Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O chefe das Forças de Defesa de Israel (IDF), Eyal Zamir, afirmou que nos próximos dias será possível determinar se um acordo parcial em Gaza para a libertação de reféns israelitas será viável. Caso contrário, os combates incessantes continuarão. Esta situação ocorre num contexto de intensificação do conflito em Gaza, que resultou em 83 mortos e mais de 550 feridos apenas nas últimas 24 horas.
    • A crise humanitária em Gaza continua a agravar-se, com dificuldades no acesso a alimentos e assistência médica. Hospitais relataram três novas mortes relacionadas com desnutrição, duas das quais de crianças, elevando o número total de vítimas da fome para 162 desde o início das hostilidades.
    • O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, implementou novas tarifas sobre produtos importados de Israel, como parte de uma política comercial ampliada que afeta várias nações. Trump também expressou confiança no primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para gerir a ajuda dos EUA a Gaza e prevenir possíveis desvios pelo Hamas.
    • Esforços internacionais estão em curso para aliviar a crise humanitária na Faixa de Gaza, sendo a França, Alemanha, Jordânia e Emirados Árabes Unidos alguns dos países que lançaram ajuda humanitária aérea. No entanto, o Presidente francês, Emmanuel Macron, enfatizou que Israel deve garantir acesso humanitário total para mitigar o risco de fome.

    [Horas depois do crime, a polícia vai encontrar o assassino de Issam Sartawi, o dirigente palestiniano morto no átrio de um hotel de Albufeira. Mas, também vai descobrir que ele não é quem diz ser. “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Um comando paramilitar tomou de assalto uma embaixada em Lisboa e esta execução sumária no Algarve abalou o Médio Oriente. É narrada pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Ouça o segundo episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E ouça o primeiro aqui]

  • Bom dia. Terminamos aqui a cobertura do conflito no Médio Oriente.

    Pode acompanhar todos os acontecimentos deste sábado no liveblog que agora iniciamos. Obrigada por estar connosco.

    Enviado dos EUA para o Médio Oriente está em Telavive e encontrou-se com familiares de reféns israelitas

  • UNICEF denuncia que em Gaza as crianças morrem a um ritmo sem precedentes

    O diretor executivo adjunto da UNICEF, Ted Chaiban, depois da sua recente viagem aos Territórios Palestinianos Ocupados e a Israel, denunciou que na Faixa de Gaza as crianças “estão a morrer a um ritmo sem precedentes”.

    Acrescentou que a falta de água e as temperaturas altas criam “um risco iminente” de difusão de surtos de doenças “em toda a parte”.

    Em declarações a jornalistas, acentuou: “Estamos em uma encruzilhada. As decisões que agora se tomem vão determinar se dezenas de milhares de crianças vão viver ou morrer. Sabemos o que se tem de fazer e o que se pode fazer. A ONU e as organizações não governamentais que integram a comunidade humanitária podem enfrentar isto”, avisou Chaiban.

    Assinalou também que durante a sua viagem às zonas afetadas — a quarta desde outubro de 2023 — pode comprovar que “as marcas do sofrimento profundo e a fome” são visíveis “nos rostos das famílias e das crianças”, tal como constatou “o grave risco de fome” com que se enfrenta a população da Faixa de Gaza.

    “Agora temos dois indicadores que superaram o limiar da fome. Uma em cada três pessoas em Gaza passa dias sem comer e o indicador de desnutrição superou o liminar, com uma desnutrição aguda global que supera os 16,5% na cidade de Gaza. Hoje, há mais de 320 mil crianças pequenas que estão em risco de sofrer desnutrição aguda”, assegurou.

  • Trump disse que a viagem de Witkoff a Gaza foi sobre "alimentar as pessoas"

    Na Casa Branca, Donald Trump disse que o seu enviado Steve Witkoff teve “uma boa reunião” com “muitas pessoas” na Faixa de Gaza, acrescentando que “a principal razão foi sobre comida”.

