Momentos-chave
- Trump envia delegação com Witkoff e Kushner para negociar no Egito
- Netanyahu terá autorizado diretamente lançamento de drones sobre flotilha
- Antigo primeiro-ministro Ehud Olmert diz que único caminho é "a solução de dois Estados"
- Ativistas da flotilha denunciam israelitas: "Éramos tratados como animais"
- Dezenas de milhares em manifestação em Telavive. "É agora ou nunca", dizem
- Ferro Rodrigues acusa Nuno Melo de "irresponsabilidade" e diz que silêncio de Aguiar-Branco sobre portugueses detidos é "incompreensível"
- Netanyahu: "Espero anunciar regresso de reféns nos próximos dias"
- Netanyahu: "Haverá desarmamento do Hamas e Gaza será desmilitarizada"
- PSP: "Manifestantes deslocaram-se" para estação do Rossio "de forma não expectável". Não há registo de desacatos
- Ventura acusa comunicação social de "silêncio" sobre "bloqueio de transportes" por parte de manifestantes pró-Palestina
- Jovem eletrocutado após subir a carruagem do comboio. Está em estado grave
- Manifestantes pela flotilha barricam-se na estação do Rossio
- MNE continua à espera de resposta formal sobre condições dos detidos portugueses. Israel tinha garantido que "iria resolver a situação"
- Líder do Hezbollah diz que plano de Trump para Gaza está "cheio de perigos"
- Trump elogia Israel e pede rapidez ao Hamas: "não vou tolerar atrasos"
- Greta Thunberg denuncia que cela em Israel está “infestada de percevejos” e que tem recebido pouca comida e água
- Flotilha. Já foram expulsos de Israel 137 ativistas. Nenhum português está na lista
- Rangel considera que plano Trump é uma "grande oportunidade para a paz" e saúda que Hamas o tenha aprovado
- Nuno Melo diz-se alvo de mentiras sobre aviões nas Lajes e está disposto para ser ouvido no Parlamento
- Netanyahu ordenou ataque de drones contra dois navios com ajuda humanitária na Tunísia
- Flotilha. Devem regressar a casa 36 cidadãos turcos esta tarde
- Vai sair o primeiro grupo de ativistas de Israel: são 26 italianos
- Israel confirma: vai continuar "a cercar a Cidade de Gaza"
- Israel ainda não reagiu ao protesto formal apresentado pelo Governo português
- Comissão Europeia diz que resposta do Hamas ao plano de Trump é encorajadora
- Israel continua a bombardear Gaza após anúncio do Hamas e apelo de Trump
Histórico de atualizações
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Bom dia!
Encerramos aqui este artigo em direto que acompanhou as notícias sobre a guerra entre Israel e o Hamas este sábado — dia marcado por uma série de protestos um pouco por todo o mundo, incluíndo Portugal.
Pode seguir este liveblog onde serão revelados todas as novidades sobre o conflito durante este domingo: com destaque para as negociações de paz que arrancam no Cairo.
Ativistas acusam Israel de ter falsificado as suas assinaturas
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Trump envia delegação com Witkoff e Kushner para negociar no Egito
O Presidente Donald Trump decidiu enviar para o Egito uma delegação encabeçada por Steve Witkoff e por Jared Kushner, a fim de fazer avançar as negociações entre Israel e o Hamas.
A notícia é avançada pelo Wall Street Journal, que sublinha que a decisão demonstra a “seriedade” do Presidente em conseguir alcançar um acordo nos próximos dias.
Witkoff é o atual enviado do Presidente para o Médio Oriente. Kushner é genro de Trump e foi um dos principais negociadores na assinatura dos Acordos de Abraão, que estabeleceram relações diplomáticas entre Israel e vários países árabes. Ambos estiveram envolvidos no desenho da atual proposta que está a ser discutida entre o Governo israelita e o Hamas.
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Netanyahu terá autorizado diretamente lançamento de drones sobre flotilha
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, terá aprovado diretamente uma operação militar para o lançamento de drones contra a flotilha Global Sumud, que foi alvo de um ataque ao largo da Tunísia no início do mês de setembro.
A notícia foi avançada pelo canal de televisão norte-americano CBS, que cita duas fontes dos serviços de informações dos EUA. De acordo com essas fontes, Israel terá lançado drones, a partir de um submarino, que largaram dispositivos incendários sobre barcos da flotilha nos dias 8 e 9 de setembro.
