Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O Presidente dos EUA, Donald Trump, está otimista sobre as negociações de cessar-fogo entre o Hamas e Israel, afirmando que as conversações têm sido positivas. Segundo Trump, as equipas técnicas vão reunir-se novamente no Egito para finalizar os detalhes, com a expectativa de concluir a primeira fase ainda esta semana, visando alcançar uma paz duradoura no Médio Oriente.
    • As negociações indiretas entre Israel e o Hamas estão a decorrer no Egito, com um clima considerado “positivo” segundo relatos de fontes locais. Estas negociações, mediadas por serviços de inteligência egípcios, têm como objetivo estabelecer um cessar-fogo duradouro em Gaza, assim como a libertação de reféns e a promoção de um processo político pacífico.
    • Vários esforços internacionais para mediar o conflito entre Israel e o Hamas estão em andamento. O secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou ao fim das hostilidades na região, enquanto a Cruz Vermelha se ofereceu para facilitar um eventual acordo de libertação de reféns palestinianos em troca de prisioneiros israelitas.
    • O clima político internacional em torno do conflito continua complexo. O chanceler alemão expressou preocupação sobre a possível exclusão de Israel da Eurovisão, indicando que a Alemanha poderá boicotar o concurso caso Israel seja expulso. Essa declaração faz parte de um cenário de crescente pressão internacional sobre a participação israelita em eventos culturais globais.

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    Continue a acompanhar os desenvolvimentos sobre a guerra no Médio Oriente neste novo liveblog, que agora abrimos.

    Negociações para o cessar-fogo continuam esta terça-feira em “clima positivo”

  • Guterres apelou à libertação dos prisioneiros israelitas e recorda "horror" do 7 de outubro

    O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, apelou esta segunda-feira à libertação dos prisioneiros israelitas numa mensagem enviada antes do aniversário de dois anos dos ataques liderados pelo Hamas a Israel.

    “O horror daquele dia negro ficará para sempre gravado na memória de todos nós”, afirmou António Guterres em comunicado. “Dois anos depois, os reféns continuam cativos em Gaza em condições deploráveis”, recordou, citado pela Al Jazeera.

    O chefe da ONU apelou ao fim do “sofrimento para todos”, acrescentando que “esta é uma catástrofe humanitária numa escala que desafia a compreensão”. “Acabem já com as hostilidades em Gaza, em Israel e na região”, disse Guterres. “Parem de fazer com que os civis paguem com as suas vidas e o seu futuro. Depois de dois anos de trauma, temos de escolher a esperança. Agora”.
    Guterres também saudou o plano de cessar-fogo de Trump como uma “oportunidade que deve ser aproveitada para pôr fim a este trágico conflito”.

  • Clima das negociações indiretas entre Israel e o Hamas é "positivo"

    O clima das negociações indiretas entre Israel e o Hamas — que decorrem no Egito — é “positivo”, avança a televisão estatal egípcia, Al-Qahera News, com base no relato de um correspondente no local.

  • Trump diz que Hamas têm "estado bem" nas negociações e diz acreditar que se chegará a um acordo

    O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou a postura do Hamas nas negociações para um cessar-fogo em Gaza, dizendo que “eles têm estado bem”.

    “Espero que continue assim. Acho que sim. Acho mesmo que vamos chegar a um acordo”, afirmou.

  • O que aconteceu até agora:

    • As negociações indiretas entre Israel e o Hamas começaram no Egipto, com o objetivo de alcançar um cessar-fogo duradouro em Gaza, a libertação de reféns e a promoção de um processo político pacífico. O Presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, saudou os esforços dos Estados Unidos e o plano apresentado por Donald Trump, expressando gratidão pela iniciativa que visa estabelecer a paz e a estabilidade duradouras na região.
    • A Casa Branca, através da porta-voz Karoline Leavitt, evitou dar um prazo específico para a conclusão das conversações entre Israel e o Hamas, apesar de destacar a aceitação do quadro proposto por Trump por parte do movimento palestiniano. A urgência em libertar os reféns e garantir uma paz duradoura em Gaza foi enfatizada, sem compromissos temporais específicos.
    • Os líderes políticos em Portugal reagiram à detenção e subsequente deportação dos ativistas portugueses que faziam parte da flotilha humanitária para Gaza. O primeiro-ministro afirmou que o governo fez tudo o que estava ao seu alcance para repatriar os ativistas com rapidez e normalidade, enquanto figuras como Nuno Melo e André Ventura criticaram a iniciativa dos ativistas, considerando-a um desvio das reais prioridades nacionais.
    • Greta Thunberg, entre outros ativistas que integravam a flotilha, foi deportada por Israel e chegou à Grécia, onde denunciou a situação em Gaza como um genocídio. A ativista sublinhou a responsabilidade dos estados em prevenir esse tipo de crimes e criticou a falta de ações concretas por parte dos governos. O governo israelita defendeu que todos os direitos legais dos ativistas foram respeitados e classificou as críticas como uma campanha de notícias falsas.

