Momentos-chave
- O que se passou até agora
- Trump volta a pressionar Putin para assinar acordo de paz e volta a ameaçar com sanções
- Trump expressou "desagrado" quer com Putin, quer com Zelensky, enfatiza Casa Branca
- Líderes militares britânicos, franceses e ucranianos encontram-se nos próximos dias para discutir forças de manutenção de paz
- Zelensky acusa Putin de "ridicularizar" propostas de cessar-fogo. "Rússia tem de ser forçada a fazer a paz"
- Rússia não acredita que EUA abandonem a NATO
- Países Baixos anunciam apoio de 510 milhões de euros à Ucrânia para fabricar drones
- "De Portugal à Polónia, tem amigos e aliados confiáveis." Tusk faz apelo a Trump para não avançar com tarifas à Europa
- Trump está cada vez mais "frustrado" e "impaciente" com Putin, revela Presidente finlandês
- Ucrânia e EUA tiveram a primeira "conversa profunda" sobre acordo de minerais. Ocorreu na sexta-feira
- Putin assina decreto para o recrutamento de 160 mil homens para cumprirem serviço militar. São mais 10 mil face ao ano passado
- Três dos quatro soldados dos EUA desaparecidos na Lituânia encontrados mortos, anuncia Presidente lituano
- Aguiar-Branco salienta que paz na Ucrânia requer força efetiva e política para ser conquistada
- Zelensky estará a preparar eleições para este verão
- Suécia anuncia maior pacote de ajuda a Kiev desde início da guerra
- Drones de fabrico russo sobrevoam centro de pesquisa da UE em Itália
- Kallas pede aos EUA para pressionar mais a Rússia
- Ministro dos Negócios Estrangeiros chinês visita Moscovo em período de negociações de paz
- Soldados russos usam túneis para tentar ultrapassar forças ucranianas
- Putin continua aberto a contactos com EUA apesar das críticas de Trump
- Aguiar-Branco diz que parlamentos de vários países mostram apoio consensual de cidadãos à causa ucraniana
- Ministros de vários países europeus reúnem-se hoje em Madrid para debater situação na Ucrânia
- Dois civis mortos em ataques russos durante a noite
- Trump alerta Zelensky contra rejeição de acordo sobre minerais
- Aguiar-Branco hoje na Ucrânia evoca vítimas de Bucha e reúne-se com Zelensky
- EUA e Rússia discutem cooperação sobre exploração de metais raros
Histórico de atualizações
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O que se passou até agora
- O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pressionar Vladimir Putin para assinar um acordo de paz relacionado com a situação na Ucrânia. Trump expressou desagrado tanto para com o líder russo como com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, insistindo que deseja terminar o conflito devido à elevada perda semanal de vidas. Caso Putin não colabore, Trump considerou a possibilidade de aplicar sanções à Rússia, incluindo tarifas ao petróleo.
- O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, também se manifestou criticamente, desta vez acusando Vladimir Putin de “ridicularizar” as propostas de cessar-fogo. Para Zelensky, apenas através de pressão internacional poderá a Rússia ser convencida a aderir à paz, destacando os contínuos ataques ao seu país, incluindo bombardeamentos com drones.
- Recentemente, o Governo da Rússia ordenou uma nova convocatória para o serviço militar, com o decreto de Vladimir Putin a determinar o recrutamento de 160 mil homens para entre abril e junho de 2025. Este número representa um aumento de 10 mil indivíduos face ao recrutamento do ano anterior.
- Em relação a negociações internacionais, os líderes militares do Reino Unido, França e Ucrânia têm agendado um encontro para discutir o envio de forças de manutenção de paz para a Ucrânia. Este movimento conta com o apoio do primeiro-ministro britânico, que dialogou com Volodymyr Zelensky para reforçar a segurança a longo prazo na região.
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Bom dia. Este liveblog fica arquivado, mas o Observador já abriu um novo para continuar a acompanhar os desenvolvimentos da guerra na Ucrânia ao longo desta segunda-feira. Pode segui-lo aqui.