À altura, as autoridades tunisinas rejeitaram que estivesse em causa um ataque israelita, avançando que as explosões teriam tido origem dentro das embarcações.
A CBS contactou as IDF, mas não obteve resposta.
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Antigo primeiro-ministro Ehud Olmert diz que único caminho é "a solução de dois Estados"
O antigo primeiro-ministro Ehud Olmert declarou que “só há uma solução” — a de dois Estados — para resolver o conflito israelo-palestiniano e que um futuro Estado palestiniano incluirá territórios que muitos em Israel consideram ser seus.
Em declarações feitas como orador no evento Foro La Toja, onde Olmert participou, o outrora líder do Governo israelita apelou também a uma mudança de liderança da Autoridade Palestiniana.
“Só há uma solução: dois Estados, uma Palestina ao lado de Israel”, afirmou Olmert, que deu o exemplo de França e Alemanha como prova de que é possível ultrapassar guerras fratricidas e destacando que os dois países são hoje “melhores amigos e aliados”.
O antigo primeiro-ministro defendeu o reconhecimento de um Estado palestiniano, mesmo este vindo a ter fronteiras que não agradam a todos em Israel. “Haverá um Estado palestiniano nos territórios que muitos israelitas acreditam que lhes pertencem”, sentenciou.
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Ativistas da flotilha denunciam israelitas: "Éramos tratados como animais"
Ativistas pró-palestinianos, participantes da flotilha humanitária, que chegaram hoje a Istambul, depois de terem sido expulsos de Israel, disseram à imprensa que foram sujeitos a violência e “tratados como animais”.
“Fomos intercetados por um grande número de embarcações militares”, disse à AFP Paolo Romano, conselheiro regional da Lombardia, em Itália, no aeroporto de Istambul. “Todos os barcos foram atacados por agentes fortemente armados e trazidos para terra”, disse o jovem de 29 anos.
“Obrigaram-nos a ajoelhar, de bruços. E se nos mexêssemos, espancavam-nos. Gozavam connosco, insultavam-nos e batiam-nos”, acrescentou Paolo Romano. “Usavam violência psicológica e física”.
Em Israel, foram levados para uma prisão, onde permaneceram presos sem permissão para sair e sem água, segundo o seu testemunho. “Abriam a porta à noite e gritavam connosco com armas para nos assustar”, acrescentou. “Éramos tratados como animais”.
O jornalista italiano Lorenzo D’Agostino, que também estava a bordo da flotilha, disse à AFP que “foram raptados em águas internacionais enquanto estavam a 55 milhas [pouco mais de 100Km] de Gaza”. “Passámos dois dias infernais na prisão. Agora estamos livres graças à pressão da opinião pública internacional que apoia a Palestina”, afirmou.
“Espero sinceramente que esta situação termine em breve, porque a forma como fomos tratados é bárbara”, acrescentou.
Iylia Balais, uma ativista malaia de 28 anos, disse à AFP que a interceção dos barcos por Israel foi “a pior experiência” que já teve. “Fomos algemados com as mãos atrás das costas, não conseguíamos andar, alguns de nós foram obrigados a deitar-se de bruços, depois foi-nos negada água e alguns de nós não receberam medicação”, relatou.
Os ativistas foram levados para Istambul num avião fretado especialmente pela Turkish Airlines.
O ativista líbio Malik Qutait disse não ter medo e prometeu continuar a tentar chegar a Gaza. “Reunirei o meu grupo, organizarei o fornecimento de medicamentos e ajuda humanitária, encontrarei um barco e tentarei novamente”, concluiu.
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Trump: Israel concorda com plano inicial de retirada de tropas
Horas depois de ter enaltecido o papel de Israel e momentos após Benjamin Netanyahu ter devolvido os elogios, Donald Trump anunciou que os israelitas concordaram com o plano inicial para a retirada das tropas.
“Após negociações, Israel concordou com o plano inicial de retirada, que nós partilhamos com o Hamas. Quando o Hamas confirmar, o cessar-fogo será imediato, a troca de reféns e prisioneiros vai começar e nós vamos criar condições para a fase seguinte de retirada, que nos aproximará do fim desta catástrofe com três mil anos”, escreveu o Presidente dos EUA na Truth Social.
