Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, declarou que as forças ucranianas estão a tomar “certos passos” dentro da Rússia, fora da região de Kursk, que está ocupada pelas tropas ucranianas desde agosto. Há indícios de que os avanços ocorram na região de Belgorod, onde o exército ucraniano pode estar em combate com forças russas.
    • Zelensky afirmou que a Ucrânia não assinará o novo acordo sobre minerais proposto pelos Estados Unidos caso inclua condições que possam ameaçar a adesão ucraniana à União Europeia. A versão mais recente do acordo implica que a Ucrânia pague a assistência norte-americana, o que preocupa Kiev em termos de soberania económica.
    • O Fundo Monetário Internacional completou uma avaliação positiva do apoio à Ucrânia no Mecanismo de Financiamento Alargado, aprovando um novo pacote de ajuda orçamental de 400 milhões de dólares. Apesar das condições adversas, a economia ucraniana mantém-se resiliente, embora o crescimento tenha desacelerado na segunda metade de 2024.
    • A ONU declarou que o governo ucraniano é legítimo e deve ser respeitado, rejeitando a proposta da Rússia para a instalação de um governo temporário em Kiev. Em resposta às propostas russas, várias figuras, incluindo o conselheiro de comunicação de Zelensky, expressaram indignação e críticas dirigidas a Vladimir Putin.

    Já saiu o segundo episódio de “O Misterioso Engenheiro Jardim”, o novo Podcast Plus do Observador que conta a história de Jorge Jardim, o empresário que, na verdade, era um agente secreto que liderou missões perigosas em todo o mundo, tentou criar um país e deu início a um clã de mulheres aventureiras. Pode ouvir aqui, no Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no YoutubeMusic. E pode ouvir aqui o primeiro episódio]

  • Bom dia,

    Arquivamos este artigo liveblog que acompanhou as últimas notícias sobre o conflito na Ucrânia. Pode continuar a seguir a nossa cobertura nesta nova ligação.

    Zelensky pede pressão para forçar Rússia a responder a proposta dos EUA

  • Zelensky declara que não vai assinar acordo de minerais se puser em causa a adesão à UE

    Volodymyr Zelensky afirmou que Kiev ainda está a analisar a nova versão do acordo dos minerais, entregue hoje pelos Estados Unidos, mas destacou que este só será assinado se não existirem “ameaças legislativas relevantes”, nomeadamente no que toca à adesão ucraniana à União Europeia (UE).

    A garantia foi dada em declarações aos jornalistas, depois de ter sido questionado sobre uma notícia do jornal European Pravda, que avançou um nova cláusula que obriga a Ucrânia a pagar a ajuda norte-americana. Esta exigência representa uma limitação à soberania económica que pode afetar os requisitos necessários para a adesão à comunidade europeia, destacou o jornal.

    “A Constituição da Ucrânia deixa claro que o nosso caminho é na direção da UE. Nada que possa ameaçar a adesão da Ucrânia à UE pode ser aceite”, respondeu o Presidente ucraniano, que admitiu que “há muitas coisas [na nova versão] que não foram discutidas antes”.

  • FMI aprova mais 400 milhões de dólares de apoio à Ucrânia

    O Fundo Monetário Internacional (FMI) completou hoje a sétima avaliação ao apoio à Ucrânia no âmbito do Mecanismo de Financiamento Alargado (EFF). Os resultados foram positivos e o fundo aprovou a entrega de mais um pacote de apoio orçamental, no valor de 400 milhões de dólares (cerca de 370 milhões de euros).

    “A economia da Ucrânia continua a ser resistente e o desempenho mantém-se forte no âmbito do EFF, apesar das condições difíceis”, avaliou o FMI, destacando, contudo, que o crescimento económico desacelerou na segunda metade do ano de 2024.

  • Nova reunião do Ramstein deverá ter lugar nas próximas semanas, diz Zelensky

    O Presidente ucraniano afirmou que a Alemanha e o Reino Unido estão a organizar uma nova reunião “do formato Ramstein”, que deverá acontecer “no início de abril”. Ramstein é o nome informal do Grupo de Contacto para a Defesa da Ucrânia, uma aliança de 57 países que apoia militarmente Kiev.

    “Estamos a trabalhar em conteúdo substancial [para apresentar na reunião”, declarou Volodymyr Zelensky no seu habitual discurso diário. Uma das indicações mais concretas do Presidente foi a organização dos “factos relativos aos danos na nossa infraestrutura de energia, causada por ataques russos”, o que representa uma violação do cessar-fogo que Kiev aceitou no dia 11 de março, elaborou Zelensky.

