Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • Donald Trump propôs um plano controverso para a Faixa de Gaza, que envolve o controlo do território pelos Estados Unidos e a relocalização dos palestinianos, ao transformar a área numa “Riviera do Médio Oriente”. Esta ideia foi amplamente criticada por líderes internacionais, incluindo o chanceler alemão Olaf Scholz e o presidente turco Recep Erdogan, que entendem esta opção como uma violação do direito internacional e um exemplo de limpeza étnica.
    • O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, classificou a proposta de Trump para Gaza como “criativa” e “revolucionária”, destacando as oportunidades para a segurança de Israel. Após reuniões nos EUA, Netanyahu anunciou que a ideia trouxe “enormes conquistas” para o país, embora a comunidade internacional, incluindo a Arábia Saudita, tenha criticado a proposta, acusando Israel de tentar cobrir crimes em Gaza.
    • As forças de defesa de Israel completaram a retirada do corredor de Netzarim na Faixa de Gaza, permitindo o regresso de palestinianos ao norte do território, apesar de muitas casas estarem destruídas e de ter sido relatada alguma violência na região.
    • Os Estados Unidos estão divididos sobre a gestão de Donald Trump no conflito Israel-Hamas. Uma sondagem da CBS News revelou que 54% dos americanos aprovam a gestão do presidente, enquanto 46% criticam, especialmente pela proposta controversa de transformar Gaza numa área controlada pelos EUA.

  • Bom dia. Este liveblog fica arquivado, mas o Observador continua esta segunda-feira a acompanhar ao minuto os desenvolvimentos da guerra no Médio Oriente. Siga-os aqui.

    Palestinianos regressam a casa no norte de Gaza sem condições para sobreviver, denuncia UNICEF

  • "Se [Trump] quer ser um herói deve realojar os israelitas no Alasca... ou na Gronelândia"

    Um conselheiro saudita criticou as declarações recentes do presidente dos EUA para a solução do conflito no Médio Oriente – que passaria por uma reorganização de Gaza.

    “Se [Trump] quer ser realmente um herói da paz e conseguir estabilidade e prosperidade para o Médio Oriente, deve realojar os seus amados israelitas no Alasca, ou então na Gronelândia, depois de anexá-la”, sugeriu Yousef bin Trad al-Saadoun num artigo de opinião citado pela Al Jazeera.

    “A política internacional oficial dos EUA procura a ocupação ilegal de territórios soberanos e a limpeza étnica da sua população. Ambos são métodos de Israel e constituem crimes contra a humanidade.”

    Trad al-Saadoun pediu aos palestinianos para se manterem unidos, porque “o pior está para vir”.

    Netanyahu também esteve na mira do conselheiro, que condenou o primeiro-ministro israelita por querer estabelecer um estado da Palestina na Arábia Saudita. “Os sionistas e os seus aliados não vão ter sucesso na tentativa de arrastar os líderes sauditas para armadilhas mediáticas e falsas pressões políticas”, escreveu.

  • Trump compara reféns a judeus nos campos de concentração. "Pareciam sobreviventes do Holocausto"

    O presidente dos EUA comparou os três reféns libertados pelo Hamas no sábado aos judeus que viveram nos campos de concentração nazis.

    “Pareciam sobreviventes do Holocausto“, disse Donald Trump, citado pelo The Times of Israel, aos jornalistas, a bordo do Air Force One.

    “Não sei quanto mais tempo conseguimos aguentar isto”, desabafou.

  • Investigação às falhas de segurança que permitiram ataque do Hamas sem fumo branco

    Terminou sem uma resposta final a reunião de ministros israelitas organizada com o objetivo de discutir a criação de uma comissão de inquérito às falhas de segurança que permitiram os ataques do Hamas a 7 de outubro de 2023.

    Os ministros decidiram adiar três meses a decisão sobre este assunto, num encontro que só aconteceu depois de o Supremo Tribunal de Justiça ter obrigado o governo a reunir num espaço de 60 dias, para discutir a criação desta comissão.

    Benjamin Netanyahu já se mostrou, várias vezes, contra a possibilidade de abrir uma investigação a estes acontecimentos enquanto a guerra durar.

