Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia, este liveblog vai ser encerrado, obrigada por nos ter acompanhado.

    Continue a par dos desenvolvimentos sobre o Médio Oriente neste novo liveblog.

    Trump avança que “primeira fase” de negociações com o Hamas será “concluída esta semana”

  • As acusações de maus tratos, as assinaturas e a multidão no aeroporto. Como foi o regresso dos quatro ativistas portugueses da flotilha

    Três dias após serem detidos, os quatro portugueses que seguiam na flotilha voltaram ao país. Denunciam maus-tratos, acusam Israel de falsificar as suas assinaturas e apontam o dedo ao Governo português.

    As acusações de maus tratos, as assinaturas e a multidão no aeroporto. Como foi o regresso dos quatro ativistas portugueses da flotilha

  • Mariana Mortágua agradece apoio: "Não sabíamos que receção teríamos"

    Enquanto os cânticos de apoio à Palestina continuam, Mortágua pede a palavra e diz que especulava muito sobre “o que seria a mobilização em Portugal”.

    “Falávamos como é que cada país estaria a reagir à flotilha e ao facto de um dos barcos ter conseguido chegar até água palestiniana… Não sabíamos que receção teríamos e queremos agradecer-vos e dizer que estamos juntos e vamos continuar esta mobilização. Palestina livre”, terminou a bloquista.

    A bloquista acrescenta depois aos jornalistas que nos próximos dias vão responder a todas as questões, mas hoje não irão prestar mais declarações.

  • Miguel Duarte sobre vídeo de ministro Ben-Gvir: "De uma pessoa que comete genocídio não queremos nada senão desprezo"

    Sobre o momento da visita do ministro Ben-Gvir, em que chamou terroristas aos ativistas enquanto estes estavam ajoelhados e estavam a ser filmados, Miguel Duarte é questionado sobre se se sentiu envergonhado. “Não me senti envergonhado, senti-me dignificado porque de uma pessoa que comete genocídio não queremos nada senão desprezo”, diz, descrevendo o momento como “uma operação fotográfica”.

    Duarte disse ainda que as medidas de alguns países europeus (incluindo Portugal) como o reconhecimento do Estado da Palestina são “míseros passos simbólicos” dos governos e que “só aconteceram por causa da mobilização dos movimentos sociais”.

    “O que isso nos mostra é que os governos são sensíveis à nossa pressão”, sublinha. “As mudanças vão deixar de ser simbólicas e vão ser materiais.”

  • Mariana Mortágua: "Não somos heróis, somos pessoas a fazer aquilo que os nossos governos não estão a fazer"

    Diogo Chaves, o quarto ativista (e o português que ninguém sabia que partia na flotilha), diz agora que “custa sair da prisão e deixar camaradas para trás”.

    “Mas também tinhamos a opção de vir mais cedo para casa e lutar pelas pessoas que estão lá e pela causa palestiniana. Fazia sentido vir o mais cedo possível e foi isso que fizemos”, continuou.

    Tomando depois a palavra, a líder do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, disse depois: “Nós não somos heróis, somos pessoas a fazer aquilo que os nossos governos não estão a fazer.”

    “Quem devia estar a furar o cerco humanitário e a proteger a lei internacional são os governos dos nossos países que se dizem democracias. E porque eles não fizeram isso, cidadãos de todo o mundo organizaram-se para fazer o que os governso não estão a fazer: abrir um corredor humantiario até Gaza”, continuou.

    “Isto não é sobre nós”, continuou Mortágua, elogiando depois o apoio consular dados aos portugueses. “A nossa crítica é ao Governo português que não aplica sanções a Israel, que permite aviões militares passarem por terriório português e que é cúmplice de genocídio”, terminou.

  • Miguel Duarte diz que soldado israelita falsificou assinaturas de ativistas

    Os quatro ativistas sublinham várias vezes que se recusaram a assinar os documentos onde se dizia que tinham sido deportados por terem entrado ilegalmente em Israel — “Obviamente que não assinámos”, diz Sofia Aparício.

