Momentos-chave
- O que se passou até agora
- Ucrânia transmite aos EUA todas as informações sobre a violação do cessar-fogo parcial por parte da Rússia
- Zelensky pede aumento das sanções dos EUA sobre a Rússia
- Zelensky vai reunir com aliados na sexta-feira
- Chantagear a Ucrânia com "acordo de paz" é inaceitável
- Casa Branca diz que Trump está "frustrado" tanto com Putin como com Zelensky
- Encontrado morto o quarto e último soldado norte-americano desaparecido na Lituânia
- EUA não se devem deixar enganar pelas "táticas russas para empatar"
- Rússia diz que não "pode" aceitar versão atual do acordo proposto pelos EUA para cessar-fogo
- Rússia diz que se mantém líder nos mercados energéticos apesar das sanções
- Kallas diz provas de "crimes de guerra horrorosos" cometidos pela Rússia são "esmagadoras". "Não há como negar"
- Ucrânia recebeu nova proposta dos EUA para acordo de minerais durante negociações da semana passada
- Marco Rubio vai reunir-se com aliados da NATO em Bruxelas
- Chefes da diplomacia da Alemanha e Lituânia chegam a Kiev
- Mike Waltz também terá criado grupos sobre guerra da Ucrânia no Signal
- Ucrânia teve primeira noite sem ataques desde acordo para trégua energética
- Trump "não apreciou" proposta russa para substituir Zelensky
- António Costa: "Escolha entre investir em defesa e coesão social é errada"
Histórico de atualizações
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O que se passou até agora
- Volodymyr Zelensky, Presidente da Ucrânia, está a pressionar os Estados Unidos para reforçar as sanções contra a Rússia. Partilha diariamente informações sobre violações do cessar-fogo por parte da Rússia, destacando que a Ucrânia está pronta para um cessar-fogo incondicional.
- A proposta de cessar-fogo promovida pelos Estados Unidos na Ucrânia está a ser considerada pela Rússia, mas não pode ser aceite na sua forma atual, segundo o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Ryabkov. Moscovo alega que as propostas não abordam as causas principais do conflito.
- Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos, está frustrado com os líderes de ambos os lados do conflito na Ucrânia, especialmente pressionando Vladimir Putin para assinar um acordo de cessar-fogo. A administração norte-americana está a considerar sanções adicionais contra a Rússia.
- A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, sublinhou a gravidade dos crimes de guerra alegadamente cometidos pela Rússia na Ucrânia, afirmando que as provas são esmagadoras. Salientou a importância da justiça e responsabilização por estes atos para a recuperação e paz duradoura na Ucrânia.
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Encerramos aqui o liveblog desta terça-feira. Pode continuar a acompanhar todos os desenvolvimentos sobre a guerra na Ucrânia neste outro artigo em direto.
Países da NATO preparam-se para compromisso de 3,5% do PIB em defesa na cimeira de Haia
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Moscovo não vai aceitar as propostas dos EUA para a paz na Ucrânia “na sua forma atual”
O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Ryabkov, garantiu que Moscovo não vai aceitar as propostas dos EUA para pôr fim à guerra na Ucrânia na sua “forma atual”.
“Tanto quanto podemos ver, não há lugar nelas para a nossa principal exigência, nomeadamente a resolução dos problemas relacionados com as causas profundas deste conflito. Está completamente ausente e isso tem de ser ultrapassado“, disse Ryabkov numa entrevista à revista russa International Affairs, citada no Kyiv Independent.
Na mesma entrevista, Ryabkov afirmou ainda que a Rússia não viu os EUA darem à Ucrânia um “sinal” para acabar com a guerra.
Ryabkov alegou que as conversações de paz lideradas pelos EUA não estão a abordar as principais preocupações da Rússia. “Levamos muito a sério os modelos e as soluções propostas pelos americanos, mas não podemos aceitar tudo na sua forma atual”, afirmou.
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Suíça contabiliza quase 7,8 milhões de ativos russos congelados
As autoridades suíças congelaram ativos russos num valor próximo de 7,8 mil milhões de euros, traduzindo um aumento desde o ano passado, informou esta terça-feira a Secretaria de Estado dos Assuntos Económicos (SECO).