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  • Autoridades italianas proíbem manifestação de celebração do dia 7 de outubro em Bolonha

    As autoridades italianas proibiram uma manifestação de celebração do segundo aniversário do ataque do Hamas a Israel de 7 de outubro de 2023, marcada para esta terça-feira na cidade de Bolonha.

    A manifestação foi marcada pelo grupo Giovani Palestinesi, que descreveu o ataque no Instagram como uma “gloriosa operação” da “resistência palestiniana” que desferiu uma “dura derrota ao sionismo”.

    “No segundo aniversário da maior ação de resistência das últimas décadas contra a ocupação colonial sionista, descemos às ruas em apoio ao povo palestino e à Resistência, tomando pela enésima vez as ruas de Bolonha”, lê-se ainda.

    O representante do Estado na cidade, Enrico Ricci, avisou que esta manifestação seria “totalmente proíbida”. Já o autarca, Matteo Lepore, citado pelo jornal Corriere di Bologna, classificou a demonstração como “vergonhosa” por “sair às ruas a exaltar os atos terroristas de 7 de outubro”.

    “Quem promove iniciativas deste tipo não tem nada a ver com quem luta pela paz na Palestina e apenas faz o jogo de quem nega o genocídio em Gaza. O antissemitismo não é a solução, mas sim gasolina no fogo, o ódio que gera mais ódio. Quem organiza estas manifestações quer boicotar o movimento pela paz e Gaza”, acrescentou.

    Noutra publicação no Instagram, o grupo prometeu que iria sair ainda assim às ruas para reivindicar o “apoio à resistência e ao povo palestiniano”.

  • Lula quer regresso dos brasileiros da flotilha e acusa Israel de violar lei internacional

    O Presidente brasileiro, Lula da Silva, disse hoje estar a trabalhar para fazer regressar os brasileiros que integraram a Flotilha Global Sumud e foram detidos por Israel, que acusa de violar a lei internacional.

    “O Estado de Israel violou as leis internacionais ao intercetar os integrantes da ‘Flotilha Global Sumud’, entre eles cidadãos brasileiros, fora de seu mar territorial. E segue cometendo violações ao mantê-los detidos em seu país”, começou por denunciar o chefe de Estado brasileiro através de uma nota divulgada nas redes sociais.

    Lula da Silva garantiu ainda que já comandou a diplomacia brasileira a prestar “todo o auxílio para garantir a integridade” dos brasileiros.

    O chefe de Estado brasileiro quer ainda que sejam tomadas “todas as ferramentas diplomáticas e legais, junto ao Estado de Israel, para que essa situação absurda se encerre o quanto antes e possibilite aos integrantes brasileiros da flotilha regressarem (…) em plena segurança”.

  • Eurodeputada que participou na Global Sumud Flotilla diz que foi “espancada por polícias israelitas”

    Após chegar à Grécia, a eurodeputada Rima Hassan disse esta segunda-feira que foi expulsa de Israel e “espancada por polícias israelitas”, após participar nas embarcações humanitárias da Global Sumud Flotilla, com destino à Faixa de Gaza, na Palestina.

    “Fui espancada ao entrar na carrinha por dois polícias israelitas”, disse a representante do partido France Insoumise à Agence France-Press (AFP) no Aeroporto Internacional de Atenas, onde aterrou hoje à tarde com os outros 160 ativistas expulsos, incluindo a ativista sueca Greta Thunberg.

    Rima Hassan indicou que os ativistas têm “muito que denunciar”, vestindo, como Greta Thunberg, um fato de treino cinzento, comum nas prisões israelitas.