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Trump volta a pressionar Putin para assinar acordo de paz e volta a ameaçar com sanções
O Presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a colocar pressão no seu homólogo russo, Vladimir Putin, para assinar um acordo de paz na Ucrânia.
“I WANT TO SEE HIM MAKE A DEAL SO THAT WE STOP RUSSIAN SOLDIERS, UKRAINIAN SOLDIERS AND OTHER PEOPLE FROM GETTING KILLED. I WANT IT TO STOP.” President @realDonaldTrump comments on Putin. “I don’t want to go secondary tariffs on his oil, but it’s something I would do.” pic.twitter.com/J6oBZLH1IN
— Real America's Voice (RAV) (@RealAmVoice) March 31, 2025
“Quero vê-lo a assinar um acordo para que soldados russos, ucranianos e outras pessoas não sejam mortas. Eu quero parar com isso”, afirmou Donald Trump em respostas aos jornalistas na Sala Oval.
“Estão a perder dois a cinco mil seres humanos por semana”, argumentou Donald Trump, dizendo que está empenhado em terminar o conflito.
Donald Trump quer ver Vladimir Putin “a fazer a sua parte”. “Penso que o vai fazer”, considera o Presidente norte-americano.
Caso não queira, Donald Trump voltou a ameaçar com “tarifas” ao petróleo da Rússia. “É algo que faria”, avisou o Presidente norte-americano.
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Trump expressou "desagrado" quer com Putin, quer com Zelensky, enfatiza Casa Branca
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, deu hoje mais detalhes sobre as críticas do Presidente Donald Trump ao seu homólogo russo, Vladimir Putin, e ao líder ucraniano, Volodymyr Zelensky.
❗️White House Spokesperson Karoline Leavitt: "The President is working tirelessly on a peace deal between Russia and Ukraine and has expressed displeasure with remarks from both leaders." pic.twitter.com/EusA4bnilv
— ????MilitaryNewsUA???????? (@front_ukrainian) March 31, 2025
A porta-voz frisou que Donald Trump “expressou o desagrado com os comentários que foram feitos pelos dois lados do conflito”, não favorecendo nenhum.
Karoline Leavitt enfatizou que Donald Trump já indicou o que “acredita ser necessário acontecer para que este conflito chegue ao fim”. “Ele continua a trabalhar arduamente e as equipas continuam a dialogar.”
“O Presidente está trabalhar arduamente para concluir um acordo de paz entre a Rússia e a Ucrânia”, acrescentou a porta-voz.
Donald Trump disse no fim de semana estar “irritado” com Vladimir Putin por este ter sugerido que um executivo temporário poderia governar a Ucrânia. Mais tarde, avisou Volodymyr Zelensky das consequências de o líder ucraniano não aceitar o acordo de minerais.
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Líderes militares britânicos, franceses e ucranianos encontram-se nos próximos dias para discutir forças de manutenção de paz
Um porta-voz do primeiro-ministro do Reino Unido adiantou que os líderes militares do país, de França e da Ucrânia vão encontrar-se esta semana para discutir o envio das forças de manutenção de paz para território ucraniano.
Segundo a Reuters, o encontro serve para preparar a “próxima fase” e foi combinada entre Keir Starmer e Volodymyr Zelensky numa conversa telefónica esta segunda-feira.
“Os líderes refletiram sobre a sua visita a Paris na semana passada [para a cimeira de segurança] e concordaram que havia o ímpeto de apoiar a segurança da Ucrânia a longo prazo”, referiu o porta-voz de Keir Starmer.
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Zelensky acusa Putin de "ridicularizar" propostas de cessar-fogo. "Rússia tem de ser forçada a fazer a paz"
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou hoje o seu homólogo russo, Vladimir Putin, de “ridicularizar abertamente” com as propostas de cessar-fogo.
No seu discurso diário, o líder ucraniano assinalou que falou hoje com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e agradeceu o “seu apoio”. “Estamos a preparar uma reunião dos nossos representantes militares para preparar os contingentes.”
