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    Este liveblog fica por aqui. Pode continuar a acompanhar os desenvolvimentos das tensões internacionais neste novo artigo em direto que agora abrimos.

    Irão lança novos ataques contra Israel e alvos norte-americanos no Golfo Pérsico

  • O que aconteceu até agora?

    • A guerra no Médio Oriente intensifica-se com Donald Trump, Presidente dos EUA, alegadamente inclinado para ordenar uma invasão terrestre do Irão, enquanto fontes anónimas apontam para a mobilização de milhares de soldados para capturar a estratégica ilha de Kharg. Além disso, existem planos de um grande “ataque final” contra o Irão, incluindo potenciais invasões de várias ilhas estratégicas e bloqueios navais, numa tentativa de fortalecer a posição negocial dos EUA.
    • Os ataques e confrontos entre Israel e grupos apoiados pelo Irão, como Hezbollah, fazem escalar a violência na região. O Hezbollah atacou Israel, o que provocou mortes e destruição em Nahariya, no norte do país. Em resposta, as IDF levaram a cabo operações no sul do Líbano e mataram mais de 30 operacionais do Hezbollah.
    • No contexto diplomático, existem esforços para negociações entre os EUA e o Irão, mediadas por países como Paquistão, Turquia e Egito. Não obstante, o Irão mostrou-se desconfiado das intenções dos EUA, rejeitando um plano de paz de 15 pontos como “extremamente maximalista” e mantendo exigências como o controlo sobre o Estreito de Ormuz.
    • No campo político e económico, Donald Trump anunciou a suspensão temporária dos ataques a infraestruturas energéticas (alegadamente) a pedido do Irão. Revelou também que o Irão permitiu a passagem de petroleiros pelo Estreito de Ormuz como sinal de boa fé. Entretanto, a presidente do BCE, Christine Lagarde, alertou para o impacto profundo e duradouro que a destruição de infraestruturas energéticas pode ter nos mercados globais.

  • Mais de 100 projéteis disparados por Hezbollah contra Israel, diz exército

    As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram esta quinta-feira que a milícia xiita pró-iraniana Hezbollah lançou nas últimas horas mais de 100 projéteis contra o país.

    Segundo a imprensa local, num dos ataques um ‘rocket’ atingiu vários carros estacionados na localidade costeira de Nahariya, no norte do país, matando um homem.

    Trata-se da segunda vítima mortal de um projétil do Hezbollah desde que este grupo atacou Israel a 02 de março, em resposta à ofensiva israelo-norte-americana no Irão, iniciada a 28 de fevereiro.

    No Líbano, a ofensiva israelita por via aérea e terrestre já causou mais de 1.100 mortos e um milhão de deslocados, segundo as autoridades locais.

  • Trump diz ter sido informado pela CIA de que novo líder supremo do Irão é homossexual

    Donald Trump diz ter sido informado pela CIA de que o novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, é homossexual.

    O Presidente dos EUA disse à Fox News, esta quinta-feira: “Eles disseram isso… Muita gente está a dizer isso, o que é um mau princípio naquele país!”.

    Questionado diretamente sobre se a CIA o informou, conta o Haaretz, Trump respondeu: “Bem, eles disseram isso, mas não sei se foram só eles. Muita gente está a dizer isso”.

    No dia 16 de março, o New York Post tinha escrito que os serviços de informação tinham dado esta informação a Trump e que este se teria “rido”.

  • Presidente do BCE alerta para excesso de otimismo e fala em “verdadeiro choque”

    A presidente do Banco Central Europeu (BCE) defendeu hoje a possibilidade de existir um excessivo otimismo face à reação dos mercados à guerra no Médio Oriente e falou num “verdadeiro choque” em matéria de energia.

    “Estamos perante um verdadeiro choque — que provavelmente vai para além do que podemos imaginar neste momento”, afirmou Lagarde, referindo-se à destruição da infraestrutura energética.

    Já no que se refere à reação dos mercados financeiros, a presidente do BCE reconheceu, em entrevista ao The Economist, a possibilidade de existir um otimismo excessivo e acrescentou que a recuperação dos estragos causados pela guerra pode levar vários anos.