Em resposta à invasão russa da Ucrânia, o governo suíço decidiu no final de fevereiro de 2022, apoiar as sanções da União Europeia contra a Rússia, uma decisão fortemente criticada por Moscovo como uma perda da neutralidade suíça.
No final de março, os ativos congelados na Suíça totalizavam 7,4 mil milhões de francos suíços (cerca de 7,8 mil milhões de euros), segundo a SECO, em comunicado de imprensa, notando o aumento de 1,6 mil milhões de francos suíços na comparação com o ano anterior.
O aumento foi justificado pela identificação e congelamento de ativos adicionais.
Trata-se de “14 bens imobiliários de pessoas, empresas ou entidades visadas pelas sanções”.
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Ucrânia transmite aos EUA todas as informações sobre a violação do cessar-fogo parcial por parte da Rússia
Volodymyr Zelensky afirmou que a Ucrânia está a transmitir aos EUA todas as informações sobre a violaçãodo cessar-fogo parcial por parte da Rússia, que prevê o fim dos ataques ao sector energético.
“Monitorizar a aplicação de determinados acordos é muito importante neste contexto. Até agora, pensamos que não existe um processo de monitorização de alto nível, mas nós, pela nossa parte, quase diariamente, pedi ao nosso lado que o fizesse, transmitir informações ao nível de várias instituições sobre a violação dos acordos por parte da Rússia de não atingir o sector energético com mísseis. Transmitimos estas informações aos Estados Unidos e vemos que os Estados Unidos estão a começar a compreender um pouco isto”, sublinhou o Presidente ucraniano, citado no Ukrinform.
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Zelensky pede aumento das sanções dos EUA sobre a Rússia
Volodymyr Zelensky afirmou estar “à espera” que os EUA reforcem as suas sanções contra a Rússia uma vez que “dispõem todos os instrumentos para o fazer”, citou a CNN.
“Kiev fornece diariamente aos EUA provas de violações do cessar-fogo por parte da Rússia”, afirmou o Presidente ucraniano, acrescentando que o seu país “está pronto” para um cessar-fogo “incondicional” e que o tem demonstrado.
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Zelensky vai reunir com aliados na sexta-feira
O Presidente ucraniana anunciou que na sexta-feira vai reunir com um “pequeno círculo de países dispostos a contribuir para o contigente de tropas estrangeiras” na Ucrânia, cita a CNN. Volodymyr Zelensky afirma ainda estar a aguardar respostas “mais concretas” dos aliados sobre a sua disponibilidade para contribuir para essa força.
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Três feridos em ataque russo contra Nikopol
As forças russas lançaram cerca de 30 ataques no distrito de Nikopol, na região de Dnipro, deixando três pessoas feridas, incluindo um adolescente de 14 anos, avançou a administração militar da região.
O adolescente de 14 anos e uma mulher de 65 anos receberam tratamento, enquanto uma mulher de 37 anos foi hospitalizada em estado moderado.
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Chantagear a Ucrânia com "acordo de paz" é inaceitável
O presidente da Comissão dos Negócios Estrangeiros, David McAllister, considerou que qualquer tentativa de chantagear a Ucrânia com “acordos de paz” para forçar a nação a render-se é inaceitável, uma vez que apenas servirão os interesses do Estado agressor.
“Em primeiro lugar [a prioridade da política externa da UE é] enfrentar as consequências da guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia. Permitam-me que seja muito claro: qualquer tentativa de chantagear a Ucrânia para que se renda em nome de um “acordo de paz” só daria poder ao agressor. Putin não pode conseguir através de negociações o que não conseguiu no campo de batalha”, sublinhou, citado no Ukrinform.
“Nas próximas semanas e meses, continuaremos a manter-nos unidos como parceiros firmes da Ucrânia. Vamos garantir que a Ucrânia dispõe dos meios para libertar o seu povo e impedir novas agressões russas”, acrescentou David McAllister.
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Casa Branca diz que Trump está "frustrado" tanto com Putin como com Zelensky
A Casa Branca anunciou que Donald Trump está “frustrado com os líderes de ambos os lados” do conflito na Ucrânia depois de ontem, numa entrevista à Sky News, o líder da Finlândia ter revelado que o Presidente dos EUA está cada vez mais “frustrado” e “impaciente” pela forma como o Presidente russo está a atrasar a assinatura de um acordo que leve a um cessar-fogo.
