Histórico de atualizações
  • Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a guerra na Ucrânia ao longo do dia de ontem, sexta-feira.

    Drones ucranianos atingem 40 aviões bombardeiros russos. Serviços ucranianos conseguiram escondê-los em barracões de madeira antes de ataque

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  • O que se passou até agora

    • O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou surpresa e desagrado com os ataques russos às cidades ucranianas, incluindo Kiev, durante negociações de paz em curso. Trump referiu que tais eventos são inaceitáveis e inesperados, especialmente num momento em que os progressos nas conversas pareciam próximos.
    • Volodymyr Zelensky, Presidente da Ucrânia, criticou a diplomacia russa, acusando Moscovo de esconder propostas essenciais antes de uma segunda ronda de negociações a ser realizada na Turquia. Zelensky destacou a necessidade de maior pressão sobre a Rússia, que aparenta estar a sabotar os esforços diplomáticos.
    • Um relatório atribuído à Equipa Multilateral de Monitorização de Sanções denuncia a cooperação ilegal entre a Coreia do Norte e a Rússia, violando sanções da ONU. Esta colaboração envolve a transferência de armamento e munições da Coreia do Norte para a Rússia, visando apoiar ataques em território ucraniano.
    • O embaixador russo na ONU, Vassily Nebenzia, advogou que qualquer acordo de cessar-fogo deverá incluir a cessação do envio de armas ocidentais para a Ucrânia. Nebenzia enfatizou a disposição da Rússia para prolongar as operações militares, enquanto o governo ucraniano insistiu em aumentar as sanções contra Moscovo, argumentando ser esta a única linguagem compreendida pela Rússia.

    [A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 2.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui.]

  • Trump "desapontado" com Moscovo por ter lançado rockets durante negociações com Kiev

    O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, esta setxa-feira, que ficou “muito admirado” com os ataques russos a cidades ucranianas enquanto se discutiam as negociações de paz.

    “Vi coisas que me surpreenderam muito. Rockets a serem disparados contra cidades, como Kiev, durante uma negociação que talvez estivesse muito perto de terminar”, afirmou Trump durante uma conferência de imprensa no Salão Oval.

    “De repente, rockets foram disparados contra algumas cidades e pessoas morreram. Vi coisas que me surpreenderam e não gosto de ser surpreendido, por isso estou muito desapontado com isso”, acrescentou, citado pelo The Kyiv Independent.

  • Zelensky: "Em Moscovo, perderam completamente o jeito para a diplomacia"

    Depois de ter dado a nota de que a Ucrânia continuava sem ter acesso ao “memorando” da Rússia para o encontro de segunda-feira, Volodymyr Zelensky afirma que também a Turquia, os anfitriões para a segunda ronda de negociações, continuam às cegas. “Por alguma razão, os russos estão a esconder este documento. Posição absolutamente estranha. [Não há] compreensão do formato”, escreve o Presidente ucraniano no Telegram.

    “Aparentemente, em Moscovo, perderam completamente o jeito para a diplomacia. Estão constantemente a fazer algo para provar que são o sujeito mais inadequado do mundo. Mas é isso que convence toda a gente de que é necessária uma nova pressão – pressão sobre a Rússia”, continua Zelensky.

    Nesta mesma publicação, o Chefe de Estado da Ucrânia confirma uma conversa com o seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdoğan, para discutir detalhes sobre o encontro em Istambul.

