Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, reafirmou a intenção do país em aderir à União Europeia, independentemente da oposição do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán. Zelensky sublinhou que a integração europeia é uma escolha do povo ucraniano e que estão a considerar novos procedimentos para contornar a oposição húngara.
    • A Ucrânia lançou um ataque com drones que danificou importantes infraestruturas energéticas na Rússia. Entre os alvos atingidos, destacam-se o terminal petrolífero de Feodosia, na Crimeia, e a refinaria Kirishi. Estes ataques impactaram o fornecimento de eletricidade, afetando bastante a população na região de Belgorod.
    • A Rússia relatou ter intercetado 251 drones ucranianos numa das maiores operações até à data, com parte significativa destes drones abatida sobre a Crimeia e o Mar Negro. Este evento é considerado um dos maiores ataques de Kiev desde o início do conflito, revelando uma escalada nas hostilidades entre os dois países.
    • O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou abertura à proposta do Presidente russo, Vladimir Putin, para prorrogar o tratado de desarmamento nuclear START III por um ano. Este tratado procura limitar o arsenal nuclear estratégico das potências e está envolto num contexto de tensões globais crescentes.

    [Há um novo candidato a Belém. Soares fica em choque com o anúncio do amigo que considera irmão. Freitas elege Zenha como principal adversário. A “Eleição Mais Louca de Sempre” é o novo Podcast Plus do Observador sobre as Presidenciais de 1986. Uma série narrada pelo ator Gonçalo Waddington, com banda sonora original de Samuel Úria. Pode ouvir aqui, no Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir o primeiro episódio aqui.]

  • Bom dia.

    Encerramos aqui este liveblog.

    Pode continuar a acompanhar o que se passa na guerra da Ucrânia neste outro liveblog.

    Agência de Energia Atómica denuncia combates muito perto da central nuclear de Zaporíjia. Rússia avança na região de Dnipro

  • Zelensky diz que Ucrânia se vai juntar à UE, "com ou sem Orbán"

    O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse esta segunda-feira que a rejeição do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, de deixar a Ucrânia entrar na UE não os iria impedir de fazê-lo, noticiou o órgão noticioso Ukrainska Pravda.

    Numa conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro neerlandês demissionário, Dick Schoof, Zelensky assegurou que a “Ucrânia vai estar na União Europeia, com ou sem Orbán, porque essa é a escolha do povo ucraniano”.

    “Mudar o procedimento significa encontrar uma maneira sem a Hungria. Quando a maioria, todos os países exceto a Hungria, apoia a Ucrânia, eles entendem como isso deve ser feito”, acrescentou.

  • Rússia ataca maternidade em Sumy. Não há feridos

    A Rússia atacou uma maternidade na cidade ucraniana de Sumy na manhã desta segunda-feira, revelou o governador regional Oleh Hryhorov no Telegram, que lhe chamou “mais um ataque cínico” da Rússia à “infraestrutura civil”.

    O governador explicou que, como tinha sido declarado alerta de ataque aéreo na hora anterior, os pacientes tinham sido levados pelos médicos para abrigos, pelo que não há feridos como resultado do ataque.

    “O drone atingiu o telhado do edifício, provocando um incêndio. Os bombeiros extinguiram rapidamente o incêndio. Todos os serviços estão a trabalhar no local”, escreveu Hryhorov.

  • Uma outra importante refinaria russa foi atingida pela Ucrânia no ataque desta segunda-feira

    Duas fontes do setor confirmaram à Reuters que a refinaria de petróleo Kirishi, uma das maiores da Rússia, foi forçada a interromper a atividade da sua mais produtiva unidade de destilação de petróleo bruto.

    A causa para a interrupção da CDU-6 terá sido o ataque ucraniano com recurso a drones desta madrugada, sendo que a empresa que gere a infraestrutura, a Surgutneftegaz, não quis comentar o caso mas terá alegadamente sido forçada a desviar a produção para a sua outra unidade principal, que já tinha sido danificada num ataque em meados de setembro.

    As duas fontes adiantam ainda à Reuters que esta paralisação deverá arrastar-se durante o próximo mês até a unidade voltar a estar operacional, agravando assim a atual crise de combustível na Rússia.