    A eurodeputada franco palestiniana indicou que mais ativistas foram espancados. “Alguns de nós foram espancados”, referiu Hassan.

    A deputada disse ainda que não havia camas para dormirem na prisão israelita de alta segurança de Negev, no deserto, onde permaneceram. “Por vezes éramos 13 a 15 por cela, nem sequer em camas, mas em colchões no chão. Faltava-nos mesmo tudo”, indicou a deputada.

  • Famílias dos reféns israelitas em Gaza jantam à porta de Netanyahu para pressionar acordo de libertação

    Familiares dos reféns que ainda estão retidos em Gaza organizaram uma refeição de Sukkot — uma festividade judaica que começa esta segunda-feira — à porta da residência de Benjamin Netanyahu, em Jerusalém.

    Apelam a que o primeiro-ministro israelita alcance um acordo de cessar-fogo que inclua o regresso dos israelitas ainda detidos em Gaza.

  • Casa Branca não dá prazo para conclusão das negociações indiretas entre Hamas e Israel

    A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, evitou esta segunda-feira dar um prazo para a conclusão das conversações indiretas que começaram hoje no Egito entre Israel e o Hamas, com o objetivo de chegar a um acordo sobre a proposta do Presidente norte-americano, Donald Trump, para acabar com a guerra em Gaza.

    Questionado sobre se o prazo de 5 de outubro que Trump estabeleceu para que o Hamas respondesse à sua proposta para Gaza ainda está em vigor, Leavitt observa que o Hamas já, na sexta-feira, “emitiu uma declaração muito clara de que aceita o quadro do Presidente, e é por isso que as conversações técnicas estão em curso”.

    Pressionada pelos jornalistas presentes na Casa Branca sobre um calendário para a duração das conversações no Egito, Leavitt evitou ser específica.

    “É importante que isto seja feito rapidamente para que possamos ganhar algum ímpeto, libertar os reféns e depois passar à parte seguinte, que é garantir que podemos criar uma paz duradoura e duradoura em Gaza e garantir que Gaza não é mais um lugar que ameaça a segurança de Israel ou dos Estados Unidos ”, afirmou ainda.

  • "Problema de direito vai demorar muito tempo a ser resolvido", diz Marcelo sobre gestão das águas em que ativistas da flotilha foram detidos

    Marcelo Rebelo de Sousa diz que “houve uma mistura de não se esperar tanta gente” e “de não haver estruturas de acolhimento”, perante a detenção dos mais de 400 ativistas que seguiam na flotilha humanitária com destino a Gaza.

    Menciona ainda os acontecimentos que foram contemporâneos à interceção dos barcos da flotilha: o reconhecimento do Estado da Palestina por vários países, incluindo Portugal, e as negociações para um acordo de cessar-fogo em Gaza.

    O Presidente da República indicou falta de acordo sobre a gestão das águas em que os ativistas foram detidos. “Há para uns a ideia de que são águas israelitas, para outros que são águas internacionais e para outros que são águas palestinianas”, afirma.

    “Essse problema de direito vai demorar muito tempo a ser resolvido”, disse.

    Refere ainda a discussão sobre o facto de o navio que foi intercetado primeiro ser italiano, um país que não reconheceu ainda a Palestina.

  • Ativista espanhola ficou retida em Israel após morder uma enfermeira na prisão

    Uma ativista espanhola, detida em Israel por ser membro da flotilha que se deslocava para Gaza, mordeu um membro do pessoal médico enquanto se encontrava detida na prisão de Ketziot no domingo. A informação foi tornada pública por autoridades prisionais israelitas e citada pelo Times of Israel.

    A ativista mordeu a enfermeira quando estava a ser escoltada para um exame médico de rotina, no âmbito dos preparativos para a sua deportação, que estaca prevista para a manhã desta segunda-feira, e que acabou por não se concretizar.

    Por isso, só 27 dos 28 ativistas espanhóis regressaram, com esta mulher a ficar retida no país após ter sido acusada pelas autoridades israelitas de agressão à profissional de saúde.

    O ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, José Manuel Albares, escreveu na rede social X que Espanha “continua a oferecer proteção diplomática e consular até que a última espanhola seja libertada”.

