Atualizações em direto
  • Forças israelitas invadem várias cidades no norte da Cisjordânia e fazem dezenas de detenções

    As forças israelitas invadiram pelo menos 15 cidades no norte da Cisjordânia, detendo dezenas de palestinianos, informou este sábado a Al-Jazeera.

    Os ataques tiveram como alvo diversas cidades e vilas do norte, incluindo Nablus, Jenin, Tubas e Qalqilya.

    Em Nablus, as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) realizaram detenções e invadiram casas nas aldeias de Jalud e Qaryut. Também foram relatadas detenções em Arrabeh e Burqin, perto de Jenin, enquanto as forças israelitas entraram em Tubas e na cidade vizinha de Aqqaba.

    No sul do país, tratores israelitas demoliram um prédio de três andares em Hebron, dando às famílias apenas cinco minutos para recolher os seus pertences. As forças israelitas também ordenaram que centenas de famílias palestinianas saíssem de casa na área de Ein Deir Bahha, em Hebron, e arredores.

    As IDF anunciaram, na noite de sexta-feira, que tinham iniciado uma operação em Hebron que durará “vários dias”, além de operações de outras forças em “dezenas” de áreas da Cisjordânia.

    Mais a leste, as forças israelitas entraram em Jericó e no campo de refugiados vizinho de Aqabat Jabr.

  • Netanyahu diz que reserva “grande surpresa” para Autoridade Palestiniana

    O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse que reserva uma “grande surpresa” para a Autoridade Palestiniana, após ordenar uma operação militar de grande escala na Cisjordânia ocupada, na sequência de um ataque letal ocorrido na sexta-feira.

    Na noite de sexta-feira, no canal I24 — no meio da campanha para as eleições legislativas de terça-feira —, o primeiro-ministro evitou responder a uma pergunta sobre uma possível intenção de desmantelar a Autoridade Palestina, declarando-se a favor da “astúcia e da surpresa”.

    “Transformamos o Oriente Médio. Eu disse que mudaríamos as coisas, e nós fizemo-lo”, afirmou o líder, cuja sobrevivência política está em jogo nestas eleições legislativas.

    Sem dar mais detalhes, Netanyahu acrescentou: “Há uma surpresa muito grande à espera da Autoridade Palestiniana também”.

  • Arábia Saudita diz que intercetou míssil lançado contra Riade

    A coligação liderada pela Arábia Saudita, que combate os rebeldes Huthis no Iémen, informou hoje que intercetou um míssil balístico lançado contra a capital Riade pelo movimento apoiado pelo Irão.

    Duas explosões foram ouvidas durante a madrugada na capital da Arábia Saudita, reino que continua a ser alvo de ataques por parte dos Huthis.

    A Proteção Civil saudita informou que foi acionado um sistema de alerta precoce para avisar os moradores de Riade de uma possível ameaça.

    “As defesas aéreas intercetaram e destruíram um míssil balístico lançado pela milícia terrorista [dos] Huthis em direção a Riade”, escreveu o porta-voz da coligação, Turki al-Malki, na rede social X.

  • Pelo menos 212 mortos em ataques “indiscriminados” dos houthis em Taiz desde setembro

    A Rede Iemenita de Direitos e Liberdades denunciou hoje que pelo menos 212 civis, entre os quais 38 menores, morreram desde setembro em bombardeamentos “indiscriminados”, disparos de atiradores furtivos e minas terrestres dos rebeldes houthis na província de Taiz.

    No seu último relatório, a ONG indica ainda ter registado 319 feridos devido a estes ataques, entre os quais se encontram 29 crianças, referindo que os insurgentes infligiram “espancamentos” a 137 pessoas e levaram a cabo “23 execuções sumárias” contra civis e membros das forças pró-governamentais do Iémen.

    No total, a organização documentou 1.891 “crimes e violações” entre 01 de setembro e 22 de outubro, período em que foram registados quase 9.900 disparos “indiscriminados” de granadas de morteiro, obuses, artilharia, foguetes, drones e mísseis balísticos que visaram, na sua maioria, bairros residenciais.