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Dezenas de milhares em manifestação em Telavive. "É agora ou nunca", dizem
Pelo menos dezenas de milhares de pessoas encheram as ruas de Telavive na noite deste sábado, exigindo o regresso dos reféns e o fim da guerra em Gaza e revelando esperança de que a proposta de acordo em cima da mesa possa vir a por um ponto final no conflito.
Os discursos dos porta-vozes que falaram na Praça dos Reféns, no centro de Telavive, focaram-se nas críticas ao Governo de Benjamin Netanyahu, pressionando-o para não desistir do acordo.
“Nada os vai trazer de volta [os reféns que morreram], mas ainda há tanto que pode ser salvo. Se pode ser salvo, então é nosso dever salvá-lo com um acordo”, declarou Yotam Kipnis, cujos pais foram mortos pelo Hamas a 7 de Outubro de 2023.
O jornal Times of Israel diz ainda que o israelita, que sublinhou ser necessário haver paz entre israelitas e palestinianos, citou um discurso que havia feito em 2023, ainda antes do massacre e a propósito da reforma judicial de Benjamin Netanyahu: “Somos a carne para canhão e o bode expiatório que o Governo está disposto a sacrificar no altar do messianismo.”
A imprensa israelita fala em dezenas de milhares de pessoas nas ruas, mas o movimento Bring Them Home Now, que se tem mobilizado para o regresso dos reféns, fala em 200 mil pessoas. O grupo desfraldou na manifestação um enorme cartaz onde se pode ler “É agora ou nunca”.
A massive banner has been unfurled at Hostages Square, filled with over 200,000 supporters, during the two-year rally, with a direct appeal to President Trump: “It’s Now or Never”
Credit: Aviv Atlas, OM, Amir Goldstein, Rei Esh@POTUS@realDonaldTrump@VP @SecRubio… pic.twitter.com/g494EOOdpX
— Bring Them Home Now (@bringhomenow) October 4, 2025
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Ferro Rodrigues acusa Nuno Melo de "irresponsabilidade" e diz que silêncio de Aguiar-Branco sobre portugueses detidos é "incompreensível"
Eduardo Ferro Rodrigues comentou hoje a resposta do Estado português à situação de quatro cidadãos detidos pelo Estado de Israel, elogiando a atuação do ministro Paulo Rangel, mas criticando Nuno Melo por ter equiparado os ativistas a apoiantes do Hamas.
Em comunicado, o antigo presidente da Assembleia da República repudiou as declarações do ministro da Defesa : “A acusação de Nuno Melo, de enorme gravidade e irresponsabilidade, parece ignorar o perigo que os ativistas correm”, disse, acrescentando que o ministro israelita Itamar Ben-Gvir — que tem a pasta da Segurança Nacional e que classificou os ativistas detidos como “terroristas” — “tem a tutela do sistema prisional israelita” e que a forma como tratou os detidos “deve fazer-nos temer pelo que pode suceder”.
“Tranquilizou-me ouvir o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, a garantir que o Governo tudo iria fazer para que os portugueses fossem libertados e repatriados o mais depressa possível”, disse também Ferro Rodrigues.
O socialista criticou ainda José Pedro Aguiar-Branco. “É incompreensível o silêncio do atual Presidente da Assembleia da República perante a situação em que estão os cidadãos nacionais”, afirmou, sublinhando que entre eles há “uma deputada eleita pelos portugueses”.
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Mariana Leitão acusa Mariana Mortágua e Rui Tavares de usarem "as mesmas táticas" de André Ventura
A líder da Iniciativa Liberal acusou hoje a “esquerda radical”, da qual diz fazerem parte Mariana Mortágua e Rui Tavares, de estarem por trás de apelos a manifestações que resultam em “desordem”, em táticas que considera semelhantes às de André Ventura.
“O que temos assistido é um escalar de atos de vandalismo e desordem”, declarou Mariana Leitão, acrescentando que estes são “consequências deste discurso e destes apelos que são feitos”.
A representante da IL considera que a líder do Bloco de Esquerda está a incentivar essa “desordem” com “apelos sistemáticos a manifestações”, num ato que diz ser “sistematicamente apoiado por Rui Tavares”.
“É uma esquerda radical que usa o ódio e o desespero, juntamente com André Ventura, que usa as mesmas táticas para dividir as pessoas”, disse. Acrescentou ainda que gostaria de perguntar a José Luís Carneiro se se “revê neste tipo de discurso dos radicais de esquerda” por o PS estar coligado com o Bloco de Esquerda e o livre em várias autarquias nestas eleições, “como em Lisboa.