    “E também teve outras conversas, sobre quais falarei mais tarde, mas teve uma reunião sobre como alimentar as pessoas, e é isso que queremos”, acrescentou, citado pelo Times of Israel.

  • Ministério da Saúde de Gaza regista mais três mortes por desnutrição em 24 horas

    Hospitais da Faixa de Gaza registaram três novas mortes relacionadas com fome e desnutrição nas últimas 24 horas, e duas das vítimas eram crianças, informou hoje o Ministério da Saúde de Gaza.

    “Com isso, o número total de vítimas da fome sobe para 162, das quais 92 são crianças”, adianta o ministério, que faz parte do governo do Hamas na Faixa de Gaza, em comunicado.

    Aquela entidade acrescentou que a crise humanitária na Faixa de Gaza “continua a agravar-se devido ao bloqueio e à escassez de mantimentos, alimentos e medicamentos” e reiterou o seu apelo à comunidade internacional e às organizações humanitárias para uma “intervenção imediata e urgente”.

  • Chefe das IDF estima que se saberá se um acordo em Gaza é possível "nos próximos dias"

    O chefe das IDF, Eyal Zamir, disse que se vai saber “nos próximos dias” se será possível “um acordo parcial” em Gaza, que liberte reféns israelitas.

    “Caso contrário, os combates continuarão incessantes”, garantiu Zamir, citado pelo Times of Israel.

  • Witkoff e Huckabee visitaram centro da Fundação Humanitária

    O enviado norte-americano, Steve Witkoff, e o embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, visitaram um centro da Fundação Humanitária para Gaza esta sexta-feira, como parte da visita dos representantes ao enclave palestiniano.

    Na rede social X, Huckabee diz que a fundação “entrega mais de um milhão de refeições por dia” na região.

    “Recebemos informações das IDF e conversámos com pessoas no terreno”, acrescentou o embaixador.

  • Míssil do Iémen foi intercetado pelas IDF

    O míssil lançado vindo do Iémen foi interecetado pelas defesas aéreas israelitas, anunciaram as IDF no Telegram.

  • IDF dizem ter detetado míssil vindo do Iémen

    As IDF afirmaram ter detetado um míssil vindo do Iémen, numa publicação no canal de Telegram.

    “Os sistemas de defesa aérea da Força Aérea Israelita estão a operar para intercetar a ameaça”, lê-se, tendo dito que as sirenes de aviso de ataque aéreo soaram em várias partes do país.

  • Macron mostra vídeo de lançamento aéreo francês de ajuda alimentar em Gaza

    O Presidente francês, Emmanuel Macron, mostrou na rede social X um vídeo de um lançamento aéreo de ajuda alimentar sobre a Faixa de Gaza.

    Na publicação, Macron aproveitou para agradecer aos “parceiros da Alemanha, da Jordânia e dos Emirados Árabes Unidos pelo apoio” e às suas forças armadas “pela sua dedicação”.

    “Mas os lançamentos aéreos não são suficientes. Israel deve conceder acesso humanitário total para lidar com o risco de fome”, acrescentou o líder.

  • UGT critica paralisia face a catástrofe humanitária na Palestina

    A União Geral de Trabalhadores (UGT) criticou hoje a “paralisia da comunidade internacional” face à catástrofe humanitária na Palestina, considerando a inação política uma “negligência criminosa”, e apelou para um cessar-fogo urgente.

    Em comunicado, a UGT expressou “profundo horror” e exigiu “o fim imediato da guerra em Gaza e da repressão na Palestina”, um conflito que escalou deste o ataque terrorista do Hamas em Israel, em 07 de outubro de 2023.

    “A UGT condena a atrocidade do Hamas, mas considera a subsequente punição coletiva contra milhões de palestinianos, que já resultou em mais de 60 mil mortos (incluindo 15 mil crianças) em quase 22 meses de guerra, como brutal e inaceitável”, salientou a central sindical.