    Miguel Duarte conta que durante o transporte da prisão para o aeroporto, na carrinha onde seguia com “alguns camaradas espanhóis” foram-lhes entregues documentos para assinar. “Diziam que nós aceitávamos que Israel nos tinha capturado e trazido para Israel de forma legal”, conta, enquanto a multidão vaia.

    “Recusámo-nos a assinar e vimos um soldado israelita com os nossos passaportes a falsificar as nossas assinaturas para mostrar que nós aceitámos”, acusa. “É preciso ser claro: fomos raptados em águas internacionais e trazidos ilegalmente e contra a nossa vontade para Israel.”

  • Miguel Duarte: "Não existem direitos nas prisões israelitas. Se tivemos alguma proteção foi porque somos europeus"

    Miguel Duarte assume agora a palavra e começa por dizer que as “experiêcias dos ativistas são todas muito semelhantes”.

    “Tivemos camaradas espancados, todos passamos fome e sede, fomos algemados, vendados e postos dentro de autocarros-prisão”, diz.

    “As celas estavam absolutamente sobrelotadas. Alguns de nós estiveram mais de 24h outros 48h [sem comer]. Houve algumas pessoas com doenças crónicas, como diabetes, que estiveram 3 dias receber insulina”, continuou.

    “Estas celas e estes autocarros-prisão estão cheios de inscrições em árabe de prisioneiros que estiveram lá e estarão a seguir. E sofrerão infinitamente mais que nós. Não existem direitos nas prisões israelitas. Se tivemos alguma proteção foi porque somos europeus e temos mobilizações pelo mundo inteiro em apoio à flotilha”, rematou.

  • Mariana Mortágua: "Se nos fazem isto a nós, imaginem o que eles fazem a palestinianos que são presos"

    Mariana Mortágua fala agora aos jornalistas para relatar como foi a experiência dos quatro ativistas na prisão em Israel.

    “[Vimos] camaradas a serem espancados e levados”, afirmou. Para além disso, conta que ficaram “várias horas algemados” e destacou que foram “provocados por um ministro israelita” — referindo-se ao vídeo publicado pelo ministro Itamar Ben-Gvir, onde é visto a chamar terroristas aos detidos.

    “Percebemos a diferença naquela prisão entre ser europeu e ser palestiniano”, afirmou a deputada do Bloco de Esquerda. “Por muito que tenha havido abusos — e houve, muitos – isso deu-nos uma ideia do grau de impunidade das forças israelitas contra palestinianos”.

    Questionada sobre se valeu a pena integrar a flotilha da Global Sumud, Mortágua respondeu “claro que valeu a pena”.

  • Mortágua fala aos jornalistas: "É um orgulho" esta mobilização

    Mariana Mortágua fala agora aos jornalistas. “Esta manhã quando saímos de Israel não faziamos ideia do que se passava no mundo, estivemos incontactáveis durante vários dias”,

    “Poder perceber que a flotilha criou esta mobilização tão grande, perceber que há no mundo — em tantas cidades — quem se esteja a mobilizar contra o genocídio na Palestina é um orgulho, é o maior orgulho do povo português”, disse a líder do Bloco

    Mortágua interrompe depois a entrevista e pede ajuda para encontrar os outros três ativistas, que entretanto foram separados pela multidão.

  • Momentos de confusão na receção aos ativistas

    O momento em que os quatro ativistas foram recebidos pela multidão no aeroporto Humberto Delgado está a ser marcado por muita confusão.

    O cordão de segurança da PSP está a ser bastante apertado e há empurrões entre os agentes da autoridade e alguns jornalistas e apoiantes, com os ativistas a ficarem apertados no meio. “Tenham calma”, pede repetidamente Mariana Mortágua.

  • Ativista portugueses recebidos por multidão

    Os quatro ativistas já sairam da sala onde estavam com as suas famílias. Estão agora a ser cumprimentados pela multidão de apoiantes que esperava pela sua chegada no aeroporto.