Mariana Leitão desejou ainda as melhoras ao jovem que ficou gravemente ferido depois de ser eletrocutado na estação do Rossio durante os protestos desta tarde.
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Dezenas de milhares gritam em Madrid que há um genocídio em Gaza
Dezenas de milhares de pessoas gritaram hoje nas ruas de Madrid que em Gaza “não há uma guerra, há um genocídio”, unindo-se às mais de 80 mil que fizeram o mesmo em manifestações noutras cidades de Espanha.
“Já que os governos olham para o lado, a sociedade civil tem de sair à rua”, disse à Lusa Javier Díaz Moro, 74 anos, escritor e uma das dezenas de milhares e pessoas que hoje, ao final da tarde, encheram a rotunda de Atocha, o Paseio do Prado e parte da Gran Via de Madrid numa manifestação em defesa da Palestina, pelo cessar-fogo na Faixa de Gaza e em solidariedade com os perto de 500 elementos da flotilha Global Sumud detidos por Israel.
Fazendo eco das reivindicações inscritas na convocatória do protesto – que se repetiu hoje em várias cidades espanholas -, Javier Diaz Moro pediu aos governos de todo o mundo, e em especial aos europeus, o fim das relações diplomáticas com Israel e o “embargo real” de armas a Telavive.
O apelo de Javier Diaz Moro e da generalidade dos manifestantes inclui o Governo de Espanha, que tem sido dos mais contundentes nas críticas a Israel por causa da ofensiva militar no território palestiniano da Faixa de Gaza, que já aprovou um embargo de armas e que reconheceu o Estado da Palestina em maio de 2024.
São “apenas gestos”, insuficientes e fruto da pressão da sociedade civil espanhola, que se tem mobilizado de forma muito expressiva nas ruas em defesa da Palestina, sublinhou Javier Diaz Moro, que lamentou que ainda esta semana o Governo de Espanha tenha saudado “o plano de paz de Donald assassino Trump, que é um ultimato, não um plano de paz” para Gaza.
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Dois participantes belgas na flotilha iniciam greve da fome em Israel
Dois participantes belgas da Flotilha Global Sumud iniciaram uma greve de fome depois de terem sido detidos por Israel, noticiaram hoje meios belgas de comunicação social, citados pela agência Efe.
Alexis Deswaef, advogado e vice-presidente da Federação Internacional dos Direitos Humanos (FIDH), e a ativista Latifa Gharbaoui, radicada em Bruxelas, são os dois belgas detidos por Israel que participavam na iniciativa da Flotilha Global Sumud e que foram detidos no passado dia 01, por forças israelitas.
Os mais de 40 navios da flotilha foram abordados pelas autoridades israelitas a partir da noite de quarta-feira durante 12 horas, durante as quais todos os participantes foram detidos e transferidos para o porto israelita de Ashdod.
Os detidos em Israel relataram “várias formas de maus-tratos e agressões por parte de guardas prisionais”, assim como interrogatórios sem a presença dos seus representantes legais, segundo a sua equipa jurídica, a ONG israelita Adalah.
Em resposta, várias pessoas, incluindo Deswaef e Gharbaoui, iniciaram uma greve de fome.
“O nosso embaixador reuniu-se pessoalmente com os participantes belgas da Flotilha, em particular para garantir a sua segurança e saúde”, disse um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros belga aos meios de comunicação locais, acrescentando que “as autoridades israelitas pretendem expulsá-los do seu território”.
A Turquia confirmou este sábado a chegada ao seu território de um grupo de 137 ativistas deportados, de 13 nacionalidades, membros da Flotilha Sumud, entre os quais não há nenhum belga.
O ministro dos Negócios Estrangeiros belga, Maxime Prévot, anunciou na quinta-feira que convocou o embaixador israelita após o ataque à flotilha em águas internacionais, que descreveu como “um assunto de séria controvérsia”.
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Netanyahu: "Espero anunciar regresso de reféns nos próximos dias"
Benjamin Netanyahu tem a expectativa de anunciar, nos próximos dias, o regresso de “todos os reféns” a Israel. “Espero, com a ajuda de Deus, anunciar nos próximos dias, talvez durante as festas do Sukkot [entre 6 e 13 de outubro], o regresso de todos os reféns — os vivos e os mortos, de uma só vez, com as IDF ainda fortemente mobilizadas em Gaza”, disse num vídeo divulgado este sábado.