  • Missão da UE para os palestinianos critica retenção do corpo de Odeh Hathaleen pelas autoridades israelitas

    A missão da União Europeia para os palestinianos (EUREP) criticou a retenção do corpo de Odeh Hathaleen, que foi morto por um colono israelita esta segunda-feira, pelas autoridades israelitas, extendendo as condolências à família e à localidade dele, Um al-Khair.

    “Foi imposto um bloqueio militar, o seu corpo continua retido e é-lhe negado um funeral digno”, lê-se na publicação da EUREP na rede social X.

    “Desde janeiro de 2023, mais de 2.800 palestinianos foram deslocados devido à violência dos colonos e práticas coercivas relacionadas. Só em 2025, os colonos terão matado quatro palestinianos, incluindo Hathaleen, e ferido mais de 350”, acrescentou.

    “Os colonatos são ilegais ao abrigo do direito internacional. Israel deve tomar medidas concretas para impedir a violência dos colonos contra os palestinianos e garantir que os autores sejam responsabilizados”, lê-se ainda na rede social X.

  • Reconhecimento da Palestina é importante e corajoso

    A embaixadora da Palestina em Lisboa, Rawan Suleiman, considerou hoje que a decisão de Portugal e de outros 14 países de reconhecerem o Estado da Palestina em setembro será um ato “muito importante, significativo e corajoso”.

    Em declarações à agência Lusa, Rawan Suleiman admitiu que a posição defendida no final da conferência internacional para a implementação da solução de dois Estados, que decorreu esta semana na ONU, em Nova Iorque, “foi muito bem recebida pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, pela liderança da Palestina e também pelo povo palestiniano”.

    Trata-se de “um passo em frente para defender a paz e a justiça e, claro, a implementação do direito internacional”, disse.

  • Quase 1.400 palestinianos morreram a aguardar ajuda

    A ONU afirmou hoje que 1.373 palestinianos morreram desde o final de maio enquanto aguardavam ajuda humanitária na Faixa de Gaza, coincidindo na avaliação reportada com o Ministério da Saúde de Gaza.

    “A maioria destas mortes foi executada pelo Exército israelita”, lamentou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, em comunicado, acrescentando que estes tiroteios continuam a ocorrer ao longo das rotas utilizadas pelo Fundo Humanitário de Gaza, que é apoiado pelos Estados Unidos e por Israel.

    A agência da ONU indicou que, desde 27 de maio, 859 destas mortes foram registadas apenas nas proximidades das áreas de distribuição estabelecidas pela organização, enquanto outras 514 pessoas morreram ao longo das rotas utilizadas pelas caravanas de ajuda humanitária.

  • Washington Post publica lista com o nome das 18.500 crianças que morreram em Gaza durante o conflito com Israel

    Ao todo são 18.592 crianças que morreram desde outubro de 2023, segundo o registo do Ministério da Saúde em Gaza, dominada pelo Hamas. Jornal norte-americano partilha algumas das suas histórias.

    Washington Post publica lista com o nome das 18.592 crianças que morreram em Gaza durante o conflito com Israel

  • "Não deixámos, nem vamos deixar entrar no futuro", diz Rozenblat sobre entrada de jornalistas estrangeiros em Gaza

    Ainda em entrevista à CNN Portugal, Oren Rozenblat responde às questões sobre a entrada de jornalistas em Gaza, que tem sido impedida por parte das Forças de Defesa de Israel.

    “Não deixámos, nem vamos deixar entrar no futuro”, diz sobre a entrada dos profissionais, justificando o impedimento com um cenário “muito complicado numa situação de guerra” e numa “zona em que os terroristas aparecem como civis”.

    Ainda sobre o trabalho das organizações humanitárias em território palestiniano, dá o exemplo da agência da ONU para os refugiados palestinianos (UNRWA), assegurando que a “maioria dos trabalhadores são terroristas”. “99% dos trabalhadores são palestinianos”, garante.