  • Greta Thunberg chega à Grécia. "Não estamos a ver sequer o mínimo dos nossos governos", acusa

    Greta Thunberg acaba de chegar ao aeroporto de Atenas, na Grécia, onde foi recebida, em conjunto com ativistas gregos e de outras nacionalidades, por uma multidão de apoiantes.

    “Permitam-me que seja muito clara: está a acontecer um genocídio diante dos nossos olhos, um genocídio transmitido em direto para todos os nossos telemóveis”, afirmou aos jornalistas, citada pelo The Guardian.

    GettyImages-2239197234 AFP via Getty Images

    “Ninguém tem o privilégio de dizer que não estamos cientes do que está a acontecer. No futuro, ninguém poderá dizer que não sabíamos”, acrescentou a ativista sueca, que acaba de ser deportada de Israel.

    Ao abrigo do direito internacional, aponta Greta Thunberg, os Estados têm a obrigação legal de “prevenir e impedir a ocorrência de um genocídio”. “Isso significa acabar com a cumplicidade, exercer uma pressão efetiva e pôr termo às transferências de armas. Não estamos a ver isso, não estamos a ver sequer o mínimo dos nossos governos”, afirmou.

    A ativista, refere ainda que a flotilha humanitária tinha como objetivo “impedir que a população de Gaza passasse fome” e que pretendia “dar um passo em frente quando os nossos governos não o fizeram”.

  • Cessar-fogo em Gaza. "Há aqui uma oportunidade"

    Negociações no Egito sobre um acordo de paz em Gaza são o mais perto de negociações diretas entre Israel e o Hamas. A análise de Bruno Cardoso Reis: “Objetivos estão mais perto de serem alcançados”.

    Cessar-fogo em Gaza. “Há aqui uma oportunidade”

  • Conversações indiretas entre o Hamas e Israel para pôr fim à guerra em Gaza já começaram no Egipto

    Já começaram no Egipto as conversações indiretas entre o Hamas e Israel para pôr fim à guerra em Gaza. A informação é avançada pelo canal de televisão estatal egípcio Al Qahera e citada pela Al Jazeera.

    Fonte próxima das negociações indica que os mediadores do Egipto e do Qatar iniciaram os trabalhos com ambas as partes no sentido de estabelecer um mecanismo para a libertação de todos os detidos israelitas em troca de prisioneiros palestinianos.

  • Um dos principais cardeais do Vaticano classifica atuação de Israel em Gaza como um "massacre em curso"

    Em antecipação ao segundo aniversário do ataque do Hamas às comunidades israelitas a 7 de outubro de 2023, o cardeal Pietro Parolin — secretário de Estado do Vaticano e um dos principais assessores do Papa Leão XIV — deixou das mais duras críticas por parte da Igreja Católica à atuação israelita desde o deflagrar do conflito.

    Não deixando de considerar os ataques do Hamas como “desumanos e indefensáveis” nem de instar a organização islamista a libertar os restantes reféns, Parolin — que foi um dos principais favoritos a suceder ao Papa Francisco após a sua morte — afirmou em entrevista ao Vatican News que “é inaceitável e injustificável reduzir seres humanos a meros ‘danos colaterais'”.

    “A guerra travada pelo exército israelita para eliminar os militantes do Hamas ignora o facto de que está a atingir uma população em grande parte indefesa, já levada ao limite, numa área onde edifícios e casas estão reduzidos a escombros”, lamentou, alertando que “corremos o risco de nos tornarmos insensíveis a essa carnificina”.

    Mesmo reconhecendo que “aqueles que são atacados têm o direito de se defender”, Parolin considera que Israel não tem respeitado “o princípio da proporcionalidade” e que “a comunidade internacional está, infelizmente, impotente e que os países verdadeiramente capazes de exercer influência até agora não agiram para impedir o massacre em curso”.

  • Mariana Leitão acusa flotilha humanitária de ter desviado atenção das negociações

    “Não é assim que se resolvem as questões” e a “verdade é que estivemos muito tempo a assistir ao desenvolvimento da viagem quando o foco deve estar nos avanços que estamos a fazer ao nível internacional” para obter “acordos de paz que permitam resolver o conflito naquela zona” e libertar “a Palestina do Hamas, garantindo que nos livramos de uma organização terrorista”, afirmou Mariana Leitão, em campanha em Leiria.