    O país a braços com a escassez de alguns tipos populares de gasolina devido à estratégia ucraniana de visar repetidamente a sua infraestrutura energética através de drones.

  • Rússia rejeita acusações “sem fundamento” de envio de drones e alerta para escalada na Europa

    A Rússia negou hoje ter enviado drones para a Alemanha e outros países da UE, acusando a NATO e os países europeus de estarem a preparar uma escalada de confrontos militares.

    “Não há base para acusar a Rússia disto”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, numa conferência de imprensa telefónica, na qual considerou “estranha” a questão dos drones e criticou políticos europeus por culparem Moscovo “sem fundamento”.

    O porta-voz da presidência russa lembrou o caso de um jovem detido na Europa por pilotar um drone, sublinhando que “não tinha qualquer ligação com a Rússia”, em resposta a declarações do chanceler alemão, Friedrich Merz, de que Moscovo poderá estar por detrás do envio de drones para a UE.

    Também o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Alexander Grushko, lembrou que Varsóvia ignorou as propostas de consulta de Moscovo sobre matérias relacionadas com os drones.

    Grushko criticou a Polónia por recorrer à NATO e ativar o artigo 4.º em vez de dialogar diretamente com a Rússia e avisou que “a Europa está a caminhar para uma escalada”, apontando o aumento da ajuda militar ocidental à Ucrânia.

    O vice-ministro russo acusou ainda a NATO de realizar manobras “cada vez mais agressivas”, incluindo operações ofensivas e voos de bombardeiros perto das fronteiras russas.

    Grushko denunciou que a política europeia está “claramente orientada para o confronto” com Moscovo, ilustrando a acusação com o aumento do número de manobras militares da Aliança Atlântica.

    “A natureza destes exercícios está a tornar-se cada vez mais agressiva. Estão a ser realizadas operações ofensivas com desembarque de tropas, estão a aumentar as atividades de espionagem aérea. A presença da componente nuclear está a aumentar. Os bombardeiros estratégicos norte-americanos estão a voar perto das nossas fronteiras”, concluiu o vice-ministro russo.

  • Polónia regista número recorde de ciberataques que atribui à Rússia

    A Polónia registou este ano 170.000 ciberataques, o número mais elevado de sempre e muito superior aos 111.000 incidentes ocorridos durante 2024, anunciou hoje o Governo polaco, que culpou a Rússia pelos incidentes.

    O vice-primeiro-ministro e ministro dos Assuntos Digitais, Krzysztof Gawkowski, disse numa entrevista à televisão estatal que entre 700 e 800 ataques cibernéticos diários representam uma ameaça para a segurança nacional.

    “Muitos destes ataques têm uma clara marca russa”, afirmou Gawkowski, citado pela agência de notícias espanhola EFE.

    A Polónia é considerada um alvo prioritário de sabotagens informáticas dentro da União Europeia (UE).

    Para Varsóvia, os ataques no ciberespaço fazem parte da chamada “guerra híbrida” promovida pela Rússia.

  • Milhares de pessoas estão sem eletricidade na região de Donetsk devido às "hostilidades implacáveis", alerta ONU

    Milhares de pessoas ficaram sem eletricidade nos últimos dias na região de Donetsk, no leste da Ucrânia. De acordo com o Gabinete da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), que comunicou a situação na rede social X, organizações locais têm prestado abrigo e assistência aos residentes afetados, enquanto os ataques contínuos continuam a causar vítimas.

  • Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia confirma ataque a Feodosia e também a fábrica de explosivos

    Depois de terem começado a surgir relatos do tipo de infraestruturas visadas pelo ataque de drones ucraniano desta madrugada, o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia veio confirmar pelo menos dois alvos.

    No seu canal de Telegram, este órgão ucraniano confirma ter visado o terminal petrolífero de Feodosia, na Crimeia, descrito como “um complexo tecnológico multifuncional para o transbordo de petróleo e produtos petrolíferos de vagões-cisterna ferroviários para navios marítimos e vice-versa, bem como para transporte rodoviário” que está “envolvido no abastecimento do exército de ocupação do agressor russo”.