  • O que se passou até agora

    • A cooperação militar entre a Coreia do Norte e a Rússia está a violar as sanções impostas pela ONU, de acordo com um relatório da Equipa Multilateral de Monitorização de Sanções. A Coreia do Norte transferiu armas, incluindo munições de artilharia e mísseis balísticos, para a Rússia, que também forneceu à Coreia do Norte tecnologia militar e produtos petrolíferos refinados. Esta cooperação está a contribuir para a capacidade da Rússia realizar ataques contra cidades ucranianas, agravando o conflito na região.
    • O Presidente francês, Emmanuel Macron, apelou à China para que intervenha e impeça a Coreia do Norte de enviar soldados para a Ucrânia, argumentando que, se a China não deseja a intervenção da NATO no sudeste asiático, deve evitar o envolvimento da Coreia do Norte em solo europeu. Esta intervenção sublinha a complexidade geopolítica e as tensões internacionais que o conflito na Ucrânia está a gerar.
    • O governo ucraniano, liderado pelo Presidente Volodymyr Zelensky, manifestou uma clara intenção de obter provas documentais das propostas de paz russas antes de se comprometer com negociações bilaterais em Istambul. Este pedido segue-se a reuniões anteriores onde ultimatos russos foram rejeitados pelas autoridades ucranianas, tornando evidente a necessidade de uma abordagem cautelosa e bem-informada nas negociações.
    • A Rússia, por outro lado, mostra-se pronta para prolongar e intensificar as suas operações militares na Ucrânia. O embaixador russo na ONU, Vassily Nebenzia, afirmou que a Rússia considera necessário abordar as causas profundas do conflito, exigindo a cessação da entrega de armas ocidentais à Ucrânia.

    [A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 2.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui.]

    o zé faz 25 — imagem para link nos artigos

  • Rússia diz que está pronta para "prolongar e intensificar atividade militar". Ucrânia pede mais sanções e apoio

    O documento oficial que lista os requisitos para a paz ainda não foi entregue à Ucrânia, mas o embaixador da Rússia às Nações Unidas garante que um dos termos que precisa de constar em qualquer acordo de cessar-fogo é a interrupção do envio de armas ocidentais para Kiev, juntamente com a suspensão da mobilização das forças armadas ucranianas.

    Citado pela agência Reuters, numa reunião do Conselho de Segurança da ONU, Vassily Nebenzia acrescenta que também será necessário “abordar as causas profundas” do conflito para conseguir alcançar um “solução sustentável e duradoura”. Ao mesmo tempo, o diplomata russo defende que Moscovo está “pronto a prolongar e intensificar as suas atividades militares enquanto for necessário”.

    Em resposta a estas declarações, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, na rede social X, interpreta esta mensagem como um “estalo na cara de todos os que lutam pela paz”.

    “Quando o mundo inteiro insiste que é altura de parar imediatamente com a matança e de se envolver numa diplomacia significativa, a Rússia utiliza os mais altos fóruns para proferir uma retórica tão beligerante. Exigimos uma resposta às declarações arrogantes da Rússia, que minam o processo de paz. Insistimos em que a pressão sobre Moscovo seja aumentada desde já. Eles não entendem a atitude normal nem a linguagem diplomática; é altura de falar com eles na linguagem das sanções e do aumento do apoio à Ucrânia”, lê-se na publicação do chefe da diplomacia ucraniana.

  • Zelensky acusa Rússia de estar a "fazer tudo para garantir que o próximo encontro não produz resultados"

    No âmbito da sua visita a Kiev, ministro turco dos Negócios Estrangeiros Hakan Fidan encontrou-se com o Presidente Volodymyr Zelensky, que terá expressado o seu agradecimento pela disponibilidade manifestada pela Turquia para receber as delegações russas e ucranianas nos esforços de resolução do conflito.

    Numa mensagem publicada na rede social X, Zelensky acusa também Moscovo de estar a “fazer tudo para garantir que o próximo encontro não produz resultados”, ao não terem entregue o “memorando” — os termos russos para se alcançar a paz — no prazo delimitado. Recorde-se que a Rússia propôs esta semana uma nova reunião com a Ucrânia na próxima segunda-feira, em Istambul, mas o lado ucraniano exige um documento que expresse, de forma transparente, a “agenda” russa, de modo a terem “negociações produtivas” no dia 2 de junho.

  • Ucrânia diz que vai precisar de pelo menos 500 milhões de euros para recuperar infraestruturas portuárias

    A Ucrânia precisa de uma verba inicial de 500 milhões de euros para reconstruir as infraestruturas mais importantes dos seus portos do Mar Negro.

    O valor foi adiantado esta sexta-feira por Andriy Kashuba, vice-ministro ucraniano do Desenvolvimento Territorial, no Fórum de Segurança do Mar Negro, em Odessa.