    A líder da IL disse ter “sérias dúvidas” que Mariana Mortágua quisesse levar, de facto, ajuda humanitária: “É pouco credível acharmos que uma deputada da nação, que tem pleno conhecimento de como é que estas coisas funcionam, achasse que conseguia chegar a Gaza, com a sua flotilha, e entregar ajuda humanitária”.

    Sobre a chegada dos quatro ativistas a Portugal, domingo à noite, Mariana Leitão salientou que é “uma boa notícia terem chegado todos bem, estarem todos em segurança” e destacou “o trabalho dos serviços consulares, que estiveram desde a primeira hora a acompanhar toda a situação e que garantiram este regresso em segurança”.

    Atualmente, “estão a existir negociações ao nível internacional para, de facto, resolver o problema”, que “estão a ir no bom sentido” para “se conseguirem acordos de paz”, afirmou Mariana Leitão, numa referência à proposta dos EUA.

    “Esse deve ser o caminho, o caminho das soluções diplomáticas, o caminho das soluções concretas para a obtenção da paz naquele conflito”, afirmou a dirigente liberal.

    No plano da ajuda humanitária, “é óbvio que nós temos também de confiar de que há organizações que fazem o seu trabalho, têm essa missão em concreto e que o estão a fazer bem”, embora existam “sempre alguns constrangimentos”, salientou ainda a líder da IL.

  • Delegação israelita já chegou ao Egito para negociações indiretas de paz em Gaza

    A equipa de negociação israelita já aterrou em Sharm El-Sheikh, no Egito, sendo que as conversas indiretas e mediadas pelos serviços de inteligência egípcios começarão já esta tarde.

    A forma acelerada que o processo ganhou levou inclusive a que já tinha sido marcada uma reunião para finalizar o potencial acordo no final desta semana, adiantou uma fonte egípcia ao canal qatari Al Araby Al Jadeed, segundo informação adiantada pelo Haaretz.

    No entanto, há ainda entraves nas conversas, nomeadamente quanto ao mecanismo para garantir a libertação dos reféns, revela a mesma fonte.

  • Marisa Matias acusa Nuno Melo de não ter ”a sensibilidade de perceber as suas funções”

    “Ter um ministro da defesa numa posição tão sensível, que parece nem sequer representar as posições do governo, eu pergunto-me se tem condições para ser ministro da Defesa? E parece-me que não. Nós não podemos ter numa pasta tão sensível alguém que não tem sequer a sensibilidade de perceber as suas funções e o que é esperado das suas funções”, defendeu Marisa Matias, à margem de uma ação de campanha para as autárquicas de dia 12, em Vila Nova de Gaia, distrito do Porto.

    Hoje, em Ponte de Lima, o presidente do CDS-PP afirmou que não vai “dar mais para o peditório” do que apelidou de “número” dos ativistas portugueses da flotilha humanitária e aconselhou-os a concentrarem-se nas eleições autárquicas.

    Marisa Matias, que falava ao lado do líder do Livre, Rui Tavares, defendeu que as declarações de Nuno Melo, inclusive enquanto os ativistas ainda estavam detidos em Israel, “não desautorizam apenas um país, mas desautorizam também o próprio Governo”.

    A bloquista confessou que espera “muito mais do Governo”, nomeadamente sanções a Israel e ajuda humanitária, entre outras medidas, mas realçou estar em causa algo além disso, acusando Melo de colocar em causa os esforços da diplomacia portuguesa para trazer de volta os quatro cidadãos.

    “Desde que houve a detenção dos quatro tripulantes portugueses, o Governo e outro ministério e a diplomacia portuguesa empenharam-se para trazê-los para Portugal o mais depressa possível. E ao mesmo tempo que isto estava a acontecer da parte do Ministério dos Negócios Estrangeiros e da diplomacia portuguesa, temos um ministro da Defesa que estava a dizer a Israel e as autoridades israelitas que podiam fazer com os tripulantes portugueses o que entendessem, que podiam abusar deles, se fosse esse o caso, porque eles não mereciam proteção”, criticou.

    Marisa Matias defendeu que “o que se espera de um ministro da Defesa é que cumpra o seu papel”.

    “E o seu papel é ser ministro da Defesa, é defender aquelas pessoas, garantir que elas chegam em segurança e que são protegidas”, sublinhou.

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