável" em Portugal
António José Seguro é recebido a esta hora na Câmara do Porto onde discursa, depois do presidente Pedro Duarte. O Presidente da República faz uma síntese deste seu primeiro dia inteiro no cargo e diz que “o interior estará sempre presente no exercício das funções”.
Garante que o seu roteiro de hoje “não é um gesto simbólico”, mas sim a “expressão política de que Portugal é um todo e que nenhum território é dispensável”. “A coesão não é uma palavra de circunstância”, afirma.
Fala do papel “resistente” de Mourísia, no interior que visitou de manhã, e que “precisa de respostas”. De Guimarães, que visitou à tarde, cujo “conhecimento produzido” para combater alterações climáticas “deve ser aproveitado”. E, por fim, do Porto, que elogiou de várias formas, dizendo que “não é apenas um lugar no território, é uma afirmação de caráter, uma forma de estar na história e no mundo”.
Faz uma “homenagem” à cidade onde “se pode trocar os v pelos b mas nunca se troca a verdade pela infâmia, nem a liberdade pela servidão”.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
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Seguro em Guimarães com ministra para assinalar "visão estratégica" da cidade nas políticas ambientais
O Presidente da República está neste momento em Guimarães, no Laboratório da Paisagem, acompanhado pela ministra do Ambiente. Faz uma curtíssima intervenção para assinalar o ano em que a cidade é Capital Verde Europeia 2026.
António José Seguro diz que esta sua visita, no arranque do mandato, serve para “testemunhar e dar voz à visão estratégica” e “coragem que os vimaranenses e os seu autarcas afirmaram e desenvolveram ao longo das ultimas décadas” nas políticas ambientais.
Sobre Guimarães disse ainda ser curioso que “o lugar onde nasceu Portugal é também o lugar onde se afirma o compromisso claro com futuro do pais”. Seguro tem o combate às conseqeências das alterações climáticas como uma das prioridades do seu mandato.
O novo Presidente vai agora até ao Porto, para uma receção na Câmara, com o presidente Pedro Duarte. E assistirá também a um concerto de Pedro Abrunhosa na Casa da Música.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
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Tiro de Seguro no Parlamento saiu ao lado. Comissão dos incêndios não arrancou mas por causa de reitores e politécnicos
Parlamento e municípios já indicaram os seus peritos. São os reitores e os politécnicos que ainda não nomearam quatro nomes que faltam para a comissão arrancar, esclarece gabinete de Aguiar Branco.
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“Descubra as diferenças” entre Seguro e Marcelo
António José Seguro lembra que a primeira presidência aberta será centrada na região Centro — passagem por áreas afetadas por incêndios e mau tempo. E ainda, os primeiros avisos diretos ao Governo. Ouça aqui o novo episódio de Explicador da Rádio Observador.
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Governo faz maior investimento na compra de comboios em Portugal, diz o ministro das Infraestruturas
O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, disse hoje que o Governo está a fazer o maior investimento na compra de comboios em Portugal com a aquisição de quase 200 novas unidades num investimento de 1,8 mil milhões de euros.
“Isto é paradigmático da mudança transformacional que o atual Governo incutiu na gestão da CP e na ambição que queremos para a CP”, afirmou.
O ministro falava em Aveiro, durante a assinatura da adenda a um contrato entre a CP e o consórcio Alstom-DST para a aquisição de mais 36 comboios para além dos 117 que já estavam previstos no contrato base, assinado em outubro.
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Chega defende que Governo deve “rasgar e começar novamente” a reforma laboral e procurar consenso
O líder do Chega defendeu hoje que o Governo deve “rasgar e começar novamente” as propostas de alteração à lei do trabalho e procurar no parlamento o consenso para esta reforma, manifestando disponibilidade para negociar.
“Só há uma solução para esta reforma laboral, para esta reforma que o Governo quer supostamente fazer sobre o trabalho: é rasgar e começar novamente. É a única solução que há para uma reforma que foi feita teoricamente para defender mais flexibilidade, mas acabou a atacar os trabalhadores, a gerar mais precariedade e a gerar mais incerteza mesmo nos próprios empresários”, afirmou.
Em conferência de imprensa na sede do Chega, em Lisboa, o deputado e ex-candidato presidencial apelou ao Governo e ao primeiro-ministro que “volte à mesa das negociações e que volte com humildade” para que seja possível chegar a um consenso em torno de “um documento capaz de dar ao país a reforma laboral que o país precisa”.
Na ótica de André Ventura, essa reforma não passa por mais precariedade, baixos salários ou incerteza quanto aos despedimentos, mas sim por um aumento da competitividade, aumentos salariais e também “mais emprego e mais ambição”.
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Hugo Soares diz que PS não pode ficar fora da Lei da Nacionalidade. E desafia Carneiro a pedir à UGT que volte às negociações laborais
O líder parlamentar do PSD prossegue a sua intervenção em Caminha, falando da viragem de ciclo que acontece com a tomada de posse de António José Seguro (a quem deseja as melhores felicidades), partilha “um apelo e uma reflexão” para o país e a oposição: fala agora numa “mudança sem ideologia”, a que se preocupa em “transformar e resolver os problemas concretos”, sem se preocupar com “taticismos eleitorais” ou se as medidas são mais à esquerda ou à direita.
Mas há uma dificuldade no trabalho parlamentar, reconhece: procurar entendimentos quer com PS com Chega, uma vez que por uma razão “pueril” eles entendem que só pode conversar com um deles. “A política e o país não se faz de birras”, diz. “Na esmagadora maioria das matérias pode haver consenso, diálogo, construção de soluções entre bloco maioritário moderado que apresentamos, a direita populista e a esquerda do PS”.
Lança aqui o desafio ao PS e ao Chega para que no Parlamento se entendam sobre a Lei da Nacionalidade (que terá de ser alterada após o chumbo de algumas normas pelo Tribunal Constitucional). Diz que neste contexto a resiliência é fundamental para socorrer os que sofreram com as intempéries e que esta lei diz respeito aos princípios fundadores da pátria. “O PS não pode ficar fora desta discussão”, atira.
Diz ainda hoje ter ouvido José Luís Carneiro a pedir explicações a Montenegro por ainda não ter havido acordo sobre reforma laboral, ficando com a perceção de que queria “encerrar já o diálogo”. “Queria ser ele a decretar a morte do diálogo social. Apressou-se a tirar conclusões e a pedir explicações. Era muito mais motivador e responsável, bem visto pelos portugueses, que tivesse aproveitado para apelar ao Governo para voltar às negociações — de onde nunca saiu — mas à UGT, que tem uma tendência socialista muito vincada, para voltar às negociações”.
Frisa a importância que o PSD dá à concertação social, ironizando: ao contrário de outros não a considera uma “feira de gado”, como chegou a dizer o socialista Augusto Santos Silva num comentário num jantar de Natal do PS, pelo qual depois se viria desculpar.
Soares sublinha a importância da proibição do uso de redes sociais para menores de 13 anos, falando numa “reforma comportamental”, que muda mentalidades. E frisa também os melhores indicadores económicos, sublinhando que o PSD deve promovê-los com “orgulho”. “Se não formos ambiciosos e orgulhosos do que fizemos até agora, ninguém vai ser por nós. E eu tenho mesmo muito orgulho do que fizemos até agora”.