  • Permitir regresso de palestinianos a Gaza seria um "erro tremendo", diz Trump

    O presidente norte-americano disse que permitir o regresso dos palestinianos a Gaza seria um “erro tremendo”. “Não queremos o regresso do Hamas. Pensem nisto como um investimento imobiliário. Os EUA vão possuí-lo e vamos desenvolvê-lo lentamente, não temos pressa”, acrescentou, citado pelo Haaretz.

    Donald Trump explicou que o plano para Gaza passa por “trazer estabilidade para uma parte do Médio Oriente devastada pela guerra”. “[Gaza] está totalmente destruída de momento, mas vai ser recuperada, nivelada e consertada. Não vai ficar lá ninguém, nem o Hamas.”

    Trump defende que a solução de realojamento dos palestinianos removidos de Gaza passará por “outros países ricos do Médio Oriente, onde serão construídos locais maravilhosos para viverem em paz e harmonia pela primeira vez em centenas de anos”.

  • Israel deve avançar com comissão de investigação aos ataques do Hamas a 7 de outubro

    A procuradora-geral de Israel disse que o governo de Benjamin Netanyahu deve avançar imediatamente com uma comissão de investigação aos ataques do Hamas a 7 de outubro, ou então tem que explicar porque não o quer fazer.

    As declarações de Baharav-Miara, citadas pelo Haaretz, foram proferidas numa reunião exigida pelo tribunal israelita com mais autoridade na matéria.

  • Trump partilha texto de opinião a defender anexação da Cisjordânia

    O presidente dos EUA voltou a partilhar um artigo de opinião publicado no portal de direita Israel National News – no qual a visão de Donald Trump para Gaza é elogiada e é associada à necessidade de anexar a Cisjordânia.

    “Assim que Gaza deixar de ser uma plataforma de lançamento de mísseis do Hamas, o presidente Trump pode mudar a sua visão para a Judeia e a Samaria. Mas não pode parar aí [com a anexação destas duas regiões], as pessoas têm que saber que assim como o Hamas foi removido de Gaza, também serão detidos ou deportados os operativos ou camaradas do Hamas que cometam atos de terrorismo. E as suas famílias serão despejadas”, lê-se no texto de Joe Frager, que tem relações com pessoas próximas de Trump.

  • Trump está comprometido em comprar Gaza

    O presidente dos EUA disse este domingo que está comprometido em comprar e ser dono de Gaza.

    Donald Trump admite, ainda assim, dar partes do território a outros estados do Médio Oriente, avançou a Reuters.

  • "O mais duro foi dizer [ao meu irmão] que o amor da vida dele tinha morrido"

    O irmão de Or Levy fez um relato emocionante do momento em que o seu o refém, com nacionalidade portuguesa, foi libertado pelo Hamas.

    Or foi raptado pelo Hamas a 7 de outubro, no mesmo dia em que a sua mulher morreu. A alegria da libertação contrastou com a informação da morte do amor da sua vida.

    “O golpe mais duro foi ontem, quando o Or descobriu que Einav, o amor da sua vida, tinha sido assassinada naquele dia terrível. Durante 491 dias ele agarrou-se à esperança de que iria regressar para ela.”

    O refém com nacionalidade portuguesa reencontrou o filho, de três anos, que perguntou ao pai: “porque é que demoraste tanto tempo a voltar?“

    Michael descreveu a “fraca condição física” do seu irmão depois de “16 meses de fome e com o constante medo que cada dia fosse o último”.

  • Presidente turco avisa que ninguém pode expulsar palestinianos de Gaza

    O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou hoje que ninguém tem o poder de expulsar os habitantes da Faixa de Gaza, rejeitando o plano do homólogo norte-americano, Donald Trump, de assumir o controlo do território e deslocar os palestinianos.

    “Ninguém tem o poder de expulsar o povo de Gaza da sua terra natal eterna, que existe há milhares de anos”, declarou numa conferência de imprensa a avançadas horas da noite no aeroporto de Istambul, antes de voar para a Malásia.

    “Gaza, a Cisjordânia e Jerusalém Oriental pertencem aos palestinianos”, insistiu.

    Trump propôs expulsar mais de dois milhões de pessoas que vivem na Faixa de Gaza e transformá-la numa “Riviera do Médio Oriente”, gerando protestos globais, sobretudo no mundo árabe.

    O Presidente dos Estados Unidos anunciou a sua ideia na terça-feira, numa conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que a saudou como “a primeira boa ideia” que ouviu sobre o que pós-guerra no enclave devastado.