Israel está “perto de uma grande conquista”, acrescentou. “Ainda não é definitivo. Estamos a trabalhar arduamente nisso”.
Apesar de assumir que Israel já recuperou, até ao momento, 207 reféns, Netanyahu acrescentou que “nunca” desistiu “do resto dos reféns”, nem “dos restantes objetivos de guerra”.
O primeiro-ministro israelita diz que coordenou com Donald Trump “uma estratégia diplomática” para resolver o conflito. “Em vez de Israel ficar isolado, o Hamas ficará isolado”.
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Pelo menos 442 manifestantes pró-palestinianos detidos em Londres
Pelo menos 442 pessoas foram detidas hoje em Londres durante um protesto de apoio ao grupo Ação Palestina, classificado como organização terrorista em julho, comunicou a polícia britânica.
O número de detenções resulta de uma operação policial que decorre há várias horas em Trafalgar Square, no centro da capital britânica.
“Muitos dos detidos não saem da praça por vontade própria e precisam ser carregados, o que requer um mínimo de cinco agentes para ser feito com segurança”, justificou a Polícia Metropolitana de Londres, através da rede social X.
Os organizadores esperavam cerca de mil participantes num protesto silencioso e pacífico, onde seriam exibidos cartazes com as frases: “Eu oponho-me ao genocídio. Eu apoio Ação Palestina”.
A agência Lusa observou no local que os ativistas começaram a sentar-se no chão pelas 13h horas e a escrever em cartazes de cartão, apesar do risco de prisão por manifestarem apoio a um grupo considerado terrorista.
Pouco depois, começaram a ser abordados pela polícia, que mobilizou centenas de agentes para a intervenção.
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Netanyahu: "Haverá desarmamento do Hamas e Gaza será desmilitarizada"
Benjamin Netanyahu anunciou este sábado, através de um vídeo, que o desarmamento do Hamas vai avançar e que Gaza será desmilitarizada “a bem ou a mal”.
“Na segunda fase, haverá o desarmamento do Hamas e Gaza será desmilitarizada, a bem ou a mal, mas conseguiremos”, disse o primeiro-ministro de Israel.
“O que provocou a mudança de posição do Hamas foi apenas a nossa pressão militar e diplomática”, acrescentou Netanyahu, que também deixou elogios a Donald Trump pelo apoio e pelos ataques às infraestruturas nucleares do Irão.
“A nossa intenção, e a intenção dos nossos amigos americanos, é de fechar as negociações numa questão de dias”.
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Carneiro diz que embaixadora em Israel terá feito tudo para proteger portugueses
O líder do PS considerou hoje que a embaixadora em Israel terá “feito tudo o que estava ao seu alcance” para proteger a vida dos portugueses detidos, remetendo para um “momento próprio” o acompanhamento das dimensões políticas deste caso.
“A Helena Paiva, a nossa embaixadora em Israel, é uma personalidade, uma mulher de grande valor diplomático e sei bem que ela terá feito tudo o que estava ao seu alcance para proteger a vida das pessoas”, respondeu José Luís Carneiro aos jornalistas à chegada a uma ação de campanha na Lourinhã, no distrito de Lisboa, quando questionado sobre a situação dos portugueses detidos em Israel.
Segundo o secretário-geral do PS, “há outras dimensões que merecem acompanhamento de natureza política” e este acontecerá “no momento e no local próprio”.
“Não acredito que haja desvalorização desde logo por parte dos funcionários do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Os nossos embaixadores, os nossos cônsules são uma estrutura diplomática das melhores que há no mundo”, respondeu, ao ser questionado sobre o posicionamento do Governo.
Carneiro lembrou que tutelou os serviços consulares quando era secretário de Estado das Comunidades e sabe “como os cônsules e os embaixadores dão o melhor de si para salvaguardar e proteger a vida das pessoas no estrangeiro”.
“Portanto, em primeiro lugar, [há uma] estrutura diplomática que, independentemente dos Governos, cumpre as orientações políticas de forma muito zelosa e muito dedicada”, elogiou.
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PSP: "Manifestantes deslocaram-se" para estação do Rossio "de forma não expectável". Não há registo de desacatos
Numa nota enviada ao Observador, a PSP também confirma que um manifestante ficou gravemente ferido na sequência de um acidente ocorrido quando esse jovem subiu a uma carruagem de um comboio na estação do Rossio.