  • Trump diz que "a pedido do Irão" vai prolongar suspensão de ataques a infraestruturas energéticas

    Donald Trump disse esta quinta-feira que, a “pedido do Irão”, vai suspender os ataques a infraestruturas energéticas até 6 de abril. “A pedido do Governo do Irão, que este comunicado sirva para comprovar que eu vou suspender a destruição de infraestruturas energéticas por dez dias, até segunda-feira, 6 de abril de 2026, às 20h. As conversas vão continuar e, apesar de comentários enganosos da imprensa das ‘fake news’, e de outros, estão a correr muito bem”, escreveu na Truth Social.

    A pausa, já em vigor, deveria terminar esta sexta-feira.

  • Costa pediu ao Presidente israelita “máxima contenção” e fim de operações no Líbano

    O presidente do Conselho Europeu pediu esta quinta-feira ao chefe de Estado israelita, Isaac Herzog, para que Israel exerça uma “máxima contenção” no Médio Oriente e pare as operações militares no Líbano.

    Numa publicação na rede social X, António Costa disse que falou hoje com Isaac Herzog e apelou à “redução de tensões, à máxima contenção, à proteção dos civis e das infraestruturas civis e ao pleno respeito pelo direito internacional por todas as partes” no contexto da guerra no Irão.

    “Só a diplomacia pode garantir uma solução sustentável para as ameaças do Irão, incluindo no que diz respeito ao dossiê nuclear”, defendeu.

    António Costa afirmou também que pediu ao Presidente israelita para aproveitar o atual momento para iniciar conversações diretas com o Líbano, alvo de bombardeamentos e de uma incursão militar das forças israelitas.

  • Israel vai continuar a assassinar líderes iranianos

    O porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) diz que os militares israelitas vão continuar a perseguir os líderes iranianos.

    “As mortes não vão parar. Vamos continuar a perseguir todos os que ameaçam Israel”, disse Effie Defrin, citado pelo Times of Israel. Segundo o porta-voz, Israel já atingiu mais de mil alvos ligados às indústrias de produção de armas do Irão.

    “Estamos a falar de fábricas que produzem mísseis, drones e sistemas de defesa”. As IDF estão a atacar “todos os ativos das [indústrias] de armas”.

  • Dois militares israelitas mortos em combate com o Hezbollah

    Dois militares israelitas morreram durante operações de combate ao Hezbollah no sul do Líbano, revelaram as forças armadas de Israel, citadas pelo Guardian.

    Com estas vítimas mortais, sobe para quatro o número de militares israelitas mortos naquela zona, depois de outras duas mortes a 8 de março.

  • Trump estará inclinado a ordenar invasão terrestre do Irão

    Um alto membro ligado a um dos países envolvidos na discussão entre EUA e Irão disse ao Times of Israel que o Presidente norte-americano estará inclinado a ordenar uma invasão terrestre do Irão — a Casa Branca estará convencida que essa pressão militar levará Teerão a ceder.

    A fonte com ligações íntimas às discussões entre os países diz que os EUA reconhecem que o Irão não deverá aceitar o plano de paz de 15 pontos proposto pelos norte-americanos. Além disso, a Casa Branca já terá ordenado a mobilização de milhares de soldados com o objetivo de capturar a ilha de Kharg.

    Outra fonte, também conhecedora das mediações (mas de outro país), diz ao jornal israelita que os EUA até podem conseguir capturar a ilha, mas que mantê-la exigirá uma luta longa (maior do que o prazo estabelecido por Washington) e com muitos soldados.

    As duas fontes concordam que o Irão não deverá ceder, mesmo que os EUA avancem para uma invasão territorial.

  • Israel envia divisão do exército para reforçar operações no Líbano

    As forças israelitas enviaram mais uma divisão para reforçar as suas operações contra o grupo xiita Hezbollah no sul do Líbano, onde o Governo de Israel pretende alargar “a zona de segurança” entre os dois países.

    O exército israelita anunciou esta quinta-feira o envio da 162.ª Divisão para o sul do Líbano, juntando-se aos milhares de militares que já se encontravam na região desde o recomeço dos confrontos com o Hezbollah, em 02 de março.