    No entanto, para o Presidente turco, isso não tem qualquer valor: “As propostas sobre Gaza apresentadas pelo novo Governo dos Estados Unidos sob pressão da liderança sionista não valem a pena ser discutidas “, observou.

    Numa entrevista à televisão palestiniana, o ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Hakan Fidan, também afastou hoje a ideia de forçar os palestinianos a abandonar a Faixa de Gaza.

    “A deslocação de palestinianos é inaceitável”, declarou, citado pela agência de notícias Anadolu.

  • Irmão de refém libertado pede a Netanyahu para ser corajoso

    O irmão de um refém libertado pelo Hamas no sábado pediu a Benjamin Netanyahu para tomar “decisões corajosas” que possam “salvar vidas” dos israelitas ainda em cativeiro.

    “Quero dirigir-me ao primeiro-ministro. Nesta altura, tome decisões corajosas. São momentos cruciais para salvar vidas. Cada momento que passa pode salvar vidas dos túneis do Hamas”, disse Sharon Sharabi, citado pelo Haaretz.

    “Eli [o seu irmão], como o viram, é o testemunho mais urgente da necessidade de salvar vidas e trazer todos para casa imediatamente”, acrescentou.

  • Chanceler alemão e opositor criticam proposta de Donald Trump de transferir palestinianos

    O chanceler alemão, Olaf Scholz, qualificou hoje de “escândalo” o plano do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de ocupar a Faixa de Gaza e transferir os palestinianos, uma possível limpeza étnica segundo a ONU.

    “É um escândalo”, disse o político social-democrata no primeiro debate eleitoral com o seu rival conservador, Friedrich Merz, transmitido pelas emissoras públicas ZDF e ARD.

    “Agora que o cessar-fogo acaba de começar, podemos ver a destruição inacreditável que foi causada no local. E eu digo, juntamente com o governo egípcio, com o governo jordano e com as pessoas que têm direito à dignidade humana, que a reinstalação de populações é inaceitável e viola o direito internacional”, sublinhou.

    Friedrich Merz partilhou a posição e sublinhou que a ideia de Donald Trump faz parte de uma série de propostas da administração norte-americana que são “irritantes”.

    “Mas teremos de esperar para ver se ele está a levar isto a sério e como se aplicará. Provavelmente também haverá muita retórica envolvida”, disse o líder da União Democrata-Cristã (CDU) e candidato a chanceler.

  • Netanyahu descreve ideia de Trump para Gaza como “revolucionária e criativa”

    O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, classificou hoje a proposta do Presidente norte-americano, Donald Trump, de assumir o controlo da Faixa de Gaza como “revolucionária e criativa” e disse regressar de Washington com “enormes conquistas” para a segurança do país.

    “O Presidente Trump veio com uma visão completamente diferente e muito melhor para Israel, uma abordagem revolucionária e criativa”, afirmou Netanyahu, durante uma reunião com o seu executivo.

    O líder israelita disse que Donald Trump estava “muito empenhado em implementá-la” e que as conversações produziram “resultados extraordinários”.

    Netanyahu regressou hoje a Telavive depois de ter passado mais de uma semana nos Estados Unidos e convocou uma reunião do Gabinete do Governo para esta noite e outra do Gabinete de Segurança para terça-feira,

    No seguimento de uma visita que descreveu como “histórica”, o chefe do Governo referiu-se a “enormes conquistas que podem garantir a segurança de Israel durante gerações”, num momento em que as forças israelitas intensificaram as suas operações militares na Cisjordânia ocupada.

    Na próxima semana, espera-se também a continuação das negociações com o grupo islamita palestiniano Hamas sobre o acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza.

    “Há aqui oportunidades para possibilidades que penso que nunca teríamos sonhado, ou que até há alguns meses pareciam impossíveis, mas são possíveis”, acrescentou Netanyahu numa declaração posterior.

  • Israel ataca túneis de armas do Hezbollah

    As forças aéreas de Israel levaram a cabo ataques no Líbano, confirmaram as Forças de Defesa de Israel, citadas pelo The Times of Israel. O ataque visava, sobretudo, um túnel entre o Líbano e a Síria – que as IDF dizem ser usado pelo Hezbollah para contrabando de armas.

    Segundo o exército israelita, não é a primeira vez que este túnel, em Beqaa Valley, é atingido. “As IDF estão determinadas em prevenir a restauração e uso deste túnel”, disseram em comunicado.