  • Zelensky diz que forças ucranianas estão a tomar "certos passos" numa região russa que não é Kursk

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que as tropas ucranianos estavam a tomar “certos passos” dentro da Rússia fora da região de Kursk, na qual há uma ocupação ucraniana desde agosto passado.

    Zelensky mencionou este facto aos jornalistas em Kiev esta tarde, mas não especificou onde estariam as tropas russas a avançar. Apesar disso, tudo aponta para que estes avanços sejam na região de Belgorod, onde há relatos (ver entradas anteriores) de que o exército ucraniano esteja a avançar.

  • Ucrânia terá iniciado incursão em Belgorod, região russa vizinha de Kursk

    A Ucrânia desviou as suas atenções para a região russa de Belgorod onde terá realizado uma incursão militar para tentar contrariar as derrotas que está a sofrer em Kursk, zona vizinha que foi atacada por Kiev em agosto passado.

    De acordo com bloggers militares russos próximos do Kremlin, citados pela Reuters, as tropas ucranianas estarão mesmo em combate com as russas nessa zona.

    O Institute for the Study of War afirma que as forças de Kiev estão perto da cidade de Demidovka, a cerca de dois quilómetros da fronteira russa com a Ucrânia.

  • Nações Unidas rejeitam proposta de Putin para implementar governo temporário em Kiev

    O Secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou esta sexta-feira que a Ucrânia tem um governo legítimo que deve ser respeitado, de acordo com a Sky News.

    Vladimir Putin tinha apelado à instalação de um governo de transição até à realização de eleições. Esta sugestão já tinha sido rejeitada por Washington.

  • Ajuda militar à Ucrânia deverá formar-se dentro de três a quatro semanas, diz Macron

    O Presidente francês afirmou que a chamada “força de garantia europeia” para a Ucrânia tomará forma durante o próximo mês, com a França e Reino Unido a enviarem delegações militares para Kiev em breve, segundo o Financial Times.

    “Penso que dentro de três a quatro semanas teremos estas duas questões resolvidas: a estrutura do exército ucraniano, as forças de segurança e um plano de ação bastante preciso com as necessidades”, garantiu Emmanuel Macron.

    “É a Europa a mobilizar-se em conjunto para apoiar o processo de paz a uma escala que não se via há décadas”, acrescentou.

  • Ucrânia recupera corpos de mais de 900 militares

    A Ucrânia repatriou os corpos de 909 soldados que morreram a lutar no conflito, informou a Sede de Coordenação para o Tratamento dos Prisioneiros de Guerra (KSHPPV), esta sexta-feira, citada pelo The Kyiv Independent.

    Os corpos são de militares que combateram nas regiões de Kurakhove, Pokrovsk, Bakhmut, Vuhledar, Luhansk e Zaporíjia.

  • Rússia propõe a Elon Musk uma central nuclear para a missão a Marte

    A Rússia poderá propor o fornecimento de uma central nuclear para a missão a Marte de Elon Musk.

    Kirill Dmitriev, diretor do Fundo Russo de Investimento Direto afirmou que “a Rússia pode oferecer uma central nuclear de pequena dimensão para uma missão a Marte e outras capacidades tecnológicas avançadas”, cita a Reuters.

    Dmitriev elogiou, ainda, Musk, caracterizando-o como um “grande visionário”.

  • "Putin devia tomar comprimidos". Ucrânia reage à proposta de uma administração temporária em Kiev

    Dmytro Lytvyn, conselheiro de comunicação de Volodymyr Zelensky, reagiu esta sexta-feira à proposta de Putin para um governo temporário em Kiev até à realização de eleições

    “Se Putin está, mais uma vez, a tentar perceber com quem tem de se relacionar para avançar seriamente no sentido de pôr fim a esta guerra, talvez devesse tomar uns comprimidos para estimular a sua atividade cerebral — partindo do princípio de que esses comprimidos ainda têm algum efeito sobre ele”, escreveu o conselheiro do Presidente ucraniano numa publicação na rede social X.

  • Exército ucraniano "está fora de controlo", afirma Peskov

    O porta-voz do Kremlin afirmou, esta sexta-feira, que o exército russo reserva-se ao direito de retomar os ataques contra os alvos energéticos ucranianos se Kiev não respeitar a moratória.

    Peskov acusou Kiev de continuar os ataques, o que, segundo o porta-voz, indica que o exército ucraniano “está fora de controlo” e não cumpre as ordens dos dirigentes do país.

    Dmitry Peskov disse ainda, no Telegram, que a “relutância da União Europeia em levantar as sanções contra a Rússia significa que não está disposta a avançar para a paz”.