  • "Decisão do Governo português está errada", diz embaixador israelita sobre reconhecimento do Estado da Palestina

    Sobre o reconhecimento do Estado da Palestina por Portugal, Oren Rozenblat entende que Portugal está prestes a tomar uma decisão “errada”. “Agora é o tempo de guerra, precisamos de lembrar que os terroristas do Hamas no dia 7 de outubro assassinaram pessoas, violaram mulheres e incendiaram famílias vivas”, nota.

    Diz ainda que por 20 anos, a autoridade palestiniana não fez eleições, sobre uma das condições impostas pelo grupo de países que pretende, reconhecer o Estado. “Dizem que vão fazer em 2026, mas as palavras são grátis”, acusa.

    O embaixador entende ainda que, com esta decisão, o “governo português apoia, dentro do povo palestiniano os extremistas”. E acrescenta: “Isso é prémio para terrorismo.”

    “Esta via do Hamas ganha por razão da decisão de Portugal e significa para os palestinianos menos extremistas que a via do Hamas ganha”, afirma, garantindo que a autoridade palestiniana não controla o território da Faixa de Gaza e que “há muita guerra civil dentro da autoridade palestiniana”.

    “Para acabar a guerra na Faixa de Gaza é simples, tem de acontecer a libertação dos reféns e a desmilitarização do Hamas”, nota ainda.

  • Fome em Gaza. Embaixador de Israel em Portugal diz que nunca viu um cenário de crise humanitária em que "só crianças sofrem"

    O embaixador de Israel em Portugal, Oren Rozenblat, diz que o Hamas decidiu fazer uma “campanha de propaganda com a situação humanitária em Gaza”. Em entrevista à CNN Portugal, acusa o próprio canal de participar dessa mesma propaganda por partilhar a fotografia de Mohammed Zakaria al-Mutawaq ao colo da mãe.

    A criança de um ano e meio fotografada em Gaza por sofrer de malnutrição tem uma condição médica pré-existente que foi revelada pelo New York Times esta quarta-feira. Foi igualmente diagnosticado com malnutrição severa.

    Rozenblat coloca mesmo em causa as mortes de 57 crianças palestinianas à fome na Faixa de Gaza, garantindo: “Todas tinham doenças”. Quando questionado sobre os dados de organizações isentas, como a Médicos sem Fronteiras, diz que nunca viu cenários de fome em que “só crianças sofrem e adultos não sofrem”. E repete: “Estas crianças sofrem de doenças graves antes da guerra e é por isso que eles são magros agora”.

  • Novos números do Hamas revelam que 83 pessoas morreram nas últimas 24 horas em Gaza

    Foram 83 mortos e mais de 550 feridos nas últimas 24 horas em Gaza, vítimas da ofensiva israelita no enclave palestiniano, de acordo com o jornal Haaretz, que cita os números disponibilizados pelo Ministério da Saúde em Gaza.

    De acordo com o comunicado, destas vítimas 53 morreram enquanto esperavam para ter acesso a ajuda humanitária, onde mais de 400 pessoas ficaram feridas no total.

  • Presidente da Finlândia admite estar preparado para aprovar reconhecimento da Palestina

    Ao mesmo tempo que apela para um debate “aberto” e “honesto” no país, o Presidente da Finlândia garante estar pronto a aprovar o reconhecimento da Palestina caso receba uma proposta oficial do governo.

    Na rede social X, Alexander Stubb dá o exemplo de países como a França, Reino Unido e Canadá, que já carimbaram a sua intenção de avançar com este reconhecimento oficial em setembro, durante a 80.ª Assembleia Geral das Nações Unidas. “Se receber uma proposta para reconhecer o Estado da Palestina, estou preparado para a aprovar”, escreve o Chefe de Estado.

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