Histórico de atualizações
  • O que aconteceu até agora

    • O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está a ponderar opções militares para atacar o Irão, tendo agendado uma reunião para terça-feira com as chefias militares. Segundo várias fontes, Trump está a considerar seriamente autorizar um ataque ao regime de Teerão, enquanto os Estados Unidos e Israel discutem em conjunto a possibilidade de uma intervenção militar.
    • No Irão, os protestos contra o regime resultaram na morte de mais de 500 pessoas, incluindo manifestantes e agentes das forças de segurança. O apagão de comunicações no país dificulta a verificação dos dados, mas as informações disponíveis apontam para uma repressão violenta das autoridades iranianas.
    • A situação no Irão tem gerado reações internacionais, com o Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a expressar esperança de que o Irão se liberte da “tirania” e a manifestar apoio aos manifestantes. Os protestos têm motivado exigências de intervenção por parte de países ocidentais, com ativistas a apelarem à ação global para travar o regime.
    • Em Lisboa, realizaram-se manifestações em frente à embaixada iraniana para apoiar a contestação no Irão e denunciar a repressão violenta. Os manifestantes apelaram a uma resposta internacional forte e coordenada, exigindo dignidade e direitos humanos para o povo iraniano.

  • Encerramos aqui este liveblog.

    Pode continuar a acompanhar os mais recentes acontecimentos no Irão neste outro artigo em direto.

    Protestos tornaram-se violentos “para dar uma desculpa” a Trump para intervir, diz Governo iraniano

  • Guterres exorta Irão a evitar “força desproporcionada” após mortes em protestos

    O secretário-geral da ONU apelou ao Irão para se “abster do uso da força desnecessária ou desproporcionada”, após se terem ultrapassado as 500 mortes em protestos no país, que começaram há duas semanas contra a gestão económica.

    António Guterres “está impactado pelos relatos de violência e uso excessivo da força das autoridades iranianas contra os manifestantes”, o que resultou “em muitas mortes e muitos mais feridos nos últimos dias”, indicou o porta-voz do secretário-geral da ONU, Stéphane Dujarric, em comunicado.

    “Todos os iranianos deveriam poder expressar as suas queixas pacificamente e sem medo. Os direitos à liberdade de expressão, de associação e de reunião pacífica, consagrados no direito internacional, devem ser plenamente respeitados e protegidos”, declarou o porta-voz.

    Neste contexto, Guterres pediu “máxima moderação” às autoridades do Irão, onde não há internet nem cobertura de telemóvel há mais de 72 horas e escalaram os protestos contra a República Islâmica e o líder supremo iraniano, Ali Khamenei.

    “Também urge passos que permitam aceder a informação no país, incluindo o restabelecimento das comunicações”, lê-se na breve declaração da ONU.

  • Pelo menos 538 pessoas morreram nos protestos no Irão

    Pelo menos 538 pessoas morreram na sequência de protestos no Irão, de acordo com o mais recente balanço da agência norte-americana de defesa de direitos humanos, sediada nos Estados Unidos. A informação consta no jornal The Guardian.

  • Mortes em protestos no Irão chegam a mais de 500

    Já morreram mais de 500 pessoas em protestos no Irão, segundo mais recente balanço de uma agência norte-americana de defesa de direitos humanos, reporta a Reuters. Deste número, mais de 40 são de agentes das forças de segurança. Mais de dez mil pessoas foram presas em duas semanas, avança a agência de notícias.

    Note-se que os números reais podem ser superiores aos divulgados, tendo em conta o apagão de comunicações no Irão, que dificulta a verificação dos dados.

  • Trump estuda opções militares para atacar o Irão e convoca reunião para terça-feira

    O Presidente dos EUA, Donald Trump, está a ser informado pelas chefias militares sobre potenciais opções para ofensivas no Irão, reporta o jornal New York Times este domingo.

    O diário cita vários funcionários norte-americanos sob anonimato, que atestam que Trump está a considerar seriamente autorizar um ataque ao regime de Teerão.

    Também o Wall Street Journal diz que Trump tem agendada uma reunião na próxima terça-feira para discutir opções específicas para os próximos passos no Irão.

