Momentos-chave
Histórico de atualizações
    • O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou através da rede social Truth Social que os Estados Unidos realizaram um ataque “bem-sucedido” a centrais nucleares no Irão, incluindo Fordow, Natanz e Isfahan.
    • Israel intensificou suas operações militares contra o Irão, lançando ataques a vários complexos nucleares iranianos, incluindo Isfahan e Shiraz. Forças israelitas também confirmaram terem eliminado altos responsáveis do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão, enfraquecendo potencialmente a capacidade iraniana para retaliar. Em resposta, o Irão lançou drones contra alvos israelitas, alguns dos quais conseguiram penetrar o sistema de defesa aéreo israelita.
    • O conflito já resultou num elevado número de vítimas em ambos os lados. No Irão, os ataques israelitas resultaram na morte de mais de 400 pessoas desde o início do conflito a 13 de junho.
    • Internacionalmente, há pressões para que o Irão e Israel abandonem seus programas nucleares. Dmitry Medvedev, da Rússia, e o Presidente francês, Emmanuel Macron, expressaram preocupações sobre a proliferação nuclear na região. Medvedev sugeriu que ambos os países abandonem conjuntamente esses programas, enquanto Macron afirmou que cabe ao Irão demonstrar que seu programa nuclear tem apenas fins pacíficos.

  • Este liveblog fica por aqui. Abrimos outro para acompanhar os desenvolvimentos no Médio Oriente.

    Depois de ataque ao Irão, Trump diz que há ainda muitos alvos. Irão ameaça com “consequências eternas”

    Obrigada por ter estado connosco. Bom dia.

  • "Irão poderá retaliar através de grupos armados e ataques terroristas"

    Bruno Cardoso Reis, especialista em Relações Internacionais, considera que a resposta iraniana ao ataque americano poderá ser feita de forma indireta, através de milícias e ataques terroristas.

    Ouça aqui as declarações de Bruno Cardoso Reis

    “Irão poderá retaliar através de grupos armados e ataques terroristas”

  • Trump diz que qualquer retaliação do Irão terá resposta "ainda maior"

    Na rede social Truth Social, o Presidente norte-americano voltou a comentar a situação atual, deixando uma nova ameaça ao Irão.

    “Qualquer retaliação do Irão contra os Estados Unidos da América terá como resposta uma força ainda maior do que aquela que testemunharam esta noite”, escreveu Donald Trump, em maiúsculas.

  • Netanyahu: "Prometi-vos que as centrais do Irão iriam ser destruídas. Esta promessa foi cumprida"

    O primeiro-ministro israelita divulgou outro vídeo a propósito dos ataques norte-americanos onde sublinha que foram feitos em coordenação com as forças israelitas e agradece ao Presidente norte-americano.

    “No início desta operação, prometi-vos que as centrais nucleares do Irão iam ser destruídas, de uma maneira ou de outra. Esta promessa foi cumprida”, diz Benjamin Netanyahu.

    Sobre Trump, a quem agradece, considera que o Presidente norte-americano está a “liderar o mundo livre com força”. “É um grande amigo de Israel, um amigo como nenhum outro”, afirma.

  • Trump avisa que outros alvos iranianos podem ser eliminados "numa questão de minutos"

    “Hoje era o ataque mais difícil e letal”, assumiu Donald Trump no discurso de pouco mais de três minutos efetuado esta noite na Casa Branca, em Washington, pouco depois das 03h00 da madrugada em Lisboa.

    Depois de alertar que ainda há muitos alvos no Irão, caso o regime de Teerão não aceite a paz, o Presidente norte-americano insistiu na ameaça de novos ataques de grande magnitude. “A maior parte [dos alvos] pode ser eliminada numa questão de minutos. Não há exército no mundo que possa fazer aquilo que nós fizemos esta noite, nem de perto”, sublinhou, na sequência dos ataques norte-americanos às centrais nucleares de Fordow, Isfahan e Natanz.

    Trump anunciou ainda a realização de uma conferência de imprensa com o general Caine e o secretário da Defesa, Pete Hegseth, no Pentágono, a partir das 08h00 locais (13h00 em Lisboa).

  • Guterres diz estar "alarmado" e fala em possível descontrolo do conflito

    O secretário-geral das Nações Unidas reagiu aos acontecimentos da madrugada deste domingo dizendo estar “alarmado” e falando numa “escalada perigosa” e no risco de “consequências catastróficas”.

    “Estou seriamente alarmado pelo uso de força dos Estados Unidos contra o Irão”, escreveu numa publicação no X.

