Momentos-chave
- O que se passou até agora
- Rubio avisa que sem “propostas concretas” EUA abandonam mediação
- Rússia está à espera de resposta ucraniana sobre cessar-fogo, diz Peskov
- Hungria aprova no parlamento saída do Tribunal Penal Internacional
- Novos membros da NATO podem ser alvos de retaliação, avisa Medvedev
- General russo morto em explosão de carro estava a preparar relatórios sobre a situação na Ucrânia
- Peskov diz que o processo de negociação com a Ucrânia tem prioridade
- Peskov dá a entender que a Rússia não vai aceitar uma trégua de 30 dias
- Meloni diz que cessar-fogo de três dias não é suficiente
- David Lammy e Marco Rubio discutem fim da guerra na Ucrânia
- Ataque russo faz cinco mortos, incluindo uma adolescente de 12 anos
- "Penso que aquela nação será esmagada muito em breve", sugere Trump sobre a Ucrânia, afirmando que os EUA vão salvar o país
Histórico de atualizações
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O que se passou até agora
- O Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, declarou que os Estados Unidos abandonarão a mediação entre a Rússia e a Ucrânia caso não sejam apresentadas “propostas concretas” pelas duas partes para pôr fim à guerra. Esta decisão será tomada pelo Presidente Donald Trump, e realça a urgência de avanços diplomáticos eficazes.
- Na sequência de um cessar-fogo unilateral proposto pela Rússia para o início de maio, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a Rússia aguarda uma resposta da Ucrânia. Simultaneamente, Peskov indicou que as negociações têm prioridade sobre as questões de legitimidade do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
- Quase 90% dos ucranianos manifestaram desconfiança em relação ao Presidente Donald Trump, conforme revelado por uma sondagem do Centro Nova Europa em Kiev. Esta perceção negativa duplica o nível de desconfiança registado antes da sua posse e é vista como um reflexo do descontentamento com a postura dos EUA relativamente à guerra em curso.
- O ex-Presidente russo, Dmitry Medvedev, expressou que novos membros da NATO tornam-se automaticamente alvos para as Forças Armadas russas, incluindo potenciais ataques de retaliação, sublinhando a tensão crescente no seio das relações internacionais envolvendo a Rússia e a aliança ocidental.
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Este liveblog fica por aqui. Continue a acompanhar toda a atualizada relacionada com a guerra na Ucrânia neste novo liveblog que agora abrimos.
Até já.
https://observador.pt/liveblogs/eua-pressionam-moscovo-e-kiev-a-aceitar-acordo-de-paz/
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Rubio avisa que sem “propostas concretas” EUA abandonam mediação
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, avisou esta terça-feira que os Estados Unidos vão cessar a mediação se a Rússia e a Ucrânia não apresentarem “propostas concretas” para pôr fim à guerra, disse uma porta-voz.
“Chegámos a um ponto em que ambas as partes precisam de fazer propostas concretas para acabar com este conflito”, declarou a porta-voz do Departamento de Estado, Tammy Bruce, à comunicação social.
“Se não houver progressos, retirar-nos-emos como mediadores neste processo”, acrescentou.
A porta-voz disse que, em última análise, vai caber ao Presidente norte-americano, Donald Trump, decidir se avança na esfera diplomática.
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Futuro chanceler alemão defende aumento da capacidade de defesa da Europa
O líder conservador alemão, Friedrich Merz defendeu nesta terça-feira que aumentar a capacidade de defesa da UE é essencial para preservar a paz.
“Devemos ser pragmáticos na aquisição de armas. Devemos concordar com o desenvolvimento conjunto de novos projetos e acelerar rapidamente a produção”, disse Merz, durante uma intervenção no congresso do Partido Popular Europeu (PPE), em Valência, no leste de Espanha.
“Isto deve acontecer no âmbito da NATO, mas nós, europeus, também devemos ser capazes de nos defender melhor do que no passado. Não é uma opção. Trata-se de um pré-requisito para preservar a liberdade e a paz”, argumentou o líder alemão.