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Bruxelas avança com mais 3,5 mil milhões de euros para apoiar a Ucrânia
A Comissão Europeia desembolsou esta terça-feira um terceiro pagamento de 3,5 mil milhões de euros à Ucrânia, ao abrigo do mecanismo criado para o país, elevando o total para quase 20 mil milhões num ano para despesas e reformas.
“A Comissão Europeia continua a apoiar a Ucrânia com o desembolso de um terceiro pagamento regular de quase 3,5 mil milhões de euros no âmbito do Mecanismo de Apoio à Ucrânia. Este financiamento (…) permitirá reforçar a estabilidade macrofinanceira do país, apoiar a sua administração pública e fazer avançar reformas fundamentais a longo prazo”, anuncia a instituição em comunicado de imprensa.
O desembolso desta terça-feira eleva o apoio total da União Europeia (UE) à Ucrânia ao abrigo do mecanismo para cerca de 19,6 mil milhões de euros desde o início do programa, a 1 de março de 2024.
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Encontrado morto o quarto e último soldado norte-americano desaparecido na Lituânia
Foi encontrado sem vida o quarto soldado desaparecido na Lituânia desde a semana passada, avançou a Casa Branca.
Ontem, o Presidente da Lituânia, Gitanas Nausėda, anunciou a morte de três dos quatro soldados norte-americanos. Em comunicado, o Exército dos Estados Unidos da América também confirmou a informação.
Três dos quatro soldados norte-americanos desaparecidos na Lituânia encontrados mortos
Na semana passada, as forças armadas da Lituânia deram início às buscas por quatro soldados norte-americanos que foram dados como desaparecidos em território lituano, nas proximidades da fronteira com a Bielorrússia, onde se encontravam a fazer treinos tácticos.
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Avanços russos na Ucrânia abrandam em março pelo quarto mês consecutivo
O avanço das forças russas na Ucrânia abrandou pelo quarto mês consecutivo, com 240 quilómetros conquistados em março, segundo dados do Instituto Americano para o Estudo da Guerra (ISW).
Os dados do ISW, um ‘think tank’ com sede em Washington que monitoriza a situação no terreno desde o começo do conflito, em fevereiro de 2022, revelam por outro lado que a presença das tropas ucranianas na província russa de Kursk está agora reduzida a apenas 80 quilómetros quadrados.
No seu ponto máximo, a ocupação ucraniana em Kursk, iniciada em agosto do ano passado, atingiu 1.300 quilómetros quadrados, o que significa que a contraofensiva russa produziu uma redução de 80% apenas em março.
As forças russas conquistaram menos quase 150 quilómetros de território na Ucrânia em março em comparação com fevereiro, o que indica que a sua progressão tem diminuído todos os meses desde o pico de 725 quilómetros quadrados em novembro de 2024.
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Investimento na Defesa. "Precisamos de militares e não há"
O Major-General João Vieira Borges afirma que é preciso investir no recrutamento militar em toda a Europa. Garante que é necessária maior pressão diplomática para acabar com o conflito na Ucrânia.
Ouça aqui o novo episódio do “Gabinete de Guerra” da Rádio Observador.
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EUA não se devem deixar enganar pelas "táticas russas para empatar"
Ainda em Kiev, Annalena Baerbock afirmou que os EUA não se devem deixar enganar por quaisquer táticas do Presidente russo, Vladimir Putin, para empatar citou o The Guardian.
“Na próxima reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO, vamos deixar claro para os Estados Unidos que não devemos aceitar as táticas de empatar de Putin”, disse a chefe da diplomacia alemã.
“Só haverá uma paz real e duradoura quando o presidente russo perceber que não pode ganhar esta guerra, que a sua destruição não é bem sucedida”, afirmou, acrescentando que a Ucrânia tinha de “conduzir as negociações de paz a partir de uma posição de força”.