    “Esta é uma escalada perigosa numa região que já está no limite e é uma ameaça direta à paz e à segurança internacionais”, disse António Guterres. “Há um risco crescente de que este conflito fique rapidamente descontrolado — com consequências catastróficas para civis, para a região e para o mundo.”

  • Organização de Energia Atómica do Irão confirma ataque e espera que comunidade internacional condene ação "baseada na lei da selva"

    A Organização de Energia Atómica do Irão reagiu aos ataques, confirmando-os em comunicado e apelando à comunidade internacional para que reaja.

    “Esta ação, contrária ao Direito Internacional, foi infelizmente levada a cabo à sombra da indiferença e até com a cooperação da Agência Internacional de Energia Atómica”, acusa o organismo.

    A organização disse ainda esperar que a comunidade internacional “condene esta ilegalidade que baseada na lei da selva e apoie o Irão para que atinja os seus direitos legítimos”.

  • Presidente ameaça Irão com possibilidade de novos ataques: "Ainda há muitos alvos"

    Donald Trump agradece ao primeiro-ministro israelita. “Trabalhámos em equipa, talvez como nunca nenhuma equipa trabalhou”, diz, seguindo-se agradecimentos aos militares que conduziram a operação. “Se tudo correr bem, não precisaremos mais dos serviços deles nesta questão. Espero que sim.”

    O Presidente dirige-se depois ao Irão, deixando a ameaça de que outros locais podem vir a ser atacados.

    “Isto não pode continuar: ou temos paz ou haverá uma tragédia para o Irão muito maior do que aquela a que assistimos nos últimos oito dias”, afirma.

    “Ainda há muitos alvos”, acrescenta. “Se a paz não chegar rapidamente iremos atrás dos outros alvos com precisão, rapidez e capacidade”, promete.

  • Trump defende "sucesso espetacular" e garante que instalações nucleares iranianas foram "obliteradas"

    O Presidente norte-americano descreveu o ataque desta madrugada às centrais nucleares iranianas de Fordow, Natanz e Isfahan como um “sucesso espetacular” do exército dos EUA, num breve discurso proferido na Casa Branca.

    “Há pouco, o exército dos EUA levou a cabo ataques maciços de precisão nas três instalações nucleares ‘chave’ do regime iraniano. Toda a gente ouviu os nomes durante anos. O objetivo era a destruição da capacidade de enriquecimento de urânio e parar uma ameaça nuclear do estado patrocinador número um de terrorismo. Hoje posso reportar ao mundo que os ataques foram um sucesso espetacular. As instalações foram completa e totalmente obliteradas. O Irão, o ‘bully’ do Médio Oriente, tem de fazer agora a paz”, afirmou.

    Ladeado pelo vice-presidente, JD Vance, pelo secretário da Defesa, Pete Hegseth, e pelo secretário de Estado, Marco Rubio, o Presidente dos EUA garantiu ainda que, se o Irão não aceitar a paz, “futuros ataques serão muito maiores e mais fáceis”.

  • Benjamin Netanyahu elogia ataques norte-americanos: "A História vai recordar o Presidente Trump"

    O primeiro-ministro israelita reagiu à notícia dos ataques norte-americanos ao Irão numa mensagem pré-gravada, de acordo com o jornal Haaretz, dirigindo-se diretamente ao Presidente norte-americano.

    “A sua ousada decisão de atingir as centrais nucleares do Irão, com o poder incrível e reto dos EUA vão mudar a História”, declarou Benjamin Netanyahu.

    “A História vai recordar que o Presidente Trump atuou para negar ao regime mais perigoso do mundo a arma mais perigosa.”

  • Bernie Sanders critica decisão de Trump de atacar o Irão e considera-a "inconstitucional"

    O senador democrata Bernie Sanders, um dos rostos mais conhecidos do partido opositor à administração republicana liderada por Donald Trump, censurou o ataque norte-americano a três centrais nucleares no Irão.

    Num discurso proferido em Tulsa, no estado de Oklahoma, Sanders anunciou o ataque ao público, que logo reagiu com cânticos a declarar “chega de guerra!”

    “Concordo. E quero dizer-vos uma coisa: não só esta notícia que acabo de ouvir é alarmante, que todos vós acabaram de ouvir, como também é grosseiramente inconstitucional”, afirmou Sanders, continuando: “A única entidade que pode levar este país à guerra é o Congresso dos EUA. O Presidente não tem esse direito”.

  • Conta de ayatollah Ali Khamenei no Telegram repete avisos aos EUA após ataque às centrais iranianas

    Pouco depois de ser conhecido o ataque norte-americano às três centrais nucleares iranianas de Fordow, Natanz e Isfahan, a conta na aplicação Telegram do líder supremo do Irão, Ali Khamenei, voltou a partilhar os comentários do ayatollah na televisão estatal a avisar os EUA para os riscos de um ataque, avançou a Al-Jazeera.