    Em causa estão os ataques russos a um ritmo constante, tendo já danificado quase 400 infraestruturas durante mais de três anos de guerra.

    “As principais infraestruturas portuárias e marítimas que já perdemos foram identificadas (…) e agora temos de as recuperar”, disse Kashuba.

  • Macron diz que a China deve prevenir a Coreia do Norte de colocar soldados em solo ucraniano

    Esta sexta-feira Emmanuel Macron afirmou que a China deve evitar que a Coreia do Norte coloque soldados em solo ucraniano, ao lado dos combatentes russos. “Se a China não quer que a NATO envolva-se no sudeste da Ásia ou na Ásia, deve prevenir que a Coreia do Norte envolva-se em solo europeu”, disse o Presidente francês, durante o discurso de abertura no forum de segurança em Singapura, citado pelo Le Monde.

  • Não obstante as reservas da Ucrânia, Rússia quer que condições de cessar-fogo comecem a ser discutidas em Istambul

    O porta-voz da Rússia afirmou esta sexta-feira que a delegação russa vai viajar para Istambul e que está pronta para as negociações com a Ucrânia na segunda-feira de manhã.

    “Neste momento, todos estão concentrados nas negociações diretas entre a Rússia e a Ucrânia. Está a ser elaborada uma lista de condições para um cessar-fogo temporário”, disse Dmitry Peskov aos jornalistas, escreve a Reuters.

    As declarações de Peskov surgem depois da Ucrânia dizer que quer ver as propostas da Rússia para um acordo de paz antes de enviar uma delegação à Turquia, não comentando esta reserva de Kiev.

    O porta-voz da Rússia também comentou as declarações de Keith Kellogg, o enviado do Presidente dos EUA, Donald Trump, para a Ucrânia, que disse compreender a recusa russa quanto à expansão da NATO a leste. “Estamos satisfeitos com o facto de estas explicações do presidente serem compreendidas, incluindo em Washington. E, claro, isto é bastante apelativo para nós em termos do papel mediador que Washington continua a desempenhar”, afirmou.

  • O que é que a Coreia do Norte terá enviado à Rússia?

    Segundo o relatório da Equipa Multilateral de Monitorização de Sanções, a Coreia do Norte terá violado o regime de sanções da ONU ao enviar para a Rússia, no âmbito da invasão sobre a Ucrânia:

    • Perto de nove milhões de cartuchos de artilharia e munições em 2024;
    • 11 mil soldados em 2024 e 3000 nos primeiros meses deste ano;
    • Lançadores de mísseis, veículos, peças de artilharia automotora e outros tipos de artilharia pesada;
    • Perto de 100 mísseis balísticos.

    Segundo o relatório, como contrapartida, a Rússia forneceu à Coreia do Norte várias peças de armamento e tecnologia, incluindo equipamento de defesa aérea, mísseis antiaéreos, sistemas de guerra eletrónica e petróleo refinado, segundo o relatório.

    Moscovo também terá forneceu dados sobre os mísseis balísticos de Pyongyang, ajudando a melhorar o desempenho da orientação dos mísseis.

  • Ucrânia quer ver propostas de paz da Rússia antes de sentar-se à mesa para negociações

    No decurso da receção ao seu homólogo turco, o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha, afirmou hoje que a Ucrânia quer ver um documento com as propostas da Rússia para um acordo de paz antes considerar enviar uma delegação para Istambul para conversações bilaterais.

    “Para que a próxima reunião planeada seja substantiva e significativa, é importante receber um documento com antecedência para que a delegação que irá participar tenha autoridade para discutir as posições relevantes”, disse, citado pela Reuters.

    A Ucrânia ainda não recebeu esse memorando contendo as propostas russas para discussão em Istambul. Sybiha não explicitou o que é que Kiev fará se não recebesse o documento russo a tempo do encontro de Istambul, nem estabeleceu um prazo para recebê-lo

    Recorde-se que, na última reunião entre as duas partes, a delegação russa entregou à Ucrânia uma lista de ultimatos que equivaliam à capitulação de Kiev, incluindo a entrega de cinco regiões ucranianas, que a equipa da Ucrânia rejeitou.

