Este sábado, milhares de italianos saíram à rua para protestar contra o aumento do custo de vida. Foram organizadas marchas e concentrações em diversas cidades de Itália, como Roma, Bolonha, Turim ou Milão.

Porém, em alguns locais, as manifestações ficaram marcadas por confrontos com as autoridades. Foi o que aconteceu em Milão, onde alguns grupos se juntaram na Piazza del Duomo, perto da Catedral, atirando barreiras, caixotes do lixo e pedras contra a polícia, escreve a agência italiana ANSA.

De acordo com a imprensa italiana, num dos momentos a polícia recuou e um grupo de manifestantes terá vandalizado e assaltado um carro dos Carabinieri, a força policial.

Alguns dos jovens foram identificados pelas autoridades locais. A ANSA, a agência de notícias italiana, refere que não haverá ligação entre os manifestantes e o grupo black bloc, conhecido pela violência durante protestos.

Um grupo de jovens entrou na conhecida Galleria Vittorio Emmanuele II, um dos pontos mais turísticos de Milão, famosa pelas lojas de luxo. As lojas baixaram as grades e vários turistas fugiram do local, nota a Reuters. A estação de metro Duomo, que dá acesso à Catedral, foi encerrada durante os confrontos.

A ANSA escreve que cinco pessoas, entre os 18 e os 30 anos, sofreram ferimentos ligeiros e foram transportadas para o hospital.

Na cidade italiana de Turim, a organização do protesto pediu aos jovens com capuzes e cara tapada para mostrarem a cara. Um pequeno grupo tentou ultrapassar a cabeça do cortejo, mas foi bloqueado pelos próprios manifestantes, nota a ANSA. Ainda assim, foi atirada uma garrafa de água contra a polícia.

Em Bolonha, houve confrontos entre jovens e a polícia no exterior da estação de comboios da cidade. A polícia usou canhões de água e gás lacrimogéneo na Piazza Medaglie d’Oro, para tentar conter um grupo de manifestantes que atirou pedras e outros objetos contra a polícia. Várias bicicletas de serviços de partilha foram vandalizadas.

Antonio Tajani, vice-primeiro-ministro e responsável pela pasta dos Negócios Estrangeiros, usou o X para reagir aos protestos. “O direito e a liberdade de manifestação são invioláveis, mas não menos importante é o direito de todos os cidadãos à segurança e o direito das forças de ordem a não serem agredidas”, escreveu.

“A violência e o vandalismo são totalmente inaceitáveis e devem ser condenados, tanto em Milão como em Bolonha, em Turim e nas outras cidades por onde, neste momento, circulam grupos de desordeiros”, continuou.

Tajani disse que é “igualmente inaceitável o facto de parte da oposição estar a atiçar o fogo dos protestos violentos nas ruas, numa tentativa de compensar a sua falta de ideias e propostas”. “Manifesto a minha total solidariedade para com as forças de segurança, para com as nossas mulheres e os nossos homens fardados, mais uma vez empenhados em proteger os direitos de todos, incluindo os dos manifestantes não violentos e a segurança das nossas cidades.”

Este sábado, a Confederação Geral Italiana do Trabalho, a maior organização sindical italiana, anunciou que vai convocar uma greve geral para 20 de novembro.