    Agentes da PSP estão a fazer um cordão de proteção em volta dos quatro portugueses.

  • Ativistas estão reunidos com as famílias

    Mariana Mortágua, Sofía Aparício, Miguel Duarte e Diogo Chaves já aterraram no aeroporto Humberto Delgado e estão agora reunidos com as respetivas famílias numa sala do aeroporto.

    Segundo a CNN, os ativistas foram levados da pista num “transporte especial pedido pelo cônsul”. Este acompanhou-os durante a viagem, mas terá sido impedido na chegada à Madrid “de continuar ao pé dos quatro portugueses”.

  • Greta Thunberg deportada de Israel na terça-feira

    A ativista sueca Greta Thunberg será deportada de Israel esta terça-feira, num voo financiado pela Grécia, avança o Times of Israel.

    A ativista seguiu na mesma flotilha que o grupo de quatro portugueses, com rumo a Gaza, mas foi detida antes de chegar ao destino.

    Segundo o Times of Israel a ativista irá partir do sul do país, ao aeroporto Ramon, e terá como destino Atenas. No mesmo voo irão estar presentes também 27 ativistas gregos, todos eles igualmente deportados.

  • Embaixador de Israel recorda 7 de Outubro e lamenta sinais de antissemitismo em Portugal

    O embaixador de Israel em Portugal, Oren Rosenblat, lamentou hoje sinais em Portugal de antissemitismo, que considerou inaceitável, e criticou o reconhecimento da Palestina por parte do Estado português.

    Oren Rosenblat fez esta noite uma curta intervenção num evento em Lisboa para assinalar o segundo aniversário do ataque do Hamas no festival de música Nova, a 7 de Outubro de 2023.

    Hoje, para assinalar a data, foi exibido o documentário “We will dance again”, de Yariv Mozer, com testemunhos de jovens sobreviventes do ataque e imagens feitas na altura por eles mas também imagens divulgadas pelos atacantes.

    No discurso antes de se iniciar a projeção do documentário Oren Rosenblat recordou o ataque, disse que Israel está em guerra há quase dois anos e afirmou-se encorajado pelos recentes desenvolvimentos (plano de paz), esperando que os reféns sejam libertados nos próximos dias.

    “Deixem-me ser claro: Israel não procurou esta guerra. O Hamas começou — e o Hamas pode acabar. Esperemos que os terroristas palestinianos sejam forçados a aceitar a proposta de paz do Presidente (Donald) Trump”, afirmou o embaixador, que pediu o apoio dos parceiros, como Portugal, apoio político e solidariedade moral.

    “Neste contexto, o reconhecimento por parte de Portugal de um estado palestiniano neste momento recompensa o terrorismo e transmite uma mensagem perigosa de que a violência traz ganhos políticos — e fortalece o Hamas”, disse.

    Oren Rosenblat referiu depois um “preocupante aumento do antissemitismo”, uma tendência que “não poupou Portugal”, tendo-se assistido a uma nova vaga nas últimas semanas, como a queima de bandeiras israelitas e apelos a uma intifada, disse, considerando que tal é inaceitável e que o Governo português deve agir de acordo com a lei e “enfrentar firmemente” a vaga de antissemitismo.

  • Luís Fazenda: Portugueses mostraram que "a vontade política e a opinião pública estavam naquela flotilha"

    Em declarações, Luís Fazenda, fundador do Bloco de Esquerda, defendeu que a equipa portuguesa teve “imensa coragem de demonstrar que a vontade política, a opinião pública, estava naquela flotilha”.

    “A flotilha indica o caminho da paz, dos dois Estados, da libertação de um povo vítima de genocídio. Por isso estamos aqui em solidariedade com Gaza, é uma capacidade de luta que se internacionaliza”, rematou o bloquista.