  • Depois da reunião em Istambul, Turquia oferece-se para receber Putin, Zelensky e Trump

    Em visita a Kiev, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia sublinhou o papel que o país tem tido como palco das conversas entre as diferentes partes, sugerindo ser o local para as negociações de paz.

    “Acreditamos sinceramente que é possível concluir o primeiro e a segundo encontros diretos de Istambul com uma reunião entre o sr. Trump, o sr. Putin e o sr. Zelensky, afirmou Hakan Fidan, citado pela agência turca Anadolu.

    “Ou permitimos que esta guerra continue ou chegaremos a uma paz duradoura durante este ano. Provámos [em Istambul] que as negociações podem produzir resultados concretos. Queremos que a dinâmica alcançada em Istambul continue”, disse ainda.

    O ministro turco referia-se assim não só às negociações decorridas em maio deste ano, como também ao encontro a realizar-se a 2 de junho, sendo que a Ucrânia ainda não confirmou se estará presente.

  • Sérvia garante à Rússia que vai impedir envio de munições para Kiev

    O Presidente sérvio, Aleksandar Vucic, garantiu que vai impedir que as exportações de equipamento militar sérvio, como munições e projéteis, cheguem à Ucrânia, depois de ter recebido queixas da Rússia, avançou hoje a imprensa de Belgrado.

    “Formámos aqui um grupo de trabalho, juntamente com os nossos parceiros russos, para apurar os factos”, disse Vucic na quinta-feira à noite, em declarações à televisão pública sérvia RTS.

    O Presidente sérvio adiantou que vai emitir ordens para impedir a execução de contratos de exportação de munições, caso haja suspeitas de abusos em relação ao “utilizador final” e de que as remessas vão parar à Ucrânia.

    Vucic referia-se a acusações recentes do Serviço de Informações Estrangeiro Russo (SVR), que na quinta-feira acusou a Sérvia de continuar a fornecer munições à Ucrânia “apesar da sua neutralidade oficialmente declarada”.

    O líder sérvio tinha assegurado anteriormente que o seu país não exportava munições para a Ucrânia ou para outros países que enviam este material para o país invadido pela Rússia, embora tenha reconhecido que não pode garantir que certos países não as transfiram secretamente para Kiev.

    Vucic disse na quinta-feira à noite que discutiu esta questão durante a sua visita a Moscovo, realizada na segunda semana de maio, quando se encontrou com o Presidente russo, Vladimir Putin.

    Além disso, o Presidente sérvio enfatizou que as fábricas de armas sérvias “devem sobreviver e funcionar”.

    “Se não podemos exportar para os Estados Unidos, para a União Europeia, a Turquia, os países árabes ou África, para onde podemos exportar armamento? Além disso, deixámos de exportar armas, exportamos apenas munições”, concluiu.

  • Habitantes russos de zonas fronteiriças alegadamente insatisfeitos com plano de Putin em criar "zona tampão"

    Os serviços de inteligência ucranianos dizem ter intercetado uma chamada efetuada alegadamente entre moradores das regiões russas fronteiriças, queixando-se que a zona está a ficar “inabitável” devido ao intuito de Moscovo de criar ali uma “zona tampão”, escreve o Kyiv Independent.

    Em causa está o plano anunciado por Vladimir Putin a 22 de maio de ordenar a criação de uma “zona de segurança” nas regiões de Kursk, Bryansk e Belgorod.

    “É evidente que vão expulsar toda a gente das zonas fronteiriças e criar uma zona cinzenta”, terá a afirmado um dos cidadãos na chamada intercetada, referindo-se às áreas junto à fronteira cujo controlo é contestado ou pouco claro.

  • Rússia acusa Sérvia de "facada nas costas" ao vender armas à Ucrânia

    A acusação partiu do Serviço de Inteligência Estrangeiro (SVR) da Rússia, que em comunicado — citado pela Associated Press e pelo Kyiv Independent — afirma que “as empresas de defesa sérvias, contrariamente à ‘neutralidade’ declarada por Belgrado oficial, continuam a fornecer munições a Kiev”.