    Segundo a imprensa israelita, a 162.ª Divisão já iniciou operações no setor oeste do sul do Líbano, que esta quinta-feira indicou que vai recorrer de imediato ao Conselho de Segurança da ONU a propósito das ações militares de Israel que “ameaçam a soberania” do país.

    Após uma reunião do Governo, à qual faltaram os representantes do Hezbollah, o ministro da Informação, Paul Morcos, esclareceu que a decisão foi motivada pelo “bombardeamento da maioria das pontes sobre o rio Litani”, que separa o sul do Líbano do resto do país, pelo “deslocamento forçado em massa de habitantes” e pelo “avanço das tropas israelitas em território libanês, acompanhado de destruição”.

  • Negociações de paz sobre a Ucrânia “num impasse”, diz Presidente finlandês

    O Presidente finlandês, Alexander Stubb, aliado próximo dos Presidentes norte-americano, Donald Trump, e ucraniano, Volodymyr Zelensky, considerou que as conversações de paz lideradas por Washington sobre a Ucrânia estão “num impasse”, numa entrevista esta quinta-feira publicada.

    “Tal pode dever-se à guerra no Irão, que está a desviar significativamente as atenções da guerra na Ucrânia. Mas também é possível que as negociações estejam num impasse porque chegaram a um beco sem saída e já não podem avançar mais”, declarou Stubb, na entrevista concedida ao diário norueguês VG.

    “Penso que os negociadores norte-americanos fizeram tudo o que podiam, e o cerne da questão reside agora numa única questão: Donetsk e os territórios. Mas o grande problema é que não creio que a Rússia queira a paz”, observou.

    O chefe de Estado finlandês esclareceu esta quinta-feira as suas declarações, sublinhando que as negociações estão “em ponto morto, mas não interrompidas”.

  • Trump diz que Irão já deixou passar petroleiros no Estreito de Ormuz como sinal de boa fé nas negociações

    Donald Trump disse que o Irão está a permitir que alguns petroleiros passem no Estreito de Ormuz como sinal de boa fé e como um “presente” para demonstrar como os iranianos estão a encarar as negociações de forma séria.

    “[Irão disse] ‘nós vamos deixar-vos ter oito petroleiros, oito barcos, oito grandes barcos de petróleo’. Isto foi há dois dias. E eu não pensei muito nisto. Mas depois vi as notícias que diziam (…) que algo pouco habitual estava a acontecer. ‘Estão oito barcos a dirigir-se ao estreito’”, disse aos jornalistas, citado pelo Guardian.

    “Bom, parece que eles tinham razão e estavam a ser verdadeiros. Parece que estamos a lidar com as pessoas certas”. Depois disso, segundo o Presidente dos EUA, os iranianos pediram desculpa “por algo que disseram” e ainda deixaram passar “mais dois barcos”.

  • Durante a sessão, Maduro tomou notas e falou com o advogado

    Durante a curta sessão no tribunal, segundo a CNN, Maduro manteve-se sossegado. Ora se inclinava para falar com o seu advogado — enquanto o procurador e o juiz discutiam — ora falava com a mulher.

    Durante toda a sessão, o casal esteve de auscultadores nos ouvidos para ouvir a tradução de inglês para castelhano. Ocasionalmente, os dois anotavam pequenas indicações.

  • Kiev e Riade assinam acordo sobre “proteção dos céus” contra Irão

    O Presidente ucraniano anunciou esta quinta-feira ter chegado à Arábia Saudita, em que Kiev espera concluir acordos para a venda de drones militares com vários países do Golfo.

    Os dois países preveem assinar um acordo sobre “cooperação em matéria de segurança, em particular a proteção do espaço aéreo”, face à ameaça de drones iranianos, noticiou a agência France-Presse, citando um responsável com conhecimento do processo.

    “Cheguei à Arábia Saudita. Estão previstas reuniões importantes”, declarou Volodymyr Zelensky nas redes sociais, publicando um vídeo desta deslocação.

    “Apreciamos o apoio e apoiamos aqueles que estão prontos para trabalhar connosco em matéria de segurança”, acrescentou, sem avançar pormenores.