  • Rússia intensifica ataques em Zaporíjia, dizem militares ucranianos

    O exército russo intensificou as operações de ataque em Zaporíjia, aumentando a pressão sobre as forças ucranianas, afirmou esta sexta-feira o porta-voz das Forças de Defesa do Sul da Ucrânia, Vladyslav Voloshyn.

    A escalada das hostilidades e o aumento dos ataques em zonas-chave são parte da estratégia russa para conquistar a região. “Os russos querem obter o máximo de vantagem ou avançar tanto quanto possível no Oblast de Zaporíjia”, sublinhou.

  • Aliados da Rússia, incluindo Coreia do Norte, podem ajudar nas negociações de paz, sugere Putin

    O Presidente russo afirmou que os “países amigos” da Rússia podem participar no processo das negociações de paz para colocar fim ao conflito.

    Vladimir Putin, segundo o The Kyiv Independent, considerou a Coreia do Norte como um “parceiro” e referiu que o tratado de cooperação militar entre Moscovo e Pyongyang, assinado no ano passado, entrou em vigor.

    Nos termos do acordo, cada país é obrigado a ajudar o outro “com todos os meios disponíveis” em caso de ataque. Putin sublinhou que a cooperação com a Coreia do Norte está em curso tanto na “esfera técnico-militar como na esfera militar”.

  • Giorgia Meloni considera que o envio de tropas para a Ucrânia pode ser visto por Putin como uma ameaça

    A primeira-ministra italiana afirmou estar com reservas quanto à ideia de Emmanuel Macron de enviar tropas de países membros da NATO para a Ucrânia.

    Numa entrevista ao Financial Times, Giorgia Meloni afirmou que Vladimir Putin pode considerar esta inciativa como uma provocação. “Temos de ter cuidado. Pode ser visto mais como uma ameaça. Mas, em todo o caso, penso que temos de encontrar uma forma de nos defendermos de qualquer tipo de ameaça que possamos ter”, disse.

    Uma medida “mais fácil e eficaz” seria, de acordo com a primeira-ministra italiana, estender a proteção do artigo 5º da NATO à Ucrânia.

    O artigo 5º estipula que um ataque contra um dos países-membros será considerado um ataque contra todos, obrigando a uma resposta coletiva. “Seria algo diferente da adesão formal da Ucrânia à NATO, mas significaria estender ao país a mesma cobertura garantida aos Estados-membros da Aliança”, sublinhou.

  • Kremlin confirma chamada telefónica entre Putin e Erdogan

    Vladimir Putin e Tayyip Erdogan conversaram esta sexta-feira ao telefone sobre a possibilidade de renovar a iniciativa de segurança marítima do Mar Negro, para que se possam facilitar as exportações agrícolas russas, confirmou o Kremlin, citado pela Reuters.

    Durante a chamada telefónica, os Presidentes da Rússia e da Turquia discutiram, também, o avanço de projetos estratégicos no setor da energia.

  • Ministro Negócio Estrangeiros chinês desloca-se esta semana à Rússia para diálogo estratégico com Lavrov

    O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, vai visitar a Rússia entre segunda e quarta-feira a convite do homólogo russo, Serguei Lavrov, anunciou esta sexta-feira o seu ministério.

    O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun, disse em conferência de imprensa que “a relação China – Rússia mantém um desenvolvimento saudável, estável e de alto nível sob a orientação estratégica dos dois chefes de Estado”, Xi Jinping e Vladimir Putin, e considerou que os intercâmbios bilaterais se têm aprofundado de forma constante em vários domínios.

    Durante a visita, Wang manterá conversações com Lavrov para trocar pontos de vista sobre a agenda bilateral, a cooperação regional e as questões internacionais de interesse comum, acrescentou o porta-voz.

  • Presidente turco diz a Putin que segurança na navegação no Mar Negro pode contribuir para a paz

    Tayyip Erdogan falou com Vladimir Putin esta sexta-feira, através de uma chamada telefónica na qual afirmou que as medidas para alcançar a segurança da navegação no Mar Negro contribuiriam para os esforços de paz com a Ucrânia.

    De acordo com a Reuters, Erdogan afirmou, ainda, que a Turquia está a acompanhar atentamente os esforços de paz entre a Ucrânia e a Rússia e reiterou a oferta para acolher negociações.

  • Ucrânia confirma receção de nova proposta dos Estados Unidos sobre acordo dos minerais

    O vice-primeiro-ministro ucraniano, Oleksiy Chernyshov, confirmou que foi recebida uma nova proposta do acordo relativo aos minerais.

    Segundo a Sky News, Kiev anunciará a sua posição quando chegar a um consenso.

1 de 2