    No entanto, foi também anunciado um ataque à fábrica de explosivos Ya. M. Sverdlova, no oeste da Rússia, sendo esta “um dos maiores fabricantes russos de explosivos”, com “capacidade para equipar praticamente todos os tipos de munições”.

  • Foram encontradas peças americanas, alemãs e japonesas em drones russos. Zelensky diz que vai reagir contra empresas responsáveis

    O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou esta segunda-feira que os drones e os mísseis russos com que o território foi atacado durante o fim de semana continham componentes fabricados noutros países.

    Recorrendo à rede social X, o líder ucraniano revelou que, só no ataque efetuado a 5 de outubro, na noite de 5 de outubro, a Rússia tenha recorrido a 549 sistemas de armas contendo 102.785 componentes fabricados no estrangeiro.

    Estes, continua, têm proveniência confirmada de empresas dos EUA, da China, de Taiwan, do Reino Unido, da Alemanha, dos Países Baixos, da Suíça, do Japão e da Coreia do Sul.

    “A Ucrânia está a preparar novas sanções contra aqueles que ajudam a Rússia e a sua guerra, e comunicámos propostas para restringir os esquemas de abastecimento”, avisa Zelensky, avisando que os parceiros ucranianos “já possuem dados detalhados sobre cada empresa e cada produto”, passando a saber assim “o que visar e como responder”.

    “Esta semana, os coordenadores das sanções do G7 vão reunir-se e esperamos uma decisão sistémica para garantir que as sanções sejam realmente eficazes. É fundamental acabar com todos os esquemas que contornam as sanções, porque a Rússia usa cada um deles para continuar a matar. O mundo tem o poder de impedir isso”, terminou.

  • Medvedev não revela se Rússia é responsável por drones, mas diz que são úteis para europeus sentirem "o perigo de guerra na pele"

    O ex-presidente russo e atual vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, comentou esta segunda-feira os repetidos avistamentos de drones sobre estados europeus, deixando mais uma provocação.

    Apesar de não negar abertamente o envolvimento da Rússia no envio de drones, Medvedev recorreu esta manhã ao seu canal de Telegram para dizer que os simpatizantes da causa russa “não vão desperdiçar os seus recursos saindo do esconderijo”. “Os nossos ‘agentes e espiões’ estão à espera de uma ordem separada, atirou.

    O ex-líder russo aproveitou então para apontar o dedo aos líderes europeus — em particular os mais ativos na defesa da Ucrânia —, acusando-os de inflamar os ânimos para ganho próprio.

    “O principal é que os europeus de vista curta sintam o perigo da guerra na própria pele. Que temam e tremam como animais estúpidos num rebanho a caminho do matadouro”, declarou.

  • Chanceler alemão diz assumir que Rússia está por trás dos avistamentos de drones na Europa

    Friedrich Merz afirmou este fim de semana que acredita que a Rússia está por trás de muitos dos drones avistados sobre a Alemanha.

    “A nossa suposição é que a Rússia está por trás da maioria destes voos de drones”, disse, citado pelo canal Deutsche Welle. As declarações de Merz surgiram depois de repetidos avistamentos de drones terem levado à interrupção dos voos no aeroporto de Munique durante o fim de semana, interrompendo muitos voos e deixando milhares de passageiros retidos.

    Para Merz, o número de incidente similares a repetir-se não tem precedentes na história europeia, sendo o único consolo a constatação — até à data — de que nenhum drone estava armado.

  • Aeroporto em Oslo teve de suspender aterragens após suposto avistamento de drones

    O Aeroporto de Oslo Gardermoen foi forçado a suspender temporariamente aterragens na madrugada desta segunda-feira após um relato de avistamento de drones perto do aeroporto.

    A informação — adiantada pela agência norueguesa NTB e citada pela Reuters — é de que vários voos de chegada tiveram de ser desviados ou ter a sua aterragem atrasada depois das autoridades terem obtido um relato de piloto da Norwegian Air que pensou ter visto três a cinco drones durante a aproximação ao aeroporto.