    A agência russa acusa Belgrado de exportar armas sérvias utilizando intermediários para ocultar essas atividades, “principalmente a República Checa, a Polónia e a Bulgária”. “Recentemente, opções exóticas envolvendo Estados africanos também têm sido utilizadas para este fim”, apontou também.

    No entender da SVR, tais vendas estão a ser feitas recorrendo “a esquema simples que utiliza certificados de utilizador final falsos e países intermediários” que servem de “cobertura para ações anti-russas”.

    “A contribuição dos trabalhadores da indústria de defesa sérvia para a guerra desencadeada pelo Ocidente, cujo resultado a Europa gostaria de ver como uma ‘derrota estratégica’ da Rússia, ascende a centenas de milhares de cartuchos … bem como a um milhão de cartuchos de munições para armas ligeiras”, acusa ainda o comunicado, afirmando que tais fornecimentos tem como objetivo “matar e mutilar o pessoal militar russo e a população civil da Rússia”.

    “Parece que o desejo dos trabalhadores da indústria de defesa sérvia e dos seus patrões de lucrar com o sangue de povos eslavos fraternos os fez esquecer completamente quem são os seus verdadeiros amigos e quem são os seus inimigos”, termina a SVR.

    Tais acusações surgem apesar das simpatias públicas da Sérvia por Moscovo, destoando do restante panorama dos Balcãs e não obstante as pretensões do país de juntar-se à União Europeia.

    A reação russa surge apesar da Sérvia já ter antes admitido vender armas à Ucrânia, afirmando-se “neutral” perante o conflito.

  • Ataque russo no nordeste da Ucrânia deixa vários feridos

    A Força Aérea ucraniana afirmou esta manhã que a Rússia lançou 90 drones e dois mísseis balísticos durante a noite contra a Ucrânia, tendo como alvo as regiões de Kharkiv, Odesa e Donetsk, adianta a Reuters.

    Em Kharkiv, oito pessoas ficaram feridas num ataque à aldeia de Vasyliv Khutir, adiantou o governador Oleh Syniehubov, incluindo dois jovens de 16 anos. Além disso, a capital da região também foi visada, com um depósito de troleicarros a ser atacado, o que causou outras duas vítimas de ferimentos.

    Segundo o Presidente da Câmara de Kharkiv, Ihor Terekhov, 30 prédios de apartamentos nas proximidades foram danificados, um troleicarro foi completamente destruído e outros 18 ficaram danificados.

  • Enviado de Trump considera compreensíveis preocupações da Rússia quanto à expansão da NATO

    Em entrevista à ABC News, o enviado do Presidente dos EUA, Donald Trump, para a Ucrânia, Keith Kellogg, classificou como “justa” a preocupação da Rússia com o alargamento da NATO a leste, acrescentando que a administração não quer ver a Ucrânia na aliança militar.

    Kellogg fez estas afirmações em resposta a uma exigência da Rússia ao fim do alargamento da NATO a leste como contrapartida para um eventual acordo de paz na Ucrânia.

    “A Ucrânia não pode entrar na NATO, e não somos o único país que diz isso – eu poderia dar-vos quatro outros países da NATO e são precisos 32 dos 32 para permitir que entrem na NATO”, afirmou ao canal, acrescentando que tal reserva não se cinge a este país, mas também à Geórgia ou à Moldávia.

    Kellogg também se referiu à ideia de juntar os memorandos escritos pela Rússia e a Ucrânia numa tentativa de entendimento na cimeira da próxima semana, em Istambul, na Turquia.

  • Ataque ucraniano com drones danifica hospital e residências em Kursk, causando um ferido

    O ataque decorreu durante a noite de quinta para esta sexta-feira, informou o governador da região russa, que faz fronteira com a região ucraniana de Sumy, escreve a Reuters.

    “Fragmentos de drones danificaram o hospital nº 1 da cidade de Kursk. As janelas foram estilhaçadas. Felizmente, nenhum paciente ficou ferido. A queda de fragmentos de drones também danificou edifícios de apartamentos altos”, escreveu o governador Alexander Khinshtein na rede Telegram.