Fonte oficial da polícia detalha que até ao momento não há registo de desacatos entre autoridades e manifestantes e destaca que não foi necessário usar a força para impedir a mobilização.
“Cerca das 15h, na Praça Martim Moniz, em Lisboa, iniciou uma ação de contestação social promovida por cidadãos em nome individual. Entretanto e depois da concentração realizou-se uma marcha de solidariedade com a GLOBAL SUMUD FLOTILLA, com percurso entre o Martim Moniz e o Rossio – Praça D. Pedro IV. De forma não expectável, parte dos manifestantes deslocaram-se para o interior da estação da CP do Rossio, tendo um deles subido para a parte superior de uma composição, onde, aparentemente terá sido eletrocutado”, refere a PSP.
A polícia acompanhou a manifestação com as Equipas de Intervenção Rápida do Comando Metropolitano de Lisboa e do Corpo de Intervenção na Unidade Especial de Polícia desde o início. No interior da estação atuou para “retirar os manifestantes” que estavam a impedir a circulação (entretanto normalizada).
A PSP continua a acompanhar alguns manifestantes que ainda se encontram na Praça D. Pedro IV, no Rossio.
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Manifestantes saíram da estação do Rossio. Circulação de passageiros decorre normalmente
Os manifestantes já não estão na estação de comboios, estando neste momento concentrados na praça do Rossio, onde o protesto continua a decorrer de forma pacífica, com palavras de ordem.
Dentro da estação, a circulação de passageiros já decorre normalmente dentro da estação, onde ainda se mantém um pequeno dispositivo policial.
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Ventura acusa comunicação social de "silêncio" sobre "bloqueio de transportes" por parte de manifestantes pró-Palestina
André Ventura, durante uma ação de campanha em Beja, acusou a comunicação social de estar “em silêncio” sobre os distúrbios causados por manifestantes pró-Palestina, numa referência ao bloqueio do carro de Alexandra Leitão após o debate com os candidatos a Lisboa e à ocupação da linha de metro do Porto, na Avenida dos Aliados, já depois de o partido ter partilhado um vídeo do momento. As declarações aconteceram antes dos últimos acontecimentos na estação do Rossio, em Lisboa.
“Eu não concebo que a instrumentalização política de um conflito e de uma guerra”, começou por dizer, sugerindo que “se fosse alguma coisa à direita, estaria a cair do Carmo e a Trindade” depois de “manifestantes bloquearem transportes públicos e entrarem pelo meio da linha do metro”.
“Como são os meninos da esquerda, podem bloquear transportes, dar cabo dos transportes, das estruturas, atacar os seguranças, que não há problema nenhum e o país está em silêncio sobre isso”, salientou, recordando que uma das ativistas que seguia na flotilha humanitária para Gaza que foi detida foi “terrorista da ETA”.
E atirou: “Se fosse com o Chega, os meus senhores não me largavam o dia todo!”
Igor Martins/Observador
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Jovem eletrocutado após subir a carruagem do comboio. Está em estado grave
Um manifestante de 22 anos sofreu queimaduras de 3.º grau depois de ter subido a uma carruagem de comboio durante os protestos pró-Palestina que começaram no Martim Moniz e se arrastaram para a estação do Rossio, em Lisboa.
Segundo relatou ao Observador fonte dos Sapadores de Lisboa, o jovem subiu a uma carruagem e tocou na catenária, sendo imediatamente eletrocutado. Foi levado para o Hospital de São José com ferimentos considerados graves.
Além dos Sapadores e do INEM, a PSP está presente nos protestos com uma presença musculada.
Apesar de inicialmente ter sido avançado que a vítima teria 18 anos, Sapadores e PSP retificaram a informação
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Manifestantes pela flotilha barricam-se na estação do Rossio
Dezenas de manifestantes estão neste momento barricados na estação do Rossio, em Lisboa, onde está presente um forte contingente policial.
Agentes do Corpo de Intervenção estão a fazer um cordão de segurança, a impedir a entrada de mais pessoas no cais de embarque, incluindo vários passageiros que iam apanhar o comboio.
O grupo participava na manifestação convocada para hoje em solidariedade com os ativistas da flotilha detidos pelas forças de Israel na quinta-feira.