    “Os danos que sofrerão serão muito maiores do que qualquer dano que o Irão venha a sofrer”, refere Khamenei nesse vídeo, sublinhando que a entrada em cena de Washington nas hostilidades entre Israel e Irão ocorreria “em seu próprio prejuízo”.

  • Fontes da Casa Branca adiantam que Trump e Netanyahu conversaram após ataque dos EUA no Irão

    Dois funcionários da Casa Branca revelaram à CNN que o Presidente norte-americano, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, conversaram após o ataque desta noite dos Estados Unidos da América às centrais nucleares de Fordow, Natanz e Isfahan, no Irão.

    A estação norte-americana salientou ainda que Washington informou Israel antes de lançar os ataques sobre solo iraniano.

    Entretanto, Trump continua ativo na sua plataforma Truth Social e partilhou uma imagem da bandeira norte-americana, sem mais mensagens ou referências.

  • IDF anuncia encerramento de escolas, proibição de reuniões e suspensão de atividades não essenciais

    O comando das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) emitiram já um aviso à população a proibir todas as atividades não essenciais, após o ataque dos Estados Unidos a três centrais nucleares no Irão.

    De acordo com as instruções divulgadas e relatadas no jornal Times of Israel, apenas atividades de empresas consideradas essenciais serão permitidas. As IDF salientam que, com efeito imediato, todas as escolas israelitas estão encerradas e as reuniões no espaço público estão proibidas.

  • Responsável norte-americano confirma que foram usadas bombas anti-bunker

    Um responsável norte-americano confirmou ao New York Times que foram usadas no ataque várias bombas anti-bunker, as únicas com capacidade para destruir a central nuclear de Fordow.

    Segundo o mesmo responsável, a avaliação inicial aponta que a central foi “colocada fora de jogo”.

  • Houthis alertam que ataque a instalações nucleares iranianas "não é o fim da guerra, mas é o começo"

    Mohamed al-Farah, membro do gabinete político do grupo iemenita dos houthis, defendeu esta madrugada que o ataque dos EUA às centrais nucleares iranianas não vai levar ao fim da guerra entre Israel e Irão, como expressou Donald Trump, mas sim a um verdadeiro início de um conflito de maior dimensão.

    “Destruir uma instalação nuclear aqui e ali não é o fim da guerra, mas é o começo”, disse al-Farah num comunicado citado pela estação Al-Jazeera, acrescentando: “O tempo dos ataques e fugas já passou”.

    Já este sábado o grupo rebelde iemenita tinha ameaçado atacar navios norte-americanos no Mar Vermelho, caso os EUA se juntassem a Israel nos ataques contra o Irão.

  • Teerão confirma ataque à terceira central nuclear em Isfahan

    O vice-governador de Isfahan, Akbar Salehi, confirmou entretanto que a central nuclear naquele local foi bombardeada, depois de responsáveis de Teerão já terem confirmado os ataques em Fordow e Natanz.

    “Várias explosões foram ouvidas em Natanz e Isfahan, vimos ataques perto dos locais nucleares”, declarou, segundo a BBC.

  • Congressistas americanos divididos sobre ataque ao Irão

    Vários congressistas norte-americanos reagiram à notícia de que os Estados Unidos bombardearam centrais nucleares no Irão, com reações mistas.

    O presidente da Câmara dos Representantes, o republicano Mike Johnson, elogiou a decisão do Presidente e disse que “é um lembrete claro aos nossos adversários e aliados que o Presidente Trump faz o que diz”. A decisão também foi elogiada pelo senador Lindsey Graham, conhecido aliado do Presidente, que considerou que esta foi “a decisão certa” e que “o regime [iraniano] merece”.

    Já o congressista Thomas Massie, um republicano que apoiou uma resolução democrata para obrigar o Presidente a obter apoio do Congresso antes de qualquer ataque, declarou que esta ação “não é constitucional”. O democrata Jim Himes foi ainda mais taxativo: “De acordo com a Constituição que jurámos defender, a atenção a este assunto tem de ser ANTES de as bombas caírem. Ponto final.”

  • Trump garante que central nuclear de Fordow "desapareceu"

    O Presidente dos Estados Unidos partilhou na rede Truth Social uma imagem de uma conta na qual se lê simplesmente “Fordow desapareceu”, em alusão ao ataque desta noite à central nuclear iraniana.

    Estas instalações nucleares já tinham sido visadas em ataques das forças israelitas nos últimos dias.

    O poder nuclear que o Irão tem está enterrado numa montanha. E, para já, só os EUA têm uma bomba para o destruir

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