    Isto coincide com a escalada da ofensiva dos houthis contra a cidade de Taiz, à qual impõem um cerco há já algumas semanas e que sitiam diariamente para assumir o controlo, deixando a população civil sem acesso a bens de primeira necessidade e a serviços essenciais.

    No entanto, alertou que estes números não são exaustivos, uma vez que o acesso a algumas zonas “continua a ser impossível devido aos combates e às restrições de acesso no terreno”.

  • Operaçõe do Starshield retomadas a velocidades superiores a 400 km/hora, diz Ministério da Defesa ucraniano

    O Starshield, a versão militar do sistema de internet via satélite Starlink, de Elon Musk, estava a operar a velocidades acima de 400 quilómetros por hora na manhã deste sábado, após ter sido limitado a 161 quilómetros por hora, informou o Ministério da Defesa da Ucrânia.

    “Registámos uma velocidade superior a 400 km/h, a conexão está estável”, afirmou o ministério, citado pelo Kyiv Independent.

    A restrição de velocidade do Starshield (que terá sido ordenada por Elon Musk, segundo avançou o Wall Street Journal) limitou o uso de drones a jato intercetores por parte da Ucrânia e a coordenação de ataques contra alvos russos.

    O mesmo jornal norte-americano noticiou esta sexta-feira que Trump ordenou a Musk, CEO da SpaceX, na quarta-feira, que levantasse as restrições impostas.

  • Guarda Revolucionária do Irão reporta explosões em mais dois superpetroleiros no estreito de Ormuz

    A Guarda Revolucionária iraniana anunciou que mais dois petroleiros sofreram explosões e incêndios após colidirem com minas quando tentavam atravessar o estreito de Ormuz por uma rota “não autorizada”, num contexto de aumento dos incidentes marítimos nas últimas semanas.

    “Dois superpetroleiros infratores que tentaram atravessar o estreito de Ormuz por uma rota não autorizada, situada a sul, colidiram com minas navais”, comunicou na sexta-feira ao fim do dia o corpo militar de elite iraniano num comunicado divulgado pela agência Tasnim.

    De acordo com o comunicado, as salas de máquinas de ambos os navios ficaram fora de serviço devido às explosões e aos intensos incêndios, pelo que as embarcações ficaram imobilizadas.

    “Estes petroleiros transportavam, no total, mais de 4,5 milhões de barris de petróleo bruto que, após o impacto contra as minas navais na costa sul do estreito de Ormuz, ficaram abandonados, enquanto os tripulantes evacuaram os navios”, explicou a fonte, sem especificar as bandeiras das embarcações nem informar sobre possíveis vítimas.

    Nos últimos 10 dias, a Guarda Revolucionária iraniana registou pelo menos 15 incidentes com navios, dos quais reconheceu ter atacado quatro, afirmando que outros 11 colidiram com minas, num contexto de escalada das tensões nesta passagem marítima estratégica.

    O corpo militar iraniano mantém o aviso de que não permitirá a passagem de navios sem a sua autorização, enquanto os Estados Unidos tentam restabelecer o tráfego por uma rota próxima de Omã.

  • "Estamos prontos para parar esta guerra o mais rápido possível", diz Zelensky

    O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que o país está pronto para parar a guerra contra a Rússia, através da assinatura de um acordo de paz que congele as hostilidades na atual linha de contacto.

    “Estamos prontos para parar esta guerra o mais rápido possível”, afirmou Zelensky, em entrevista à ABC News.

    Questionado sobre se estaria disposto a “ceder 25% da Ucrânia” como parte de um acordo, Zelenskyy respondeu que não, explicando que as forças russas ocuparam uma percentagem menor do território do país, cerca de 19%.

    Zelensky também garantiu que a Ucrânia não concorda em reconhecer o território temporariamente ocupado como russo.

  • Bom dia.

    Abrimos este liveblog para acompanhar os conflitos e tensões internacionais, com destaque para a guerra na Ucrânia e para o conflito no Médio Oriente.

    Pode recordar o que se passou ontem neste outro liveblog, que agora arquivamos.

    Ataque russo atinge central termoelétrica ucraniana e interrompe produção de eletricidade

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