  • Organizador de protesto iraniano em Lisboa pede intervenção internacional

    O organizador da manifestação em frente à embaixada do Irão em Lisboa pediu este domingo a intervenção dos países ocidentais e da ONU para travar aquilo que considera ser um regime semelhante ao nazi.

    “Precisamos de intervenção porque as pessoas estão a morrer. Precisamos de uma parceria global da Europa, das Nações Unidas, das organizações internacionais da Europa e dos Estados Unidos, do Canadá e dos países da Commonwealth”, afirmou Salah Abbassi, em declarações à agência Lusa.

    O ativista, que tem dupla nacionalidade (iraniana e portuguesa), pediu que os países ocidentais e as organizações internacionais “se reúnam e abordem a questão de forma eficaz” porque, defendeu, o regime da República Islâmica “não é diferente dos nazis”.

    Abassi sublinhou ainda que os milhares de iranianos que nas últimas duas semanas vão todos os dias para as ruas de várias cidades do país para contestar o regime “não estão a debater política”, mas sim “uma questão de direitos humanos”.

    Os manifestantes “estão a exigir dignidade, direitos humanos básicos e direitos das mulheres, mas a República Islâmica está a oprimi-los e os tiros estão a matá-los”, avançou o ativista, adiantando que “só ontem à noite [sábado] foram mortas pelo menos 200 pessoas”.

    A manifestação em Lisboa, que começou às 12h, juntou cerca de 200 pessoas, com bandeiras de Portugal, Irão, Israel e Estados Unidos e palavras de ordem como: “Queremos dignidade” e “A República Islâmica está a matar-nos”.

  • Estudante iraniana de 23 anos foi baleada à queima roupa e enterrada à beira da estrada

    Uma estudante iraniana de 23 anos foi morta (baleada à queima roupa) e enterrada à beira da estrada depois de ter participado nos protestos contra o regime na quinta-feira, escreve o The Telegraph, citando informação avançada pela ONG Iran Human Rights.

    Rubina Aminian juntou-se aos protestos, em Teerão, após um dia de aulas na faculdade que frequentava, tendo sido baleada à queima roupa pelas forças de seguranças iranianas. No fim de semana, o corpo da jovem foi enterrado ao lado de uma estrada deserta.

    Os pais de Rubina viajaram desde Kermanshah, no oeste do país, para Teerão para identificar o corpo, e viram muitos outros jovens mortos de maneira semelhante, relata a Iran Human Rights.

    Após um protesto na zona de Qala Hassan Khan, em Teerão, na quinta-feira, um único cirurgião tratou seis pacientes baleados na cabeça. Nenhum sobreviveu.

    Os protestos no Irão já resultaram na morte de mais de 460 pessoas, de acordo com uma Agência de Notícias dos Ativistas pelos Direitos Humanos.

  • Número de mortos nos protestos sobe para 466

    Ascende a quase meio milhar o número de vítimas mortais resultantes dos protestos que estão a decorrer no Irão.

    A mais recente atualização, feita pela Agência de Notícias dos Ativistas pelos Direitos Humanos (com sede nos EUA) aponta para 466 mortos, mais do dobro em relação ao último número avançado este domingo.

    Recorde-se que desde sexta-feira que se têm vindo a intensificar a repressão e a violência contra os manifestantes por parte das autoridades iranianas.

  • Netanyahu espera que o Irão se "liberte" da "tirania"

    O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, diz esperar que o Irão se “liberte” da “tirania”, considerando que os manifestantes que têm vindo a sair às ruas daquele país são “corajosos”.

    “Enviamos força aos heróicos e corajosos cidadãos do Irão — e, quando o regime cair, faremos coisas boas juntos para o bem de ambos os povos”, disse Netanyahu, citado pelo Times of Israel.

    O primeiro-ministro israelita deixou ainda o desejo de que os dois países possam voltar a cooperar. “Todos nós esperamos que a nação persa seja em breve libertada do jugo da tirania”, continuou Netanyahu, enquanto os protestos contra o regime no Irão persistem. “E quando esse dia chegar, Israel e Irão voltarão a ser parceiros fiéis na construção de um futuro de prosperidade e paz”.