Sobre a Rússia, o Presidente da Ucrânia disse que “aprecia a posição britânica” em fazer pressão ao país, insistindo que Moscovo “goza com os esforços dos parceiros para avançar com a agenda da paz”.
Para expor o seu ponto de vista, Volodymyr Zelensky recordou que a Rússia está a constantemente a “bombardear a Ucrânia com drones”: “Bombardeamentos brutais constantes”.
Para o Presidente ucraniano, apenas “através da pressão” é que os ataques vão terminar. “A Rússia deve ser forçada a fazer a paz”, defendeu Volodymyr Zelensky.
Recordando a cimeira que incidiu sobre o massacre que aconteceu em Bucha há três anos, Volodymyr Zelensky pediu à Europa para que não “se esqueça das conclusões morais da guerra”.
“Não é possível que Putin e outros criminosos russos, bem como o Estado russo, fiquem isentos de responsabilidade. É simplesmente impossível normalizar o que fizeram em Bucha, Mariupol e noutras cidades“, pediu o líder ucraniano.
A Ucrânia, garantiu Volodymyr Zelensky, continuará “a trabalhar para garantir a responsabilidade da Rússia pela guerra”.
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Rússia não acredita que EUA abandonem a NATO
O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Ryabkov, deu hoje uma entrevista à revista Interaffairs, em que disse acreditar que os Estados Unidos da América (EUA) não vão abandonar a NATO.
Apesar de a “retórica” ter escalado, Sergei Ryabkov nota que isso é uma forma de “estimular a NATO”, ou seja, para que outros países da Aliança Atlântica, além dos EUA, gastem mais na Defesa.
Para que os norte-americanos e europeus se separem, algo “completamente inimaginável teria de acontecer”, afirma Sergei Ryabkov. “A aliança entre as elites europeias e norte-americanas já dura há décadas.”
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Países Baixos anunciam apoio de 510 milhões de euros à Ucrânia para fabricar drones
O ministro da Defesa dos Países Baixos, Ruben Brekelmans, divulgou hoje que o país vai providenciar 510 milhões de euros para apoiar o fabrico de drones que “são urgentemente necessários na linha da frente”.
Met @DefensieStas ben ik in Oekraïne om onze onverminderde steun te uiten.
In Dnipro zien we de dringende behoefte aan drones en luchtafweer tegen de Russische agressie.
In Kyiv kondigen we €510 mln steun aan voor de ‘drone line’: drones die acuut nodig zijn aan het front. ⤵️ pic.twitter.com/fg5eJCOPx2
— Ruben Brekelmans (@DefensieMin) March 31, 2025
O governante neerlandês fez o anúncio no X, no dia em que está de visita a Dnipro, na Ucrânia.
Naquela cidade ucraniana, Ruben Brekelmans viu a “necessidade urgente” da Ucrânia em “drones e sistemas de defesas aéreas” para combater a “agressão russa”.
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"De Portugal à Polónia, tem amigos e aliados confiáveis." Tusk faz apelo a Trump para não avançar com tarifas à Europa
O primeiro-ministro da Polónia, Donald Tusk, gravou hoje um vídeo em que apela ao Presidente norte-americano, Donald Trump, a não avançar com as tarifas que têm proposto aplicar a vários países europeus.
Mr. President @realDonaldTrump, cooperation is always better than confrontation. pic.twitter.com/EFtXj51rGC
— Donald Tusk (@donaldtusk) March 31, 2025
Num vídeo publicado no X, Donald Tusk recordou que o EUA e a Polónia assinaram recentemente um acordo na área da Defesa no valor de dois mil milhões de dólares.
“Para nós, polacos, a nossa amizade, a nossa aliança e a nossa lealdade mútua não é nada abstrato”, frisou o chefe do executivo polaco.
O primeiro-ministro polaco recorda que os europeus e os norte-americanos estão a construir “forças armadas modernas na Europa para proteger as fronteiras e os valores comuns”.