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Rússia diz que não "pode" aceitar versão atual do acordo proposto pelos EUA para cessar-fogo
A Rússia leva as propostas dos Estados Unidos para um cessar-fogo na Ucrânia “a sério”, mas não pode aceitá-las “da forma como estão agora”, disse o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Ryabkov, numa entrevista à revista International Affairs Journal, citada pelo Kyiv Independent.
O mesmo responsável diz ainda não ter ouvido um sinal de Trump, dirigido a Kiev, para que “acabe com a guerra” — apesar de a Rússia ter invadido o país. “O que existe hoje é uma tentativa de encontrar uma espécie de esquema que permitisse primeiro chegar a um cessar-fogo”, comentou.
A Ucrânia chegou a aceitar uma proposta dos EUA para um cessar-fogo de 30 dias, mas a Rússia rejeitou-a.
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Rússia diz que se mantém líder nos mercados energéticos apesar das sanções
A Rússia mantém uma posição de liderança nos mercados de energia globais apesar das sanções a que está sujeita, assegura o primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin.
De acordo com a agência TASS, Mishustin veio garantir que a Rússia está “proativamente a expandir” rotas logísticas, “especialmente em direção a países amigos”, e a financiar infraestruturas adequadas.
Além disso, acrescentou o responsável russo, o país é capaz de suportar de forma “confiável” as suas próprias necessidades.
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Kallas diz provas de "crimes de guerra horrorosos" cometidos pela Rússia são "esmagadoras". "Não há como negar"
A chefe da diplomacia Europeia, Kaja Kallas, disse falou dos crimes de guerra que a Rússia terá cometido na Ucrânia, defendendo que “as provas são esmagadoras” e apontam para crimes “horrorosos”.
Em Estrasburgo, Kallas disse esta terça-feira, num debate do Parlamento Europeu, que “não há forma de negar” provas que se encontram em registos telefónicos usados por comandantes dos canais de rádio russos: “Sabemos exatamente quem são os criminosos”, cita o The Guardian. “Com a tecnologia que temos à mão hoje em dia, a impunidade por crimes de guerra é francamente impossível, desde que investiguemos. E é isso que temos de fazer, porque o número de possíveis crimes cometidos nesta guerra é “simplesmente inacreditável”. Segundo o The Guardian, a responsável europeia condenou a deportação de crianças ucranianas, que considera um dos crimes mais graves e uma violação extrema dos direitos humanos.
Kallas disse ainda que cerca de 170 mil casos criminais foram abertos pelas autoridades ucranianas, que estão a receber o apoio da UE. E acrescentou que a recuperação da Ucrânia virá não só da reconstrução de infraestruturas, mas também da “justiça e responsabilização pelos crimes horríveis cometidos pela Rússia”, porque só isso trará às famílias ucranianas “a paz de espírito” de que precisarão.
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Quatro caças F-16 portugueses vão patrulhar espaço aéreo dos países bálticos
Um contingente da Força Aérea Portuguesa com quatro caças F-16 e até 95 militares vai patrulhar o espaço aéreo da região dos países bálticos. Nesta missão de policiamento aéreo da NATO, as aeronaves portuguesas vão ter em Amari, na Estónia, a sua base aérea de operações
“Durante este período, os F-16M portugueses estarão em alerta de forma permanente para identificar, monitorizar e intervir, sempre que determinado, no espaço aéreo da região do Báltico. A missão passa também pela vigilância de aeronaves militares e civis que não cumpram os regulamentos internacionais de voo”, explica o comunicado do gabinete do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas.
Esta é a oitava vez que uma força militar portuguesa participa numa missão de vigilância daquele espaço do nordeste da Europa, a primeira realizada com base na Estónia.
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Moscovo diz que proposta de Trump para cessar-fogo não tem em conta "causas principais" da guerra
A Rússia “leva a sério” as propostas norte-americanas para um cessar-fogo na Ucrânia, mas não as pode aceitar “como atualmente são”, afirmou hoje o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros Sergei Ryabkov. Segundo o governante, as propostas de Washington têm falhado a ter em conta as “causas principais deste conflito”.
“Não temos ouvido sinais de Trump para que Kiev acabe com a guerra”, disse Ryabkov. “Tudo o que hoje existe é uma tentativa de encontrar um género de esquema que nos levaria a chegar a um cessar-fogo, na forma como os americanos o vêm”, acrescentou.