“Se outras nações, outros países, questionarem os valores da soberania nacional e da inviolabilidade das fronteiras, da democracia e da liberdade, nós defendê-los-emos com ainda mais força”, prometeu o futuro chanceler alemão, numa referência à Guerra na Ucrânia.
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Rússia está à espera de resposta ucraniana sobre cessar-fogo, diz Peskov
A Rússia diz que está à espera de uma resposta ucraniana sobre o cessar-fogo de três dias que propôs unilateralmente para o início de maio.
“Foi o Presidente Putin que disse repetidamente que a Rússia está pronta, sem quaisquer condições prévias, para começar o processo de negociações”, disse Peskov, citado pela Reuters, acrescentando que ainda não tinham ouvido “uma resposta do regime de Kiev”.
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Sondagem mostra que quase 90% dos ucranianos não confiam em Trump
Uma sondagem divulgada esta terça-feira pelo Centro Nova Europa, um think tank sediado em Kiev, indica que 89% dos ucranianos não confiam no Presidente norte-americano, Donald Trump, quase o dobro do valor registado antes da sua posse.
Apenas 7,4% dos mil inquiridos entre 10 a 24 de abril responderam que confiam muito ou totalmente no líder da Casa Branca, que assinala cem dias desde a posse para um segundo mandato, em 20 de janeiro, e que tem tentado obter um acordo de paz para pôr fim ao conflito entre Rússia e Ucrânia.
“É um número demasiado elevado para ignorar. Não é apenas uma reação emocional ou irracional. Estes 90% são um apelo para que os Estados Unidos revejam a abordagem em relação à Ucrânia — uma abordagem que, por vezes, parece mais alinhada com a visão revanchista da Rússia do que com o direito internacional”, observou o Centro Nova Europa.
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Putin defende ordem mundial "mais justa e multipolar" em discurso na antiga Estalinegrado
O Presidente russo, Vladimir Putin, defendeu nesta terça-feira em Volgogrado, antiga Estalinegrado, uma nova ordem mundial “mais justa e multipolar” e uma arquitetura de segurança que proteja os países sem prejudicar os interesses nacionais de outros estados.
“É importante criarmos juntos uma ordem mundial mais justa e multipolar, baseada no respeito pelos interesses de cada país”, afirmou o líder do Kremlin na sessão plenária do fórum Maior Património-Futuro Comum.
No seu discurso, Putin afirmou que a comunidade internacional deve trabalhar para desenvolver “uma arquitetura de segurança igualitária e indivisível”, no sentido de proteger “de forma fiável todos os estados sem prejudicar os interesses de ninguém”, sem nomear qualquer país em específico ou o confronto com a Ucrânia.
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Meloni e Erdogan pedem mais esforços para cessar-fogo na Ucrânia e em Gaza
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, e o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, apelaram esta terça-feira, em Roma, a uma intensificação dos esforços diplomáticos com vista à obtenção de um cessar-fogo nos conflitos na Ucrânia e em Gaza.
Numa conferência de imprensa conjunta por ocasião da IV cimeira intergovernamental entre Itália e Turquia, celebrada hoje em Roma, e durante a qual os líderes abordaram a situação na Ucrânia e no Médio Oriente, Meloni disse tomar nota da declaração unilateral de trégua anunciada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, entre 8 e 10 de maio, mas sublinhando que tal é manifestamente insuficiente.
“É uma iniciativa que registamos, mas está muito longe do que é necessário”, declarou a chefe de Governo italiana, que defendeu “um cessar-fogo imediato e incondicional, que dure o tempo necessário para iniciar um processo sério e verdadeiras negociações de paz” e desafiou Moscovo a “demonstrar que deseja realmente a paz”.
Reafirmando o “total apoio aos esforços” do Presidente dos Estados Unidos “para alcançar uma paz justa e duradoura” na Ucrânia, Meloni considerou que o encontro do passado sábado entre Donald Trump e o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, por ocasião do funeral do Papa Francisco, tem “um enorme significado” e fez votos para que o mesmo tenha representado “um ponto de viragem” nas relações entre Washington e Kiev.