  • Catarina Martins: "Em vez de ficarem a ver na televisão bebés a morrer à fome, fizeram tudo o que podiam"

    A antiga coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, é uma das pessoas que está presente para receber os quatro ativistas. “Temos tanto orgulho que estes quatro extraordinários cidadãos portugueses tenham levado Portugal e o seu nome numa missão humanitária que é tão difícil como urgente”, declarou à RTP.

    A também candidata presidencial sublinhou que a ação dos ativistas se distingue, porque “em vez de ficarem a ver na televisão bebés a morrer à fome, fizeram tudo o que podiam”. “Há uma coisa que já conseguiram: alertar a opinião pública e fazer pressão”, acrescenta.

    Catarina Martins também reconhece que se deslocou ao aeroporto “por uma razão muito pessoal”: “Quero ver a Mariana [Mortágua], quero abraçá-la.”

  • Louçã diz ainda que não há um "conflito com o Governo": "Fez o que tinha de fazer nos últimos dias", com exceção "de um ministro"

    No aeroporto, Francisco Louçã, antigo líder do BE, considerou que os portugueses que seguiram na flotilha fizeram “um ato de coração”

    “A Mariana, a Sofia, o Miguel, o Diogo foram raptados na quarta-feira, levados contra vontade para um país onde não queriam estar e foram detidos numa prisão de alta segurança com a tentativa de os assustar”, disse, acrescentando que “não se deixaram humilhar”.

    Para o bloquista, em questão esteve uma iniciativa com uma elevada “bravura, de uma valentia extraordinária”. “Não pela travessia do Mediterrâneo, mas por saberem o que iam enfrentar.”

    Louçã diz ainda que não há um “conflito com o Governo” e que não é necessária a presença de nenhum momento do Executivo de Montenegro: “O Governo fez o que tinha de fazer nos últimos dias [e] o primeiro-ministro não tinha de estar aqui, porque é representado por estes milhares de pessoas” — no entanto, Louçã sublinhou que há “um ministro, que é contra o reconhecimento do Estado da Palestina, que quis ajudar Netanyahu com uma acusação imbecil de que se tratam de terroristas”, referindo-se às declarações de Nuno Melo.

    “A flotilha torna Portugal como nós somos: gente que não vira os olhos, que não se põe debaixo da areia quando há uma mortandade que é a principal tragédia do século XXI”, disse.

    E, comparando o feito destes quatro ativistas com o de Ramalho Eanes, lembrou que quando este foi até Timor “não conseguiu logo a independência”, que ainda demorou 10 anos, “mas foi um ato digno e bonito”.

  • Ativistas já aterraram em Lisboa

    O voo que transportava os quatro ativistas portugueses que estiveram detidos já aterrou no aeroporto Humberto Delgado.

    Em breve devem sair pela zona de chegadas, onde há dezenas de pessoas à sua espera, com bandeiras da Palestina e entoando cânticos como “Palestina vencerá”.

  • Delegação do Hamas já está no Egipto

    A delegação do Hamas para as negociações com Israel já está no Egipto, escreve o Haaretz.

    As negociações irão começar amanhã em Sharm El-Sheikh. Estará presente uma delegação de Israel e também uma delegação dos EUA (onde estarão o enviado especial de Trump, Steve Witkoff, e o seu genro, Jared Kushner).

  • Francisco Louçã, Luís Fazenda e Andreia Galvão esperam Mariana Mortágua no aeroporto

    Várias dezenas de pessoas estão reunidas na zona de chegadas do aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, para receber os ativistas portugueses da flotilha.

    A aguardar Mariana Mortágua e os colegas estão figuras destacadas da história do Bloco de Esquerda, como Francisco Louçã e Luís Fazenda, e a deputada Andreia Galvão, que está a substituir Mortágua na Assembleia da República.

    Tomás Silva/Observador

    Tomás Silva/Observador

    Tomás Silva/Observador

    Tomás Silva/Observador

    Tomás Silva/Observador

    Tomás Silva/Observador

    Tomás Silva/Observador

    Tomás Silva/Observador

1 de 3