    Tal avistamento, contudo, não pode ser verificado pelas autoridades e as operações retomaram a sua normalidade.

  • Maior terminal petrolífero da Crimeia estará em chamas após ataque de drones ucraniano

    O terminal petrolífero de Feodosia terá irrompido em chamas após o ataque de Kiev conduzido esta madrugada, adiantam fontes pró-ucranianas.

    O Kyiv Independent cita o canal pró-ucraniano Crimean Wind no Telegram, dando conta de uma enorme explosão que provocou um incêndio visível a dezenas de quilómetros de distância. Já começaram a circular nas redes sociais vídeos não verificados do aparente incêndio.

    Localizado a cerca de 250 quilómetros do espaço efetivamente controlado pela Ucrânia, trata-se da maior infraestrutura de armazenamento de petróleo da Crimeia.

    Esta, de resto, não é a primeira vez que o terminal petrolífero de Feodosia é visado pela Ucrânia: um outro ataque a outubro de 2024 levou as autoridades locais a declarar estado de emergência.

  • Ataque ucraniano terá causado corte de energia em Belgorod, visando mais de 40 mil pessoas

    O ataque com recurso a drones por parte de Ucrânia desta madrugada danificou a infraestrutura energética, resultando no corte do fornecimento de eletricidade a milhares de pessoas, adiantou o governador da região russa esta manhã.

    Citado pela Reuters, o governador Vyacheslav Gladkov explicou no seu canal de Telegram que, apesar dos técnicos e serviços de emergência já tenham restaurado a energia para quase 34 mil consumidores esta manhã, ainda há 5.400 sem eletricidade.

    “Recebmos um relatório dos responsáveis pela energia sobre a natureza dos estragos causados pelo bombardeamento noturno de Belgorod. Temos danos consideráveis. O âmbito dos trabalhos será significativo”, afirmou.

    Tendo fronteira direta com a Ucrânia, Belgorod tem sido das regiões russas mais visadas pelos contra-ataques de Kiev no decurso da guerra — tendo, por exemplo, sofrido iguais cortes de energia e água no final de setembro devido a um ataque ucraniano.

  • Líder norte-coreano inspeciona novo contratorpedeiro de cinco mil toneladas

    O líder da Coreia do Norte Kim Jong-un inspecionou no domingo o mais recente navio de guerra de cinco mil toneladas destinado a “punir as provocações inimigas”, informou hoje a agência de notícias oficial KCNA.

    Apresentado em abril por Pyongyang, o Choe Hyon é o primeiro contratorpedeiro de cinco mil toneladas do país a ser equipado com mísseis nucleares.

    O lançamento do Choe Hyon “é uma demonstração clara do desenvolvimento das forças armadas orientadas para a doutrina Juche [a ideologia de autossuficiência da Coreia do Norte]”, afirmou o líder, de acordo com a KCNA.

    “As formidáveis capacidades da nossa marinha devem ser exercidas no vasto oceano, a fim de dissuadir ou contrariar e punir as provocações do inimigo à soberania do Estado”, acrescentou.

    O contratorpedeiro Choe Hyon é um dos dois navios de guerra de cinco mil toneladas que a Coreia do Norte possui, tendo ambos sido concluídos este ano. Kim Jong-un comprometeu-se a construir outro contratorpedeiro do mesmo tipo até outubro de 2026, a fim de reforçar as capacidades navais.

    De acordo com o exército sul-coreano, este navio pode ter sido desenvolvido com a ajuda da Rússia, possivelmente em troca do envio de milhares de soldados para ajudar Moscovo a combater na Ucrânia.

    As fotos da agência KCNA mostram o líder norte-coreano a supervisionar o que parece ser uma sala de controlo no interior do navio. Outra fotografia apresenta o dirigente a apontar para um mapa desfocado diante de generais.

  • EUA acusam Cuba de ter 5000 soldados a lutar pela Rússia como argumento para bloquear resolução na ONU

    A Reuters adiantou este domingo ter obtido acesso a um telegrama interno do Departamento de Estado dos EUA que cita o apoio efetivo de Cuba à Rússia durante a guerra na Ucrânia.

