Atualizações em direto
  • "Mãe de todas as bombas". EUA preparam novos ataques ao Irão com recurso à maior bomba não nuclear do seu arsenal

    O exército norte-americano está a preparar cenários para uma nova ofensiva contra o Irão, incluindo ataques a instalações nucleares e infraestruturas energéticas com a bomba MOAB, sigla de “Massive Ordnance Air Blast” mas, também, de “Mother Of All Bombs” (ou “mãe de todas as bombas”). A notícia foi avançada nesta quinta-feira pela norte-americana CNN.

    A estação avança que a decisão de utilizar esta que é a maior bomba não-nuclear dos EUA dependerá de Donald Trump, que poderá ordenar a retoma das operações militares antes ou depois das eleições intercalares, segundo fontes oficiais citadas na notícia.

    A eventual utilização da GBU-43/B, a maior bomba não nuclear do arsenal dos EUA, representaria uma clara escalada do conflito, acrescenta a notícia. Ainda assim, existem dúvidas sobre a sua eficácia contra instalações subterrâneas, nomeadamente em Pickaxe Mountain, onde Washington e Israel suspeitam que o Irão mantém componentes do seu programa nuclear. Isto porque a bomba tem grande capacidade destrutiva à superfície, mas não foi concebida para penetrar profundamente no solo.

    A Casa Branca procura uma forma de encerrar uma guerra cada vez mais impopular entre os eleitores norte-americanos, sem que Trump seja visto como derrotado. Entre as opções em análise estarão ataques de grande impacto, seguidos de uma declaração de vitória e de uma eventual retirada das forças dos EUA. O Pentágono estará também a preparar-se para possíveis represálias iranianas.

    Apesar de Trump ter afirmado que não avançaria com novos ataques antes das eleições intercalares, responsáveis da administração admitem que a posição poderá mudar. Não há, porém, sinais de um acordo diplomático próximo, e alguns responsáveis questionam se os planos militares disponíveis poderão efetivamente pôr fim à guerra.

    A MOAB foi utilizada pela primeira vez pelos EUA em 2017, durante o primeiro mandato de Trump, contra posições do Estado Islâmico no Afeganistão. Segundo as autoridades afegãs, o ataque matou 36 combatentes e destruiu túneis subterrâneos. A eventual utilização da arma no Irão levanta também preocupações quanto a vítimas civis, sobretudo se os alvos estiverem próximos de zonas habitadas.

  • Kamala Harris diz que Joe Biden devia ter feito mais para acabar com "conduta terrível" de Israel em Gaza

    A ex-vice-presidente dos EUA Kamala Harris considera que Joe Biden, que era Presidente quando aconteceu o 7 de Outubro (de 2023), devia ter feito mais para acabar com a “conduta terrível” de Israel em Gaza.

    Kamala Harris, que se candidatou a Presidente quando Joe Biden desistiu da corrida a poucas semanas da eleição, considera que os EUA “ficaram aquém” do seu “dever moral relativo aos direitos humanos e ao direito internacional”.

    Num discurso feito na Coreia do Sul, na quarta-feira, a ex-vice-presidente criticou que Joe Biden, que liderava a administração a que pertenceu, não conseguiu “usar o seu poder para travar a conduta terrível do governo de Israel na guerra em Gaza” e “devia ter agido mais rapidamente e com maior intensidade”. Já a atual administração, aos olhos de Kamala Harris, “dá a Netanyahu um cheque em branco”.

    epa11815998 US Vice President Kamala Harris speaks during a briefing on the federal governments response to the wildfires raging through Los Angeles, California, in the Roosevelt Room of the White House, in Washington, DC, USA, 09 January 2025.  EPA/SAMUEL CORUM / POOL SAMUEL CORUM / POOL/EPA

  • Dois navios afundam perto do estreito de Ormuz após ataques

    Dois navios mercantes afundaram nas últimas 24 horas nas imediações do estreito de Ormuz, depois de terem sido atingidos por projéteis em incidentes separados. Os ataques foram confirmados esta quarta-feira por autoridades marítimas citadas pela Reuters.

    Um dos navios, o porta-contentores GFS Pride, com bandeira de Singapura, afundou quando atravessava o estreito. A embarcação, com capacidade para transportar 2.824 contentores de 20 pés, sofreu danos e deflagrou um incêndio a bordo. Os 21 tripulantes foram retirados em segurança e não há registo de feridos, informou a Autoridade Marítima e Portuária de Singapura.

    Já o segundo navio, o graneleiro Cape Dao, registado em Antígua e Barbuda, afundou perto do estreito semanas depois de ter sido atingido por um projétil, a 23 de setembro, segundo dados da Organização Marítima Internacional (OMI). Um dos tripulantes morreu e os restantes foram retirados logo após o ataque, de acordo com fontes marítimas citadas pela mesma agência noticiosa.

  • Líderes europeus reunidos em Bruxelas debatem crise energética, orçamento comunitário e apoio à Ucrânia

    Os líderes da União Europeia (UE) reúnem-se hoje em Bruxelas para debater novas medidas para conter os preços da energia e avançar nas negociações do próximo orçamento comunitário, tendo ainda na agenda o apoio financeiro à Ucrânia.

    A cimeira, que arranca hoje de manhã e deverá terminar na sexta-feira à tarde, decorre num contexto de pressão sobre os preços da energia, divergências entre os Estados-membros quanto ao próximo orçamento comunitário e tensões geopolíticas, com destaque para a guerra na Ucrânia e a necessidade de assegurar o financiamento do apoio europeu a Kiev.

    No domínio da energia, “o Conselho Europeu vai pedir à Comissão que apresente mais medidas” para responder à crise energética, afirmou um alto funcionário europeu, durante um encontro de antecipação desta reunião de alto nível, reconhecendo que “não existe uma solução milagrosa” para baixar os preços.

    Entre as medidas em preparação estão a otimização da capacidade das refinarias europeias e a agregação da procura de energia.

  • Bom dia.

    Vamos concentrar neste artigo liveblog todas as últimas notícias relacionadas com a instabilidade geopolítica internacional, ao longo desta quinta-feira.

    Trump recusa chamar “ditador” a Putin. E volta a defender Canadá como 51º Estado por ser “a única forma de funcionar”

    Deixamos, aqui, a ligação para o liveblog de ontem, quarta-feira, que terminou com a informação de que Trump voltou a defender o Canadá como 51º Estado por ser “a única forma de funcionar”.

    Muito obrigado por nos acompanhar.

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