“A América pôde e pode contar com a Polónia”, garantiu Donald Tusk, indicando que “pode dizer o mesmo de toda a Europa”.
O chefe do executivo polaco garantiu que os Estados Unidos têm “amigos e aliados confiáveis” de “Portugal à Polónia, da Dinamarca à Grécia”.
Donald Tusk assinalou também que uma Europa forte é do interesse de uns Estados Unidos fortes, assim como uma “NATO forte”.
“Pense nisso antes de aplicar tarifas contra os seus aliados mais próximos. A cooperação é sempre melhor do que o confronto”, rematou Donald Tusk.
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"Europa não consegue pressionar EUA neste momento"
EUA podem estar a afastar-se da Europa para enviar tropas estacionadas em bases da NATO para outros locais, como a Gronelândia. Vítor Gabriel Oliveira reforça importância de Israel para os americanos.
Ouça aqui o novo episódio do “Gabinete de Guerra” da Rádio Observador.
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Trump está cada vez mais "frustrado" e "impaciente" com Putin, revela Presidente finlandês
O Presidente da Finlândia, Alexander Stubb, jogou golfe com o seu homólogo norte-americano, Donald Trump. Os dois líderes falaram sobre a guerra na Ucrânia.
Numa entrevista à Sky News, o líder da Finlândia revelou que Donald Trump está cada vez mais “frustrado” e “impaciente” pela forma como Vladimir Putin está a atrasar a assinatura de um acordo que leve a um cessar-fogo.
“Falámos muito sobre o cessar-fogo e as frustrações que ele tinha de que a Rússia não estava a cumprir a sua palavra”, afirmou Alexander Stubb.
Para o Presidente finlandês, Donald Trump é a “única pessoa que pode chegar à paz, a um cessar-fogo, porque ele é o único de quem Putin tem medo”.
No entanto, o Presidente norte-americano está cada vez menos satisfeito com a Rússia por Moscovo recusar o cessar-fogo que a Ucrânia se comprometeu a cumprir.
“Se houvesse um pêndulo entre confiança e desconfiança, certamente as ações russas das últimas semanas provaram que há uma movimentação para o lado da desconfiança”, disse o Presidente da Finlândia em relação à relação entre Donald Trump e Vladimir Putin.
Sobre as sanções que Donald Trump ameaçou aplicar à Rússia, Alexander Stubb acredita que o Presidente norte-americano está a falar a sério quando faz as ameaças. “Estou bastante confiante. Mais confiante do que esperançoso.”
O Chefe de Estado da Finlândia defende que “é necessário uma quantidade colossal de sanções” a 20 de abril, data da Páscoa, em que os norte-americanos já avançaram que poderia levar ao cessar das hostilidades.
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Ucrânia e EUA tiveram a primeira "conversa profunda" sobre acordo de minerais. Ocorreu na sexta-feira
A Ucrânia e os Estados Unidos da América (EUA) já tiveram a primeira “conversa profunda” sobre o acordo de mineiras.
De acordo com a televisão ucraniana Suspilne, a conversa ocorreu na sexta-feira, dia 28 de março.
As conversas vão continuar. Segundo fonte da presidência da Ucrânia à Suspilne, a Ucrânia está “pronta para continuar a trabalhar” num acordo.
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Putin assina decreto para o recrutamento de 160 mil homens para cumprirem serviço militar. São mais 10 mil face ao ano passado
O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou hoje um decreto que ordena o recrutamento de 160 mil homens para o serviço militar entre abril e junho de 2025.
De acordo com o decreto, entre 1 de abril a 15 de julho de 2025, as autoridades russas vão levar a cabo “o recrutamento de cidadãos russos com idades entre os 18 e 30 anos que não estejam na reserva e estejam sujeitos a recrutamento para o serviço militar”.
Em abril de 2024, o Presidente russo ordenou que 150 mil pessoas fossem convocadas para o serviço militar. São, assim, mais 10 mil do que no ano passado.