  • Cerca de 100 pessoas protestam contra regime iraniano em Lisboa

    Cerca de 100 pessoas estão hoje em protesto, frente à Embaixada do Irão em Lisboa, numa manifestação que visa apoiar a contestação das últimas duas semanas naquele país com vista a derrubar o regime.

    Com cânticos e gritos de ordem em persa, os iranianos iniciaram a manifestação às 12h e querem manter-se no local até às 17h, apesar de a embaixada estar fechada.

    Vários polícias vigiam a contestação, que se mantém pacífica, evitando a aproximação de qualquer pessoa à embaixada.

    “Precisamos de ser ouvidos, precisamos ter apoio internacional”, explicou à Lusa uma das manifestantes, Solmaz Nazari, sublinhando que o objetivo dos manifestantes no Irão é “fazer uma revolução” para mudar o atual regime persa.

    Os protestos em quase todo o Irão começaram em 28 de dezembro, inicialmente contra o custo de vida e a inflação galopante, num país sujeito a sanções económicas dos Estados Unidos e da ONU, mas têm-se vindo a intensificar e transformaram-se numa contestação política contra o regime.

  • Novo balanço aponta para 203 mortos nos protestos

    Morreram pelo menos 203 pessoas nos protestos no Irão, de acordo com um novo balanço avançado pela Associated Press, a partir de dados da Human Rights Activists News Agency, associação sediada nos EUA.

    O número anterior dava conta de 116 mortes ontem.

    Deste novo número, 162 mortes são de manifestantes e 41 de agentes das forças de segurança. No entanto, os números podem ser superiores, tendo em conta o apagão de comunicações no Irão, que dificulta a verificação destes dados.

    Segundo a organização não-governamental, a maioria das vítimas terá sido morta por munições reais ou tiros de espingardas de chumbo.

  • Irão sem comunicações há três dias. É um apagão “sem precedentes”, em que até sinal da Starlink está na mira

    Desde quinta-feira que o Irão está sem ligação ao mundo. No entanto, especialistas referem que o regime iraniano ainda continua a ter comunicações, incluindo para publicar na rede social X.

    Irão sem comunicações há três dias. É um apagão “sem precedentes”, em que até sinal da Starlink está na mira

  • Presidente do Irão acusa EUA e Israel de quererem "semear o caos" no país

    O presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, acusou, este domingo, os EUA e Israel de estarem a “ordenar os tumultos” no país e de terem como objetivo “semear o caos e a desordem”.

    Numa entrevista concedida a órgãos de comunicação ligados ao regime, e citada pela Sky News, Pezeshkian disse que “terroristas” ligados a potências estrangeiras estavam a matar pessoas, a incendiar mesquitas e a atacar propriedades públicas.

    No entanto, o presidente iraniano — que ainda não se tinha pronunciado publicamente sobre os protestos — adotou um tom mais conciliador, garantindo que o governo iraniano está pronto para ouvir o povo. Recorde-se que Pezeshkian faz parte da ala moderada do regime.

  • Repressão contra manifestantes já terá feito centenas de mortos no Irão

    A repressão levada a cabo pelo regime iraniano — contra os manifestantes que têm saído às ruas nos últimos dias — já terá feitos centenas de mortos, embora não existam dados oficiais e a ligação à internet continue bloqueada.

    O portal de notícias Iran International — ligado à oposição e que tem profundo conhecimento da realidade no terreno — avança que morreram 2.000 pessoas nas últimas 48 horas devido aos protestos que se têm decorrido em dezenas de cidades.

    Já a BBC refere que centenas de pessoas foram mortas e feridas nos últimos três dias, citando relatos vindos do país. A cadeia televisiva britânica sublinha que o regime tem vindo a intensificar a repressão contras as manifestações.

    Estes são os maiores protestos no Irão desde as manifestações de 2022, quando milhares de pessoas saíram às ruas para contestar a morte de Mahsa Amini. Segundo grupos de direitos humanos, mais de 550 pessoas foram mortas e 20.000 detidas pelas forças de segurança ao longo de vários meses.

  • Israel em alerta máximo perante a possibilidade de uma intervenção dos EUA no Irão

    Israel está em alerta máximo perante a possibilidade de qualquer intervenção dos EUA no Irão, escreve a agência Reuters, citando três fontes israelitas.