  • Terminou a audição de Maduro

    A curta audição de Nicolás Maduro em tribunal já terminou. O juiz prometeu decidir, em breve, sobre o tema que dominou toda a sessão: deve o Governo norte-americano levantar as sanções à Venezuela para que Maduro e a mulher possam usar os fundos venezuelanos para pagar a sua defesa?

    “Muito obrigado a todos pelos vossos argumentos excelentes. Prometo emitir [a decisão] assim que conseguir”.

  • Juiz responde a advogado de Maduro: "Eu não vou arquivar o caso"

    O juiz ouviu os apelos da defesa de Maduro e respondeu, questionando os procuradores sobre os esforços de aplicar sanções à Venezuela de forma a bloquear o financiamento da defesa do antigo Presidente.

    Os procuradores defendem a posição do Estado norte-americano, alegando que há motivos suficientes para justificar esses bloqueios. Mas o juiz Alvin Hellerstein não pareceu concordar: “O acusado [Maduro] está aqui. Flores [mulher de Maduro] também. Eles já não representam uma ameaça à segurança nacional”.

    Outro procurador acusou Maduro e a sua mulher de “saquear a riqueza da Venezuela” para tentar convencer o juiz a não permitir que os fundos venezuelanos paguem a defesa do casal. “Eles podem usar os seus próprios fundos para a sua defesa. Eles sabiam que estavam sancionados”, disse Kyle Wirshba.

    Segundo o advogado dos venezuelanos, o casal não tem acesso aos seus fundos pessoais para pagar pela defesa em tribunal.

    Apesar da discussão, o juiz deixou uma garantia. “Eu não vou arquivar o caso”, defendeu, respondendo ao apelo do advogado de Maduro.

  • "Há nos EUA a ideia de que estão a ganhar a guerra no Irão"

    O historiador Bruno Cardoso Reis aponta divergências nas percepções dos EUA e do Irão em relação ao rumo do conflito no Médio Oriente. Washington acredita estar a ganhar. Teerão mostra-se resiliente.

    Ouça aqui o episódio na íntegra.

    “Há nos EUA a ideia de que estão a ganhar a guerra no Irão”

  • Justiça italiana autoriza extradição de ex-deputada 'bolsonarista' para o Brasil

    A Justiça italiana autorizou esta quinta-feira a extradição da ex-deputada federal ‘bolsonarista’ Carla Zambelli, fugitiva das autoridades brasileiras e detida no país europeu desde julho do ano passado.

    Zambelli, que tem dupla cidadania, deixou o Brasil em maio do ano passado em busca de asilo político.

    A ex-deputada condinha sido enviada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil a 10 anos de prisão pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) brasileiro, em 2023.

    Segundo as investigações, Carla Zambelli foi a autora intelectual da invasão ao sistema do CNJ para emitir um mandato falso de prisão contra o juiz do STF Alexandre de Moraes, considerado inimigo ‘número um’ do bolsonarismo e que ocupava o cargo de presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

  • Ministro dos Negócios Estrangeiros do Brasil e Irão falam de "perspetivas para uma saída negociada" da guerra

    Os chefes da diplomacia do Brasil e do Irão discutiram esta quinta-feira “perspetivas para uma saída negociada” da guerra no Médio Oriente, numa conversa telefónica em que analisaram impactos do conflito, revelou o Governo brasileiro.

    O Ministério das Relações Exteriores do Brasil referiu, em comunicado, que os ministros Mauro Vieira e Abbas Araghchi “trataram do atual estágio da guerra no Irão, da situação regional no Oriente Médio, dos múltiplos impactos globais do conflito e das perspetivas para uma saída negociada”.

    Mauro Vieira, que se encontra em Paris, a participar da reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros do G7, “prestou solidariedade pelas vítimas dos ataques militares ao Irão”, frisou a diplomacia brasileira, numa curta nota divulgada nas redes sociais.

    O Presidente brasileiro, Lula da Silva, tem-se mostrado crítico em relação aos bombardeamentos dos Estados Unidos e de Israel sobre o Irão (membro dos BRICS tal como o Brasil), que respondeu com ataques a interesses destes países em estados do Golfo Pérsico onde têm bases militares.

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