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Três dos quatro soldados dos EUA desaparecidos na Lituânia encontrados mortos, anuncia Presidente lituano
O Presidente da Lituânia, Gitanas Nausėda, anunciou hoje a morte de três dos quatro soldados que estavam desaparecidos desde a semana passada.
It is with deep sadness and sorrow that I received the news of the tragic loss of three U.S. soldiers during a US-led training exercise in Lithuania. The search and rescue operation will continue until the fourth soldier is found.@realDonaldTrump, Lithuania mourns together with… pic.twitter.com/2477rTQwZJ
— Gitanas Nausėda (@GitanasNauseda) March 31, 2025
“É com grande tristeza e pena que recebi a notícia da perda trágica de três soldados do exercício de treino liderado pelos Estados Unidos na Lituânia”, referiu o Chefe de Estado no X.
Gitanas Nausėda assegurou igualmente que as operações de busca vão continuar “até que o quarto soldado seja encontrado”.
“A Lituânia está de luto com a nação americana. Aceitem por favor as minhas condolências sinceras, assim como as do povo lituano”, escreveu ainda o Presidente.
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Aguiar-Branco salienta que paz na Ucrânia requer força efetiva e política para ser conquistada
O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, advertiu hoje, em Kiev, que a paz requer força efetiva e política para ser conquistada e que a erosão das democracias apenas interessa aos poderes imperialistas.
Estas posições foram defendidas pelo antigo ministro social-democrata numa cimeira de presidentes de parlamentos, em Kiev, depois de ter participado numa cerimónia evocativa dos três anos do massacre de Bucha pelas tropas russas.
Em abril de 2022, com a retirada das tropas russas de Bucha, cidade perto de Kiev, começaram a ser divulgados relatos e imagens de diversas atrocidades. Mais de 300 corpos foram encontrados e a Ucrânia pediu ao Tribunal Penal Internacional para investigar estes crimes de guerra.
No seu discurso, o presidente da Assembleia da República referiu-se à conjuntura política e diplomática que envolve a guerra na Ucrânia, considerando que, “infelizmente”, não é por se repetir a palavra paz que se consegue conquistar a paz e mantê-la.
“Se é verdade que a paz tem de ser negociada, também é verdade que ela tem de ser conquistada. Há sempre um elemento de força — força política e força efetiva – associado a qualquer processo que vise a paz”, sustentou.
Por essa razão, para José Pedro Aguiar-Branco, no presente, é preciso “dar força à Ucrânia na sua conquista pela paz – força política e força negocial”.
“Esta também é necessária, para além da indispensável força no terreno”, apontou.
José Pedro Aguiar-Branco observou, também, que “qualquer solução de paz passa necessariamente pela justiça”.
“A justiça não pode ficar relegada, ou esquecida. Não há paz – as pessoas não terão paz — se forem constantemente assoladas por um sentimento de injustiça pelo enorme sentimento causado pelas forças invasoras”, frisou.
Depois, o presidente da Assembleia da República defendeu a tese de que “os impérios não são democráticos” e apontou mesmo o caso de Portugal, “país que, durante muito tempo, teve um império”.
“Sabemos que a conquista pela nossa democracia esteve intimamente ligada ao fim do império português. O que me leva ao seguinte ponto: a erosão da democracia interessa apenas aos poderes imperialistas”, declarou.
O antigo ministro social-democrata realçou ainda a luta do povo ucraniano pela sua “soberania, liberdade e democracia”.
“A luta da Ucrânia é necessariamente a luta da Europa livre e do mundo baseado em regras”, acrescentou.
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Zelensky estará a preparar eleições para este verão
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, terá dado indicações à sua equipa para se preparar para realizar eleições no próximo verão, noticiou este domingo o The Economist.
Zelensky terá tido uma reunião com alguns dos seus colaboradores para dar indicações no sentido de serem realizadas eleições após um cessar-fogo.
O domingo de Páscoa, 20 de abril, estará a ser apontado como uma possível data para a entrada em vigor de um cessar-fogo.
De acordo com o The Economist, que cita várias fontes com conhecimento da reunião, Zelensky estará a apontar para o verão. Uma vez que a lei exige um mínimo de 60 dias de campanha eleitoral, poderia haver eleições no início de julho.