    Além disso, os militares dizem ter atingido várias bases do Hezbollah que têm armas e lançadores de ‘rockets’ que “representam uma ameaça imediata” a Israel e são “uma violação dos entendimentos entre Israel e Líbano”.

  • IDF disparou contra palestinianos em Gaza

    As Forças de Defesa de Israel dispararam tiros de aviso contra palestinianos que se terão aproximado das tropas e que, alegadamente, “representavam uma ameaça” em Gaza.

    Noutro incidente, também citado pelo The Times of Israel, a Marinha de Israel identificou uma embarcação da Palestina que terá ultrapassado uma fronteira marítima. Após aviso das autoridades, o navio regressou à costa de Gaza.

  • Netanyahu já sabia de estado dos reféns, diz imprensa israelita

    Uma investigação da estação israelita Channel 12 revelou que o primeiro-ministro já saberia, há algum tempo, do estado dos reféns em Gaza.

    De acordo com o canal de televisão, Netanyahu foi “exposto frequentemente às condições dos reféns”, tal como o antigo ministro da Defesa Yoav Gallant e Israel Katz, seu sucessor.

    Os três sabiam “explicitamente” da “fome intencional e os abusos mentais e físicos” sofridos pelos reféns, segundo fontes oficiais citadas pelo Channel 12.

    “O que vimos ontem [na libertação de três reféns] não foi nada. Há alguns num estado muito pior. Quem fingir o choque está a mentir ao público por razões políticas”, acrescentam.

    Numa altura em que o estado dos reféns liberados tem sido muito criticado – inclusive por Netanyahu, que prometeu responder ao Hamas -, o Channel 12 revelou o testemunho dos familiares de uma pessoa que esteve em cativeiro em Gaza.

    Esse refém – cuja identificação e/ou género não foi revelada por segurança – foi mantido acorrentado num túnel sem ar. Não se conseguia levantar, muito menos andar, durante quase a totalidade dos dias em que esteve em cativeiro. Inclusive, teve que aprender a andar antes de ser libertado.

    “Os terroristas mantiveram-me acorrentados dentro do túnel, fechado e sem ar. Não conseguia andar ou levantar-me. Só perto de ser libertado é que me removeram as correntes e aprendi a andar novamente”, terá dito o refém, citado pelo Channel 12.

  • Americanos aprovam gestão de Trump sobre conflito

    Uma sondagem da CBS News mostra que os norte-americanos estão bastante divididos quanto à gestão que Donald Trump está a fazer do conflito Israel-Hamas. 54% dos inquiridos aprovam a gestão do novo presidente dos EUA, 46% desaprovam as posições sobre a tensão no Médio Oriente.

    A divisão é mais clara no que diz respeito às declarações recentes de Trump, que propôs criar uma Riviera em Gaza. 47% dos inquiridos acham que é má ideia os EUA controlarem Gaza, 13% aprovam e 40% não têm a certeza.

  • "Colapsei quando o vi". Filha de refém libertado descreve reencontro

    Ela ben Ami, filha de um dos reféns libertados no sábado pelo Hamas, disse que nada a preparou para ver o pai no palco montado pelo grupo palestiniano, antes da libertação.

    “Colapsei em gritos quando o vi no palco”, disse a filha de Ohad ben Ami aos jornalistas, este domingo, no hospital onde o pai está a receber assistência médica.

  • Família recebe sinal de vida de refém pela primeira vez em quase 500 dias

    A família de Alon Ohel recebeu este domingo o primeiro sinal de vida do refém do Hamas, capturado no ataque de 7 de Outubro de 2023.

    De acordo com um comunicado do Fórum dos Reféns e Familiares, citado pelo Haaretz, Alon “tem estado em cativeiro nos túneis em Gaza com outros reféns libertados recentemente”.

    Apesar da família demonstrar algum alívio por esta novidade, não deixam de expressar algum “choque” pela sua condição “física e mental”, além dos abusos que ele e outros reféns têm que suportar.

    “Alon vai passar o seu 24.º aniversário no cativeiro do Hamas. O tempo está a acabar”, avisa a família, que pede mais urgência nas ações ao primeiro-ministro e ao governo de Israel.

    Os familiares indicam que Alon tem ferimentos no olho e que está a ser “mantido em condições severas, com graves faltas de comida”.

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