    Kursk foi palco de uma incursão por parte da Ucrânia no verão de 2024, fragilizando a Rússia nesta região fronteiriça. No entanto, a maior parte das tropas ucranianas já foram expulsas do território russo, cingindo-se neste momento a algumas localidades.

    De resto, o Presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que pretende criar uma zona tampão em Sumy, que foi utilizada para ajudar a lançar a incursão da Ucrânia em Kursk no ano passado.

  • EUA e aliados acusam Coreia do Norte e Rússia de violarem sanções da ONU

    As acusações divulgadas quinta-feira constam do primeiro relatório desde que os países se uniram para fiscalizar as sanções contra a Coreia do Norte.

    Isto após a Rússia ter vetado uma resolução, em março de 2024, para manter a monitorização por um painel de especialistas do Conselho de Segurança da ONU. Este grupo emitia relatórios sobre violações das sanções por Pyongyang desde 2010.

    O documento de 29 páginas, produzido pela Equipa Multilateral de Monitorização de Sanções — composta por EUA, Austrália, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Países Baixos, Nova Zelândia, Coreia do Sul e Reino Unido — afirmou que a Coreia do Norte e a Rússia se envolveram em “inúmeras atividades ilegais” explicitamente proibidas por resoluções da ONU.

    No relatório, os autores indicam que Pyongyang transferiu armas e outro material via marítima, aérea e ferroviária, incluindo artilharia, mísseis balísticos e veículos de combate, para uso da Rússia na guerra na Ucrânia.

    A Rússia transferiu sistemas de defesa aérea para a Coreia do Norte e as forças russas treinaram tropas norte-coreanas destacadas para apoiar a guerra na Ucrânia, de acordo com esta equipa.

    Moscovo também forneceu produtos petrolíferos refinados à Coreia do Norte, excedendo em muito o limite anual previsto nas sanções das Nações Unidas, além de manter relações entre bancos, numa violação aos castigos impostos.

    Os 11 países afirmaram que esta cooperação é ilegal e “contribuiu para a capacidade de Moscovo aumentar os ataques com mísseis contra cidades ucranianas, incluindo ataques direcionados contra infraestruturas civis críticas”.

    A cooperação bilateral proporcionou à Coreia do Norte recursos para financiar programas militares e de mísseis balísticos proibidos e permitiu aos mais de 11 mil soldados norte-coreanos destacados juntos de tropas russas desde outubro adquirirem experiência de combate, afirma-se no documento.

    O relatório cobre o período entre 01 de janeiro de 2024 e 30 de abril de 2025 e aponta provas de que a Rússia e a Coreia do Norte pretendem aprofundar ainda mais a cooperação militar.

    É ainda citado um país não identificado na equipa, que relata que navios de carga com bandeira russa transportaram até nove milhões de munições para artilharia e lançadores múltiplos de foguetes da Coreia do Norte para a Rússia em 2024.

    O relatório inclui imagens de contentores, que a equipa diz serem de portos norte-coreanos e russos e de um depósito de munições na Rússia.

    Ao citar um membro da equipa, que não foi identificado, o estudo afirma que Pyongyang transferiu, no ano passado, pelo menos 100 mísseis balísticos para a Rússia, que foram lançados na Ucrânia “para destruir infraestruturas civis e aterrorizar áreas povoadas como Kiev e Zaporijia”.

    A equipa afirmou que vai continuar a vigiar a implementação das resoluções da ONU “e a sensibilizar para as tentativas contínuas de violar e evadir as sanções”. Instou, além disso, a Coreia do Norte “a envolver-se numa diplomacia construtiva”.

    O Conselho de Segurança impôs sanções após o primeiro teste nuclear da Coreia do Norte, em 2006, reforçando-as ao longo dos anos num total de dez resoluções que procuram — até agora sem sucesso — cortar fundos e conter os programas nucleares e de mísseis balísticos.

    A última resolução de sanções foi adotada em 2017. A China e a Rússia vetaram uma resolução, apresentada pelos EUA em 2022, que teria imposto novas sanções devido a uma série de lançamentos de mísseis balísticos intercontinentais.

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