Contudo, há fontes da dizer ao The Economist que são necessários pelo menos três meses para reconstituir os cadernos eleitorais no contexto da guerra em curso.
Além disto, o parlamento ucraniano deverá votar no dia 5 de maio uma possível extensão da lei marcial, que expira no dia 8 de maio. É necessário levantar a lei marcial para permitir a realização de eleições.
O The Economist dá ainda conta de que Zelnesky pretende recandidatar-se à presidência ucraniania.
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Suécia anuncia maior pacote de ajuda a Kiev desde início da guerra
“A Suécia revelou hoje o seu maior pacote de apoio militar à Ucrânia até à data, avaliado em quase 1,6 mil milhões de dólares (cerca de 1,48 mil milhões de euros). O pacote inclui, entre outras coisas, apoio à defesa aérea, artilharia, comunicações por satélite e capacidades marítimas”, informou o ministro da Defesa sueco, Pal Jonson.
Segundo as autoridades suecas, cerca de 9,2 mil milhões de coroas suecas (850 milhões de euros) serão utilizados para comprar armas, munições e sistemas de defesa aérea, embora as compras específicas que a Ucrânia fará com estes fundos ainda não tenham sido especificadas.
Outros 5 mil milhões de coroas (462 milhões de euros) serão destinados a vários fundos que compram equipamento para a Ucrânia, mecanismos que, segundo Johnson, servem para canalizar “grande parte do apoio militar internacional”, como o Grupo de Contacto de Defesa, conhecido como Rammstein.
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Drones de fabrico russo sobrevoam centro de pesquisa da UE em Itália
Os sistemas antidrone italianos detetaram cinco passagens de drones de fabrico russo sobre um centro de investigação da União Europeia (UE) na província de Varese, em março, informa o Corriere della Sera.
As passagens foram rápidas, mas repetiram-se pelo menos cinco vezes nas últimas semanas perto de um dos edifícios mais vigiados do norte de Itália.
Os aparelhos foram detetados por responsáveis do centro através de radares que dispararam um alarme com as sucessivas passagens. Segundo especialistas citados pelo jornal italiano, o drone seria de fabrico russo.
A proximidade do aparelho com um centro de investigação da UE gera preocupação dada a possibilidade de equipar os drones com câmaras e instrumentos digitais capazes de gravar objetos com grande detalhe, inclusive de noite.
Depois das várias passagens, o drone desapareceu sem deixar vestígios.
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Kallas pede aos EUA para pressionar mais a Rússia
A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, pediu esta segunda-feira aos Estados Unidos para “colocar mais pressão” sobre a Rússia para Kiev aceitar um cessar-fogo na Ucrânia e terminar a guerra.
Kallas, que falava a jornalistas em Madrid, saudou o papel dos Estados Unidos na abertura de conversações entre a Rússia e a Ucrânia, mas considerou que o governo norte-americano tem de desempenhar outro papel para além de mero mediador.
“Neste momento, aquilo que precisamos é que a Rússia concorde com o cessar-fogo. Penso que os EUA têm de ter também um papel de colocar mais pressão à Rússia para parar esta guerra”, disse a alta-representante para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança da União Europeia.
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Ministro dos Negócios Estrangeiros chinês visita Moscovo em período de negociações de paz
O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, chegou esta segunda-feira a Moscovo para conversações com o seu homólogo russo, Serguei Lavrov, numa altura em que Rússia e Ucrânia discutem uma proposta norte-americana para pôr fim à guerra.
Wang deve reunir-se com Lavrov na terça-feira, dias depois de a Ucrânia e a Rússia terem concordado, em princípio, com um cessar-fogo parcial, que contemplava por exemplo a proibição de ataques a infraestruturas de energia nos dois países, após o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter falado com os líderes russo e ucraniano.
No entanto, Rússia e Ucrânia têm trocado quase diariamente acusações na sequência de ataques a infraestruturas energéticas.