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Zelensky pede que não se entregue “qualquer prenda” a Putin
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu esta terça-feira que não se ofereça “qualquer prenda” à Rússia, referindo-se à cedência de territórios do seu país a Moscovo no âmbito de um eventual acordo para terminar o conflito.
“Todos queremos que esta guerra termine de forma justa, sem qualquer prenda para [Presidente russo, Vladimir] Putin, e especialmente sem terras”, afirmou Zelensky numa cimeira regional, quando a Rússia se prepara para celebrar em maio o 80.º aniversário da vitória soviética na Segunda Guerra Mundial e declarou uma trégua unilateral nesse período.
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“Ucrânia depende dos EUA para continuar a resistir"
Pedro Nascimento garante que EUA são única hipótese de salvação da Ucrânia a curto prazo. O historiador afirma que cedência de terrenos será maior obstáculo a acordo entre Kiev e Moscovo.
Ouça aqui o novo episódio do “Gabinete de Guerra” da Rádio Observador.
https://observador.pt/programas/gabinete-de-guerra/kiev-depende-dos-eua-para-continuar-a-resistir/
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Hungria aprova no parlamento saída do Tribunal Penal Internacional
A Hungria aprovou, esta terça-feira, a saída do Tribunal Penal Internacional no parlamento, anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Péter Szijjártó, na rede social X.
O país, liderado pelo primeiro-ministro Viktor Orbán, tem se aproximado de Vladimir Putin, com o próprio Szijjártó a ter viajado até Moscovo no final do mês de março.
“Com esta decisão, recusamo-nos a fazer parte de uma instituição politizada que perdeu a sua imparcialidade e credibilidade”, escreveu o ministro na publicação.
The Hungarian Parliament just voted to withdraw from the @IntlCrimCourt. With this decision, we refuse to be part of a politicized institution that has lost its impartiality and credibility. pic.twitter.com/C9dit8xaB8
— Péter Szijjártó (@FM_Szijjarto) April 29, 2025
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Novos membros da NATO podem ser alvos de retaliação, avisa Medvedev
O ex-Presidente russo Dmitry Medvedev, atual vice-presidente do Conselho de Segurança russo, avisou que cada novo membro da NATO torna-se automaticamente um alvo para as Forças Armadas russas, “incluindo potenciais ataques de retaliação e mesmo a componente nuclear”.
“O estatuto de não-alinhados deu-lhes certas vantagens internacionais, dada a sua posição geopolítica e muitos outros fatores. E agora fazem parte de um bloco hostil a nós, o que significa que se tornaram automaticamente um alvo para as nossas forças armadas, incluindo potenciais ataques de retaliação e até mesmo a componente nuclear ou medidas preventivas no âmbito da nossa doutrina militar”, disse, citado na TASS.
Medvedev questionou ainda a segurança obtida pelos países que aderiram à NATO: “Puseram-se simplesmente na mira das nossas forças armadas. A vida deles melhorou? Não! Isto são jogos políticos”.
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General russo morto em explosão de carro estava a preparar relatórios sobre a situação na Ucrânia
O general russo Yaroslav Moskalik, morto na passada sexta-feira quando um Volkswagen Golf armadilhado explodiu, estava a preparar relatórios para Vladimir Putin sobre a situação na Ucrânia.
Segundo a Novaya Gazeta, entre 2015 e 2021, Moskalik foi membro das delegações do Ministério da Defesa russo num grupo de trabalho sobre segurança e “esteve envolvido nos esforços para resolver o conflito no sudeste da Ucrânia”.
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Peskov diz que o processo de negociação com a Ucrânia tem prioridade
Dmitry Peskov afirmou que o início das negociações com a Ucrânia tem prioridade em relação ao que designa por “questões de legitimidade” de Volodymyr Zelensky.
“De facto, existem questões legais relacionadas com a legitimidade, mas neste caso, o início do processo de resolução pacífica tem precedência e o principal é iniciar este processo de negociação”, disse o porta-voz do Kremlin, citado no Kyiv Independent.
Todas as outras preocupações são “secundárias”, acrescentou.