    As mesmas fontes não deram detalhes sobre o que o estado de alerta máximo de Israel significa na prática.

    Numa conversa telefónica no sábado, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, discutiram a possibilidade de intervenção dos EUA no Irãp, segundo uma fonte israelita presente na conversa.

  • Convocada manifestação junto à embaixada do Irão em Lisboa

    Uma manifestação — contra a repressão levada a cabo pelo Irão aos protestos que estão a decorrer naquele país — foi convocada para a manhã deste domingo, em frente à embaixada iraniana em Lisboa.

    “Manifestação de protesto contra o massacre do povo indefeso do Irão”, pode ler-se no cartaz que circula nas redes sociais, e no qual se escreve que o “silêncio é cumplicidade no crime”.

    A concentração está marcada para as 12 horas, em frente à representação diplomática iraniana na Rua Alto do Duque, na zona do Restelo.

  • Irão ameaça retaliar contra EUA e Israel em caso de ataque norte-americano

    O presidente do parlamento do Irão avisou hoje que os militares norte-americanos e Israel serão “alvos legítimos” em caso de ataque por parte de Washington, tal como ameaçou o Presidente dos Estados Unidos Donald Trump.

    Os comentários de Mohammad Bagher Qalibaf representam a primeira vez que Israel é incluído na lista de possíveis alvos de um ataque iraniano.

    Qalibaf, um elemento da ‘linha-dura’ iraniana que já concorreu à presidência no passado, fez a ameaça enquanto os deputados invadiam a tribuna do parlamento, gritando: “Morte à América!”

    Durante a sessão do parlamento, transmitida em direto pela televisão estatal iraniana, Mohammad Qalibaf fez um discurso aplaudindo a polícia e a Guarda Revolucionária paramilitar do Irão, particularmente os seus voluntários Basij, por terem “permanecido firmes” durante os protestos realizados no país contra a teocracia iraniana.

    “O povo do Irão deve saber que lidaremos com eles da forma mais severa e puniremos aqueles que forem detidos”, disse.

    Qalibaf prosseguiu ameaçando diretamente Israel, referindo-se-lhe como “o território ocupado”, e também as forças armadas dos EUA: “No caso de um ataque ao Irão, tanto o território ocupado como todos os centros militares, bases e navios americanos na região serão nossos alvos legítimos”, afirmou, acrescentando: “Não nos consideramos limitados a reagir após a ação e agiremos com base em quaisquer sinais objetivos de ameaça”.

  • Número de mortos em protestos contra o regime do Irão atinge 116

    O número de mortos nos protestos contra o regime do Irão subiu para pelo menos 116, avançou uma organização não governamental (ONG) criada por exilados iranianos.

    De acordo com a Agência de Notícias dos Ativistas pelos Direitos Humanos (HDRANA, na sigla em inglês), com sede nos Estados Unidos, o número de detidos também aumentou para mais de 2.600.

    O anterior balanço divulgado pela HDRANA apontava para pelo menos 65 vítimas mortais e cerca de 2.300 detidos desde o início dos protestos, em 28 de dezembro.

    Com a internet em baixo no Irão e as linhas telefónicas cortadas, avaliar o impacto das manifestações a partir do estrangeiro tornou-se mais difícil.

    O corte da Internet decidido na quinta-feira pelas autoridades iranianas, devido aos protestos contra o Governo, continuava em vigor, há mais de 48 horas, disse no sábado a ONG de monitorização da cibersegurança Netblocks.

    A televisão estatal iraniana tem apenas anunciado as mortes entre as forças de segurança, enquanto garante que o regime mantém o controlo sobre a nação, sem mencionar os manifestantes mortos, descritos como “terroristas”.

  • Bom dia.

    Abrimos este liveblog para acompanharmos os mais recentes acontecimentos no Irão, onde continuam os protestos contra o regime, e numa altura em que sobe a tensão entre Teerão e Washington.

    Pode recordar o que se passou ontem neste outro liveblog, que agora arquivamos.

    Irão. Hospitais sobrelotados com mortos e feridos por balas e regime anuncia detenção 200 “líderes” dos protestos

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