    Em causa está a uma campanha de mobilização no seio das Nações Unidas para que os diplomatas norte-americanos façam lobby contra uma resolução que pede a Washington que levante o embargo de décadas contra Havana.

    Como parte da argumentação para rejeitar essa resolução está a informação de que o governo cubano está a apoiar ativamente a invasão da Ucrânia pela Rússia, mobilizando até 5.000 cubanos a lutar ao lado das forças de Moscovo.

    Esta informação — que ainda não foi alvo de qualquer comentário por parte de Havana, nem pelos funcionários da Missão Permanente de Cuba nas Nações Unidas — surge depois de terem sido revelados vídeos pelo canal norte-americano CBS que aparentemente mostram cidadãos cubanos capturados que estavam a lutar ao lado da Rússia na Ucrânia.

  • Moscovo diz ter sido alvo de ataque em grande escala de Kiev com mais de 250 drones intercetados

    A Rússia anunciou hoje ter intercetado 251 drones ucranianos durante a noite, num dos maiores ataques de Kiev em três anos e meio de conflito, particularmente intenso na região do mar Negro.

    Desse número, 40 drones foram abatidos sobre a península ucraniana da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, 62 sobre o mar Negro e cinco sobre o mar de Azov, indicou o Ministério da Defesa russo.

    Segundo a agência russa TASS, há pelo menos um ferido a reportar, um civil em Nizhny Novgorod que terá sido atingido pelos destroços de um drone, mas não corre perigo de vida.

    Em sentido contrário, de recordar que, este domingo, a Rússia lançou o maior ataque, desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022, contra a região de Lviv, que faz fronteira com a Polónia, de acordo com o chefe da Administração Militar Regional da Ucrânia, Maksim Kozitskí.

  • Trump considera "boa ideia" proposta russa sobre tratado de desarmamento nuclear

    O Presidente dos Estados Unidos estará disposto a considerar a proposta do seu homólogo russo de prorrogar por um ano o START III, o tratado de desarmamento nuclear em vigor entre as duas potências, que expira em 2026.

    “Parece-me uma boa ideia”, respondeu Trump sucintamente às perguntas dos jornalistas na Casa Branca, antes de partir para a Virgínia para participar numa celebração dos 250 anos da Marinha dos EUA.

    O Presidente norte-americano não acrescentou detalhes sobre as negociações atuais ou futuras sobre uma prorrogação do pacto, proposta por Putin em 22 de setembro passado.

    “A Rússia está disposta, após 05 de fevereiro de 2026, a continuar por um ano a cumprir as limitações previstas pelo START III”, disse o Presidente russo durante uma reunião televisionada do Conselho de Segurança da Rússia.

    No entanto, Putin esclareceu na altura que essa medida “só será viável com a condição de que os EUA ajam de forma análoga e não tomem medidas que prejudiquem ou destruam a atual equivalência de potenciais de dissuasão”.

    O líder russo classificou como “errado” e “míope” sob “muitos pontos de vista” a possível renúncia definitiva dos EUA ao tratado, assinado em abril de 2010 pelos então presidentes norte-americano Barack Obama e russo Dmitri Medvedev.

    Nos últimos meses, a Rússia alertou várias vezes que o tempo para renovar o START III, também conhecido como Novo START, está a acabar.

    Putin suspendeu a aplicação do tratado, embora não o tenha denunciado, em 21 de fevereiro de 2023, após o que os especialistas ocidentais não puderam inspecionar as instalações russas.

    O tratado limita o número de armas nucleares estratégicas, com um máximo de 1.550 ogivas nucleares e 700 sistemas balísticos para cada uma das duas potências, em terra, mar ou ar.

  • Moscovo diz ter sofrido ataque em grande escala ucraniano com mais de 250 drones intercetados

    Bom dia.

    Abrimos este artigo em direto para acompanhar as notícias sobre a guerra na Ucrânia ao longo desta segunda-feira a iniciar a semana. Pode recuperar neste outro liveblog tudo o que aconteceu no domingo.

    “Precisamos de mais proteção”. Zelensky pede reforço da defesa aérea após ataque noturno da Rússia que fez vários mortos

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