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Peskov dá a entender que a Rússia não vai aceitar uma trégua de 30 dias
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, deu a entender que a Rússia não vai acertar um acordo de cessar-fogo de 30 dias, como Zelensky sugeriu ontem no seu discurso diário e em resposta ao acordo de três dias anunciado por Moscovo.
“Sim, já o vimos, já o vimos. Mas se estamos a falar de um cessar-fogo a longo prazo, as mesmas nuances de que Putin falou no Kremlin são certamente relevantes. Isto também é importante, mas sem respostas a estas questões, é difícil avançar para um cessar-fogo a longo prazo”, afirmou Peskov, citado no Pravda.
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Meloni diz que cessar-fogo de três dias não é suficiente
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, considerou não ser suficiente o cessar-fogo três dias proposto pelo Kremlin, a propósito do 80.º aniversário do Dia da Vitória. Numa entrevista ao Corriere della Sera, Meloni defendeu que é necessária uma paz justa e duradoura.
Meloni afirmou que a Itália apoia os esforços de Donald Trump e congratula-se com o facto de Zelensky ter declarado a sua disponibilidade para um cessar-fogo incondicional, demonstrando que a Ucrânia também quer a paz.
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David Lammy e Marco Rubio discutem fim da guerra na Ucrânia
O secretário de estado dos EUA, Marco Rubio, teve uma conversa telefónica com o ministro dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, David Lammy, na qual foi discutido o fim da invasão russa na Ucrânia.
Ambas as partes debateram os esforços em curso para garantir e apoiar um fim duradouro para a guerra, incluindo a reunião de Donald Trump com Volodymyr Zelensky, em 26 de abril, e as discussões de 22 de abril entre os Estados Unidos, a França, a Alemanha e a Ucrânia, organizadas pelo Reino Unido em Londres.
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Ataque russo faz cinco mortos, incluindo uma adolescente de 12 anos
Cinco pessoas morreram, incluindo uma adolescente de 12 anos, num ataque russo contra a região de Dnipro, na Ucrânia. Segundo a Pravda, dois adultos e uma criança de seis anos ficaram feridos.
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"Penso que aquela nação será esmagada muito em breve", sugere Trump sobre a Ucrânia, afirmando que os EUA vão salvar o país
Numa entrevista à Atlantic, Donald Trump afirmou acreditar que a Ucrânia será “esmagada muito em breve” e que serão os EUA a salvar a nação.
“Acho que estou a salvar aquela nação”, disse, Trump a Jeffrey Goldberg, o diretor da publicação norte-americana que foi adicionado ao grupo do Signal, acrescentando: “Penso que essa nação será esmagada muito em breve. É uma grande máquina de guerra. Penso que estou a prestar um grande serviço à Ucrânia. Acredito nisso”.
A entrevista da Atlantic ao Presidente dos EUA teve como foco os primeiros 100 dias de Trump no cargo, uma vez que um dos seus objetivos para este período era acabar com a guerra na Ucrânia.
Confrontado com a opinião dos ucranianos, que não partilham a ideia de que serão os EUA a salvar o país, Trump voltou a insistir que a invasão russa não teria acontecido se tivesse ganhado as eleições de 2020: “E, mais uma vez, esta é a guerra de Biden. Não me vou deixar levar — não quero deixar-me levar por ela. É uma guerra terrível. Nunca deveria ter acontecido. Nunca deveria ter acontecido, tão certo como vocês estarem aí sentados”, defendeu.
Quando questionado se a escalada contínua da Rússia levaria os EUA a enviar armas para Kiev, Trump não deu uma resposta direta, sugerindo outras formas de pressão sobre a Rússia: “Não tem de ser com armas”, disse.
“Há muitas formas de armas. Não precisam de ser armas com balas. Podem ser armas com sanções. Pode ser com sanções, com bancos. Podem ser muitas outras armas”.
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Bom dia,
Iniciamos aqui um novo dia de cobertura jornalística da guerra na Ucrânia. Pode ver o que se passou ontem neste artigo em direto.
“Outra tentativa de manipulação”, diz Zelensky sobre cessar-fogo russo de três dias